Tuesday, January 25, 2022

DEMOCRACIA ARRUADA

Para quem não sabe ler
vê bonecos. 
 
Com arruadas
 ganha o ruído e ganha o 19
 

O virologista do Instituto de Medicina e Higiene Tropical (IMHT) Celso Cunha apelou ao bom senso nas iniciativas na campanha eleitoral para as eleições legislativas, alertando que ajuntamentos em espaços fechados e em arruadas são “acontecimentos susceptíveis” de aumentar a propagação do vírus SARS-CoV-2.

“O bom senso é uma coisa que tem andado desde o início um bocadinho alheada e também desde o início que temos visto que há muito barulho de fundo político à volta desta pandemia”, disse à agência Lusa o investigador do Instituto de Higiene e Medicina Tropical (IMHT).

Celso Cunha salientou que há recomendações da Direcção-Geral da (Saúde) que estão a ser observadas na campanha eleitoral “de modo diferente, por diferentes partidos, em diferentes circunstâncias”.

Muitas vezes estão a ser infringidas recomendações da Direcção-Geral da Saúde “sem haver nenhum reparo”, observou, advertido que os ajuntamentos, sobretudo, em espaços fechados e nas arruadas, sem manter a distância necessária, “são acontecimentos susceptíveis de promover um grande número de contágios e de aumentar a propagação do vírus”.

O investigador concorda que estas situações passam mensagens contraditórias à população.

“As pessoas pensam ‘durante a campanha posso andar assim, mas depois no dia-a-dia não podemos’ e eu percebo isso”, disse.

“Daí que talvez fosse bom que todos [os partidos] tivessem tido bom senso. Há uns que têm mais, outros que têm menos, mas aquilo a que temos assistido não é muito pedagógico”, lamentou.

 

vd. mais imagens das arruadas aqui

Monday, January 24, 2022

UCRÂNIA : COSTA E RIO CONCORDAM

E os líderes dos outros partidos concorrentes às legislativas, que posição têm sobre o assunto?
Não sabemos. Mas temos o direito de saber.

Lê-se hoje no Público, 
 
"Crise nas fronteiras da Ucrânia: Rio e Costa defendem via diplomática, mas preparados para sanções firmes à Rússia

Em matéria de assuntos internacionais, os dois principais candidatos a primeiro-ministro comungam dos mesmos princípios. Perante o cenário de crise iminente a leste da Europa, ambos defendem que se deve apostar na via diplomática, mas perante uma agressão da Rússia à Ucrânia, também sustentam uma resposta “à altura” em termos políticos e económicos, como diz Costa. E com uma “dureza sem precedentes”, nas palavras de Rio."

Parece que a minha pergunta feita há dias, e que parece ter incomodado alguém, faz todo o sentido.
Ou não?

 


Sunday, January 23, 2022

PERGUNTAR, OFENDE?

Reconheço que há perguntas que podem ser ofensivas.

Anteontem, perguntei aqui"No caso de um conflito armado (mais provável que impossível) de que lado se posicionariam os comunistas portugueses?".

O amigo L., perguntou-me hoje, a este propósito: 

Mas resposta a essa pergunta interessa-te a ti ou aos Comunistas (presumo que queiras significar militantes e simpatizantes do PCP)? Acho que não será difícil, pelo que conheço do partido, formular uma resposta politicamente correta: Contra a guerra! Nem por uns nem por outros.

Estimado L.,

Também eu sou, todos somos contra a guerra. Ou quase todos.

A questão não é essa mas saber de que lado estarão os comunistas portugueses se houver um confronto bélico na Ucrânia, sem desviar a resposta para o politicamente correcto.
O C C. remeteu-me para três referências sobre o assunto no facebook, uma remissiva que me pareceu significar não querer C C. dar a sua, certamente, fundamentada opinião.
Como não frequento o facebook não me tinha apercebido que a pergunta já tinha sido foi feita a Jerónimo de Sousa pelo jornalista da RTP1 Vítor Gonçalves: se a Rússia invadisse a Ucrânia, Jerónimo de Sousa apoiaria sanções contra Putin?
Não sei qual a resposta de Jerónimo de Sousa porque o comentário não diz mas considera a pergunta "preconceito anti comunista rasteiro indisfarçável"

Isto é, fiquei sem resposta.
E nem comentei, supondo que a minha pergunta tinha ofendido.
Ofendi?
Que te parece L.?
 
