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Thursday, June 18, 2020

MOBI.E SA, UM LOGRO IMPUNE



Senhor Presidente da Câmara Municipal de Sintra,

São poucos os espaços públicos onde um idoso possa aventurar-se fora de casa sem assumir elevados riscos.
Hoje, decidimos, eu e a minha mulher, passear durante uns escassos três quartos de hora no Parque da Liberdade, junto do qual está colocado um posto de carregamento de carros eléctricos. Como temos viatura eléctrica, tentámos carregar o carro durante o tempo da visita. Tentámos, mas não conseguimos porque o posto de carregamento não está activo, informação que me foi confirmada após telefonema para o 800916624.
Está desactivado, disse-nos um polícia municipal que se tinha aproximado de nós, sem máscara, se deixa o carro aí é multado.
Colocámos o carro duas posições ao lado, pagámos 90 cêntimos e fizemos a visita.

A razão deste e-mail, sr. Presidente, é um protesto contra a utilização abusiva de um bem público por parte da MOBI.E
A MOBI.E não tem, a nenhum título, direito de utilizar dois espaços de parqueamento sem qualquer interesse público e, além do mais, reduzir o número de lugares de parqueamento disponíveis.

Espero que, em nome do bem público, a MOBI.E seja intimada a retirar os postos inactivos ou a activá-los, sob pena de incorrer em multa equivalente aquela que eu pagaria se estacionasse o carro nos lugares destinados a carregamento mas onde o carregamento não é possível.

Atentamente

Tuesday, June 16, 2020

FUNDOS PÚBLICOS PARA UM BURACO PRIVADO SEM FUNDO


É a notícia do dia:

"Injecção no Novo Banco em 2021 é automática em “cenário de extrema adversidade”

aqui:
O Presidente da República ficou “estupefacto”, mas o contrato de compra previu que em “circunstâncias de extrema adversidade”, como uma pandemia, o Estado é forçado a injectar automaticamente o dinheiro necessário para manter o banco dentro das metas de solidez definidas.

Para começar, mil milhões de euros, directamente do OE, isto é, do bolso dos contribuintes.
Mas, pelos vistos, o compromisso assumido não tem limites de progressão nem razões de força maior que possam opor-se-lhes.

Herança do sr. Carlos Costa & Companhia, que está, alegremente, de abalada, tarde e a más horas.
Como é que ele e os comparsas adivinhavam que iria surgir no horizonte temporal próximo uma pandemia?

--- Correlacionado

Afirmações de António Ramalho são extemporâneas, diz João Leão.

Banco de Portugal espera recessão de 9,5%, a pior desde 1928




Saturday, May 23, 2020

A IMUNIDADE DOS TRIBUNAIS

João Miguel Tavares,

Li o seu comentário de hoje, - aqui - leio todos mas o de hoje suscitou-me o envio de um link para um comentário sobre o mesmo tema que coloquei num caderno de apontamentos iniciado em Outubro de 2005, agora menos apontado porque a roda, roda, e passa sempre pelos mesmos temas. 
Se tiver pachorra e curiosidade suficiente, clique aqui


Seu leitor atento,

Sunday, March 01, 2020

O JOGO DA CABRA-CEGA

 
O número de jogadores foliões tende para sem conta.

Presidente da Relação de Lisboa suspeito de irregularidades na distribuição de processosResultados preliminares de auditoria aberta pelo Conselho Superior da Magistratura implicam actual presidente da Relação de Lisboa, Orlando Nascimento. Esta terça-feira órgão de gestão da magistratura reúne-se para tomar medidas.

Wednesday, February 19, 2020

O RAPTO (FRUSTRADO) DE NETO DE MOURA


Tiago Rodrigues foi Prémio Pessoa em 2019.

Não é um desconhecido, não é, certamente, um imaturo irresponsável.
Ontem ouvi J M Júdice, no seu espaço televisivo da Sic Notícias, acoimá-lo "grunho", o mesmo é dizer porco, grosseiro, colocando-o no mesmo o patamar de"grunhice"daqueles que no estádio de Guimarães no fim-de-semana se afirmaram racistas num jogo de futebol em que participava pelo menos um jogador (Marega) não branco, que, reagindo aos insultos, saiu do campo.

E porquê?
Porque Tiago Rodrigues escreveu um texto satírico para ser levado à cena no D. Maria II anunciado no site do teatro nacional como "O Rapto de Neto de Moura".
O sindicato dos juízes considerou que o texto era bullying, e o encenador recuou. Agora será "Catarina e a Beleza de Matar Fascistas"
O acontecimento vem contado, p.e, aqui, não vou resumir. Convém ler tudo.

A Tiago Rodrigues, Prémio Pessoa, faltou a firmeza de carácter que Marega demonstrou quando se viu ameaçado pelos "grunhos".
E a peça saiu-lhe ao contrário.

Saturday, February 08, 2020

J´ACCUSE!


