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Tuesday, June 03, 2025

ESSA COISA É MINHA!

Trump quer tudo.

Tal como uma criança na loja de brinquedos, Trump quer tudo o que vê à sua frente: o Canadá, a Gronelândia, o Canal do Panamá, o Golfo do México, a Faixa de Gaza para um grande resort de luxo, acabar com a guerra na Ucrânia e na Palestina enquanto esfrega um olho, aumentar tarifas e baixar baixar tarifas, hoje para fazer o contrário do que fez ontem e do que fará amanhã. 

Ontem deve ter passado pela Biblioteca do Congresso (Library of Congress) e olhou para  o monumental conjunto histórico, fundado pouco depois da fundação dos EUA, e ouviu dizer que aquilo tudo era do Congresso.

. Não! Essa coisa é minha.

Anedota? Parece. Mas foi notícia publicada e comentada aqui, no Washington Post.

 

Saturday, May 31, 2025

TRUMP E A NOVA RELIGIÃO UNIVERSAL

Bitcoin entra no top cinco de ativos globais. Já vale mais do que a Google Com uma capitalização de mercado superior a dois mil milhões de dólares, a bitcoin tem vindo a ganhar peso na carteira dos investidores. A escalada dos preços já não é só circunstancial, mas espelha um maior apetite institucional. 

Trump’s new crypto business is a religion You have to believe in bitcoin for it to work.

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A notícia que retirei hoje do Jornal de Negócios é susceptível de puxar um velho da cadeira, inundado de notícias que empurram a espécie humana para o precipício, e sentá-lo junto ao computador para registar  uma questão que vem a enrolar-se-lhe há muito tempo na sua cabeça sem nunca ter colocado a hipótese de uma moeda virtual estar quase  a entrar para o pódio das corporações com maior capitalização mundial. 

(Admito que os 2 mil milhões referidos no título da notícia são manifestamente grosseiro erro por defeito do jornalista)

A notícia do JN tem suporte em inúmeras notícias de media estrangeiros e de que destaco o publicado no Washington Post: A nova religião - o negócio de Trump sustentado na fé pelo bitcoin.

Trump, já o registei há tempo neste caderno de apontamentos, apontou para a cryptalização como forma de "tornar a América grande outra vez",

Para já sua fortuna parece ter duplicado com o recurso ao bitcoin, ou coisa parecida.

Ele, Trump, nunca escondeu, e continua não esconder a sua ambição de neutralizar a FED e subalternizar o dólar, um velho desideratum dos radicais pelo capitalismo.

É sustentável este objectivo? Segundo Trump todos os seus objectivos são atingíveis.

Acredite nele quem quiser. 

Saturday, April 19, 2025

POR UM CESTO DE DEPLORÁVEIS

Por um cesto de deploráveis, perdeu Hillary Clinton as eleições de 2016.
Os deploráveis entregaram o governo dos Estados Unidos da América a Trump, um magnata sem experiência governativa para além do governo dos seus negócios pessoais.
Hillary Clinton perdeu por ter considerado, e com razão, que uma parte dos apoiantes de Trump eram, e ainda são, pouco ou mesmo nada instruidos.
Foi muito criticada por essa afirmação e apresentou desculpas públicas. O recuo custou-lhe a presidência.
Trump nunca teria recuado.
 
Trump perdeu para Biden em 2020,  mas nunca reconheceu a derrota, seguindo estritamente as instruções do seu mentor, Roy Cohn que tinha como filosofia de vida três regras: mantem-te sempre ao ataque, não admitas nada, nega tudo, clama sempre vitória e nunca admitas a derrota. 
Trump ingeriu as indicações do guru e dispensou-o, mas manteve-se agarrado às regras e levou-as tão longe a ponto de, mesmo perante todas as evidências, nunca admitir a derrota frente a Biden, excitou as hordas  ao seu serviço, e impeliu-as para a maior afronta às instituições democráticas com assalto ao Congresso e o medo a assombrar os congressistas.
Numa democracia liberal onde não governasse o medo e a cobardia, Trump deveria ter sido julgado e condenado  
Foi eleito em 2024 pelo cesto de deploráveis.
 
