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Thursday, March 09, 2017

ACERCA DA CONFUSÃO DE NOMES

Afirmou ontem o sr. Arménio Carlos, secretário-geral da CGTP, que "qualquer negociação sobre o descongelamento das carreiras terá de passar pelo pagamento do retroactivo aos trabalhadores da função pública". "O Governo tem de assumir as suas responsabilidades pagando o que deve aos trabalhadores". - cf. aqui

Só os trabalhadores da função pública, sr. Arménio Carlos? 
E os pensionistas e os reformados que viram as suas pensões e reformas cortadas? 
E os trabalhadores dos sectores privados que viram os seus salários reduzidos e os seus horários de trabalho mantidos ou aumentados, não são gente neste país?   

Por outro lado, o sr. Arménio Carlos, e todos quantos neste país lêem pela mesma cartilha, confundem, para nos confundir, o Governo com o Estado e o Estado com os contribuintes. 
Porque o sr. Arménio Carlos sabe, toda a gente sabe ou deveria saber, que o Governo não paga nada, o Estado não paga nada, quem paga são os contribuintes, entre os quais, valha a verdade, também o sr. Arménio Carlos é suposto incluir-se. 

O Governo, este governo, qualquer governo, sr. Arménio Carlos, não paga, manda pagar. 
Manda a quem? Aos contribuintes!
De modo que o que o sr. Arménio Carlos, o sr. Mário Nogueira, a srª. Ana Avoila, quando reclamam melhores condições e retribuições para a função pública, se essas condições são aceites pelo governo quem paga são os contribuintes.

Se os senhores jornalistas não confundissem, também eles, governo com Estado e Estado com contribuintes, o sr. Arménio Carlos seria obrigado a mudar o tom das suas exigências.  

Monday, May 23, 2016

PERSPECTIVAS DE DESAFECTOS

O sr. Arménio Horácio Alves Carlos voltou a reafirmar que não admite que o Governo não reponha o horário de 35 horas para todos os trabalhadores, sem quaisquer excepções, a partir de 1 de Julho, sem mais delongas. Até lá, a CGTP estará mobilizada para todas as manifestações e greves que sejam necessárias para evidenciar que os trabalhadores não cederão a quaisquer restrições ou dificuldades que possam vir a ser eventualmente invocadas pelo executivo.
Segundo o que se deduz das notícias mais recentes o PM estará decidido a desautorizar o seu ministro das Finanças e ceder ao ultimato do sr. Carlos, quaisquer que sejam os efeitos no crescimento do défice e da dívida.

Quem, inesperadamente, parece não concordar com a imposição do sr. Carlos é, vd. aqui, o sr. Presidente da República, que pode recusar-se, transitoriamente, a não homologar a proposta de lei que o Governo lhe apresente a mando do máximo líder.
Apesar da vulnerabilidade do veto presidencial, que pode ser derrubado à segunda investida, o confronto entre a extrema-esquerda assumida na Intersindical e o Presidente da República, por cima do maquievelismo do PM, promete ser o primeiro de uma série de desafectos entre PR e PM.

Por ser quem é, o professor Marcelo Rebelo de Sousa, se não der meia volta e deixar seguir a imposição do sr. Carlos, antes de vetar explicará, publicamente, circunstanciada e repetidamente, as razões pelas quais discorda do impositor.
Dirá, além do mais, que a reposição do horário de trabalho seria um tiro nos pés da competitividade da economia portuguesa, que, com baixos níveis de produtividade, tem de compensar com mais trabalho a sua insuficiência de trabalho qualificado e altamente qualificado.
Que há, realmente, um aparente paradoxo entre a necessidade de uns trabalharem mais e muitos outros não terem trabalho, uma contradição que só pode ser superada pelo crescimento económico que, no entanto, não se atinge trabalhando menos mas trabalhando operacionalmente melhor ou de modo produtivamente mais valorizado.

Que há, hoje, um mercado de trabalho global e que, na China, onde o direito à greve não é consentido, há milhares de milhões de trabalhadores submissos a um partido comunista irmão do Partido de que o sr. Carlos é membro altamente classificado mas que ele parece querer ignorar para continuar a venerar. É de lá que, em grande parte, concorrem as empresas que pressionam os trabalhadores portugueses a trabalhar mais enquanto não souberem trabalhar melhor.
O sr. Carlos repetirá, em resposta, que em Portugal a desigualdade é grande e os patrões sovinas. O que, admitamos, possa ser, em muitos casos, verdade.

