Palavras cruzadas para entreter a viagem.
"Não há questões filosóficas, há questões de linguagem." - Wittgenstein
"Insanity is doing the same thing over and over again, expecting different results" - Albert Einstein
Le Pen, condenada a dois anos de prisãoe efectiva e mais dois com pulseira electrónica, não vai poder concorrer às presidenciais francesas em 2027.
Entretanto, no Brasil, Bolsonaro, acusado de golpe de Estado e atentar contra as instituições democráticas do país, arrisca prisão e impedimento de se candidatar às próximas presidenciais.
Nos Estados Unidos da América, Trump, incentivador do assalto ao Congresso, símbolo máximo do poder democrático, transmitido em directo para todo o mundo, continua impante e impune a desgovernar o planeta por palpites.
En direct, procès de
Marine Le Pen – l’ex-présidente du RN condamnée à deux ans de prison
ferme et cinq ans d’inéligibilité avec application immédiate : les
dernières informations et réactions
La
députée d’extrême droite, reconnue coupable de détournement de fonds
publics dans l’affaire des assistants européens du RN, sera sur le
« 20 heures » de TF1 ce soir. Vingt-trois autres prévenus ont été
condamnés avec des peines d’inéligibilité, parfois avec sursis. Le RN en
tant que parti a été condamné à 2 millions d’euros d’amende, dont un
million ferme. - Le Monde
Le premier ministre hongrois, Viktor Orban, apporte son soutien à Marine Le Pen
Alors
que le jugement est en train d’être rendu contre Marine Le Pen -
reconnue coupable de détournement de fonds publics et déclarée
inéligible - le chef du gouvernement hongrois et homme fort du groupe d’eurodéputés d’extrême droite Patriotes de l’Europe (présidé par Jordan Bardella) a écrit sur X : « Je suis Marine ! »
La justicia francesa inhabilita cinco años a Marine Le Pen y compromete su candidatura a la presidenciaLa
líder ultraderechista, condenada también a cuatro años de cárcel,
abandona el tribunal antes de que terminara la lectura de una sentencia
de efecto inmediato y que podría impedirle presentarse a las elecciones
de 2027 - EL País
"Se não podes vencer o inimigo, junta-te a ele", recomenda o provérbio antigo, certamente inspirado na estratégia de Hércules para liquidar o "Leão de Nemeia" .
Pode a União Europeia, desprovida de capacidade bélica relevante, sem um comando unificado que lhe dê suficiente consistência táctica e estratégica, vencer Putin e os seus amigos ou simpatizantes, alguns dos quais são membros da UE, a partir de 20 de Janeiro quando Trump e a sua trupe abandonarem os seus aliados desarmados europeus?
Hoje, penso que não pode, e a primeira vítima, vergonhosamente traída é a Ucrânia, o primeiro resistente a cair, o mais traído de todos, Zelensky.
A Federação Russa, que ocupa, de longe, o maior território do planeta, tem cerca de 144 milhões de habitantes; a União Europeia, cerca de 450 milhões, mas esta não será uma guerra que possa ser disputada corpo a corpo; mais que a força e a determinação seria, pela primeira vez na história da humanidade, a auto destruição da espécie humana o resultado mais provável de uma guerra global, mais uma vez, e, definitivamente, iniciada na Europa.
Alguém terá de ceder, alguém terá de assumir a ignominiosa posição de primeiro cobarde para declarar a rendição da Europa Livre. Não faltarão candidatos, Viktor Órban, indubitavelmente o mais credenciado, actualmente na presidência rotativa da União Europeia, aceitará orgulhosamente a incumbência de desempenhar o papel protagonizado por Pétain há 84 anos.
Falta saber quem será Hércules no segundo acto desta tragédia maior.