Dentro de dias, Trump contará cem dias na Casa Branca.
Desde a inauguração do seu segundo mandato, o déspota pode vangloriar-se de ter feito tremer o mundo, eventualmente balanceando-o, à beira do abismo, para um confronto com a China. 
Entretanto, Putin continua a bombardear a Ucrânia, 
Netanyahu a tentar empatar o genocídio na Palestina com o Holocausto perpretado pelos nazis.
Trump tinha garantido que, com ele, não teria havido a invasão russa da Ucrânia e a solução da guerra estaria encontrada em poucos dias após a sua tomada de posse. 
O mesmo, ou mais ou menos o mesmo, para Gaza.
 
A democracia liberal é susceptível de ingerir o veneno que acabará por matá-la sem que se vislumbre, desta vez, antídoto que a possa ressuscitar.
Trump ataca, ofende, desrespeita as instituições fundamentais de um estado de direito.
Ataca e subjuga todos os que, cobardemente, se prestam a bajulá-lo. 
Que são muitos. As excepções reconhecidamente assumidas são poucas.
Corta apoios à investigação científica, quer controlar actividades das Universidades, sobretudo das mais prestigiadas, desrespeita decisões dos tribunais, ontem revelou o que já era conhecido mesmo antes de tomar posse: dominar a FED, gerir segundo os seus critérios arbitrários o sistema financeiro.cf. aqui.

Há quem acredite, ou queira acreditar, que a democracia liberal é suficientemente resistente aos ataques de demagogos e ditadores, e acabará sempre por ressurgir. Se os mandatos têm termo, a alternância está garantida. Mas se deixam de ter?
A resistência à perda de liberdade requere oposição bastante. Trump já deu conta da sua intenção de ser candidato a um terceiro mandato. Nada que Putin e Xi Jimping já não tenham adquirido.

Trump considera que a União Europeia foi criada para "lixar os EUA". E pretende fracturá-la o mais possível. Não recebe Ursula Von Der Leyen, nem visita Bruxelas. Recebeu Giorgia Meloni e aceitou convite para visitar Roma. 
Trump gosta de ser bajulado?
Gosta mas despreza quem o bajula. 

Reconheça-se, contudo, que a União Europeia por ser uma União de Tribos continua a ser Um bando desorientado, sem leader democraticamente eleito e universalmente considerado como tal. 
Trump sabe que é assim e sabe que é fácil desmontar o puzzle mal concebido da União Europeia.
Putin pensa o mesmo.
Xi Jinping também mas, ainda que participe indirectamente na desagregação europeia, é mais discreto. 

Muito resumidamente: O que falta na União Europeia? 
Europeus.

Monday, March 31, 2025

ONDE MORA AGORA A DEMOCRACIA?

Le Pen, condenada a dois anos de prisãoe efectiva e mais dois com pulseira electrónica, não vai poder concorrer às presidenciais francesas em 2027.
 
Entretanto, no  Brasil, Bolsonaro, acusado de golpe de Estado e atentar contra as instituições democráticas do país, arrisca prisão e impedimento de se candidatar às próximas presidenciais.
 
Nos Estados Unidos da América, Trump, incentivador do assalto ao Congresso, símbolo máximo do poder democrático,  transmitido em directo para todo o mundo, continua impante e impune a desgovernar o planeta por palpites.
 
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 Le Pen impedida de concorrer às presidencias francesas de 2027 O tribunal decretou que, durante cinco anos, a líder do Reagrupamento Nacional não pode concorrer a eleições. É uma das consequências da condenação por desvio de fundos europeus.  

