Showing posts with label Zelensky. Show all posts
Showing posts with label Zelensky. Show all posts

Wednesday, March 05, 2025

TRUMP, O SAQUEADOR

Como no mundo medieval, após o combate, o saque, a pilhagem.

Trump não é o moderador para a paz na Ucrânia que diz querer ser.
É um saqueador. 

Irónico, se é possível haver alguma ironia no meio de uma tragédia, é a contrapartida exigida por Trump para obrigar Zelensky a ceder às exigências de Putin, e, como assaltante medieval, pilhar minerais raros ucranianos, na sua maior parte existentes em terras ocupadas pelo assalto russo.
 
O mesmo Trump saqueador insiste, por algumas razões idênticas, no assalto da Gronelândia.
Se Xi Jinping lhe disser que Taiwan é parte da China e vai, naturalmente, ocupar a Ilha Formosa que dirá Trump ao ditador chinês?
Que avance?
E a Kim Jong-un se ele pretender ocupar a Coreia do Sul?
Que avance? 

---

Trump says Zelenskyy wants peace and is ready to accept a minerals deal after White House blowup

In a speech to Congress following last week’s disastrous meeting at the White House, Trump said Zelenskyy had told him that Ukraine is ready to negotiate a peace deal with Russia as soon as possible and would accept a critical minerals agreement with the U.S. to facilitate that.

---

O acordo que Trump está a impor à Ucrânia é assim tão novo e sem precedentes? O acordo que Trump está a impor à Ucrânia é assim tão novo e sem precedentes? 

--- 14/03/25

Washington pressiona Putin e não renova isenção de pagamento para petróleo russo O fim desta isenção torna mais difícil para os bancos russos realizarem transações relacionadas com o setor energético, uma das principais fontes de financiamento do Estado russo.  

Friday, February 28, 2025

MOMENTO VERGONHOSAMENTE HISTÓRICO

Há dias, à questão "Pode a Ucrânia continuar a lutar sem o apoio dos EUA"  colocada num artigo publicado no Washington Post, escrevi que não, não pode.
E não pode porque se a Ucrânia não continuar a contar com o apoio dos EUA é porque os EUA (i.e., da administração Trump) colocar-se-ão, implícita ou explicitamente, do lado da Rússia (i.e., de Putin).
 
E, obviamente, a incapacidade de defesa da Ucrânia continuar a defender-se da agressão russa se a administração norte-americana se colocar, activa ou passivamente, do lado dos russos, estender-se-á à União Europeia europeia que, segundo Trump, foi constituída para lixar (sic) os interesses norte-americanos. 
Serão necessárias mais provas para demonstrar que Trump e Putin estão virados para o mesmo lado:O desmantelamento da União Europeia, com a cooperação de alguns eurófagos que vivem e se alimentam das estruturas europeias e assim as debilitam facilitando o assalto do inimigo declarado, a Rússia?
 
Para ontem estava anunciado por Trump um encontro com Zelensky, em Washington DC., para assinatura de um acordo que permitiria aos EUA explorar os recursos minerais da Ucrânia, e muito especialmente os minérios raros, resultando da concessão ucraniana uma compensação aos EUA, que Trump avaliava em 500 mil milhões de dólares, destinados ao pagamento da ajuda, essencialmente em fornecimentos de equipamentos efectuados pelos EUA durante a administração do (sic) incompetente Biden.
 
O encontro que deveria ter sido, segundo as mais elementares regras diplomáticas, realizado entre os dois intervenientes (Zelensky não se fez acompanhar por qualquer assessor) foi aberto à imprensa consentida por Trump, contou com a presença do vice-presidente Vance e do secretário de estado Rubio, e transmitido em directo para todo o mundo. 
 
O ambiente de intimidação criado por Trump e os seus acólitos não podia ter sido mais refinado nem mais repugnante a humilhação a que Zelensky foi submetido. 
Foi um "momento histórico", escreveu Putin na X, de Elon Musk.
E foi.
Foi um momento vergonhosamente histórico.
 