Deveria o sr. Carlos tomar nota que os patrões chineses e o estado chinês já compraram o filet-mignon dos sectores de serviços e utilities em Portugal e, por vistos gold, molhos de propriedades urbanas. Mas Portugal é pequeno e os bilionários chineses muitos e grandessissimamente abonados.
Compram em Paris, Londres, Nova Iorque, Sidney, Vancouver, em toda a parte onde haja construção à venda, salvo se for construção industrial onde tenham que defrontar o sr. Carlos ou outros Carlos deste mundo.

Condeno a lei da greve? De modo algum!
Condeno a visão antolhada do sr. Arménio Carlos e dos seus pares, que fazem vista grossa às condições a que são submetidos os trabalhadores chineses pelos guardiões de uma ditadura que suporta um capitalismo sem rédeas.

Tuesday, May 17, 2016

UM FATO PARA UM MARRECO

- É uma abdicação.
- Discordo. É o reconhecimento da imbecilidade deste ministro da Educação. Concordo totalmente com a decisão do ministro da Defesa. O ministro da Educação é uma marioneta do Nogueira, é, portanto, muito natural que rejeite a intromissão do Nogueira nos colégios que dele dependem.
- Não creio que a rejeição seja do ministro da Defesa ...
- Nem eu. Quem rejeita é a tropa, visualmente é o ministro da Defesa.
- Insisto: dando por adquirido que este ministro da Educação faz o que lhe manda fazer o Nogueira, a aceitação do governo é uma abdicação.
- Talvez. Mas, reconheça-se, este governo não tinha alternativa.
- Então a abdicação, neste caso, não seria evitável com a demissão do ministro.
- Ah, pois não! Se o ministro da Educação não é imbecil está a fazer o papel que aceitou desempenhar.  A partir do momento em que o actual primeiro-ministro aceitou as regras impostas, neste caso, pelo Nogueira, aquando da assinatura dos acordos que lhe permitiram ser primeiro-ministro, o ministro da Educação faz o que manda o Nogueira, salvo se a tropa ou a igreja dizem que não.
Nestes casos, até o Nogueira baixa a garupa.
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Correl. - 24/05/2016
Fenprof vai processar JSD por ter comparado Nogueira a Estaline


Saturday, April 23, 2016

O EXAME DO MINISTRO

Esta semana foi feita a avaliação de desempenho do ministro da Educação e, vd. aqui, e "teve nota positiva. Teve alguns bons desempenhos, tem algumas hesitações, mas o avaliador vai dar-lhe oportunidade para que ele  diga exactamente ao que vem." 
Mas a advertência do avaliador é um simulacro porque, há quatro meses o avaliador disse ao ministro o que pretendia e o ministro aceitou submeter-se às ordens dele. 

O ministro veio para obedecer ao avaliador, e assim continuará se quiser manter-se no lugar. 
O ministro e o Governo. 



Friday, February 12, 2016

SEM SAÍDA

- "Mas custa assim tanto entender que, com o mundo da finança internacional tão volátil, devíamos estar neste momento a aplicar medidas que reduzissem o défice rapidamente? Melhor ainda, e bem mais fácil, evitar medidas que agravem o défice? Faz algum sentido esperar pelo momento em que sejam necessárias? É quando as taxas de juro dispararem e estiver tudo em pânico que se vão tomar medidas de emergência? Custa assim tanto ser prudente?" - aqui

Que margem de prudência resta ao sr. António Costa colocado entre o sr. Arménio Carlos e o sr. Schäuble?

Thursday, February 11, 2016

O RABO DA PORCA

O OE 2016 será aprovado na generalidade e depois na especialidade com alterações mínimas, porque não pode afastar-se dos compromissos assumidos pelo Governo com Bruxelas e os partidos da maioria parlamentar de esquerda não podem, para já, esticar até à ruptura as cordas que os atam sob pena de irremediavelmente tropeçarem todos. Tal não significa que não haja no parlamento dramatização mais que suficiente, inerente a qualquer espectáculo que procure prender aos ecrãs os olhos e os ouvidos dos senhores telespectadores.