En direct, procès de Marine Le Pen – l’ex-présidente du RN condamnée à deux ans de prison ferme et cinq ans d’inéligibilité avec application immédiate : les dernières informations et réactions

La députée d’extrême droite, reconnue coupable de détournement de fonds publics dans l’affaire des assistants européens du RN, sera sur le « 20 heures » de TF1 ce soir. Vingt-trois autres prévenus ont été condamnés avec des peines d’inéligibilité, parfois avec sursis. Le RN en tant que parti a été condamné à 2 millions d’euros d’amende, dont un million ferme. - Le Monde 

Le premier ministre hongrois, Viktor Orban, apporte son soutien à Marine Le Pen
Alors que le jugement est en train d’être rendu contre Marine Le Pen - reconnue coupable de détournement de fonds publics et déclarée inéligible - le chef du gouvernement hongrois et homme fort du groupe d’eurodéputés d’extrême droite Patriotes de l’Europe (présidé par Jordan Bardella) a écrit sur X : « Je suis Marine ! »
 
La justicia francesa inhabilita cinco años a Marine Le Pen y compromete su candidatura a la presidencia La líder ultraderechista, condenada también a cuatro años de cárcel, abandona el tribunal antes de que terminara la lectura de una sentencia de efecto inmediato y que podría impedirle presentarse a las elecciones de 2027 - EL País

Wednesday, March 05, 2025

TRUMP, O SAQUEADOR

Como no mundo medieval, após o combate, o saque, a pilhagem.

Trump não é o moderador para a paz na Ucrânia que diz querer ser.
É um saqueador. 

Irónico, se é possível haver alguma ironia no meio de uma tragédia, é a contrapartida exigida por Trump para obrigar Zelensky a ceder às exigências de Putin, e, como assaltante medieval, pilhar minerais raros ucranianos, na sua maior parte existentes em terras ocupadas pelo assalto russo.
 
O mesmo Trump saqueador insiste, por algumas razões idênticas, no assalto da Gronelândia.
Se Xi Jinping lhe disser que Taiwan é parte da China e vai, naturalmente, ocupar a Ilha Formosa que dirá Trump ao ditador chinês?
Que avance?
E a Kim Jong-un se ele pretender ocupar a Coreia do Sul?
Que avance? 

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Trump says Zelenskyy wants peace and is ready to accept a minerals deal after White House blowup

In a speech to Congress following last week’s disastrous meeting at the White House, Trump said Zelenskyy had told him that Ukraine is ready to negotiate a peace deal with Russia as soon as possible and would accept a critical minerals agreement with the U.S. to facilitate that.

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O acordo que Trump está a impor à Ucrânia é assim tão novo e sem precedentes? O acordo que Trump está a impor à Ucrânia é assim tão novo e sem precedentes? 

--- 14/03/25

Washington pressiona Putin e não renova isenção de pagamento para petróleo russo O fim desta isenção torna mais difícil para os bancos russos realizarem transações relacionadas com o setor energético, uma das principais fontes de financiamento do Estado russo.  

Tuesday, February 25, 2025

PODE A UCRÂNIA CONTINUAR A LUTAR SEM O APOIO DOS EUA?

Do Washington Post de hoje, retirei esta manhã esta questão:

Could Ukraine keep fighting even without U.S. support?

Consegue a Ucrânia continuar a lutar sem o apoio dos EUA?

Não vou transcrever o artigo, que está acessível através do link. Limitar-me-ei  a indicar as conclusões que o artigo me sugere, não as que o artigo aponta.
 
A resposta é: não consegue.
E não consegue porque o apoio dos EUA, isto é, de Trump, passará a ser dado à Federação Russa, isto é, a Putin, nomeadamente o levantamento de todas as sanções económicas.
Trump não se meteu nas negociações para ser mediador nas conversações para a paz mas para fazer negócios.
 
E, neste caso, cada vez mais que provável, a Ucrânia terá pela frente os EUA aliados à Rússia, perante a impotência da Europa liberal, democrática, que poderá assistir às negociações sem capacidade de intervenção nos planos previamente acordados entre Putin e Trump.
Resignar-se-á Zelensky e o povo ucraniano que muito maioritariamente o apoia a este diktat?
Penso que não.
E e a guerra continuará sem fim pacífico à vista.
 