Recomendável a militares, juízes, e a todos os que ultrajam a Justiça a favor de interesses corporativos.
Sugere-se, a propósito do tema deste filme, na parte aplicável, a leitura ou releitura de Jean Barois.




***** 

Wednesday, November 06, 2019

O JOGO DA CABRA CEGA


Leio no Público de 30/10, aqui.
"...
...  ... Na semana passada, o SMMP (Sindicato dos Magistrados do Ministério Público) divulgou um comunicado com seis páginas, intitulado “Restabelecer a legalidade no Ministério Público”, onde se insurge contra práticas “ilegais” que se instituíram nesta magistratura, por vezes de forma informal, à margem do Código Processo Penal. E pede a Lucília Gago e ao Conselho Superior do Ministério Público para proibirem e punirem o que chama de “práticas ilegais”. “O superior hierárquico não pode dar ordens ao magistrado do Ministério Público titular de um inquérito para este acusar ou arquivar um processo contra determinada pessoa”, lê-se no comunicado. E acrescenta-se: “O superior hierárquico não pode igualmente ter interferência nas diligências de produção de prova, isto é, não pode determinar ou impedir a realização de buscas ou intercepções telefónicas, a constituição de arguidos ou inquirição de testemunhas, tal como também não pode determinar o teor de perguntas, sugerir que se façam outras ou se suprimam algumas que entenda não serem adequadas.”
Mas o que aconteceu em Tancos não é a única situação a alarmar o sindicato, que condena outro tipo de “instruções” para que os procuradores não deduzam acusações sem antes as submeterem à apreciação do seu superior hierárquico. “Esta prática ilegal liquida por completo a autonomia interna dos magistrados, transformando-os em ‘meninos de escola’ que mostram os seus trabalhos de casa ao ‘professor’ para que este os aprecie e lhe anote os erros”, afirma o SMMP, que condena igualmente orientações para que os procuradores não peçam absolvições no final dos julgamentos, mesmo que considerem que não foi feita prova dos crimes.
.
Percebo a posição defendida pelo Sindicato: aos magistrados do MP assiste a obrigação de investigarem com independência de qualquer nível hierárquico. De outro modo seriam transformados em "meninos de escola" que mostram os seus trabalhos de casa ao professor.
.
Não entendo, no entanto, que o SMMP não conteste que as investigações e conclusões muito complexas e muito demoradas, que conduziram à dedução de acusação, no caso da "Operação Marquês", por exemplo, sejam submetidas à apreciação de um Juiz de Instrução a quem é dado o poder de recusar provas e conclusões tornando em "meninos de escola" os muitos magistrados envolvidos no mega-processo que ameaça abalar de vez o prestígio do MP.
.
Poderá argumentar-se que das decisões do Juiz de Instrução pode o MP recorrer para a Relação. Mas
esta faculdade não retira ao magistrados do MP a contingência de serem tratados como "meninos de escola".
Neste caso, na primeira fila da fotografia do grupo.

Tuesday, July 16, 2019

EMEL


- Estou a ligar a propósito do auto nº..... (referido aqui)
- É o sr. ...., não é verdade?
- Sou sim. Pois,  sua reclamação é de Maio de 2017, prescreveu há pouco tempo.
- Estamos em meados de Julho.
- Pois estamos. Depois da prescrição tem de aguardar alguns meses para ser reembolsado.
- Compreendo. Não devia ter pago a multa, aplicada sem justificação alguma.
- Ah, isso não sei.
- Fiquei eu a saber.

Thursday, June 27, 2019

EMEL


Há mais de dois anos fui, injustificadamente, multado pela EMEL.
Em Janeiro deste ano telefonei para Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária nos termos que transcrevi aqui.

A 6 deste mês voltei a telefonar, recomendaram-me que enviasse e-mail para mail@ansr.pt.
Recebi resposta momentos depois:

Exmo Senhor,
Exma. Senhora,

Esta resposta é automática e acusa a receção do seu email que será objeto de tratamento e análise tão breve quanto possível.

Com os melhores cumprimentos,

Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária
Divisão de Processamento de Contraordenações e Apoio ao Cidadão

Contactos ANSR:  214 236 800 dias úteis das 09:00 às 18:00

Hoje, dia 27, voltei a enviar e-mail. Respondeu-me o atendedor uns segundos depois, nos mesmos termos.

Há um agente eficiente na ANSR.

