Monday, July 31, 2023

CHEGOU A ERA DA EBULIÇÃO GLOBAL

"... O secretário-geral da ONU, António Guterres, tem o hábito de fazer pronunciamentos apocalípticos sobre mudanças climáticas. Mas é impossível ignorar o seu último aviso quando os cientistas confirmam que julho se tornaria, desde sempre, o mês mais quente registado na Terra. "A era do aquecimento global", declarou Guterres em entrevista colectiva na sede das Nações Unidas em Nova York na quinta-feira. "A era da ebulição global chegou"

Em todo o mundo vimos os efeitos severos do que equivale a uma emergência planetária em andamento. Ondas de calor recentes atingiram a América do Norte, Europa, Norte de África e Oriente Médio,  desencadearam incêndios florestais em ambos os lados do Mediterrâneo e incêndios incineraram milhões de hectares de terra no Canadá. Uma monção recorde inundou partes do norte da Índia. Um aumento nas temperaturas oceânicas confundiu e alarmou os cientistas, enquanto um estudo recente sugeriu que o aquecimento global estava a causar o colapso de um importante sistema de circulação no Oceano Atlântico. Enquanto isso, no inverno hemisfério sul, estão a congelar menos áreas do mar da Antártica..." 

" Apesar da evidência visceral de um planeta em mudança e de todas as súplicas dos funcionários da ONU e cientistas climáticos, há pouca unanimidade sobre o que deve vir a seguir. Governos de todo o mundo apresentaram planos e compromissos para reduzir drasticamente as emissões e descarbonizar suas economias. Mas as medidas necessárias para evitar o aquecimento planetário além de um limite considerado pelo consenso científico como catastrófico para o planeta ainda estão a ser difíceis de vender. Os partidos de direita em todo o Ocidente estão a explorar a inquietação pública sobre as políticas verdes..." - vid. artigo completo aqui.

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correl. - Sick of hearing about record heat? Scientists say those numbers paint the story of a warming world

Histeria climática ou competitividade e adaptação? 

 

Thursday, July 27, 2023

OPPENHEIMER MOMENT

Na sessão das 18:15 de ontem, a sala IMAX esgotou. Gente jovem a entrar com pacotes de pipocas e Coca Cola, se avistei bem. Não conseguimos melhor do que dois lugares na última fila  do canto esquerdo, quase debaixo de uma das colunas de som. O primeiro sinal acústico foi um estrondo que se prolongou com intermitências durante a apresentação de três ou quatro filmes surrealistas, certamente apreciadíssimos por espectadores mamadores de pipocas com sal ou com açúcar. 

- Isto é de rebentar os tímpanos!
- É IMAX, meu caro, é IMAX
- E não vão ficar todos surdos?
- Estamos habituados, gostamos, não gostamos de outra coisa. Som, guerra, mas guerra noutra dimensão, noutro universo, percebe?, porrada ...

Depois mais uma dose de anúncios sobre aventuras fantásticas noutros mundos no mundo NOS, e, finalmente, Oppenheimer.
 
Trata-se de um assunto sério e grave demais para ser tratado pelos padrões de Hollywood. Mas é, e deve ter enchido as expectativas da assistência pipoca que assistiu à sessão. 
Não é um mau filme. Aborda um tema que deveria conscencializar toda a gente, sobretudo a gente jovem, que a auto-destruição da humanidade pode ocorrer, mais lentamente, como consequência das alterações climáticas, ou, de um momento para o outro se, por erro, intenção humana ou engenho de inteligência artificial, for espoletada a guerra nuclear global.

- Mas a assistência era quase toda gente jovem ... 
- Gostam da espctacularidade do IMAX ... Não creio que tenham saído da sala preocupados com a possibilidade de um guerra nuclear global os exterminar sem aviso prévio. Aliás, o filme é mais insistente na série entediante de audiências a que Oppenheimer foi submetido em consequência das suas relações com comunistas e da forma como os desenvolvimentos da produção da bomba atómica foram passados aos soviéticos por um elemento da sua equipa, que ele recrutara, a quem reconhecera competência e de quem esperava lealdade. Não, não acredito que tenham continuado a pensar no assunto tema nuclear do filme depois de desopilante  encolher de ombros e, ... entre mortos e vivos alguém há-se escapar, se não escapar nenhum morrem todos... qual é o problema?