Putin ordenou nestes três últimos anos tanta destruição e atingiu tantas vítimas que suscitaram tanta animosidade entre russos e ucranianos (povos irmãos, segundo Putin, antes da "operação militar especial") que nenhuma proposta de negociação de paz coordenada pelos instintos do magnata comerciante norte-americano pode sequer amenizar.
 
Aliás, este acordo bilateral forjado entre Trump e Putin terá um alcance que extravasa as consequências da invasão da Ucrânia pela Rússia. Será precedente da legitimação da absorção do Canadá e da Gronelândia pelos EUA e de Taiwan pela China?
Xi Jinping espera, sem interferir, que a Ilha Formosa lhe seja dada de bandeja .
 
Entretanto, esta tarde, pode ler-se aqui:

 

O Presidente russo, Vladimir Putin, mostrou-se hoje favorável à participação dos europeus na resolução do conflito na Ucrânia e a investimento norte-americano para explorar minerais estratégicos nos territórios ucranianos ocupados pelo exército russo.

Se assim acontecer, Trump exibirá a derrota da Ucrânia como um troféu conquistado pelas suas capacidades de negociador detentor dos próximos destinos do mundo.

Ou talvez não.

 

Monday, February 17, 2025

PRESIDENTE OU PAPEL DE EMBRULHO?

Trump disse a quem o quis ouvir e lhe deu ouvidos, que era amigo de Putin e Putin nunca escondeu que era amigo de Trump.
E que fizesse Putin o que quisesse na Europa porque, logo que voltasse à presidência dos EUA, não haveria mais auxílio norte-americano aos europeus.
 
Em resumo: os europeus que se desenrascassem, os EUA não cumpririam os compromissos assumidos no âmbito da NATO (North Atlantic Treaty Organization) e, nomeadamente o artigo 5º., a pedra angular da Aliança Atlântica: O ataque a um dos seus membros seria considerado um ataque a todos. Este artigo foi invocado apenas uma vez durante os 70 anos da história da Aliança na sequência dos ataques terroristas aos EUA a 11 de Setembro de 2011.

Uns acreditaram, outros não acreditaram, outros ainda, talvez a esmagadora maioria, não quis acreditar que Trump despreza tudo o que possa contrariar a sua ambição para impor a sua vontade sustentado na manipulação e na desobediência a qualquer código de honra. 

Chegou agora a hora da Europa tribal sofrer um murro no estômago e sentir-se a cair desamparada. 
Pior que desamparada, desprezada.
A intervenção de Vance, vice-presidente dos EUA, não podia ser mais arrasadora: A Europa que se quer democrática não tem como inimigos a Rússia nem a China porque o maior inimigo da Europa é própria Europa, agarrada a valores que deixaram de valer. 
E, se as declarações de Vance foram chocantes (O “choque eléctrico” americano deixou a Europa e a Ucrânia em modo de emergência ) - Público - 16/02/2025) é lúcido reconhecer que a Europa enquanto realidade política é irrelevante num contexto geopolítico dominado pela maré autocrática que se alastra por todo o planeta. 

Sem uma força comum de defesa, na ausência do pilar (a NATO) a que se encostou depois do fim da Segunda Guerra Mundial, a Europa ficou sem músculo, sem uma representação conjunta externa cada tribo pôs-se a palrar o que e para o lado que unilateralmente lhe convinha. 
Quem representa a Europa e, nomeadamente a União Europeia, depois dos bretões, convencidos da sua autossuficiência económica e supremacia militar e financeira, terem brexitado?   
O Presidente do Conselho Europeu?
A Presidente da Comissão Europeia?
Não há presidente se não há reconhecida bastante competência  delegada por aqueles a que preside.
 
Perante o "choque eléctrico", Macron pôs-se em bicos de pés (poderia ter dito ao Presidente do Conselho Europeu que o fizesse), e convocou reunião informal de emergência para hoje discutir as questões da segurança na Europa. Vão lá estar representantes dos principais países membros da União Europeia, do Reino Unido, o actual secretário-geral da NATO e, vá lá, ainda o Presidenta do Conselho Europeu e a Presidente da Comissão Europeia.
O que sairá de lá?
Não sabemos.
 
