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Thursday, January 06, 2022

O JOGO DA CABRA CEGA

Mais um episódio da mesma comédia ou mais do mesmo?

Luís Filipe Vieira suspeito de receber milhões em 55 transferências do Benfica 

No Portugal dos Pequeninos a justiça é célere e grande a sua produtividade, segundo a senhora Ministra da Justiça. 

Difícil e morosa é a justiça no Portugal dos Grandessíssimos. 

Porquê? Pergunta escusada com resposta recorrentemente repetida: falta de meios. Falta de meios para julgar aqueles que têm meios a mais.

 

Monday, September 21, 2020

SE ISTO É VERDADE

"Substância química é usada em contexto médico em Portugal apesar de poder causar vómitos, febre e queimaduras de estômago, ( ) . Nenhuma entidade nacional diz ter autoridade para proibir este tratamento fraudulento ... Tem um nome simpático, “Miracle Mineral Solution”, mas é na verdade feito à base de dióxido de cloro, um composto químico usado, por exemplo, no tratamento das águas e no fabrico de lixívia. É vendido em Portugal, e quem o comercializa diz que é indicado para tratar o VIH, o autismo, ou, mais recentemente, a covid-19. Em Espanha, entre abril e junho, foram detectados 26 casos de intoxicação por MMS. "- cit aqui

Não pode proibir-se o que é permitido nem permitir-se o que é proibido" - sentenciou há algum tempo a senhora ministra da saúde. Como o Miracle Mineral Solution não é proibido, cada qual que se trate, ou se mate, da forma que lhe aprouver. 


Ouvi esta manhã na rádio, Antena 1, que (se ouvi bem) na Faculdade de Letras do Porto os estudantes, divididos em dois grupo, frequentarão alternadamente aulas presenciais e online. Nas aulas presenciais não é obrigatório o uso de máscara. 

Não há uma lei, ou directiva, qualquer que torna obrigatório o uso de máscara em espaços públicos fechados? Não estão os médicos a recomendar que se alargue essa obrigatoriedade aos espaços públicos exteriores em casos de densidade de presença humana que impossibilite o distanciamento social?

Não são os médicos quem na linha da frente suporta o embate das brechas abertas pelos que consideram que cada um cuide de si e que se tramem os outros? Os outros, e os médicos, enfermeiros e todos os que têm de os tentar salvar, arriscando a própria vida. Quem é tão estúpido que não compreenda que uma doença contagiosa só pode ser combatida se houver respeito pela vida dos outros? Pelos vistos, muitos; a estupidez humana é infinita, e catastrófica quando a sociedade não a trava.

Friday, August 14, 2020

A ASCENÇÃO DOS POLÍTICOS DE ORIGEM INDIANA NO OCIDENTE


Há dias um amigo enviou-me esta laracha:

Trump, Putin and Xi were arguing on Who’s in charge of the world... US, Russia or China? Without any conclusion, they turned to Modi and asked him Who’s in charge of the world? Modi replied
 “*All I know is*”:
- 1. Google CEO is an Indian - 2. Microsoft CEO is an Indian -3. Citigroup CEO was an Indian - 4. SoftBank Vision Fund CEO is an Indian - 5. Adobe CEO is an Indian - 6. NetApp CEO is an Indian - 7. PepsiCo CEO was an Indian - 8. Nokia CEO is an Indian -9. MasterCard CEO is an Indian - 10. DBS CEO is an Indian - 11. Cognizant CEO was an Indian - 12. Novartis CEO is an Indian - 13. Conduent CEO was an Indian 14. Diageo CEO is an Indian~- 15. SanDisk CEO was an Indian - 16. Motorola CEO was an Indian - 17. Harman CEO is an Indian - 18. Micron CEO is an Indian - 19. Palo Alto Networks CEO is an Indian - 20. Reckitt Benckiser CEO is an Indian - 21. Now IBM CEO is also an Indian origin guy - 22. Britain’s Chancellor is an Indian - 23. Britain’s Home Secretary is an Indian - 24. Ireland’s Prime minister is an Indian. - So who's running the 🌍World?...

a que alguém acrescentou: Imperdoável esquecerem-se do nosso Primeiro-Ministro.


Hoje, a propósito da nomeação de Kamala Harris como candidata à vice presidência dos EUA, pode ler-se no Washington Post um longo artigo - Kamala Harris and the rise of Indian-origin politicians in the West . - 
e, nesse artigo, para além de duas fotos de Kamala Harris, esta:


Friday, October 04, 2019

POR ONZE MILHÕES DE EUROS


Banksy

Um óleo do artista Banksy, que representa a Câmara dos Comuns, ocupada por chimpanzés, foi arrematada na quinta-feira à noite, pelo valor recorde de 9,8 milhões de libras (11 milhões de euros).