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The world reckons with a new ‘Oppenheimer moment’

Advanced humanoid robot Sophia at the AI for Good Global Summit in Geneva on July 6. (Pierre Albouy/Reuters)

Advanced humanoid robot Sophia at the AI for Good Global Summit in Geneva on July 6. (Pierre Albouy/Reuters)

No, Today’s WorldView has not had a chance to see “Oppenheimer” yet. The problem for Today’s WorldView is that he has a 21-month-old who is perfectly capable of devising her own cataclysmic schemes. But the profound cultural interest in Christopher Nolan’s biopic of J. Robert Oppenheimer, the father of the atomic bomb, is inescapable.

The titular character played by Cillian Murphy is a “part machinist, part mystic, ever questioning the apocalyptic implications of what he’s discovering,” my colleague Anne Hornaday wrote in her review of the film. Oppenheimer grappled with what he had wrought for the rest of his life. In 1945, after the bomb’s first test, he lamented that his invention wasn’t ready soon enough to wield against Nazi Germany — which he reviled as a Jew and long-standing anti-fascist. But later, after Oppenheimer saw its devastating use over two cities in Japan, a mission for which he aided in the preparation, he allegedly confided to President Harry S. Truman during their lone White House meeting that he felt he had “blood on his hands” and urged the president to reconsider amassing a stockpile of nuclear weapons.

 

Such advice did not go down well with Truman, who — my colleague Timothy Bella writes — complained to his aides about the “crybaby scientist.” “He didn’t convince the president, and the president didn’t like him, unfortunately,” Charles Oppenheimer, the physicist’s grandson, told Bella. “My grandfather gave the right advice, and the president didn’t take it. What he said about having blood on his hands was clearly something Truman didn’t like.”

As it became clear that the Soviet Union was also building up its nuclear arsenal, faster than expected, Oppenheimer recognized the grim geostrategic stakes taking hold. “We may anticipate a state of affairs in which two Great Powers will each be in a position to put an end to the civilization and life of the other, though not without risking its own,” he wrote in a 1953 essay in Foreign Affairs. “We may be likened to two scorpions in a bottle, each capable of killing the other, but only at the risk of his own life.”

A year later, in large part due to his documented leftist sympathies before World War II, including close relationships with communists, Oppenheimer got swept up in the dragnet of anti-communist hysteria that consumed Washington at the time. The creator of America’s atomic bomb had his top-level security clearance revoked after the indignity of a four-week, closed-door hearing.

 

In Nolan’s view, Oppenheimer’s angst has a contemporary political and moral valence. As scientists and policymakers in the 1940s and ’50s were coming to terms with their harnessing of a power that could lead to a species-level extinction event for humanity, their successors face what could be a similarly fraught and mind-bending emergence of generative artificial intelligence.

 

“When I talk to the leading researchers in the field of AI right now … they literally refer to this as their Oppenheimer moment,” Nolan told NBC News last week. “They’re looking to his story to say ‘OK, what are the responsibilities for scientists developing new technologies that may have unintended consequences?’”

In a guest essay for the New York Times published Tuesday, Alexander C. Karp, the CEO of Palantir, a big data analytics company that works with the Pentagon, writes: “We have now arrived at a similar crossroads in the science of computing, a crossroads that connects engineering and ethics, where we will again have to choose whether to proceed with the development of a technology whose power and potential we do not yet fully apprehend.”

The technological uses of machine learning systems are diverse and vast, but, as the introduction of OpenAI’s ChatGPT has already made clear, few corners of human society will be left untouched as AI tools evolve and grow more sophisticated and powerful. Whole industries and professions are likely to disappear — certainly, your humble newsletter scribe feels the spectral tug of obsolescence.