Zelenzky também estará e sabe que a Europa precisa de um exército europeu.
Trump (e a sua trupe) sabe bem como se dividem as tribos e pergunta: digam lá, europeus, quantos homens destaca cada um de vós para defender as fronteiras da Ucrânia?
Quantos húngaros?
Quantos eslovacos? 
Quantos checos?
E, já agora, quantos franceses?
Quantos portugueses? 
 
E ainda, quanto estão dispostos a pagar para as despesas de segurança militar?
É duro para um europeu ouvir isto.
Porque é mais uma provocação de Trump e Companhia: Se os EUA vão sair da carroça (NATO) por que perguntam quem e por quanto vai continuar nela?   
Será para informar Putin?
É desnecessário. Viktor Órban não se esquecerá de o fazer. 

 

Thursday, February 06, 2025

POR UMA VIDA BONITA

Trump diz que quer que EUA assumam o controlo da Faixa de Gaza e a reconstruam Questionado sobre quantos palestinianos deveriam ser realojados, Trump respondeu: "Todos eles. Provavelmente 1,7 milhões, talvez 1,8 milhões. Mas penso que todos. Seriam reinstalados num local onde possam ter uma vida bonita".  

Há dias, ouvi na rádio um conhecido comentador/psiquiatra contar esta laracha:

Quatro jovens escuteiros apresentaram-se ao dirigente da patrulha para darem conta da boa acção do dia:
O grupo tinha ajudado uma velhinha a atravessar uma rua muito movimentada. 

- Quatro?!!!, - admirou-se o dirigente - Porquê quatro para uma tarefa tão simples?

- Ela não queria atravessar a rua!

Wednesday, January 29, 2025

HÁ SEMPRE ALGUÉM QUE RESISTE, HÁ SEMPRE ALGUÉM QUE DIZ NÃO

"Fed resiste a Trump e prepara-se para manter inalteradas as taxas de juros.
 
O Comité de Política Monetária da Fed deverá manter as Fed Funds no intervalo 4,25% - 4,50%, como é amplamente esperado pelo mercado, apesar das constantes pressões de Trump para cortes imediatos". ECO, aqui.
 
 
No dia 20 deste mês anotei neste caderno de apontamentos, aqui, a propósito da aposta de Trump na promoção das criptomoedas:
 
 "Trump dificilmente aceita que algumas das poucas insituições norte-americanas que ainda escapam aos seus instintos ditatoriais não sejam coartadas ou até extintas. A sua intenção de atribuir aos criptoactivos um papel prioritário na política dos EUA só pode ter uma leitura: reduzir progressivamente a capacidade de intervenção da Federal Reserve". 
 
E citei Ron Paul, destacado mentor do capitalismo libertário, três vezes candidato à presidência dos EUA, autor de "END THE FED" dedicado a  "toda a juventude que deu força à minha campanha presidencial e é o coração do movimento anti-Fed".
Ron Paul foi candidato em 1988 pelo Partido Libertário, em 2008 e 2012  pelo Partido Republicano.

Afirma Ron Paul no seu livro de referência: "A Fed tem hoje poderes ameaçadores que o Congresso mal compreende. Essencialmente, não há supervisão, nem auditoria, nem controle"   
- The Fed today has ominous powers that Congress barely understands. There is essentially no oversight, no audit, and no control".
 
Quem audita, quem controla as criptomoedas?
 
Em artigo publicado no dia 10 no Project Syndicate, é colocada a questão: Can Trump Dump the the Dollar? - Pode Trump desvalorizar o dolar?
Está aberta a guerra entre Trump e a Fed.
Mais uma guerra para Trump.

Saturday, January 25, 2025

A BESTA QUADRADA

A designação que é título deste apontamento ouvi-a há dias a um contador de histórias da música na Antena 1. O contador não se aventura no seu programa por carreiros políticos mas naquele dia a sua aversão ao personagem do dia veio ao de cima.
A mim também. 
Tanto que recordei aqui a sugestão obtida através da IA para a caracterização do indivíduo.