Friday, June 21, 2019

MAKING PORTUGAL GREAT AGAIN


- Se eu fosse o Luís Filipe Vieira, vendia o João Félix por 120 M€ e
comprava o Sporting.
Depois, decidia onde gastar os restantes 100 M€.... :-D :-D

- Talvez com os 100M€ do SLB ele possa pagar todas as dívidas e falcatruas das empresas dele. assim já eu não pagava tantos impostos
..... mas primeiro tirava a comissão, a malta tem muitos advogados (a) pagar 
- Eu não . Comprar sim o que possibilita venda .  Neste caso seria negocio perdido! ninguém compra natureza morta a não ser para expor !...
- Ultimas noticias…..Berardo acaba de submeter á CGD um pedido de 220 milhões para a compra de João Félix…..que pretende incluir na sua coleção de arte, classe pintura abstrata….
- O museu do Sporting recebeu esta quarta-feira os seis troféus europeus conquistados pelo clube na época que agora findou. As equipas de judo masculino, atletismo feminino, goalball masculinos e femininos, futsal e hóquei em patins conquistaram provas europeias
- Acho que se esqueceram do chinquilho e do berlinde. Mas eu gosto mesmo é do "goalball", uma modalidade que arrasta multidões... :-D
Mas pronto ..., parabéns. Para o ano há mais.
- Em tanta picardia polvilho uma boa dose de pimenta:
Quando é que o caloteiro presidente do Benfica paga os muitos milhões que deve e que todos nós estamos a pagar?
Como é que se pode aplaudir um clube que tem tal presidente?
Ainda não é arguido, pois não, mas nós já estamos a pagar por ele.

Wednesday, January 23, 2019

AS VÍTIMAS DA CAIXARROTA


No Público de hoje, em artigo que transcrevo aqui, o articulista, considera que a "auditoria da CGD já fez vítimas entre gestores da banca."

Se eles são vítimas, os bandidos, os malfeitores, os criminosos, os culposos, os delituosos, somos nós?
Aparte a paralaxe do articulista no título, vale a pena a transcrição para uma antologia da pulhice banqueira em Portugal.

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Auditoria da CGD já fez vítimas entre gestores da banca
As decisões de gestão que estiveram na origem de perdas significativas no banco público, e que foram identificadas na auditoria da EY, já tiveram consequências para alguns dos banqueiros visados. Ministério Público investiga mas ainda sem arguidos.

Pedro Ferreira Esteves 

23 de Janeiro de 2019, 6:00  

Os gestores do banco público aprovaram, entre 2000 e 2015, financiamentos de centenas de milhões de euros apesar dos riscos identificados pelos directores as operações. E fizeram-no dezenas de vezes, ao longo de várias lideranças. Esse diagnóstico foi feito pela consultora EY na auditoria independente à gestão do banco público, que identificou perdas de mais de mil milhões de euros para as contas da Caixa Geral de Depósitos, só até 2015. O documento já chegou às autoridades, quer de supervisão (Banco de Portugal), quer judiciais (Ministério Público). E já teve consequências, nomeadamente o afastamento de dois nomes das listas de cargos na banca para os quais tinham sido escolhidos.
Fonte oficial do supervisor da banca, questionada sobre os efeitos que a auditoria da EY já teria tido, sintetizou ao PÚBLICO que “o Banco de Portugal tem em atenção toda a informação relevante para efeitos de supervisão prudencial”. No âmbito da supervisão prudencial, o Banco de Portugal (BdP) e o Banco Central Europeu (BCE) avaliam, entre outras questões, a idoneidade dos gestores nomeados para cargos de topo nos bancos, através de um mecanismo designado de fit and proper (Avaliação e Adequação). E foi nesse âmbito que a auditora da EY já teve consequências.



O antigo administrador da CGD, Pedro Cardoso, que fez parte da administração da Caixa no período em que a auditoria identificou mais problemas, entre 2007 e 2012, estava na calha para ser o novo presidente-executivo do Bison Bank, a instituição que sucedeu ao Banif Investimento. Segundo noticiou o Jornal Económico, há poucos dias, o seu nome caiu por não ter passado no crivo de idoneidade aplicado pelas autoridades de supervisão, nomeadamente o BdP e o BCE (através do Mecanismo Único de Supervisão).

Outro nome envolvido em decisões de idoneidade por parte destas entidades é o do Norberto Rosa, que estava na lista da equipa de Miguel Maya para liderar o BCP e que ficou meio ano à espera da luz verde dos reguladores, acabando por cair no final do ano passado, sem qualquer chumbo explícito, mas também sem autorização, segundo noticiou o Jornal de Negócios. Rosa foi, antes, integrar a equipa directiva da Associação Portuguesa de Bancos, presidida há vários anos por Faria de Oliveira, que liderou a equipa da Caixa que integrava Norberto Rosa.

Risco ignorado
Em causa estão decisões tomadas contra o parecer técnico da Direcção Global de Risco (DGR) do banco, reveladas pela auditoria da EY, cuja versão preliminar foi divulgada pela ex-deputada do Bloco de Esquerda, Joana Amaral Dias, na CMTV, e citada esta terça-feira por vários órgãos de comunicação social.

