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Wednesday, September 14, 2016

UE VERSUS EUA

Uma das questões mais recorrentes colocadas por aqueles que defendem, e é o meu caso, o euro como instrumento de integração europeia quando colocados perante os argumentos daqueles - Stiglitz, Krugman, entre muitos outros - que consideram que o euro está condenado como moeda do uma zona monetária que não é suficientemente políticamente integrada, é :

se os norte-americanos têm o dólar porque não pode o euro sustentar-se como moeda única numa zona única monetária europeia?

Para uma pergunta cândida, uma resposta óbvia: a União Europeia, e, particularmente a Zona Euro, não é uma federação de estados como os Estados Unidos da América. 

A diferença, que é enorme, explica não só as fortes turbulências observadas na Europa - que, por exemplo, ameaçam a permanência da Grécia, e não só, como membro da Zona Euro e, muito provavelmente, da União Europeia, e instigaram os resultados do referendo sobre o Brêxit - mas também as dificuldades da recuperação económica da União Europeia após 2008. Mesmo a Alemanha, fortemente superavitária na balança comercial, tem experimentado um crescimento económico débil de 0,9%/ano, desde então.
No mesmo lapso de tempo, que coincide com os dois mandatos da administração Obama, os EUA, onde a crise financeira tinha espoletado, conseguiram uma inversão rápida da recessão e um crescimento económico, débil, mas consistente, de 1,2%/ano.  
Por outro lado, enquanto a taxa de desemprego na Europa se mantém em níveis médios de dois dígitos, nos EUA o desemprego caiu de 11% no início da crise para cerca de 5%, actualmente. 

Hoje, lê-se aqui no Washington Post, que segundo relatório do "Census Bureau" publicado ontem, as  classes médias e pobres nos EUA obtiveram em 2015 o maior crescimento (+5,2%) de rendimentos familiares nas últimas décadas, sem, contudo terem recuperado para os níveis que dispunham antes da crise. A aparente disparidade esclarece-se pelo facto ter aumentado a desigualdade de rendimentos - o mesmo aconteceu na Europa - em consequência de mais apropriação das classes afluentes durante a crise. 

Se os membros da União Europeia não acelararem o processo de integração política, aproximando suficiente e adequadamente, as suas instituições daquelas que são imprescindíveis à sobrevivência da  moeda única, a UE não subsistirá com a configuração actual,obrigando à saída de alguns membros da Zona Euro, muito provavelmente os do Sul, ou de todos.
Isto é, resumidamente, o que diz Stiglitz. 
Até prova em contrário.

Sunday, September 11, 2016

STIGLITZ E A GERINGONÇA EUROPEIA - 2

Ilustríssimos*,

O desafio (discutir as afirmações de Stiglitz sobre o euro) é interessante, e, mais que interessante, é necessário.

A bem da verdade, começo por declarar que ainda não li o livro todo.
Cheguei há pouco à página 151 da edição original.
Pelo que li até agora, e estou certo que a entrevista referida (no e-mail que suscitou este comentário) não contraria o conteúdo de "the euro - How a Common Currency Threatens the Future of Europe", Stiglitz recomenda a saída do Euro, não ignorando os custos da saída, se não forem instaladas as instituições  e adoptados os institutos que possam viabilizar a continuidade do euro. 
Porque, assegura ele, e eu concordo, se não forem implementadas as condições que, em tempo que já é escasso mas que ainda pode ser oportuno, podem sustentar o euro, a zona euro está condenada à implosão.

Há algumas afirmações de Stiglitz de que discordo, outras de que ainda não entendi o alcance, mas penso que é difícil a um leitor não ideologicamente comprometido, contestar a grande maioria das suas afirmações, deduções e conclusões. 

A ler este livro de Stiglitz, ocorreu-me para a União Europeia a imagem hoje corrente no jargão político actual em Portugal:
É uma geringonça que funciona. Funciona mal, mas funciona. 
Até quando? 

Anotei há pouco tempo isso mesmo aqui.

Discordem, sff.
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* Membros de um grupo que costuma discutir sem fazer nascer luz.

Tuesday, September 06, 2016

STIGLITZ E A GERINGONÇA EUROPEIA

Stiglitz apareceu mais uma vez avisando que, tendo em conta as perdas e os lucros, melhor seria que Portugal saísse amigavelmente do euro. E, como é habitual, mereceu aplausos e apupos.
Destes últimos, merece realce o argumento recorrente que invoca o desconhecimento de Stiglitz da realidade política e económica portuguesa, e, consequentemente, as contas que fez, se as fez, assentam em pressupostos inconsistentes, desfasados da nossa situação socio-económica.
Têm razão?