A partir daqui, se o ambiente era de penumbra, subitamente tornou-se de sombras no teatro do mundo onde se movimentam os principais actores, Trump, Putin e Xi Jinping, sem que sejam previsíveis os próximos actos para além das intenções, aparentemente pontualmente conjuntas de Trump e Putin dividirem entre si os destinos do ocidente e consentirem a Xi Jinping o domínio do oriente. 

Ontem, na Sala Oval Trump, além de outras acusações públicas feitas a Zelensky responsabilizou-o, considerando os argumento com que tentou defender-se, pela eventual deflagração de um Terceira Guerra Mundial. 
Como? Que pode Zelensky fazer para ser culpado do apocalipse citado por Trump?
 
Que humanidade, sonâmbula, caminha agora, mais que nunca antes, para a sua auto-destruição não é ideia de qualquer aprendiz de filósofo com a mania milenar que o mundo (a humanidade) um dia vai acabar.
Não. 
Essa possibilidade está a ser monitorada pelo Science and Security Board of the Atomic Scientists, que contou com Einstein, entre os seus primeiros fundadores. 

Há muitos que não querem acreditar na possibilidade de auto destruição da espécie humana em consequência dos arsenais nucleares existentes e em constante procura de mais potência (para quê?) e mais sofisticação da sua capacidade de destruição. 
Um dos mais ouvidos argumentos de quem não acredita na hipótese monitorada pelos cientistas atómicos é a dissuasão: os arsenais nucleares aumentam e sofisticam-se para constante reequilíbrio das capacidades em caso de eventual confronto. 

Dando por adquirido que o equilíbrio do terror é dissuasor de um confronto nuclear, de onde ninguém sairia salvo, se Trump e Putin se alinham do mesmo lado por onde se estenderia a Terceira Guerra Mundial citada ontem, mais uma vez, por Trump?

Sem poder nuclear relevante a Europa seria, mais uma vez, o primeiro campo de batalha, Putin, com o consentimento de Trump, ocupará a Europa mais facilmente que Hitler há oito décadas. 
O Reino Unido possui algumas ogivas nucleares que são monitoradas pelos norte-americanos, a França dispõe de 200 ogivas, ouvi ontem dizer a um conhecido comentador, mas a Rússia tem 5000.
 
Mas para quê quererá Putin ocupar a Europa?
Nunca nenhum ditador parou nos seus avanços de conquista senão for travado.
Mas como pode a Europa travar Putin sentado no maior poder de destruição do planeta?

Wednesday, November 20, 2024

A EUROPA À DERIVA: COMO MATAR O LEÃO DE NEMEIA?

A continuidade do Aliás depende do seu merecimento, avaliado por comentários, críticas, sugestões, correcções, de quem o lê.

---

Russia-Ukraine war live: Italy, Spain and Greece follow US in closing embassies in Kyiv over threat of ‘significant attack’ - From

Suécia envia panfletos de preparação para a “guerra ou outras” crises inesperadas a todas as famílias.

Dois cabos submarinos no mar Báltico foram cortados. EUA apontam o dedo ao Kremlin  

Putin permite uso alargado de armas nucleares 

Nordic neighbours release new advice on surviving war

 

 "Se não podes vencer o inimigo, junta-te a ele", recomenda o provérbio antigo, certamente inspirado na estratégia de Hércules para liquidar o  "Leão de Nemeia" .
 
Pode a União Europeia, desprovida de capacidade bélica relevante, sem um comando unificado que lhe dê suficiente consistência táctica e estratégica,  vencer Putin e os seus amigos ou simpatizantes, alguns dos quais são membros da UE, a partir de 20 de Janeiro quando Trump e a sua trupe abandonarem os seus aliados desarmados europeus?
Hoje, penso que não pode,  e a primeira vítima, vergonhosamente traída é a Ucrânia, o primeiro resistente a cair, o mais traído de todos, Zelensky.
 
A Federação Russa, que ocupa, de longe, o maior território do planeta, tem cerca de 144 milhões de habitantes; a União Europeia, cerca de 450 milhões, mas esta não será uma guerra que possa ser disputada corpo a corpo; mais que a força e a determinação seria, pela primeira vez na história da humanidade, a auto destruição da espécie humana o resultado mais provável de uma guerra global, mais uma vez, e, definitivamente, iniciada na Europa. 

