Wednesday, December 23, 2009

XEQUE AO REI - 7

Dez mil milhões de euros por ano é, mais ou menos, qunto é preciso para reduzir o défice das contas públicas dos actuais oficiais oito vírgula qualquer coisa para os três por cento do PIB. Contas de Daniel Bessa apresentadas no Expresso/Economia de Sábado passado.
Acrescenta ainda DB que tal meta pode atingir-se:
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- Subindo a taxa máxima do IVA para 35% (e as outras proporcionalmente)
- Subindo a taxa máxima do IRS para 87% (e as outras proporcionalmente)
- Reduzir em 47% os salários da função pública
- Privatizar 35% dos serviços públicos
ou, por exemplo,
- Reduzir para metade o investimento público, fixar a taxa máxima do IVA em 23%, fixar a taxa máxima do IRS em 52%, privatizar ou encerrar 7,5% dos serviços, reduzir em 10% os salários dos restantes funcionários públicos.
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Uma forma airosa de ler isto e não estragar o Natal nem o Ano Novo é pensar que o Daniel não sabe fazer contas ou que antecipou as Festas e já não estava sóbrio quando as fez. E deixar correr o marfim. Até ao dia em que, de lá de fora, nos disserem: Acabou a festa, agora não há mais mas nem meio mas. Daqui esse combóio descarrilado não passa.
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Não, não há governo, monopartidário, mesmo com maioria absoluta, que tenha capacidade (mesmo que tivesse coragem) para travar este andamento inconsciente antes que outros nos sacudam para acordarmos.
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4 comments:

António said...

Boa noite.
Nem é preciso privatizar.
Basta dar.
Dêem a Tap, a CP, a RTP com os canais todos, a RDP idem, os metros de superfície e mais umas coisas que por aí há.
Não se esqueçam de dar de bónus as administrações, as consultoras e demais capangada que vive à custa disso, logo à nossa.
Se o fizerem, as coisas começam logo a melhorar.

rui fonseca said...

"Nem é preciso privatizar.
Basta dar."

Boa ideia.
Não sei é se alguém vai aceitar.

Bom Natal e Bom Ano para si e para os seus!

António said...

Ofereçam à dona dos diamantes.
Na compra da zon, levam essa tralha toda de bónus.
Mas como parece que ainda vamos ser nós a pagar-lhe a compra da zon, já nem digo nada.

Parece que há vinte anos houve uma revolução a sério, ali para o leste.
Podia-se fazer aqui uma igual, mas mais abrangente.

Bom Natal, a si e a todos os que o visitam.

Rui Fonseca said...

Pois é, António.

Lá, L´état c´est moi, (et mon père).
E um destes dias c´est cá.