Do ponto de vista do balanço entre vantagens e e desvantagens, mantenho a minha posição inteiramente alinhada com aqueles que consideram que a saída seria asfixiante, mesmo que os outros membros da zona euro concordassem em fornecer-nos quantidades generosas de oxigénio. 
Então, será Stiglitz, e não apenas Stiglitz, tão casmurro para persistir numa tese sem fundamento por desconhecimento de causa?

De Stiglitz, acaba de ser editado um volume de 416 páginas - The euro : How a Common Currency Threatens the Future of Europe -, que, de modo circunstanciado mas acessível, expõe as razões pelas quais, do ponde vista dele, e de vários outros académicos, o euro acabará por desgastar a fragilidade da construção da União Europeia. Stiglitz não condena o euro, condena a persistência de o quererem sustentar num ambiente que, de todo em todo, não lhe é  adequado. 

E, assim sendo, recomenda Stiglitz, a Portugal mais convém sair enquanto as hipóteses de uma negociação amigável são mais favoráveis do que aquelas que poderão emergir, no futuro, de uma debandada generalizada. Tem razão, Stiglitz?

 Lamentavelmente, talvez tenha.
 Lamentavelmente, porque a União Europeia não é uma construção sólida e equilibrada. Os nacionalismos que forjaram a sua múltipla identidade em guerras sem fim, subsistem e obstaculizam os avanços para uma identidade europeia que possa acolher uma moeda comum. O euro, devem ter suposto os seus criadores, iria provocar a cimentação das partes culturalmente diversas. Não foi, ou, até agora, não foi, e, de factor potencialmente agregador tornou-se um factor potencialmente desagregador. 

E as razões são conhecidas.
Por analogia com uma designação que hoje já faz parte do jargão político corrente em Portugal, a União Europeia, e, muito sobretudo, a zona Euro, é uma geringonça.
Funciona?
Pois funciona. Mal, mas funciona. Só não sabemos até quando.

 

Tuesday, February 26, 2013

BEPPE GRILLO

Beppe Grillo não é um pândego qualquer. O resumo biográfico publicado na Wiki explica de algum modo os 25,55% dos votos que conseguiu ontem e que, com os arrebatados pelo Cavaliere, confirmam o que as sondagens previam: os italianos, como é de regra, e as regras do jogo eleitoral italiano propiciam, optaram mais uma vez pela confusão política à sua moda. Beppe Grillo foi o candidato individualmente mais votado mas não aceita participar em coligações, Berlusconi trocará as ligações políticas como troca de ragazze.
 
Sobre Mário Monti, humilhado com um quarto lugar, recaiu a fúria da esmagadora maioria do eleitorado contra a política de austeridade. Sobre os resultados, escreveu Beppe Grillo no seu blog - Il Blog de Beppe Grillo -, um dos dez mais lidos do mundo, que
 
os italianos não votaram ao acaso, ao escolherem nestas eleições quem os representa. Na Itália há dois blocos sociais: O primeiro, é composto por milhões de jovens sem futuro, com empregos precários ou desempregados. A este bloco também pertencem outros excluídos, aqueles que recebem pensões de fome, os pequenos e médios empresários que vivem sob um regime de polícia de impostos, alguns dos quais o desespero atira para o suicídio. O segundo bloco social é formado por aqueles que querem manter o stato quo, aqueles que passam pela crise mais ou menos incólumes. O primeiro grupo quer a renovação, o segundo a continuidade. Quem votou em Beppe Grillo pertence em geral ao primeiro grupo. Nos próximos dias, vamos ver um renascimento do governo com outro  Monti.

Esta, a conversa de Beppe que, no entanto é suficientemente rico para poder financiar a sua campanha eleitotal e, além de outro sinais exteriores de riqueza, ter o seu iate e um Ferrari sport. Beppe Grillo e Berlusconi são dois exemplares da mesma tara político-social - o populismo - que geralmente ataca as democracias fragilizadas pelas crises económicas e se alastra contagiando a vizinhança. Se do caos resultante destas eleições em Itália retirarem os vizinhos do norte o entendimento de que, talvez, nem eles estarão imunes de serem atingidos pelo morbo, talvez a Europa volte a carrilar. Se assim for, Beppe Grillo, que se propõe criticar mas não governar, pode ter dado um contributo colocar nos eixos um combóio descarrilado. Talvez por isso Stiglitz lhe tenha dado o seu apoio.