Segundo o documento – não oficial e que teve outras versões, nomeadamente uma versão final que já foi enviada para diversas autoridades em meados do ano passado -, foram identificadas operações de crédito cuja aprovação foi tomada exclusivamente pela administração, sendo que essa situação aconteceu em 7% dos casos relativos a grandes devedores, ignorando a avaliação de risco obrigatória nestas operações. Adicionalmente, 21% dos empréstimos aprovados foram-no sem recurso a qualquer apoio técnico. Há casos ainda de créditos sem garantias ou com falta de informação ou de dados técnicos. Na auditoria pode ler-se que várias operações problemáticas foram “aprovadas com parecer de análise de risco desfavorável, não se encontrando documentadas as justificações para a tomada de risco contrária ao parecer” da DGR.
O antigo presidente da Caixa, Fernando Faria de Oliveira, explicou, à RTP3 que “o conselho de crédito dá pareceres que não são vinculativos. Os conselhos de crédito abrangem um número muito grande de pessoas. Os assuntos são discutidos, toma-se uma decisão final e que eu me lembre nunca houve uma declaração de voto mesmo da área de risco em relação às decisões tomadas”.
Faria de Oliveira liderou a Caixa no período em que a auditoria da EY é mais negativa no cumprimento das regras de avaliação de créditos, em especial entre 2007 e 2012. Até 2008, o presidente do banco foi Carlos Santos Ferreira, antecedido por António Sousa, cuja gestão também é visada pelos consultores. José Matos fecha o período de análise da auditoria. Todos revelaram, segundo a EY, problemas relacionados com o cumprimento das regras de concessão de crédito.
Os casos de maior dimensão identificados pela auditoria dizem respeito a sete financiamentos de elevados montantes, entre os quais se destacam as perdas relacionadas com a Artlant (fábrica da antiga La Seda em Sines), Quinta do Lago e Birchview. Mas também são identificados problemas com a concessão de empréstimos à Investifino, de Manuel Fino, Finpro, sociedade de investimento de Américo Amorim e Banif, bem como às sociedades de Joe Berardo, entre a Fundação Berardo e a Metalgest. Neste grupo de grandes devedores, os financiamentos ascenderam a mil milhões de euros, com perdas reconhecidas, em 2015, de 580 milhões de euros.


Ao todo foram descobertas 64 operações que não cumpriram as regras de concessão de crédito, num universo total de 200 empréstimos avaliados em quase três mil milhões de euros. As perdas sofridas pela Caixa na sequência do reconhecimento das imparidades registadas nestes créditos ultrapassaram os 1,2 mil milhões de euros, mas só até 2015, o último exercício analisado pela EY. No entanto, o impacto negativo no banco público foi superior, dado que a grande parte das perdas só foram reconhecidas nas contas a partir de 2016, no âmbito da recapitalização com dinheiros públicos que ascendeu a 4,9 mil milhões de euros.
Refira-se ainda que a versão preliminar da EY divulgada só se debruça sobre uma das partes da auditoria, a da concessão problemática de créditos. Isto porque a consultora também avaliou outras práticas da gestão, nomeadamente a evolução dos investimentos financeiros – onde se encontra a desvalorização da participação no BCP, por exemplo, que gerou perdas de 559 milhões de euros devido à queda das acções -, mas também as apostas estratégicas do banco, onde se destaca o negócio em Espanha, que foi acumulando prejuízos ao longo dos anos até ser vendida, no final de 2018, por 364 milhões.
O documento aborda ainda a questão dos prémios e salários dos gestores, em especial no período 2000-2008, durante o qual “não foi obtida evidência dos princípios orientadores para a remuneração variável aplicada, concluindo-se que as decisões foram tomadas de forma avulsa”. “Mesmo perante resultados negativos foi decidido atribuir remuneração variável e emitido voto de confiança”, lê-se no relatório da auditoria.
A consultora revelou também que “o volume de imparidades [quando a quantia recuperável é inferior à quantia escriturada] da CGD evoluiu de 46,9% em 2013 para 58,1% em 2015” no sector da construção e imobiliário. Os restantes bancos todos apresentaram a situação inversa, reduzindo as imparidades na concessão de crédito às empresas deste segmento, concluiu a auditoria. Uma circunstância que decorre do facto de a Caixa só ter recebido o apoio público em 2016 que lhe permitiu começar a reconhecer e a limpar as perdas, ao passo que o resto da banca iniciou mais cedo esse processo na sequência do apoio dado com a chegada da troika. 


Investigação sem arguidos

A auditoria da EY chegou à Procuradoria-Geral da República (PGR) em Julho do ano passado e, segundo explicou esta terça-feira fonte oficial da entidade ao PÚBLICO, o caso ainda não tem arguidos constituídos, tendo sido "junto a um inquérito já existente a correr termos no DCIAP". O Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP) tem em curso, desde Setembro de 2016, uma investigação à concessão de créditos sem garantias a 100 dos maiores credores do banco, que podem constituir práticas criminosas de "administração danosa", entre outros crimes.
Segundo noticiou o Negócios em Julho do ano passado, o Ministério Público suspeita de uma "intencional prática de favorecimento de determinados agentes económicos em detrimento de outros" e de uma omissão "deliberada" sobre o incumprimento em determinados créditos. Esta investigação arrancou durante a breve passagem de António Domingues pela presidência CGD. 