More gravely, this generation’s Oppenheimers by Nolan’s conceit, AI founders such as former Google executive Geoffrey Hinton and OpenAI CEO Sam Altman, publicly acknowledge the genuine risks of an AI model going rogue, hijacking weapons systems or releasing pathogens or following some other terrifying algorithmic goal that would have apocalyptic consequences for humanity. They also express amazement and perhaps a degree of alarm at how swiftly AI systems are developing, already eclipsing human abilities in some significant ways.

In a New York Times interview earlier this year, Hinton, who is credited as being “AI’s godfather,” cast into doubt the value of his life’s work. “It is hard to see how you can prevent the bad actors from using it for bad things,” he said. In justifying his reasons for working on AI, he paraphrased Oppenheimer’s own explanation for why he chose to develop the atomic bomb: “When you see something that is technically sweet, you go ahead and do it.”

The contours of the Cold War and the disturbing logic of “mutually assured destruction” became rather clear to all in the years after World War II. But we are still in the bewilderment stage of the age of generative AI. Governments are putting forward initial attempts at legislation placing checks on the technology’s usage — consider, a pioneering draft law that may be passed by the European Parliament later this year. Tech companies, while vowing a focus on ethics and human responsibility, are chafing against future regulation. And military strategists are already warning of an emerging AI arms race, with the United States and China racing ahead.

Last week, Lt. Gen. Richard G. Moore Jr., a three-star Air Force general, laid out the contest over AI in somewhat baffling ideological terms, suggesting the United States’ “Judeo-Christian” character would prevent its planners from misusing AI. “Regardless of what your beliefs are, our society is a Judeo-Christian society, and we have a moral compass. Not everybody does,” Moore said at a think-tank event in Washington. “And there are those that are willing to go for the ends regardless of what means have to be employed.”

Some U.S. lawmakers want more solid guarantees. Earlier this month, Sen. Edward J. Markey (D-Mass.) put forward legislation that would ban the use of AI in making nuclear launch decisions. He did so with the endorsement of Kai Bird, co-author of “American Prometheus,” a Pulitzer Prize-winning biography of Oppenheimer on which the Nolan film is based.

“Humanity missed a crucial opportunity at the outset of the nuclear age to avoid a nuclear arms race that has since kept us on the brink of destruction for decades,” Bird said in a statement. “We face the prospect of a new danger: the increasing automation of warfare. We must forestall the AI arms race.”

Sunday, July 23, 2023

O JOGO DA CABRA CEGA

Ninguém os julga. Divertem-se como querem e lhes apetece.

"À justiça o que é da justiça; à política o que é da política", é a mantra dos políticos que, eles ou amigos deles, querem escapar à justiça ou têm medo dos juízes por quaisquer insondáveis razões.

O poder legislativo pertence à Assembleia da República. Os juízes administram a justiça em nome do povo representado na Assembleia da República. 

Se os foliões brincam ao jogo da cabra cega é porque o poder legislativo o consente com as leis que aprova.

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Mesmo com férias judiciais de oito semanas, juízes do TdC recebem milhares de euros por dias não gozados Dos 16 juízes que se aposentaram desde 2015, nove receberam compensações por férias não gozadas. Indemnizações chegaram a superar 30 mil euros.

Mesmo com férias judiciais de oito semanas, juízes do TdC recebem milhares de euros por dias não gozados.
Como em todos os tribunais, no Tribunal de Contas (TdC) existem dois meses de férias judiciais (entre Verão, Páscoa e Natal) em que os juízes só excepcionalmente se deslocam à instituição para realizarem turnos. Contudo, ao contrário do que é comum nos dois tribunais supremos, aqui era habitual os juízes não gozarem a totalidade das férias, acumulando dias não gozados ao longo de anos. 

Mais aqui

 

20000 ESPÉCIES DE ABELHAS


F.C., 

Lembrei-me de ti, meu velho amigo, quando hoje, no NIMAS, assistimos a um filme - 2000 espécies de abelhas - que se recomenda a toda a gente.

Forte abraço.

Sunday, July 16, 2023

O JOGO DA CABRA CEGA

O Expresso publica hoje, aqui, um artigo de opinião de José Sócrates.