Alguém terá de ceder, alguém terá de assumir a ignominiosa posição de primeiro cobarde para declarar a rendição da Europa Livre. Não faltarão candidatos, Viktor Órban, indubitavelmente o mais credenciado, actualmente na presidência rotativa da União Europeia, aceitará orgulhosamente a incumbência de desempenhar o papel protagonizado por Pétain há 84 anos. 

Falta saber quem será Hércules no segundo acto desta tragédia maior.  
---
act. - Ucrânia realiza primeiro ataque na Rússia com mísseis britânicos

As forças ucranianas levaram a cabo um primeiro ataque contra alvos militares em território russo recorrendo a armamento britânico, avança a Bloomberg.Trata-se do primeiro ataque da Ucrânia contra a Rússia envolvendo o uso de mísseis Storm Shadow. A utilização destes mísseis na Rússia foi autorizada pelo Reino Unido em retaliação pelo destacamento de tropas norte-coreanas para a Ucrânia, onde se encontram a dar apoio às forças russas. Este episódio representa mais um passo na escalada da guerra, que atingiu esta semana o milésimo dia desde que Putin ordenou a invasão da Ucrânia em fevereiro de 2022. A semana tem sido particularmente tensa na região, depois de os EUA terem autorizado também o uso de mísseis norte-americanos na Rússia.Em resposta, o Kremlin alterou a doutrina nuclear para alargar o leque de possibilidades em que pode recorrer ao seu vasto arsenal nuclear. c/p - aqui

---

Alex Maxia
In Gothenburg, Sweden
TT News Agency/AFP A hand holding a yellow booklet in front of Swedish flags - it has the words 'Om krisen eller kriget kommer' on the front and an illustration of soldiers and a family 
TT News Agency/AFP
The new version of Sweden's pamphlet "In case of crisis or war" will reach letterboxes from Monday

On Monday, millions of Swedes will start receiving copies of a pamphlet advising the population how to prepare and cope in the event of war or another unexpected crisis.

“In case of crisis or war” has been updated from six years ago because of what the government in Stockholm calls the worsening security situation, by which it means Russia’s full-scale invasion of Ukraine. The booklet is also twice the size.

Neighbouring Finland has also just published its own fresh advice online on “preparing for incidents and crises”.

And Norwegians have also recently received a pamphlet urging them to be prepared to manage on their own for a week in the event of extreme weather, war and other threats.DVERTISEMENT

During the summer, Denmark's emergency management agency said it was emailing Danish adults details on the water, food and medicine they would need to get through a crisis for three days.

In a detailed section on military conflict, the Finnish digital brochure explains how the government and president would respond in the event of an armed attack, stressing that Finland’s authorities are “well prepared for self defence”.

Sweden joined Nato only this year, deciding like Finland to apply after Moscow expanded its war in 2022. Norway was a founder member of the Western defensive alliance.

Unlike Sweden and Norway, the Helsinki government has decided not to print a copy for every home as it “would cost millions” and a digital version could be updated more easily.

“We have sent out 2.2 million paper copies, one for each household in Norway,” said Tore Kamfjord, who is responsible for the campaign of self-preparedness at the Norwegian Directorate for Civil Protection (DSB)

Norway's checklist includes longlife food and medicines including iodine tablets

Included in the lists of items to be kept at home are long-life foods such as tins of beans, energy bars and pasta, and medicines including iodine tablets in case of a nuclear accident.

Oslo sent out an earlier version in 2018, but Kamfjord said climate change and more extreme weather events such as floods and landslides had brought increased risks.

For Swedes, the idea of a civil emergency booklet is nothing new. The first edition of “If War Comes” was produced during World War Two and it was updated during the Cold War.

But one message has been moved up from the middle of the booklet: “If Sweden is attacked by another country, we will never give up. All information to the effect that resistance is to cease is false.”

It was not long ago that Finland and Sweden were still neutral states, although their infrastructure and “total defence system” date back to the Cold War.