De acordo com a leiloeira Sotheby’s, que levou a obra à praça, o quadro a óleo foi pintado em 2009 e “oferece uma visão premonitória da cada vez mais tumultuosa vida política, no Reino Unido contemporâneo”.O preço final do quadro superou as expectativas, que o colocavam entre 1,5 milhões e dois milhões de libras (de 1,69 milhões a 2,25 milhões de euros). No quadro, que tem a dimensão de 4,20 por 2,50 metros, todas as bancadas da Câmara dos Comuns estão ocupadas por primatas, assim como a galeria do público, simulando o instantâneo de um debate. Banksy expôs pela primeira vez a numa exposição em Bristol, em 2009, tendo mobilizado 300 mil visitantes. Numa primeira fase, a obra teve por título “Question Time” (“Sessão de perguntas”), numa alusão ao debate semanal com o Governo britânico, nos Comuns. Mais tarde, o artista alterou o título para “Parliament devolved“, algo como “Parlamento transferido”. O atual proprietário do quadro adquiriu-o a Banksy, em 2011, segundo a Sotheby’s. Na conta oficial de Banksy no Instagram, após o leilão, apareceu uma mensagem de lamento do artista, por já não ser o dono da obra: “Preço recorde para pintura de Banksy estabelecido esta noite, em leilão. É uma pena já não a ter”. “Keep It Spotless”, vendida em 2008 pela Sotheby’s, em Nova Iorque, foi a obra de Banksy a atingir o valor mais alto em leilão, até agora, ao ser vendida por 1,87 milhão de dólares (1,7 milhões de euros, ao câmbio atual). No ano passado, a pintura a ‘spray’ “Rapariga com balão vermelho”, um dos trabalhos mais conhecidos de Banksy, autodestruiu-se depois de ter sido leiloada por mais de um milhão de libras (1,2 milhões de euros). Banksy, cuja identidade permanece desconhecida, distinguiu-se pelos seus ‘graffiti’ em ‘stencil’ que começaram a surgir em Bristol, no final dos anos de 1990.

c/p aqui

Monday, December 05, 2016

HÁ GENTE PARA TUDO*

Acontece com alguma frequência ao meu perclaro e muito estimado amigo António PC zangar-se com os jornalistas que abusam da sua paciência escrevendo ou transmitindo em doses enjoativas notícias, geralmente tragédias porque as boas notícias vendem-se pouco, que exploram até ao tutano. A tragédia do Chapecoense é apenas o caso mais recente desta degustação do horror servida em doses infindas.
  
Percebo-lhe bem a indignação mas parece-me que lhe falta algum tempero.
Os jornalistas são produtores de serviços que colocam à disposição da apetência dos seus clientes. Sem clientes com apetite para os produtos apresentados seriam obrigados a mudar de mercado.
Podemos concordar ou discordar mas não podemos negar-lhe a liberdade de usar o sentido de negócio em contrapartida da nossa liberdade de não os ler, ouvir ou ver. É o que eu faço sempre que o artigo não me atrai.

Conheço muitos fulanos que mamam da Sport tv de manhã à noite e muita senhora e cavalheiro que podem perder tudo menos meia dúzia de telenovelas diárias. Por que não? Posso não gabar-lhes os gostos mas não posso negar-lhes o direito de os terem.

A propósito, recordo-me da história de um tipo bem apanhado que alimentava o cão com sopas de cavalo cansado.

- E não lhe faz cair o pelo?, perguntava um
- E não lhe arruína o fígado?, queria saber outro
- E não lhe tolda o faro nem a vista?, estranhava um terceiro

- Porquê sopas de cavalo cansado e não aquilo que os cães costumam comer?, perguntou o mais cientista dos perguntadores
- Porque este cão do que gosta mesmo é de sopas de cavalo cansado.

É assim, penso eu, que pensam os jornalistas, colunistas, comentadores e outros com ofícios afins. 
---
* Comentário colocado aqui

Wednesday, February 10, 2016

DO LADO DE ESPÍRITO SANTO

P -     Continua a ir com Mário Soares almoçar a casa de Ricardo Salgado?
CM - Claro. Muitas vezes
...
P -    Não acha que ele ganhou um poder muito grande?
CM - Traduzido em quê?
P -     Em influência. A banca é um espaço onde se cruzam interesses privados e políticos.
CM - Que o sector político depende do sector financeiro não tenha dúvidas ... e continua a ser assim em todo o lado do mundo. Isso é perverso, sim. Mas é a verdade. Como é que as pessoas à frente dos bancos utilizam o poder é outra coisa. Mas que eu saiba, Ricardo Salgado nunca o utilizou de forma menos digna. E tentou compatibilizar os interesses do grupo familiar. 
...
P -    Tem a noção de que quando se fala da banca o cidadão tem um arrepio na espinha?
CM - Tenho. ... sempre que me procuram para perguntar o que devem fazer com o dinheiro (eu nem devia dizer isto publicamente) respondo: "Vão para o imobiliário, que é o que eu faço" ...
...
P -     Não contemplou o investimento reprodutivo?
CM - Não. Porque não tenho confiança no que possa vir a acontecer nos próximos seis meses. Estamos todos a navegar à vista. - Carlos Monjardino/ entrevista do "Público"

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A franqueza do sr. Monjardino é assombrosa. 
Pelo menos tão assombrosa quanto o seu desplante.
Ninguém o julgará menos digno pelo facto de jantar muitas vezes em casa de um amigo com quem ao longo muitos anos, certamente, se brindaram mutuamente com reciprocidades de interesses. De mais a mais com a presença tutelar de um outro amigo, com mais idade e mais lustre, que se desdobra em acções temerárias de abrigo a amigos do peito das temerosas investidas dos agentes da justiça. 