Não é uma opinião inocente nem pessoalmente desinteressada, nem isso seria esperável da parte de quem enfrenta há mais de oito anos a justiça sem que a Justiça tenha sido até hoje capaz de o julgar.

Provavelmente, nunca o julgará: é a opinião de muitos portugueses (talvez, a esmagadora maioria), entre os quais me encontro, que o julgam na praça pública autor dos crimes de que é suspeito e que suspeitam que ele nunca virá a ser julgado.

O referido artigo, que transcrevo a seguir, é mais uma das muitas intervenções em que, honra lhe seja feita, desassombradamente, José Sócrates tem denunciado o jogo da cabra cega animado, em sessões quase contínuas, pela inqualificável actuação dos agentes da administração da justiça em Portugal, com especial destaque das intervenções públicas mediatizadas do Ministério Público, para gáudio dos media e da populaça.

Aquele PS no final do artigo é, assim o interpreto, duplamente intencional: pelo PS e pelo seu secretário-geral, primeiro-ministro, com quem Sócrates tem contas a ajustar e que nem a, muito provável prescrição por ultrapassagem de prazos em todos os processos que envolvem Sócrates, vai sanar, ainda que interesse a ambos.

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Sim, aquelas buscas* são um caso sério. Muito sério. A começar pelo que está mesmo à frente dos nossos olhos: o único crime que temos a certeza de ter sido cometido é o crime de violação do segredo de justiça. Um crime em direto na televisão. Um crime cuja especial gravidade consiste em ter sido praticado por agentes do Estado, aqueles a quem confiamos o cumprimento da lei – o polícia, o procurador ou o juiz.

Ninguém mais sabia. Assim começa o dia no prodigioso mundo do combate ao crime económico – cometendo um crime. Mais de cem agentes policiais envolvidos, dizem com orgulho. A desvalorização deste crime é um dos silêncios da conversa oficial sobre a atuação judicial. Ela tem sido habilidosamente promovida sob a alegação de que tem objetivos nobres e de que visa um respeitável interesse público. Na verdade, nem uma coisa nem a outra.

Nenhum interesse público justifica o crime e a violação da lei e nenhuma moral particular disfarça o que é: evidentemente, um abuso de poder. Os que dão estas informações aos jornalistas não são justiceiros, são criminosos. A espetacular ação judicial daquela manhã não decorreu sob o rigor do Estado de Direito, mas do arbítrio do Estado de exceção. E no Estado de exceção quem decide a exceção é o verdadeiro soberano. Mas há mais. Há também as buscas por motivos frívolos.

A operação escancara perante todos a costumeira e escandalosa prática de ordenar buscas exclusivamente destinadas ao espetáculo televisivo. Há muito que as invasões policiais do domicílio privado deixaram de ser decididas em função da utilidade para a investigação ou da necessidade de obter provas que, de outra forma, não se poderiam obter. Acompanhadas das câmaras de televisão, as buscas servem para ferir, para humilhar, para intimidar, para destruir a reputação dos visados. A câmara de televisão transforma-se assim no novo instrumento do poder estatal. O novo punhal do assassinato político. Nada disto é precipitação ou maluqueira. Não. Há um método e um propósito por detrás de tudo isto.

A tese é que o direito penal evolui por transgressões. Se violarmos as normas legais com frequência, elas passam a ser outras. Reescrevemos a lei, violando-a muitas vezes. Há muito que a separação de poderes está ameaçada, não por invasões do poder político no poder judicial, mas exatamente ao contrário – quem tem mandato apenas para aplicar a lei acha que chegou o momento de se substituir ao Parlamento para a mudar segundo a sua vontade e o seu interesse.

Tudo isso está a acontecer a uma velocidade assustadora. A ação judicial contemporânea foi lentamente transformando as buscas domiciliarias em ações rotineiras, como se o direito à inviolabilidade residencial constituísse agora uma garantia constitucional obsoleta e arcaica. As buscas sem fundamento sério são um dos mais sérios indicadores da deriva penal autoritária em desenvolvimento.