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"Os ponteiros do Relógio do Apocalipse continuam a ficar imóveis: este ano, o simbólico relógio permanece a 100 segundos da meia-noite, anunciaram esta quinta-feira os especialistas da revista Bulletin of the Atomic Scientists. No ano passado, os ponteiros deste relógio também ficaram imóveis, estando desde 2020 a 100 segundos do fim. Alterações climáticas, segurança nuclear e a gestão da pandemia da covid-19 foram algumas das principais razões para os especialistas não mexerem nos ponteiros também em 2022. Para que fique bem claro, este relógio representa uma metáfora que alerta a humanidade se está mais perto ou mais longe de se autodestruir com as suas decisões, acções e tecnologias." - mais aqui


Friday, January 21, 2022

A PERGUNTA QUE AINDA NÃO FOI FEITA AO PCP

No caso de um conflito armado (mais provável que impossível) de que lado se posicionariam os comunistas portugueses?

"Os EUA e os seus aliados europeus procuram apresentar uma frente unida de apoio à Ucrânia perante a ameaça russa, mas as declarações do Presidente norte-americano, Joe Biden, expuseram as divisões quanto a uma potencial resposta a uma intervenção russa no país vizinho.

Biden participava numa conferência de imprensa na Casa Branca na quarta-feira à noite para assinalar o primeiro aniversário como Presidente quando se referiu abertamente à forte possibilidade de a Rússia poder invadir a Ucrânia. “A minha aposta é que ele vai avançar. Ele tem de fazer alguma coisa”, afirmou referindo-se ao Presidente russo, Vladimir Putin." - aqui 

Tuesday, January 18, 2022

CARAVAGGIO POR 350 MILHÕES


 

 

Um tecto de Caravaggio no leilão do século 

Até onde subirá (se subir) o valor deste único fresco de Caravaggio, avaliado em 350 milhões?  Ainda hoje se saberá.

SALVATOR MUNDI foi vendido por 450 milhões de dólares, equivalente na data do leilão, a 380 milhões de euros.

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act. - O leilão da Villa Aurora não teve interessados. Voltará a leilão com 20% de desconto na base de licitação inicial

Wednesday, January 12, 2022

CASALINHO RAMALHO E VIEIRA

Porquê, dos bancos sediados em Portugal, só o NovoBanco faz parte do sindicato bancário para a venda das OT iniciada hoje?

Portugal está no mercado para uma venda sindicada de obrigações do Tesouro (OT) a 20 anos.  O IGCP mandatou o BNP Paribas, o Credit Agricole CIB, o Morgan Stanley, o J.P. Morgan, o Nomura e o NovoBanco enquanto "joint lead managers" para a emissão de OT com maturidade em abril de 2042. - aqui
 
BCE está a investigar relação entre Ramalho e Vieira no NovoBanco. 
Banco de Portugal passa responsabilidade sobre avaliação da idoneidade de António Ramalho para Banco Central Europeu, que admite está a analisar os desenvolvimentos recentes sobre a relação entre Luís Filipe Vieira e António Ramalho. - aqui

 

Monday, January 10, 2022

O ESTADO PERDOA?


O ESTADO PERDOA?

O Estado não perdoa nem deixa de perdoar. O Estado é uma entidades abstracta que, supostamente, reúne os interesses, materiais e morais, de todos os indivíduos ou sociedades sujeitos às suas leis. Quem julga ou quem perdoa é o governo, tutor da defesa dos interesses colectivos através dos diferentes órgãos da administração pública, incluindo os tribunais que julgam em conformidade com as leis aprovadas pela maiorias que apoiam os governos.

Repita-se: Não invoqueis a designação de uma entidade abstracta para omitir os concretamente responsáveis! Aqueles que, por incompetência ou conivência, lesam os interesses colectivos. 

Neste processo relatado pelo Público, o resultado termina, ao fim de doze anos por um perdão de dívida porque, como é hábito, o devedor teve tempo suficiente para quase não ter bens em seu nome.

Estado perdoa 81 milhões a empresário que estava a ser julgado por burla ao BPN

A Parvalorem, criada para ficar com os activos tóxicos do BPN, reclamava em tribunal mais de 104 milhões de euros ao empresário Carlos Marques, acusado de alegadamente ter pedido empréstimos que nunca pagou. A poucos dias da sentença houve um acordo entre as partes.

Fonte ligada à Parvalorem explicou ao PÚBLICO que este processo, desde o seu início,” vinha carregado de vicissitudes” e que, mesmo que Carlos Marques fosse condenado, tem poucos bens em seu nome e não havia garantias de alguma vez pagar o que lhe era reclamado.

A investigação remonta a 2010. Este é um caso com mais de 12 anos, que diz respeito a factos com 14 e 16 anos e cujo julgamento começou apenas em Julho de 2019.