A PGR explicou ainda, através de fonte oficial, que "muito recentemente foi recebido na Procuradoria-Geral da República, um pedido, proveniente da Assembleia da República (Comissão de Orçamento, Finanças e Modernização Administrativa), de acesso ao referido relatório [da EY]. A solicitação foi encaminhada para análise no âmbito do processo respectivo". Isto na sequência da repetida recusa dos responsáveis da Caixa de fornecer a lista dos maiores devedores do banco durante a comissão parlamentar à gestão do banco público, alegando sigilo bancário e segredo de justiça.

O Ministério das Finanças, entretanto, referiu, esta terça-feira, ter pedido à administração da Caixa Geral de Depósitos, quando a auditoria foi entregue à equipa de Paulo Macedo, em meados do ano passado, que tome "todas as diligências necessárias para apurar quaisquer responsabilidades" nos actos detectados pela auditoria e adopte as "medidas adequadas" para defender o património do banco. Segundo explicou fonte oficial da Finanças ao PÚBLICO, o executivo deu instruções à CGD para que o relatório “fosse remetido ao Banco de Portugal e ao Mecanismo Único de Supervisão do Banco Central Europeu, bem como a outras autoridades judiciais, de inspecção, de supervisão ou em matéria tributária, caso os elementos do relatório se afigurassem relevantes para o exercício das suas atribuições”.
O Ministério das Finanças garante, em conclusão, que "continuará a acompanhar este tema, tendo transmitido ao Conselho de Administração da CGD a necessidade de tomar as medidas adequadas para a defesa da situação patrimonial" do banco.

 *com Liliana Borges e Lusa

Thursday, January 17, 2019

HORS D´OEUVRE PARA UM CONSELHO


Servidos, como é habitual, pelo MP. 

revista Sábado escreve que Luís Montenegro é suspeito de ter falsificado documentos que serviam de prova à forma como pagou — e quando pagou — as viagens que fez a França para assistir a jogos do Europeu de Futebol de 2016, que Portugal venceu. Além do ex-líder parlamentar do PSD, que agora protagoniza um desafio à liderança do partido, também Hugo Soares e Luís Campos Ferreira são suspeitos do crime de falsificação.   As informações avançadas esta quarta-feira pela revista (que só estará nas bancas esta quinta-feira) dão conta de alegadas irregularidades no pagamento das viagens, no verão de 2016. A suspeita do crime de falsificação consta de um despacho da juíza Cláudia Pina, que chegou à Assembleia da República em junho do ano passado, numa altura em que Montenegro já tinha abdicado do seu lugar no Parlamento. (cf. aqui)

--- 
...
- O Rui Rio se não cair hoje cai amanhã, depois das eleições europeias. 
- E se perder hoje, o Montenegro ganha-as?
- Não sei. Espero que sim. Pelo menos promete fazer uma oposição mais combativa. O Rio não tem feito oposição que se veja.
- Mas seria mais eficiente gastar desde já os cartuchos ou aguardar a proximidade da campanha eleitoral?
- Tem de gastar já algumas munições, depois será tarde demais. Tem de fazer-se ouvir.
- No Reino Unido, Jeremy Corbyn fala que se farta e, perante um governo ameaçado pelo partido que o sustenta, que tem conseguido?
- Os trabalhistas britânicos estão muito divididos ...  
- Tal e qual o PSD, não?


PARA UMA ANTOLOGIA DA PULHICE POLÍTICA À PORTUGUESA



....
Recorde-se que a primeira grande polémica em que Armando Vara esteve envolvido ocorreu há quase 20 anos, com a famosa Fundação para a Prevenção e Segurança (FPS). Nos saudosos tempos de Guterres, em que se abriam fundações a pontapé para esturrar dinheiro fora do perímetro do Estado e alargar os jobs for the boys, a FPS tinha a grande missão de pôr de pé cartazes de prevenção rodoviária. Para isso, abocanhou logo dois milhões, uma quinta (de Santo António, na Pontinha) e um forte (de São João da Cadaveira, no Estoril). Autores da façanha: o ministro Armando Vara e o secretário de Estado Luís Patrão, que de caminho encheram a FPS com assessores seus. Com as notícias da fundação a enxamearem os jornais, Vara e Patrão foram obrigados a sair do governo, com um empurrão de Jorge Sampaio. Sobre eles, disse o então Presidente da República: “Há comportamentos que são politicamente inaceitáveis num Estado de Direito.”
Mas são mesmo? Em 2005, Sócrates borrifou-se para o passado de Vara e ofereceu-lhe um lugar na administração da CGD. E o mesmo Sampaio que impôs a sua saída em 2000 condecorou-o, em Abril de 2005, com a Grã-Cruz da Ordem do Infante D. Henrique, pelos serviços prestados à pátria – condecoração essa que é agora retirada com a sua condenação. Portugal é um país giro. Armando Vara está preso. Falta apenas tudo o resto.