O problema, já todos percebemos, estará na execução. Aliás, nunca deixou de estar a partir do momento em que as circunstâncias externas nos acordaram do sonho em que o crédito desenfreadamente importado tinha embalado o país, enquanto os políticos atiravam foguetes pelas suas vitórias eleitorais e os banqueiros pelos lucros astronómicos dos seus bancos. 

Na execução é que a porca torce o rabo. 
E já se ouvem os primeiros roncos do animal. 


Ontem, estiveram reunidos com o primeiro-ministro e o ministro do Trabalho a CGTP e a UGT.
No fim da reunião, o sr. Arménio Carlos, o efectivo líder da esquerda comunista, assegurou, muito decidido a fazer por isso, que as 35 horas semanais serão praticadas em simultâneo em toda a função pública.  O primeiro-ministro não desmentiu, o ministro do Trabalho titubeou, o ministro das Finanças, que não esteve presente nesta reunião, continuou a afirmar a decisão de a reversão às 35 horas não poder implicar aumentos de despesa pública. 

Em que ficamos? 
Recua o sr. Arménio Carlos ou demite-se o sr. Mário Centeno? 
Incontornável é o aumento da despesa em consequência da redução generalizada do horário de trabalho da função pública para as 35 horas semanais. Numa altura em que Portugal começa a ficar debaixo de fogo dos mercados financeiros e da obliquidade do sr. Schäuble, a guerra das 35 horas é uma guerra perdida mesmo que, a curto prazo, alguém a julgue ter ganho.  

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Friday, January 29, 2016

JOGO DUPLO

A CGTP advertiu que o facto de o governo ser suportado na AR por uma maioria parlamentar de esquerda não inibiria a confederação sindical de realizar acções de greve sempre que as julgasse necessárias à defesa dos interesses dos trabalhadores.  
O acordo multipartidário permitiu ao sr. António Costa tornar-se primeiro-ministro mas a ninguém passou despercebido que, em nenhum momento, os comunistas iriam deixar de ter alguns pés em São Bento e todos os outros na rua sempre que as circunstâncias os aconselhassem. 

Hoje é dia de greve da função pública, e a srª. Ana Avoila (Quem é Ana Avoila?) é a vedeta do dia : 
A Federação Nacional dos Trabalhadores em Funções Públicas, da CGTP, estima que a adesão à greve ronde os 70% a 80% de um universo de 293 mil trabalhadores que a federação representa, pertencentes sobretudo a carreiras gerais da administração pública - aqui


Até onde vai a CGTP esticar a corda sem fazer cair o trio no trapézio?

Thursday, January 14, 2016

REGRESSO AO COSTUME

Voltamos a casa, e pela rádio ficamos a saber que os sindicatos da função pública dominados pela CGTP marcaram e mantêm, após as negociações de ontem com os representantes do Governo, greve geral no próximo dia 29. A UGT não adere a esta greve geral porque não considera que estejam esgotadas todas as possibilidades de negociação. 

Porquê a greve? Porque o Governo prometeu reverter a decisão do anterior de alargar o horário da função pública para 40 horas semanais, uma decisão nunca acatada por algumas câmaras municipais, restabelecendo o horário semanal da função pública em 35 horas. Acontece que os sindicatos comunistas exigem que a reversão seja imediata e o Governo alega que os serviços precisam de algum tempo para o reajustamento. Cede novamente o Governo para não contrariar o parceiro parlamentar? Parece mais que certo.

E, no entanto, logo a seguir ouço que o ministro Mário Centeno garante que da redução das 40 para as 35 horas semanais não pode resultar aumento da despesa pública e agravamento do défice orçamental deste ano. Uma declaração interessantíssima. 

Por um lado, os que sempre defenderam que do aumento do horário de trabalho para 40 horas semanais não resultaria aumento de produtividade (horária) da função pública, poderão defender agora que a reversão paras 35 horas permitirá o aumento de produtividade (horária). Com efeito, se com o alargamento do horário, o trabalho realizado foi o mesmo, a produtividade horária até terá baixado; e se, agora, em 35 horas for realizado o mesmo trabalho que em 40, a produtividade (horária) sobe. 