Friday, July 16, 2010

THE STIGLITZ REPORT


"Coordination is essential to the success of the different actions currently being implemented by governments in response to the crisis because of the impact of individual policies will depend on actions undertaken by other countries. It is important that national government recognize that their policies will be more effective  in protecting their citizens from the crisis if they are internationally coordinated"

Algo a opor?
Nada a opor, professor Stiglitz. Só falta saber como é que isso se consegue.

Thursday, July 01, 2010

DINHEIRO E FELICIDADE

O dinheiro compra a felicidade? Não. Mas é uma boa entrada, segundo a conclusão de um relatório que observou um universo de 136 mil pessoas em 132 paísesUma conclusão científica que a intuição popular há muito descortinou: O dinheiro não dá felicidade mas dá uma boa ajuda. 

No Washington Post de hoje o relatório é comentado aqui e a resposta de Ed Diner, professor meritus da Universidade do Illinois, que liderou o estudo, resume as conclusões: Sim, o dinheiro, o rendimento tem um efeito muito importante na felicidade para a generalidade das pessoas em todo o mundo. Mas transmite mais satisfação que conforto. As sensações positivas são mais influenciadas pelos acontecimentos pessoais do dia a dia que pelo dinheiro.*

O binómio dinheiro/felicidade é recorrente e os investigadores sociais continuam a procurar medidas que melhor avaliem a felicidade do ser humano, dando por adquirido que o indicador de rendimento traduzido em unidades monetárias pelo PIB per capita, ainda que fosse possível calculá-lo correctamente, não avalia a qualidade de vida dos indivíduos e das sociedades. Mas, por outro lado, sendo correntemente citado, influencia de forma decisiva os objectivos, muitas vezes erráticos, perseguidos pelas sociedades em geral.

A propósito: O Presidente Sarkozy convidou em Fevereiro de 2008 Stiglitz, Amartya Sen e Jean-Paul Fitoussi para constituirem uma comissão com o objectivo de recomendar medidas de avaliação da evolução económica e do progresso social, convicto que os actuais padrões de medida, e nomedamente o PIB, estão longe de ser fidedignos mesmo se são utilizados em conformidade com os requisitos standard estabelecidos. O relatório da "Commission on the Measurement of Economic Performance and Social Progress", foi recentemente editado e pode ser lido aqui.
(Vd ainda um apontamento, entre outros, colocado aqui em Outubro do ano passado sobre o mesmo assunto).
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*How income correlates with happiness

Money can buy one component of happiness, well-being, according to a Gallup poll of 132 countries. A few countries, in order of gross domestic product per capita, and how their citizens evaluated their lives:

Sunday, June 27, 2010

INFORMAÇÃO ASSIMÉTRICA

Joseph Stiglitz, the Nobel prizewinner who predicted the global crisis, delivers his verdict on the Chancellor's first Budget and tells Paul Vallely it will take the UK deeper into recession and hit millions – the poorest – badly.
George Osborne will probably not be very bothered that there is a man who thinks he got last week's emergency Budget almost entirely wrong. But he should be. Because that man is a former chief economist at the World Bank who won the Nobel Prize for Economics for his work on why markets do not produce the outcomes which, in theory, they ought to.
...
Governments should set up their own banks to restart lending to businesses and save struggling homeowners from repossession. "If the banks aren't lending, let's create a new lending facility to do that job," he says. "In the US, we gave $700bn to the banks; if we had used a fraction of that to create a new bank, we could have financed all the lending that was needed."
...

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Lê-se no Público que "a chanceler alemã, Angela Merkel, adiantou hoje que as 20 economias mais industrializadas do mundo (G20), reunidas no Canadá, acordaram reduzir para metade o seu défice até 2013."

Quanto a bancos do Estado, propostos por Stiglitz para ultrapassar a escassez de crédito, Portugal já tem um e o governo tem dois. Não consta, no entanto, que daí decorra maior liquidez a jorrar para quem quer crédito.
Quanto a este confronto entre prémios Nobel (pelo menos Stiglitz e Krugman) e vários colunistas financeiros, por um lado, e o G20, por outro, salienta-se a escolha do caminho mais difícil por estes últimos.

Não costuma ser assim.
Será que os primeiros não conhecem os dados todos? 

Friday, June 25, 2010

TIROS NOS PÉS

Atentado à bomba na Grécia mata chefe de segurança ministerial, lê-se no Público online de hoje.