Getty Images Sweden's Minister for Civil Defence Carl-Oskar Bohlin holds a copy of  the new version of the preparedness booklet "If the crisis or war comes". The pamphlet has a yellow cover and an image of a woman in army fatigues holding a large gun. 
Getty Images
Carl-Oskar Bohlin presented the pamphlet last month
 
Sweden’s Civil Defence Minister Carl-Oskar Bohlin said last month that as the global context had changed, information to Swedish households had to reflect the changes too.

Earlier this year he warned that “there could be war in Sweden”, although that was seen as a wake-up call because he felt that moves towards rebuilding that “total defence” were progressing too slowly.

Because of its long border with Russia and its experience of war with the Soviet Union in World War Two, Finland has always maintained a high level of defence. Sweden, however, scaled down its infrastructure and only in recent years started gearing up again.

“From the Finnish perspective, this is a bit strange,” according to Ilmari Kaihko, associate professor of war studies at the Swedish Defence University. “[Finland] never forgot that war is a possibility, whereas in Sweden, people had to be shaken up a bit to understand that this can actually happen," says Kaihko, who's from Finland.

Melissa Eve Ajosmaki, 24, who is originally from Finland but studies in Gothenburg, says she felt more worried when the war broke out in Ukraine. “Now I feel less worried but I still have the thought at the back of my head on what I should do if there was a war. Especially as I have my family back in Finland."

The guides include instructions on what to do in case of several scenarios and ask citizens to make sure they can fend for themselves, at least initially, in case of a crisis situation.

Finns are asked how they would cope without power for days on end with winter temperatures as low as -20C.

Their checklist also includes iodine tablets, as well as easy-to-cook food, pet food and a backup power supply.

The Swedish checklist recommends potatoes, cabbage, carrots and eggs along with tins of bolognese sauce and prepared blueberry and rosehip soup.

Swedish Economist Ingemar Gustafsson, 67, recalls receiving previous versions of the pamphlet: “I'm not that worried about the whole thing so I take it pretty calmly. It's good that we get information about how we should act and how we should prepare, but it's not like I have all those preparations at home”.

One of the most important recommendations is to keep enough food and drinking water for 72 hours.

But Ilmari Kaihko wonders whether that is practical for everyone.

“Where do you stash it if you have a big family living in a small apartment?”

 

Sunday, June 16, 2024

O MAL AMADO E O BEM AMADO

Há uma semana, logo que foram conhecidos os resultados das eleições para o Parlamento Europeu, o resultado mais inquietante, ainda que não de todo inesperado, foi observado em França com a vitória Marine de Le Pen, 31,3%, mais do dobro do alcançado por Macron, 14,6%.
Macron decidiu, sem demora, dissolver o Parlamento francês (Assemblée Nationale) e convocar eleições para 30 de Junho e a segunda volta para 7 de Julho.
Um terramoto político em França com réplicas ainda não avaliáveis, na União Europeia e no Mundo.
Definitivamente Macron é um mal amado. Porquê?
 
Pelo que é possível retirar, sobre esta questão, as opiniões referidas nos media, via net, o desamor dos franceses por Macron é consequência do seu estilo visto como altivo, arrogante, distante, que não sustenta a sua permanência no poder com uma presença intencionalmente popular junto dos seus compatriotas.
Sendo o sistema semi-presidencial francês de pendor presidencialista, as adversidades resultantes das circunstâncias inerentes a um cargo executivo são imputáveis ao presidente, ao contrário, por exemplo, em Portugal, onde o semi-presidencialismo é de pendor parlamentar e os eleitores avaliam as decisões tomadas pelo governo e os afectos ou os desacertos, agora inconsequentes, do presidente.
 
Macron enfrentou durante este seu segundo mandato as consequências de medidas que os franceses detestaram: nomeadamente as alterações à lei das reformas (pensões), o aumento dos impostos sobre os aumentos dos combustíveis, as restrições impostas pelo covid.19.
Francês, em geral, não admite que lhe mexam nos "direitos adquiridos", encareçam os combustíveis, ainda que façam trinta por uma linha para combater as "alterações climáticas" em grande medida resultantes do aumento do consumo dos combustíveis fósseis. 