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act. - Ucrânia realiza primeiro ataque na Rússia com mísseis britânicos
As forças ucranianas levaram a cabo um primeiro ataque contra alvos
militares em território russo recorrendo a armamento britânico, avança a Bloomberg.Trata-se do primeiro ataque da Ucrânia contra a Rússia envolvendo o uso de mísseis Storm Shadow. A utilização destes mísseis na Rússia foi autorizada pelo Reino Unido
em retaliação pelo destacamento de tropas norte-coreanas para a
Ucrânia, onde se encontram a dar apoio às forças russas. Este episódio representa mais um passo na escalada da guerra, que
atingiu esta semana o milésimo dia desde que Putin ordenou a invasão da
Ucrânia em fevereiro de 2022. A semana tem sido particularmente tensa na região, depois de os EUA
terem autorizado também o uso de mísseis norte-americanos na Rússia.Em resposta, o Kremlin alterou a doutrina nuclear para alargar o
leque de possibilidades em que pode recorrer ao seu vasto arsenal
nuclear. c/p - aqui
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Alex Maxia
In Gothenburg, Sweden
TT News Agency/AFP
The new version of Sweden's pamphlet "In case of crisis or war" will reach letterboxes from Monday
On
Monday, millions of Swedes will start receiving copies of a pamphlet
advising the population how to prepare and cope in the event of war or
another unexpected crisis.
During the summer, Denmark's emergency management agency
said it was emailing Danish adults details on the water, food and
medicine they would need to get through a crisis for three days.
In a detailed section on military conflict, the Finnish digital brochure
explains how the government and president would respond in the event of
an armed attack, stressing that Finland’s authorities are “well
prepared for self defence”.
Sweden
joined Nato only this year, deciding like Finland to apply after Moscow
expanded its war in 2022. Norway was a founder member of the Western
defensive alliance.
Unlike Sweden and
Norway, the Helsinki government has decided not to print a copy for
every home as it “would cost millions” and a digital version could be
updated more easily.
“We have sent
out 2.2 million paper copies, one for each household in Norway,” said
Tore Kamfjord, who is responsible for the campaign of self-preparedness
at the Norwegian Directorate for Civil Protection (DSB)
Norway's checklist includes longlife food and medicines including iodine tablets
Included
in the lists of items to be kept at home are long-life foods such as
tins of beans, energy bars and pasta, and medicines including iodine
tablets in case of a nuclear accident.
Oslo
sent out an earlier version in 2018, but Kamfjord said climate change
and more extreme weather events such as floods and landslides had
brought increased risks.
For Swedes,
the idea of a civil emergency booklet is nothing new. The first edition
of “If War Comes” was produced during World War Two and it was updated
during the Cold War.
But one message
has been moved up from the middle of the booklet: “If Sweden is attacked
by another country, we will never give up. All information to the
effect that resistance is to cease is false.”
It
was not long ago that Finland and Sweden were still neutral states,
although their infrastructure and “total defence system” date back to
the Cold War.
Getty Images
Carl-Oskar Bohlin presented the pamphlet last monthSweden’s
Civil Defence Minister Carl-Oskar Bohlin said last month that as the
global context had changed, information to Swedish households had to
reflect the changes too.
Earlier
this year he warned that “there could be war in Sweden”, although that
was seen as a wake-up call because he felt that moves towards rebuilding
that “total defence” were progressing too slowly.
Because
of its long border with Russia and its experience of war with the
Soviet Union in World War Two, Finland has always maintained a high
level of defence. Sweden, however, scaled down its infrastructure and
only in recent years started gearing up again.
“From
the Finnish perspective, this is a bit strange,” according to Ilmari
Kaihko, associate professor of war studies at the Swedish Defence
University. “[Finland] never forgot that war is a possibility, whereas
in Sweden, people had to be shaken up a bit to understand that this can
actually happen," says Kaihko, who's from Finland.
Melissa
Eve Ajosmaki, 24, who is originally from Finland but studies in
Gothenburg, says she felt more worried when the war broke out in
Ukraine. “Now I feel less worried but I still have the thought at the
back of my head on what I should do if there was a war. Especially as I
have my family back in Finland."
The
guides include instructions on what to do in case of several scenarios
and ask citizens to make sure they can fend for themselves, at least
initially, in case of a crisis situation.
Finns are asked how they would cope without power for days on end with winter temperatures as low as -20C.
Their checklist also includes iodine tablets, as well as easy-to-cook food, pet food and a backup power supply.
The
Swedish checklist recommends potatoes, cabbage, carrots and eggs along
with tins of bolognese sauce and prepared blueberry and rosehip soup.
Swedish
Economist Ingemar Gustafsson, 67, recalls receiving previous versions
of the pamphlet: “I'm not that worried about the whole thing so I take
it pretty calmly. It's good that we get information about how we should
act and how we should prepare, but it's not like I have all those
preparations at home”.
One of the most important recommendations is to keep enough food and drinking water for 72 hours.
But Ilmari Kaihko wonders whether that is practical for everyone.