Finalmente, o motivo. O sério motivo.

Aparentemente, dizem os relatos, a ação policial, com tantos agentes, com procuradores no terreno e com a assinatura de juízes, destina-se a esclarecer a distinção legal entre atividade parlamentar e atividade partidária, questão que julgávamos reservada a quem tem falta de assunto para uma tese de doutoramento. Para os outros, para os que têm ainda alguma cultura democrática, parece óbvio que toda a atividade parlamentar é também atividade partidária, visto que os lugares do parlamento ainda são monopólio dos partidos e na medida em que só eles têm a prerrogativa de propor candidatos a sufrágio. Mas servirá a explicação de alguma coisa? Não me parece. No espaço televisivo basta pronunciar as palavras deputados e partidos para acabar de vez com a conversa e despertar a fúria da taverna. E eles contam com isso.

P.S. - As maravilhas que a ausência de rivalidade política é capaz de fazer. O que antes era “à justiça o que é da justiça” transformou-se subitamente em “julgamento de tabacaria”. Sempre esteve de acordo, faltou-lhe a coragem de o dizer. Ericeira, 16 de julho de 2023

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* Uma manhã no combate ao crime - aqui

José Sócrates

Ex-primeiro-ministro

O antigo primeiro-ministro escreve sobre a manhã de buscas à casa de Rui Rio: “A espetacular ação judicial daquela manhã não decorreu sob o rigor do Estado de Direito, mas do arbítrio do Estado de exceção. E no Estado de exceção quem decide a exceção é o verdadeiro soberano”

 

Friday, July 07, 2023

ESTE PAÍS NÃO É PARA COMENTADORES

Só para autores. 

O Tribunal Constitucional solicitou ao ministro das Finanças, Fernando Medina, que esclareça porque declarou como “direitos de autor” os rendimentos obtidos com comentários na comunicação social enquanto era presidente da Câmara de Lisboa, noticia a Sábado. De acordo com a revista, tal permitiu-lhe obter um benefício fiscal, já que metade do que se ganha com direitos de autor não paga IRS.

Entre 2015 e 2021, o socialista e ex-autarca foi colunista no Correio da Manhã e depois comentador na Renascença e na TVI24. Além disso, esta prática permitiu-lhe continuar a receber por inteiro na autarquia, o que, segundo a Sábado, é uma prática proibida aos deputados, como se viu na polémica recente que envolveu a atual líder do BE Mariana Mortágua, e aos autarcas, como se lê num parecer da CCDR-Norte pedido pelo presidente da Câmara do Porto, Rui Moreira.

Segundo a Sábado, na declaração do Constitucional a que teve acesso, constam apenas as respostas do governante, datadas de março deste ano, não tendo sido possível apurar o que foi perguntado a Fernando Medina. O tribunal garantiu que só lhe cabe “disponibilizar o que é de consulta pública”, ou seja, as já referidas declarações de rendimentos. A revista contactou ainda o Ministério Público, que disse que o processo pertence ao Constitucional. - aqui

Tuesday, July 04, 2023

E O OCIDENTE CONTINUA À VENDA

                                              "Lady with a Fan," oil on canvas by Gustav Klimt.
  

At over $108 million, Klimt's "Lady with a Fan" becomes most expensive painting ever sold in Europe

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Quem comprou? Um coleccionador de Hong Kong.

Quem comprou Salvator Mundi, supostamente de Leonardo da Vinci? - Mohammad bin Salman, Príncipe herdeiro da Arábia Saudita, o mesmo que em setembro de 2015, comprou o Castelo Luís XIV, a propriedade privada mais cara do mundo, perto de Paris, por 275 milhões de euros. O castelo foi construído em 2011 e batizado com o nome do monarca que reinou em França nos séculos XVII e XVIII.  Em junho de 2019, um relatório da ONU sustentou existirem “indícios credíveis” de que Mohammed bin Salman e outros altos responsáveis do reino saudita estiveram envolvidos no assassinato do jornalista Jamal Khashoggi, crítico do regime.[