Ontem, o artigo do Washington Post que transcrevi aqui era acompanhado desta fotografia, e da legenda "Tourists wait at the Piraeus Port, near Athens, where striking workers prevented hundreds of passengers from boarding ferries."  

Dos muitos milhões de pessoas que lêm estas notícias, aquelas que desejam visitar a Grécia e as suas ilhas, retrair-se-ão perante os perigos e os incómodos que elas promovem.

A ultrapassagem da crítica situação grega (não muito mais crítica que outras, incluindo Portugal) não passa por maior prodigalidade do governo alemão mas, essencialmente, pelo crescimento económico. Ora a economia grega tem de contar com o turismo como um dos sectores mais decisivos  para o seu crescimento.

Não são as notações de ranking que afastam os turistas da Grécia, nem o nível de endividamento dos gregos. O que contraria o crescimento económico não são essencialmente as restrições financeiras mas os bloqueamentos das capacidades produtivas disponíveis. Os constrangimentos financeiros são sempre resultado de deficiente gestão dos recursos disponíveis.

Krugman, Stiglitz, Martin Wolf, Soros, etc., poderão criticar a Alemanha pela sua obsessão com a inflação (e as repercussões que essa obsessão terá na Europa e, mais preocupante para eles, nos EUA e no UK), mas não podem refutar o óbvio: os países financeiramente mais fragilizados são aqueles onde as economias são estruturalmente menos resistentes à crise. O caso da Espanha é pardigmático. Como não se cansa de salientar Krugman, a Espanha tinha antes da crise de 2007 as finanças públicas equilibradas, na realidade estava até a gerar saldos fiscais positivos e a dívida pública apresentava níveis relativamente ao PIB abaixo dos observados na Alemanha.

vd aqui
A azul a Alemanha, a vermelho a Espanha.

O problema de Espanha é a sua fortíssima dependência da construção civil e obras públicas. A reacção de contracção (tardia e conivente) dos bancos credores deve-se à quebra de confiança na capacidade espanhola de solver os seus compromissos após o rebentamento da bolha imobiliária (há muito tempo esperada) e ao elevado nível de desemprego que reduz a capacidade dos tomadores de empréstimos de pagarem as suas dívidas.

O espectro da bancarrota não se avoluma necessariamente em função do limite de endividamento atingido. Como referem Reinhart e Rogoff em This Time is Different, o nível de endividamento público máximo previsto no Tratado Maastricht (50% do PIB) não corresponde ao nível máximo historicamente tolerado. Muitos países (sobretudo os de economias emergentes) entraram em bancarrota bem abaixo daquele limite enquanto outros se sustentaram sem quebrar com níveis de endividamento muito superiores.

É a situação económica que, fundamentalmente, comanda a resistência financeira de cada país.

É por essa razão que Krugman, Stigliz, Martin Wolf, Soros etc. só aparentemente divergem de Constâncio e Beça, por exemplo. Portugal e Alemanha enfrentam problemas completamente diferentes. E a Alemanha não pode resolver os nosso problemas, que têm se ser resolvidos por nós. Pode dar uma ajuda.

E não se apaga o fogo financeiro lançando-lhe dinheiro em cima.

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No Jornal de Negócios on line de hoje: França pretende reduzir o défice orçamental em 40 mil milhões de euros . Ninguém na Europa parece dar ouvidos a Krugman & Cª.

Friday, February 12, 2010

O QUE DIZ STIGLITZ

We (they) had been channeling too much money into real estate - too much money, to people beyond their ability to repay. The financial sector was supposed to ensure that funds went to where the returns to society were highest. It had clearly failed.

California mortgage lender Paris Welsh wrote to U.S. regulators in January 2006: "Expect faillout, expect foreclosures, expect horror stories." One year later, the housing implosion cost her her job.

Moody´s Economy.com projected that a total of 3.4 million homeowners woul default their mortgages in 2009, and 2.1 million woul lose their homes. Millions are expected to go into foreclosure in 2012. Banks jeopardized the life savings of millions of people when they persuaded them to live beyond their means.

Federal Reserve Chairman Alan Greenspan, the man who was supposed to be protecting the country from excessive risk-taking, actually encouraged it.

Globalization had opened up a whole word of fools; many investors abroad did not understand America´s peculiar mortgage market, especially the idea of nonrecourse mortgages.

(Obama) shoul have known that he couldn´t please everyone in the midst of a major economic war tetween Main Street and Wall Street. The president was caught in the middle.