“Where do you stash it if you have a big family living in a small apartment?”
Em reunião plenária do Parlamento Europeu, Viktor Órban, que preside, por inerência do cargo como primeiro-ministro da Hungria, preside ao Conselho da União Europeia durante o semestre a decorrer de 1 de Julho até 31 de dezembro deste ano, apresentou as suas prioridades durante o período em que se manterá no cargo.
As opções políticas de Órban são sobejamente conhecidas e situam-no junto de todos os que têm como ideologia mestra o poder autocrático, que se alastra como mancha de óleo sobre os valores democráticos, admiradores de Trump a Putin, sem disfarce, inimigos da Europa. São eurófagos, - referidos aqui - carunchos que penetraram nas estruturas das instituições europeias, para se alimentarem delas e as destruírem.
Órban é um eurófago posicionado numa função que será tanto mais influente quanto os dois outros titulares de cargos cimeiros, Presidência do Conselho Europeu, que passará a ser ocupada por António Costa a partir do próximo mês de dezembro, a Presidência da Comissão Europeia, ocupada por Ursula von der Leyen, reeleita recentemente por um novo mandato de 5 anos.
António Costa entrará em funções com Viktor Órban de saída; até lá, com o actual Presidente do Conselho Europeu, o pusilânime belga Charles Michel, Ursula von der Leyen terá de enfrentar as investidas de Órban.
Uma tarefa que parece estar bastante bem ao alcance dela.
Na reunião do plenário do Parlamento Europeu, anteontem, para apresentação, adiada por razões de catástrofes naturais ocorridas na Europa central, das prioridades da Hungria (leia-se de Órban) na presidência rotativa da União Europeia, Órban reafirmou o que tem dito em matérias que conflituam com os valores democráticos que sustentam a União Europeia, e foi muito claro no seu pendor para se posicionar ao lado de Putin e Trump, inimigos da UE e da NATO.
Ursula von der Leyen assumiu a defesa dos valores de uma Europa livre, da forma frontal, e encostou Órban ao canto onde ele deposita os seus interesses pessoais evidenciando-lhe como num espelho colocado à frente do autocrata húngaro as contradições e as suas traições ao povo húngaro, que ele, apesar de nascido em 1963, certamente não ignora: a amordaça, o exílio, os tormentos, as mortes sofridas pela geração dos seus pais, perpetradas por aqueles de que Putin hoje se reclama sucessor.
Em 2012 coloquei aqui um comentário a sobre um artigo editorial do Washington Post desse dia - Assault on Democracy -
acerca das ameaças que impendem sobre a Hungria, membro da União
Europeia e da NATO. Um tema que já várias vezes abordado neste caderno de
apontamentos, a última das quais aqui - O abraço de Putin -.
O símbolo da revolução: a Bandeira da Hungria com o emblema comunista cortado
"Na sequência de uma revolta revolta popular espontânea, iniciada a 23 de outubro de 1956, contra as políticas impostas pelo governo da República Popular da Hungria e pela União Soviética, em 4 de novembro, um grande exército soviético (31550 militares, 1130 tanques) invadiu Budapeste e outras regiões do país. A resistência húngara
continuou até 10 de novembro. Mais de 2,5 mil soldados húngaros e cerca
de 700 soldados soviéticos foram mortos no conflito, tendo 200 mil
húngaros fugido, passando a ser refugiados."
"Em 31 de Maio de 1963, nasce Viktor Orbán".
Orbán tornou-se conhecido nacionalmente depois de fazer um discurso no enterro de Imre Nagy em 1989 e outros mártires da revolução de 1956, no qual exigiu abertamente que as tropas soviéticas deixassem o país"
"Em dezembro de 2021, tornou-se o chefe de governo com mais tempo em exercício na UE".
" No final da década de 1980, a Hungria foi um dos primeiros países da órbita soviética a procurar dissolver o Pacto de Varsóvia e a evoluir para uma democracia multipartidária e para uma economia de mercado. As primeiras eleições
livres nessa nova fase da história da Hungria foram realizadas em 1990,
onde, com poucos votos, os socialistas foram rechaçados. Mas, em 1994,
voltaram ao poder, apoiados pela queda da qualidade de vida e da
economia húngara. Desde então, socialistas e centro-direitistas disputam
o poder político na Hungria. Seguiu-se de uma aproximação com o
Ocidente que levou o país a aderir à Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) em 1999 e à União Europeia em 2004."