Entretanto, Marine Le Pen refreou os seus impulsos racistas e xenófobos, colocou na presidência do partido Jordan Bardella, 28 anos de idade, capaz de prometer aos franceses este mundo e o outro num embrulho onde as inclinações ultra-direitistas de anti-emigração, de nacionalismo exacerbado, de crítica sistemática às instituições europeias, prosseguem a ideologia nuclear do fundador, Jean-Marie Le Pen, que ela expulsou do partido por manifestamente a incomodar o pai dizer o que ela prefere esconder, nomeadamente o anti-semitismo, a negação do holocausto.

Curiosamente, um plumitivo da nossa praça, Miguel Sousa Tavares (MST) que deve o palco e espaço nos media ao nome da família, escrevia há dias "apoiar a Ucrânia é uma coisa; ir para a guerra da Ucrânia é coisa diferente. Não consigo deixar de ver nas retumbantes derrotas de Macron em França e de Scholz na Alemanha — ambos com 15% dos votos e ambos outrora os maiores defensores de uma solução de paz e hoje dos maiores belicistas — uma rejeição do seu aventureirismo. Se não foi isso, foi o quê?"
 
Nunca tinha ouvido tal dislate.
Mas MST é coerente. Desde o momento, já distante, em que se soube que Putin tinha decidido invadir a Ucrânia, MST considerava essa hipótese, logo concretizada, como um delírio, sem sentido dos europeus. da União Europeia.
E, repetidamente, tem vindo a usar a página dupla do semanário onde escreve, para afirmar que não apoia Putin mas a defesa da Ucrânia deve ser deixada ao cuidado dos ucranianos. 
Não é caso único.
A União Europeia está a ser permanente perfurada por muitos carunchos destes, que, enquanto se alimentam dela, insaciavelmente a debilitam.
 
Escreve ainda na mesma página este caruncho anti-pró-Putin: "...a propósito das comemorações. a 6 de Junho, (desembarque na Normandia) foi um pouco ridículo ver o pequeno Macron empertigar-se à altura do grande De Gaulle, Biden no papel de Roosevelt, e Sunak, que só não ensaiou o de Churchill porque o deixou para Zelensky."
Curiosamente, Rishi Sunak, o primeiro-ministro do Reino Unido, o presidente da França, Emmanuel Macron, o chanceler alemão, Olaf Scholz,, o presidente da Rússia, Vladimir Putin, e o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky,  apesar das muitas diferenças, todos têm 1,70 m de altura,
 
De Gaulle era alto, 1,96 m., mas não foi grande. Quando as tropas nazis entraram em França, De Gaulle atravessou a mancha para pedir a Churchill abrigo no Reino Unido. Churchill aceitou-o mas o refugiado  general francês nunca lhe mereceu grande respeito. 
Macron, ainda que agora impopular, já garantiu que não se demite se as eleições legislativas antecipadas atribuírem à extrema direita, com a complacência da extrema esquerda a oportunidade de, pela primeira vez, se apoderar do governo numa situação de co-habitação com o Presidente.
 
Quanto à depreciativa comparação de Zelensky com Churchill e de Biden com Roosevelt, MST ignora que Churchill instou, sem resultados junto de Roosevelt o apoio dos EUA à Europa ocupada pelos nazis, excepto o Reino Unido onde o leão britânico prometia ao seu povo apenas sangue suor e lágrimas.
Roosevelt convenceu os norte-americanos a entrarem na guerra porque os japoneses, ao atacarem Pearl Harbour, tornaram inevitável a intervenção norte-americana na guerra.
 
Zelensky não tem tentado menos obter o apoio dos norte-americanos e dos europeus que não apoiam Putin que Churchill tentou junto de Roosevelt. 
E Biden, sem qualquer provocação externa, tem apoiado a Ucrânia tanto quanto as possibilidades do seu cargo permitem, independentemente da ameaça explícita de Trump, seu adversário em Novembro, apoiar Putin. 

Se Trump for em Novembro o bem amado dos norte-americanos, adeus Ucrânia!, adeus Europa livre!, ainda que MST, e outros carunchos nos queiram convencer o contrário.