Tuesday, January 08, 2019

EMEL



- ...
- Ligou para a Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária...
- Bom dia! Ligo porque apresentei reclamação há quase 2 anos e continuo sem resposta.
- Qual é o número do processo?
- 119 ... ...
- ... Pois, o processo ainda não teve qualquer seguimento. Por lei, os serviços têm 2 anos para responder.
- Mas para 2 anos faltam 2 meses, e o processo, segundo me informa, não teve, até agora, qualquer seguimento. Se, passados 2 anos, nenhuma resposta me for dada, que devo fazer?
- Deve reclamar...
- E aguardar mais 2 anos?
- ... Pois ... não consigo informar mais nada.    


-------------



ANSR – AUTORIDADE NACIONAL DE SEGURANÇA RODOVIÁRIA
Parque de Ciências e Tecnologia
Avenida de Casal de Cabanas, Urbanização de Cabanas Golf, 1, TagusPark
2734 – 505 Barcarena
                                                                     Assunto: Auto .....
                                                                                       EA .....
..., 29 de Maio de 2017

Relativamente ao assunto em referência, solicito a vossa atenção para o seguinte:
- No dia 10 de Março de 2017 estacionei a viatura ..., de que sou proprietário, na Alameda Cardeal Cerejeira
- Paguei o estacionamento e coloquei o comprovativo no tablier da viatura em local visível. O comprovativo refere que o pagamento, 3 euros, foi efectuado às 15:51 h e que o estacionamento ficou pago até às 18:21. (cópia do documento em anexo)
- Quando voltei, observei que tinha um envelope vermelho no para-brisas e dentro do envelope uma notificação de que tinha sido multado às 16:42 h, quase duas horas antes do termo da duração do estacionamento pago. (cópia do documento em anexo)
- No dia seguinte, 11 de Março, dirigi-me à Loja do Cidadão nas Laranjeiras, onde me identifiquei com o cartão de cidadão e a carta de condução, e mostrei à funcionária o comprovativo do pagamento e a notificação da multa. Foi-me sugerido que preenchesse formulário de reclamação, e juntasse cópia dos comprovativos. Recebi cópia do formulário entregue, com carimbo de recepção da Emel e rubrica da funcionária. (cópia do documento em anexo)
- No dia 23 de Maio, recebi, datada de 24 de Abril, da Emel carta registada com aviso de recepção notificando-me que “ Pela presente notificação fica a saber que – É acusado da prática de factos que constam da descrição sumária (Estacionou em zona de estacionamento de duração limitada sem efectuar o respectivo pagamento) …” (cópia do documento em anexo)
- Nesse mesmo dia telefonei para a ANSR, depois de ter tentado, sem resultado, falar com a Emel pelo telefone. Expus a minha estranheza a quem, na ANSR, me atendeu. Disse-me que o processo ainda não tinha chegado à ANSR e recomendava-me que enviasse exposição para a ANSR.
-  No dia seguinte, 24 de Maio, recebi carta datada de 14 de Maio, (cópia em anexo) da Direcção de Institucionais e Cidadania, informando que “analisada a situação exposta, informamos que o veículo ( ) foi autuado em virtude de não se verificar o pagamento da tarifa de estacionamento …” … e que para seguimento do processo queira ( ) fornecer os elementos necessários ao levantamento do Auto de Contra Ordenação (nome, morada, cartão de cidadão e carta de condução)”. Todos estes elementos estavam na posse da Emel desde 11 de Março, conforme prova atrás referida.
- Confundido sobre a quem me deveria dirigir para expor a minha contestação, se à Emel se à ANSR, telefonei para a ANSR porque, também desta vez, não consegui contactar a Emel pelo telefone. Respondeu-me quem me atendeu na ANSR que, como o processo ainda não tinha chegado à  ANSR, deveria expor o assunto à Emel.  Foi o que fiz no dia 24 de por carta registada com aviso de recepção. (cópia do documento em anexo )
- Hoje, 29 de Maio, consegui, após longo tempo de espera, falar pelo telefone com Ana Pires, da Emel, tentando confirmar se a exposição por mim enviada tinha sido dirigida a quem devia (Emel ou ANSR). Depois de algum tempo de espera, respondeu-me a funcionária que “deveria expor o assunto à ANSR”. Esta informação deve estar gravada porque, logo no início, me foi perguntado se autorizava a gravação. Esta a razão pela qual me dirijo agora à ANSR.
- Mas como não devo nada a ninguém, nunca devi nada a ninguém, para além da amizade dos meus amigos, sinto-me desconfortável com uma situação que, provavelmente é vulgar, mas para mim é original. De modo que esta manhã paguei na Caixa Multibanco os 30 euros a que se refere a notificação do autuante usando as indicações constantes da carta registada com aviso de recepção que recebi a 23 de Maio. (cópia de documento em anexo)
- Quero que fique muito claro que este pagamento não reconhece qualquer dívida à Emel pelo que fico a aguardar o reembolso da importância que paguei.