Acontece que, logo a seguir, ouço ainda na rádio, delegados sindicais alegarem que não pode esperar-se que em 35 horas possa realizar-se o mesmo trabalho que em 40. E, consequentemente, a despesa pública terá de subir, não sendo os trabalhadores da função pública responsáveis pelo eventual agravamento do défice. 

Perante a evidência dos factos, a demagogia reverte-se.

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Eram, entretanto, mais que horas de jantar, depois de uma viagem de 16 horas, entre vôos e tempos de espera, e fomos à procura de peixe cozido, uma delícia quase ignorada lá fora.
Havia cabeça de garoupa  à nossa espera. 
Também há coisas boas na nossa terra, então não há?

Sunday, December 06, 2015

ESTE GOVERNO NÃO É DE ESQUERDA

O Governo anunciou ontem, vd. aqui, que vai "mandar suspender com efeitos imediatos o processo de obtenção de visto prévio" para os contratos de subconcessão dos transportes públicos de Lisboa e Porto, para evitar que entrem em vigor. 
Nada mais esperável desde a assinatura do acordo de troca do suporte, com prazo precário, do PCP ao Governo PS pelo compromisso indeclinável deste governo adoptar as medidas constantes do caderno de encargos apresentados pelos comunistas. 

Ouvido o representante dos sindicatos de trabalhadores do sector, a reacção à notícia de suspensão do processo de privatização da gestão dos transportes públicos foi contida: muito bem, a reversão dos contratos de subconcessão a privados estava garantida pelo compromisso assumido pelo PS mas a intenção manifestada antes por este partido de entregar a gestão dos transportes públicos colectivos às autarquias só pode merecer a rejeição dos sindicatos. 

É óbvio:  A gestão autárquica dos transportes públicos (ou do ensino primário e secundário) quebraria (quebrará) a frente comum da sua desmesurada força colectiva, que, para continuar a ultrapassar, de longe, a implantação política do PCP precisa de continuar a colocar em posição de refém, sempre que lhe convenha, o governo central. O anúncio de várias greves no sector dos transportes públicos nos próximos dias confirma a recuperação do ânimo, ou da animosidade, da Intersindical. 

Cederá o PS também neste ponto, continuando a aceitar a desfiguração dos objectivos que propôs ao eleitorado? É mais que certo. Com o cavalo a meio do rio, entre avançar ou recuar  a tentação para avançar é comandada pelo instinto de sobrevivência. 

Não há governo de esquerda, afirmava há dias atrás, o secretário-geral do PCP. E acrescentava, procurando corrigir o que para aí se diz: não há nenhuma união das esquerdas. 
Gente séria, esta gente do PCP. Não andam cá para enganar ninguém.
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Correl . "Aquilo que o PCP não está disponível para apoiar é também, é preciso ser claro, aquilo que nós não estamos disponíveis para propor" - A. Costa /aqui

Wednesday, November 25, 2015

A CRISE DA MEIA-IDADE DE TIAGO BRANDÃO RODRIGUES

Afirma-se no jornal i de hoje que "Cavaco convocou Costa para nova reunião por estar irritado com a divulgação dos nomes dos membros do seu governo antes dos mesmos terem sido aprovados pelo PR". Formalmente, o PR tem razão mas de pouco vale a irritação já que, irritado ou não, não lhe será fácil arranjar argumentos consistentes para mandar substituir qualquer dos nomes da lista divulgada ontem.

Entretanto, notícias da tarde dão conta que a posse do Governo será amanhã.

E, no entanto, é intrigante que o Sr. António Costa tenha convidado um ainda jovem (38 anos) e bem sucedido cientista para ocupar o lugar que é um verdadeiro triturador de ministros. Ao Sr. Mário Nogueira, que durante o seu consulado de vinte anos à frente da Fenprof já derrubou vinte ministros, começou logo a crescer água na boca. Ontem mesmo já deu instruções básicas ao doutor Tiago Brandão Rodrigues. E, ou ele faz o que o Nogueira manda, ou tem o pelotão de derrubamento à porta.