Obama had learned that he couldn´t please everyone. But had he pleased the right people?

The banks had grown not only too big to fail but also too politically powerful to be constrained. If some banks were so big that they could not be allowed to fail, why shoul we allow them to be so big?

"If some banks are thought too big to fail ...then they are too big", (said) Mervyn King, the governor of Bank of England.

Their (banks) competitive advantage arises from their monopoly power and their implicit goverment subsidies.

Even if the too big to fail banks had no power to raise prices (the critical condiction in modern antitrust analysis), they should be broken.

Firms involved in the financial markets had made hundreds of millions of dollars in campign contributions to both political parties over a decade.

"As the United States entered the first Gulf War in 1990, General Colin Powel articulated what came to be called the Powel doctrine, one element of which including attacking with decisive force. There shoud be something analogous in economics, perhaps the Krugman-Stiglitz doctrine. When an economy is weak, very weak as the world apeared in early 2009, atack with overwhelming force. A government can always back the extra ammunition if it has it ready to spend, but not having the ammunition ready can have long lasting effcts. Attacking the problem with insufficient ammunition was a dangerous strategy, especially as it became clear that the Obama admistration had underestimated the strength of the downturn, including the increase in unamployment. Worse, as the administration continued is seemingly limitless support to the banks, there didn´t seem to be a vision for the future of the American economy and its ailing financial sector."


The Fed said it will deftly manage the economy, taking out liquidity as needed to prevent inflation. Anyone looking at tha actions of the Fed in recent decades won´t feel so confident.

Systemic risk can exist without there being a single systemetically important bank if all the banks behave similarly - as they did, given their herd mentalaty.

What has to be done? (...) a simple reform - basing pay on long term perormance, and making sure that bankers share in the losses and not just in the gains - might make a big difference. If firms use "incentive pay" it has to be really incentive pay - the firm should have to demonstrate that there is relationship between pay and long-term performance.

The financial markets had created products so complex that even all details of them were known, no one could fully understand the risk implications. The banks had at their disposal all the relevant information and data, yet they couldn´t figure out their own financial position.

The Obama administration articulated a clear double standard: contracts for AIG executives were sacrossant, but wage contracts for workers in the firms (GM and Chrysler, forced by Obama administration into bankruptcy) receiving help had to be renegotiated. Low-income workers who had worked hard all their life and had done nothing wrong would have to take a wage cut, but not the million-dollar-plus financiers who had brought the world to the brink of financial ruin. They were so valuable that they had o be paid retention bonuses, even if there were no profit from which to pay them a bonus. The bank executives could continue with their high incomes; the car company executives had to show a little lesse hubris. However, sacaling down their hubris wasn´t enough; the Obama adminstration forced the two companies into bankruptcy.

... there were alternatives that would preserved and strengthened the financial system and done more to restart lending, alternatives that in the long run would have left the country with a national debt that was hundreds and hundreds of billions of dollars smaller and a larger sense of fair play. But these alternatives would have left the banks shareholders and bondholders poorer. To the critics of Obama´s rescue package, it was no surprise that Obam´s team , so tightly linked to Wall Street, had not pushed for these alternatives.

Obama could have taken alternative actions, and there are still many options available, though the dicisions already made have substantially circumscribed them.

Regrettably, The Obama administration didn´t present a clear view of what was needed. Instead it largely left it to Congress to craft the size and shape of the stimulus. What emerged was not fully what the economy needed.

If a country stimulates its economy through debt-financed consumption, standards of living in the future will be lower when times comes to pay back the debt or even just to pay interest on it.

Between the start of the recession, in December 2007 and Octobar 2009, the economy lost 8 million jobs (in USA).

Conservatives invoke Ricardian equivalence more often as an argument against expenditure increases than as an argument against decreases. Indeed the theory suggests that nothing matters much. If the government increases taxes, people adjust; they spend exactly as much money today as they do otherwise, knowing that they will have to pay less taxes in the future. Those of the two assumptions are commonplace but obviously wrong: markets and information are perfect. In this scenario, everyone can borrow as much as they want.

The banks had gotten into truble by putting so much of what they were doing "off balance sheet" - in an attempt to deceive their investors and regulators - and now these financial wizards were helping the administration to do the same, perhaps in an attempt to deceive taxpayers and voters.

The U.S. government should have played by the rules and "reestructured" the banks (shareholders lose everything, bondholders become the new shareholders) that needed rescuing, rather than providing them unwarranted handouts.