Atentamente
...


Saturday, December 22, 2018

PARA UMA ANTOLOGIA DA PULHICE JURÍDICA EM PORTUGAL



Quando, um dia, alguém editar uma antologia da pulhice jurídica em Portugal vai, seguramente, incluir um texto de opinião do Prof. Freitas do Amaral,  BES e GES – Um só responsável? Novos ataques a Ricardo Salgado, publicado aqui no dia 19 deste mês.

A anteceder a leitura daquela peça de antologia, e para orientação no contexto, sugere-se que se preste atenção ao artigo de João Miguel Tavares, Freitas do Amaral loves Ricardo Salgado, publicado aqui

Friday, March 30, 2018

ENTRE A SERPENTE E O TOURO BRAVO



Ela arroga-se o direito da propriedade exclusiva dos seus filhos em contrapartida de todas as liberdades que lhes concede e de poucas obrigações que lhes exige. Ela, serpente, manipula os filhos, convencendo-os que é a boa mãe, que deve ser amada por eles, e o pai um touro bruto que os filhos devem odiar.
O tribunal pronuncia-se pelo cumprimento da lei confirmando a atribuição da custódia dos filhos a ambos os pais.
Ela, como é habitual nestes casos, desdobra-se em manobras para dificultar o cumprimento da decisão do tribunal.
Ele, o touro enraivecido pelas humilhações a que ela, a serpente, o sujeita,  enfurece-se, perde as estribeiras, e acaba por ser detido pela polícia e enviado para a prisão.
Ganha a serpente.  

Monday, December 18, 2017

ESTADO HOMICIDA

"Marques Mendes disse este domingo, no seu comentário semanal na SIC, que o Ministério Público vai acusar o Estado e outras entidades de homicídio por negligência no caso do incêndio de Pedrógão."- aqui

Ouvi ontem o comentador Marques Mendes afirmar o que acima transcrevo do Público.
Supus naquele momento ter entendido mal, e nem sequer me dei ao trabalho de rever a afirmação feita. Afinal, não ouvi mal. Segundo MM, o Estado pode ser acusado de homicídio ou, dito de outro modo, o Estado pode ser homicida. 

Andamos sempre aprender, mas creio  que a afirmação de MM, apesar da formação jurídica do autor, decorre de um erro semântico frequente entre comentadores e jornalistas. A menos que o jargão jurídico se tenha afastado tanto do entendimento comum que o homem comum não pode atingi-lo. 

Não é a primeira vez que anoto neste caderno a minha indisposição perante o uso do nome do Estado das formas mais descabidas e descabeladas. 
Nem sempre esse uso abusivo decorre da ignorância do significado do conceito mas de uma forma engenhosa de evitar identificar culpados enviando todas as acusações de que são alvo para o endereço abstracto de um ente abstracto, que por ausência de capacidade volitiva não é, porque não pode ser, culpado de qualquer facto, e, em particular, de factos criminosos. 

Recorro ao Google para transcrever as últimas entradas relacionadas com os termos "Estado" e "homicida". 

- "Homicida recebe 600 euros do Estado"
- "Estado paga 20 mil euros por fuga de homicida"
- "Estado condenado por deixar fugir homicida"
- "Estado condenado por fuga de homicida para o Brasil
- "Estado falhou com o jovem suspeito de homicídio"

Só por estropiamento de linguagem se podem imputar ao Estado, p.e., responsabilidades na fuga de homicida. Provavelmente, as culpas serão atribuíveis aos guardas prisionais,  ou ao director da prisão de onde se evadiu o homicida, ou ao ministro da Justiça, ou ao Governo. 
E um homicida pode receber 600 euros do Estado? Pelos vistos, pode receber. Do Estado, não.
O Estado não paga nem recebe. Quem paga? Os contribuintes. Quem recebe? Muita gente, incluindo homicidas.

Se houvesse precisão na linguagem, as consequências seriam enormes.
A afirmação, incorrecta mas corrente, que, por exemplo, o Estado paga 600 euros a um homicida, tem um impacto na opinião pública claramente diferente daquela que teria afirmar, correctamente, que os contribuintes pagam 600 euros a um homicida.

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21/12/207

"O Estado vai emprestar diretamente dinheiro ao fundo dos lesados do BES, em vez de esta entidade recorrer a financiamento de um sindicato bancário que teria uma garantia estatal. A decisão visa tornar o pagamento da primeira tranche mas rápido e barato, diz o advogado da associação dos lesados do papel comercial" - aqui

O Estado empresta? 
O Estado não empresta nada. Quem empresta são os contribuintes por decisão do actual Governo,  tutor em exercício da gestão dos interesses colectivos.