Mas é incrível que o sr. Monjardino ignore algumas das práticas menos dignas do seu anfitrião que estiveram na origem do descalabro do conglomerado centrado no GES, provocando na queda perdas ainda incalculáveis  que os portugueses são, indignamente, chamados a pagar. 

Esta entrevista é um espelho do outro lado do País. 

Tuesday, July 14, 2015

INFINDÁVEL CRÉDITO IMORAL


- Pelos vistos, muitos querem repor novo desbragamento a custo do contribuinte e de mais endividamento, para voltar a uma crise ainda maior.  - cf. aqui.
- As políticas de esbanjamento, nunca terminarão enquanto aos políticos ávidos de votos aparecerem banqueiros, ávidos de comissões, oferecendo empréstimos sob garantia dos impostos pagos pelos contribuintes.

Saturday, November 29, 2014

JEFF MALASARTES

Para uns, Jeff Koons é um artista menor, um artesão de kitsch.
Para outros, Koons é um génio e uma das sua obras, Balloon Dog (orange), atingiu em Novembro do ano passado mais de 58 milhões de dólares, num leilão da Christie´s, um record para uma artista vivo.
O Centro Pompidou acolhe agora uma retrospectiva deste artista norte-americano, nascido em 1955. 
O crítico de arte do Financial Times esteve lá, e não gostou. Considera a exposição absurda e repulsiva até.  Explica aqui porquê. 

Merece uma leitura. Não porque dela se apreenda qualquer reflexão filosófica sobre a total disparidade de opiniões que a arte contemporânea suscita entre os especialistas na matéria mas porque realça a mistificação em que sempre se embrulhou a condição humana e que anda de braço dado com a mitificação, que é uma forma de religiosidade, dos ícones e dos ídolos que a mistificção talhou.

Nas artes plásticas como em todas as artes e artistas em geral.

 Puppy - Guggenheim Bilbao


Balloon Dog


Tuesday, August 26, 2014

OS GOULÕES

O meu amigo H. remete-me com alguma frequência artigos de jornalistas, cronistas ou artífices de obras afins, exclusivamente apologistas do combate aos israelitas, venham os combatentes de onde vierem. Suponho que o H. esteja convencido que eu seja tão dedicado aos judeus como ele ao Benfica, desconfiando sempre que, apesar da ausência de evidências, eu escondo uma secreta paixão pelo Sporting. Normalmente, são psicólogos sociais que o dizem, a condição humana opta desde muito cedo por posições políticas, desportivas ou religiosas, geralmente estáveis ao longo da vida, sendo anormais, no sentido que exorbitam da regra geral, e suspeitos, os que vieram ao mundo desprogramados dessas paixões serôdias. Não apenas por laracha, se vangloriam aqueles adeptos, seja do que for, de admitirem mudar de mulher (ou de homem) mas de clube, nunca! E as estatísticas dão-lhes largamente razão onde o divórcio não for condenado pelos credos religiosos.

Hoje o H. enviou-me por e-mail este testemunho de acusação do expansionismo israelita perpretada através de sucessivas limpezas étnicas, agora continuadas nos ataques terroristas a Gaza. Este e outros textos com conclusões idênticas nunca admitem a mínima razão do lado de Israel. Mais: por detrás de Israel pairam sempre os interesses abomináveis dos norte-americanos e, frequentemente, a  traição egípcia. Admitamos que são pertinentes todos os argumentos e consistentes todas as conclusões destes acusadores de Israel. 

Mas como explicam estes pretensos defensores da causa árabe (qual delas?) as atrocidades cometidas pelos islâmicos entre si, pela guerra sem tréguas entre sunistas e xiitas, que apenas concordam (os que concordam, mas é desses que trata o artigo de J. Goulão) na eliminação de Israel? Como explicam o vandalismo cada vez mais feroz dos talibãs, da Al Qaeda e do Exército Islâmico que destrói barbaramente memórias da cultura histórica dos seus povos?

Os palestinianos têm, sem dúvida, direito a uma pátria. Mas tem esse direito, necessariamente, que concretizar-se sobre a dizimação ou expulsão de mais de oito milhões de pessoas de um território onde a esmagadora maioria nasceu? Perguntem isso a qualquer fundamentalista islâmico, nascido árabe, persa, inglês, francês, ou português até, e ele aprontará imediatamente a arma para provar que sim. E os goulões, aqueles que, sentados nas bancadas, se excitam até ao auge mais com as derrotas dos  adversários que elegeram do que com as vitórias das hostes que adoptaram,  infinitamente menos perigosos mas igualmente embalados pelas opções marcadas à nascença, que resposta têm?

Presumo que não têm resposta.