With so many countries facing problems of their own, the United States can´t count on an export boom. Certainly, as I have noted, the entire world cannot export its way to growth. In the Great Depression, countries tried to protect themselves at the expense of their neighbors. These were called beggar-thy-neighbor policies, and included proteccionism (imposin tariffs and other trade barriers) and competitive devaluations (...). These are no more likely to work today than they did then; they are likely to backfire.

If global consumption is to be strenghtened, there will have to be a new global reserve system so that developing countries can spend more and save less.

In psychology, there is phenomenon called escalating commitment. Once one takes a position, one feels compeled to defend it.

A propósito desta última afirmaçao de Stiglitz, pode perguntar-se: será este um caso exemplo da calcificação ideológica que obstrui o fluir da razão?

Aqui afirma-se que sim. Mas essa afirmação está, indisfarçavelmente, carregada de uma ideologia que não admite evidências que a contrariem por mais que elas se agigantem. E o livro de Stiglitz está bem recheado delas.

Há muito mais em Freefall. De tudo o que li, penso que Stiglitz exagera na apreciação que faz da intervenção da administração de Obama, responsabilizando-a, insistentemente em conjunto com a administração Bush. Por outro lado, a sua crítica à forma precipitada como os estímulos foram lançados sobre a fogueira e a entrega ao Congresso da definição do volume desses estímulos parece ignorar que a situação impunha medidas de emergência que não podiam aguardar pelo estabelecimento de um plano de intervenção melhor orientada e que o presidente dos EUA não tem o grau de liberdade de intervenção pessoal que as propostas de Stiglitz pressupõem.

Monday, September 07, 2009

DABLIÚ - 2

Nobel Joseph Stiglitz teme cenário de crise em "W" . O Prémio Nobel da Economia, Joseph Stiglitz, teme um cenário de crise económica em forma de "W", em que a melhoria temporária actual depois da crise do fim de 2008 será seguida de uma nova queda. Mas, valha-nos pelo menos isso, por outro lado Stiglitz diz que Europa e Ásia podem resistir a nova recessão nos EUA
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O fantasma que persegue os sinais de recuperação da crise persiste: a evolução em W. Já aqui abordei a questão há cerca de um mês. Há dias era Nouriel Roubini, agora é Joseph Stiglitz.
Ao receio de que a crise se prolongasse, seguiu-se o aparecimento de sinais inesperados de uma recuperação que pode não ser sustentada e dar lugar a nova recessão.
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Entretanto, encantados com um volte face tão rápido, os especuladores espevitaram as bolsas, que podem entrar novamente em sobreaquecimento. Ao mesmo tempo, as reformas necessárias ao tamponamento das causas que estiveram na origem da crise, passaram para o rol dos esquecidos. Depois da casa roubada as portas continuam sem trancas. Um gestor de fortunas de Brooklyn foi agora preso e acusado de operar num esquema piramidal, provavelmente há 30 anos, sem que os responsáveis pela supervisão dos mercados financeiros tenham dado por isso. Ou talvez tenham dado mas não quiseram ver. Familiares do supervisor dos mercados financeiros apanhados no esquema de Madoff.
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Greenspan, que continua a opinar, defende que os bancos sejam obrigados a reforçar capitais*. Talvez com problemas de consciência pelos tempos em que deixou o sistema andar à deriva.
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Dabliú? É bem possível. Se, como dizia o outro, para que tudo continue na mesma é preciso mudar alguma coisa, se nada se muda, continua certamente.
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actualização
Hoje, 9/9, Greenspan volta a opinar para gantir: "Vamos ter uma nova crise".
Nada original, portanto.

Friday, May 08, 2009

CENÁRIO EM TONS DE ANGÚSTIA

O economista considera que a ideia de que os mercados não precisam de regulação porque se autocorrigem é para Stiglitz uma questão do foro da ideologia e não da economia. “A ideia de que os mercados são perfeitos só é possível num mundo com informação perfeita, ora a informação é sempre imperfeita”, afirmou.
Stiglitz defende que toda a investigação científica em economia confirma a importância da regulação mas acrescentou ainda aos seus argumentos quer a experiência da actual crise, quer a experiência do Chile de Pinochet quando o ditador, aconselhado por Milton Friedman, experimentou um movimento de desregulação do seu sistema financeiro. “Essa experiência custou aos chilenos um quarto de século a pagar dívidas”, disse.
Stiglitz falou numa conferência de imprensa hoje no Estoril à margem das Conferências do Estoril que decorrem até amanhã.