Correl . - Para acabar com os lesados dos lesados

Tuesday, December 05, 2017

OS BOMBEIROS E OS ABUTRES


Há anos que são reportados factos que não só indiciam como confirmam negócios e burlas  com os incêndios florestais com manifesto envolvimento ou conivência de algumas corporações de bombeiros. Relatos sobre o "Cartel do Fogo" são recorrentes (vd., p.e, aqui) durante a época dos incêndios. Quando começa a época, para além da devastação de bens e vidas humanas, que este ano atingiu níveis de calamidade pública, produzem os oportunistas do costume negócios que um mínimo de exigência cívica colectiva há muito teria extinto. Gente execrável que, pior que os abutres, que limpam o ambiente quando se alimentam, há traficantes semeiam fogo, outros traficam nas compras de equipamentos e materiais, outros assaltam as caixas das esmolas. 

Hoje, foi notícia de abertura na Antena 1, vd. aqui, a suspensão pelo Governo, durante 20 dias, dos reembolsos pelas refeições servidas aos bombeiros no combate aos fogos florestais deste ano arrasador. Foram os bombeiros mal alimentados, e disso se queixaram na altura, com ofertas das populações e, sabe-se agora, o dinheiro destinado ao pagamento de refeições servidas por fornecimentos contratados embolsados por quem participou na tramóia.
Ouvidos alguns representantes das corporações e associações, lançam água em cima do fogo das suspeitas. E no fim, ninguém será culpado nem condenado. 

Onde todos os professores são bons, e as avaliações repudiadas pela corporação, onde quase todos os juízes, por auto julgamento, são bons ou muito bons, ainda que a opinião pública os julgue frequentemente culpados, onde há armamentos roubados e cantinas militares objecto de saque por soldados, sargentos e oficiais, mas a corporação não os denuncia, os bombeiros são muito estimáveis mas não se coíbem, de um modo ou outro de reunirem, a bem das corporações, o espírito de corpo que alberga gente séria e gente sem seriedade alguma. 

Quase cinquenta anos depois, o Estado Corporativo sobrevive ao seu criador.

Tuesday, November 28, 2017

CENSURA E INIMPUTABILIDADE


Pode a divulgação de um relatório ordenado pelo Governo sobre as causas e consequências trágicas dos maiores incêndios florestais ser parcialmente censurada pela Comissão de Protecção de Dados?
Podem os comandos militares, responsáveis máximos pelo roubo de armas em Tancos, por um lado, barrar a entrada da Polícia Judiciária no âmbito das investigações que lhe competem realizar, e , por outro, restringir o conhecimento dos factos já apurados relativamente a um assunto que, por um lado, tanto desvalorizam e, por outro, elevam à categoria de ultra secreto? 

Parece que sim, porque quem deveria intervir na desobstrução dos entraves ao conhecimento público da integral verdade dos factos se entrincheira atrás de leis abstrusas ou medos de fantasmas castrenses, tornando-se conivente ou cúmplice de um clima suspeição de retorno de tentações censórias. 

Isto é, protecção de dados ou obstrução à justiça para alijar as responsabilidades dos culpados. 


CONVERSAS DIVERGENTES

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- E o anúncio público de que o Infarmed vai ser transferido para o Porto não é também um erro a aumentar ao conjunto de falhas, muito graves, deste governo nos últimos quatro meses?
- E o Passos Coelho, quantos erros e falhas enormes não cometeu Passos Coelho?
- Cometeu muitos, e muito graves, certamente. Se quiseres poderemos falar do Passos Coelho. Não sou partidário, não tenho constrangimentos para criticar, ou aplaudir, se for caso disso, qualquer governo. Mas do que estávamos a falar era deste governo, e, muito concretamente, do desconcerto da protecção civil que não protegeu, como devia, as pessoas e os bens atingidos pelos fogos, do roubo, ainda por esclarecer, das armas de Tancos, do surto de legionella num hospital público, ....
- Não houve incêndios no tempo de Passos Coelho?, não houve legionella em Vila Franca? não houve uma política que atingiu sobretudo os mais desprotegidos?
- Houve tudo isso, mas não vamos divergir para aí, senão teríamos de falar do desgoverno de  Sócrates, quando Sócrates sai, já a crise ia alta. Não vamos agora falar de Sócrates, pois não? 
- Não sei se Sócrates fez tudo o que dizem para aí que ele fez. E quanto a Passos Coelho, não leste, na semana passada, que o gabinete anti-fraude da Comissão Europeia contrariou as conclusões do Ministério Público português considerando que a Tecnoforma, de Passos Coelho, cometeu graves erros na gestão de fundos europeus? 
- Li, mas o que é que tem a ver a burla na Tecnoforma com  anúncio da transferência do Infarmed para o Porto? Foi à volta do caso Infarmed que começámos a nossa conversa ...
- Todos os políticos cometem erros. 
- Lá isso é verdade. Mas por essa ordem de raciocínio não se criticam nenhuns, ou, então, embrulhamos-nos em empatar razões apontando os erros de uns contra os erros, erros e roubos, dos outros. Os partidos usarão essas tácticas, as pessoas livres de baias políticas, não.
 - Roubos ... Neste país, toda a gente rouba!
- Tu, também?