Mais intrigante ainda é, contudo, que o cientista tenha aceitado o sacrifício da incumbência. Terá sentido esgotado o seu filão cientista? Terá sido inebriado pelo perfume do poder político? Ou, mais cientificamente, foi prematuramente assaltado pela crise da meia-idade?
Ainda segundo a citada edição do jornal i, que resume uma notícia do "The Guardian" sobre um artigo publicado no Economic Journal

"a crise da meia-idade é um facto científico. Investigadores britânicos acompanharam 50 mil adultos na Austrália, Reino Unido e Alemanha e concluíram que a fase mais negra acontece entre os 40 e os 42 anos. O lado bom dessa descoberta é que, após bater no fundo, os degraus seguintes são sempre a subir até aos 70 anos, altura em que se atinge um novo pico de bem estar."

E nem Cavaco Silva pode valer ao Tiago Brandão.



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Quando o secretário-geral do PS, António Costa, o convidou para integrar as listas por Viana do Castelo às eleições legislativas de 4 de Outubro, Tiago Brandão Rodrigues pensou em dizer que não. Foi esse “o primeiro impulso”, confessou ao PÚBLICO em entrevista neste Verão. Aos 38 anos — e apesar de nunca ter sido militante em nenhum partido —, o cientista doutorado em Bioquímica pela Universidade de Coimbra é o novo ministro da Educação do Governo liderado por António Costa.
Nasceu em Paredes de Coura e sempre se considerou “um homem de esquerda”. Madrid, Dallas e Cambridge são cidades que conhece bem: viveu, estudou e trabalhou em todas elas — 15 dos últimos 16 anos foram passados no estrangeiro. Para concorrer como cabeça de lista do PS pelo distrito de onde é natural, Tiago Brandão Rodrigues deixou para trás um lugar de investigador na Universidade de Cambridge, em Inglaterra. Há cinco anos que se dedicava a estudar, no laboratório Cancer Research UK, técnicas de detecção precoce do cancro. No fim de 2013, apresentou na revista Nature Medicine uma técnica de ressonância magnética que provou conseguir detectar mais cedo e com maior precisão esta doença. Saltou para os noticiários, foi capa de revista, deu muitas entrevistas sobre a investigação que o apaixona, ganhou visibilidade e reconhecimento nacional.
Vê na escola pública e na educação para todos dois “dos pilares-mores da democracia”, sem esquecer a ciência, pasta para outro ministro. Em campanha pelo Alto Minho, Brandão Rodrigues notou “alguma resignação” por parte das pessoas. Acreditava, contudo, que o PS conseguiria “criar as condições para construir melhor”. “Não temos que baixar as expectativas de ter um Estado que as assista, um Serviço Nacional de Saúde com esperança e uma escola que as eduque”, sublinhou.
A um mês das legislativas, garantiu estar preparado para fazer parte de um meio “aparentemente não tão consensual”. Acredita que a cultura científica pode ter um contributo importante na política, “que não é um quadrado fechado”. - in Público

Tuesday, November 24, 2015

SÃO INÚTEIS OS PROGNÓSTICOS


Este Governo durará o tempo que o Sr. Arménio Horácio Alves Carlos quiser.

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        Presidente da República indicou Secretário-
        Geral do PS para Primeiro-Ministro

Na sequência da audiência hoje concedida pelo Presidente da República ao Secretário-Geral do Partido Socialista, Dr. António Costa, a Presidência da República divulga a seguinte nota:
“As informações recolhidas nas reuniões com os parceiros sociais e instituições e personalidades da sociedade civil confirmaram que a continuação em funções do XX Governo Constitucional, limitado à prática dos atos necessários para assegurar a gestão dos negócios públicos, não corresponderia ao interesse nacional.
Tal situação prolongar-se-ia por tempo indefinido, dada a impossibilidade, ditada pela Constituição, de proceder, até ao mês de abril do próximo ano, à dissolução da Assembleia da República e à convocação de eleições legislativas.
O Presidente da República tomou devida nota da resposta do Secretário-Geral do Partido Socialista às dúvidas suscitadas pelos documentos subscritos com o Bloco de Esquerda, o Partido Comunista Português e o Partido Ecologista “Os Verdes” quanto à estabilidade e durabilidade de um governo minoritário do Partido Socialista, no horizonte temporal da legislatura.
Assim, o Presidente da República decidiu, ouvidos os partidos políticos com representação parlamentar, indicar o Dr. António Costa para Primeiro-Ministro.” - aqui