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Saturday, May 23, 2020

CHINA, XEQUE MATE À DEMOCRACIA LIBERAL


12 de Março registei aqui:  

"Hoje, às 8:20 ouço na rádio que o presidente chinês anunciou que o surto entrou e declínio em território chinês.
Nas estatísticas publicadas em contínuo pela Organização Mundial de Saúde, vd. aqui, ao meio dia o número de infectados em todo o mundo era 128.058 e o número de mortes 4.717.
Na China, dos 80.796 infectados, já foram recuperados 62.813. Hoje registou 18 novos casos e 11 mortos. "

Hoje, 23 de Maio, pouco mais de dois meses depois, leio aqui :

China não regista qualquer caso de covid-19 pela primeira vez desde o início da pandemia. Sem novas mortes e sem novos casos. A China não registou, nas últimas 24 horas, qualquer nova infecção confirmada de covid-19, algo que acontece pela primeira vez desde o início da pandemia. Desde Março, assistiu-se a uma queda dos casos de contágio local na China, com as restrições à circulação de pessoas, mas a Reuters refere que continuou a haver casos importados, envolvendo, principalmente, cidadãos chineses que regressam do estrangeiro.

Segundo a OMS, hoje a China regista 82971 infectados, dos quais apenas 79 não foram ainda recuperados, 9 nos cuidados intensivos, 4634 mortos.
Como é que a China consegue esta contenção do vírus, descartando, aparentemente, o recurso à imunidade que na generalidade do resto do mundo é considerada inevitável enquanto não houver vacina confiável? 
Os chineses mentem! Como é possível mentir quando as enormes distâncias dos números chineses com a generalidade dos números comparáveis não são iludíveis?
A China é governada por uma ditadura! E a Rússia, com a mais extensa fronteira com a China?
Com que protecção conta a China para evitar que a sua população, cerca de 20% do total mundial, não seja atingida por uma epidemia devastadora? Terá já descoberto a vacina confiável que cumpra o desígnio declarado Por Xi Jinping de governar o mundo derrotando as democracias liberais, um dos inimigos que afirmou querer eliminar? 

Teoria da conspiração? Só se não houvesse provas indesmentíveis dos propósitos que Xi Jinping anunciou meses antes de ter anunciado ao mundo que o COVID -19 tinha começado a infectar e a matar em Wuhan.








Tuesday, April 28, 2020

O IMPÉRIO DO MEDO

Provavelmente, nunca na história da humanidade a dicotomia entre segurança e liberdade foi tão dramática. Nem Orwell sequer sonhou que a humanidade alguma vez enfrentasse uma situação em que a liberdade pudesse ser sequestrada por meios que, provadamente, garantiram que um vírus sequestrador fosse sequestrado, salvando milhões de vidas. 

A China, onde o maldito vírus deu os primeiros sinais da sua velocidade de contágio e grau de  letalidade, tem cerca 1,4 mil milhões de habitantes, os EUA com cerca de 330 milhões têm menos de 1/4 da população chinesa. Até ontem, segundo dados da OMS, a China registava 4633 mortes, um número que nas últimas semanas não tem observado subidas significativas, do frio ponto de vista numérico. Os EUA tinham atingido 56803 mortes, praticamente na sua totalidade nas últimas semanas, com tendência crescente, doze vezes mais que o número tendencialmente estabilizado, observado na China. 

Mas a China é um país governado por uma ditadura, argumenta-se, ainda que no Japão, governado democraticamente, com 126 milhões de habitantes registasse até ontem 385 mortes. Argumenta-se que os orientais desde há muitos anos se habituaram a proteger-se, nomeadamente,  com máscaras, quando as condições envolventes recomendam essas protecções. 

Por cá leio no JN de hoje:  Medir a febre no trabalho? O que deve ser salvaguardado.  A  Comissão de Protecção de Dados não tem dúvidas: com a lei como está, uma medida deste tipo só é possível no âmbito da medicina do trabalho. O Governo já avisou que vai mudar a lei, mas os sindicatos alertam que há fronteiras que não devem ser transpostas. - cf  aqui

Também é público que predomina, ainda, que a geolocalização dos infectados e daqueles que com eles tiveram contactos, não é tolerável em democracia, uma conquista civilizacional inegociável. Por outro lado, os médicos em geral, aqueles que batalham contra o monstro na linha da frente porque a defesa civil, também desta vez, não compareceu a tempo, avisam que um retorno à normalidade, e o que é isso nas circunstâncias actuais?, é para já prematuro e arrisca despoletar uma segunda vaga com consequências muito mais dramáticas. 

Espera-se que os sindicatos, por um lado, e aqueles que vêem na democracia uma donzela inviolável até nas unhas dos pés, não estejam a ser promotores de um dilúvio em que se afundarão irremediavelmente as democracias liberais.

Se uma empresa, em fase de retorno às suas actividades, pretende defender os que nela trabalham, garantindo-lhes segurança e confiança, quem é que, racionalmente, se opõe? 

Numa perspectiva doméstica, que confiança tenho na não infecção de um técnico, e ele em mim, se tenho a máquina da roupa avariada desde ontem, ou a máquina da louça, ou o frigorífico, ou a televisão, por exemplo? Posso lavar a louça à mão, a roupa será mais difícil porque abandonámos o tanque há muitos anos, dispensamos o frigorífico comendo apenas alimentos comprados nos últimos dois dias, sem nenhuma tristeza dispensamos a televisão, mas se a canalização da água ou do gás se rompem? Podemos sobreviver sem gás, mas podemos sobreviver sem água? Não podemos. Chamamos o técnico da companhia das águas. Posso confiadamente  deixá-lo entrar em minha casa, e virá ele confiante que em minha casa ainda não entrou o invisível e imprevisível monstro?

Fala-se pouco destas ninharias, as discussões, as opiniões, mais correntes, situam-se a níveis de abstracção incompreensíveis quando o mal galgar a terra  em nome da tal donzela inviolável, mesmo até no dedo do pé, que se afundará quando já não tiver pé.