R -  Without a doubt, you are the beast!
T -  Yes! Just an incredible beast. The biggest and best beast that’s ever existed! A lot of people tell me I am the greatest beast of all time! They do! In fact, I can do no wrong! Just an incredible and historic beast. The likes of which the world has never seen!
 R - You are the best beast! 
 T -  Yes I am! There has never been a beast like me! The biggest and best beast in all of history! All the experts will tell you this!
 
Trump, o grande negociador, segundo dizem, pela Gronelândia, o Canadá e o Panamá, confirmará o que já prometeu a Putin: a Ucrânia, para começar, e mãos livres para avançar;
a Xi Jinping a liberdade absoluta nos mares da China e arredores.
Depois, logo verão.
 
Para já, a Primeira-Ministra Dinamarquesa, rejeita a proposta do magnata; mas, pensa Trump, tudo tem um preço e dinheiro não lhe falta.

 

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Mette Frederiksen disse ao Presidente dos EUA que o território autónomo da Dinamarca "não está à venda". Trump respondeu "de forma agressiva e confrontante" e ameaçou com taxas específicas. 
O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, teve uma “conversa acalorada” com a primeira-ministra dinamarquesa, Mette Frederiksen, devido à sua decisão de comprar a Gronelândia, avança o Financial Times.
De acordo com o jornal britânico, cinco altos funcionários europeus afirmaram que a conversa telefónica de 45 minutos entre Trump e Frederiksen, na semana passada, “correu muito mal”.
O líder norte-americano respondeu “de forma agressiva e confrontante” aos comentários da primeira-ministra dinamarquesa, depois de esta ter sublinhado que a ilha, uma parte autónoma da Dinamarca, “não está à venda”.
 “Ele (Trump) foi muito firme. Foi um duche frio. Era difícil levá-lo a sério antes, mas agora penso que é sério e potencialmente muito perigoso“, disse um dos funcionários europeus ao FT.
Outro ex-funcionário dinamarquês, também informado sobre a chamada, disse ao FT que Trump ameaçou tomar “medidas específicas contra a Dinamarca, como tarifas específicas”.
Em resposta a estes relatos, o gabinete de Frederiksen disse que “não reconhece a interpretação da conversa dada por fontes anónimas”.
 “Na conversa, a primeira-ministra referiu-se às declarações do presidente regional Múte B. Egede de que a Gronelândia não está à venda e afirmou que é a própria Gronelândia que decide sobre a sua independência”, afirmou o governo dinamarquês num comunicado de 15 de janeiro, a data em que teve lugar a conversa entre os líderes.
Mute B. Egede afirmou estar aberto a negociar com os Estados Unidos e disse ter “iniciado um diálogo e começado a explorar possibilidades de cooperação com Trump”, mas sublinhou que a ilha “não está à venda”.
Na terça-feira o ministro dos Negócios Estrangeiros dinamarquês avisou que nenhum país pode servir-se da Gronelândia.
 “Não podemos ter uma ordem mundial em que os países, se forem suficientemente grandes, (…) podem servir-se uns dos outros como quiserem”, declarou Lars Lokke Rasmussen aos jornalistas no dia seguinte à tomada de posse de Donald Trump em Washington.
Antes da sua chegada à Casa Branca, Trump afirmou que não excluiria o recurso à força militar ou a sanções económicas para se apoderar da Gronelândia.
 Os EUA têm uma base no norte da ilha ao abrigo de um acordo de defesa alargado com a Dinamarca, assinado há sete décadas, que inclui a possibilidade de uma maior presença militar americana.
A ilha, com dois milhões de quilómetros quadrados (80% cobertos de gelo) e uma população de apenas 56 mil habitantes, tem um novo estatuto desde 2009 que reconhece o seu direito à autodeterminação.
A maioria dos partidos e a população defendem a separação da Dinamarca, mas metade do orçamento da ilha depende da ajuda anual de Copenhaga e as tentativas de obter receitas das suas riquezas minerais e petrolíferas falharam até agora devido às dificuldades e ao elevado custo da extração."