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Thursday, July 06, 2017

ORGIA (TEMPORARIAMENTE) INTERROMPIDA

"Polícia do Vaticano interrompe orgia gay em apartamento de conselheiro do Papa



Habitação é propriedade da Congregação da Doutrina da Fé
A polícia do Vaticano interrompeu uma orgia homossexual no apartamento onde vive o cardeal Francesco Coccopalmerio, um dos principais conselheiros do Papa Francisco.
A rusga aconteceu no mês passado mas só esta semana foi noticiado pela imprensa italiana e pelo britânico The Times.
A presença de Francesco Coccopalmerio na festa está a ser noticiada, mas tal não foi confirmado oficialmente.
O apartamento alvo da polícia está afeto à Congregação para a Doutrina da Fé, organismo que, entre outras atribuições, tem a responsabilidade de lidar com os escândalos de abuso sexual de menores por membros da igreja.
Já Coccopalmerio, além de ser próximo do Papa - segundo o The Times terá mesmo recomendado o secretário de Francisco - faz parte do Conselho Pontifício de Textos Legislativos.
A igreja católica volta assim a ser abalada por um escândalo sexual, pouco depois de o seu chefe das finanças, o cardeal George Pell, ter sido formalmente acusado de crimes sexuais."

Nota - Francesco Coccopalmerio tem 79 anos de idade

Tuesday, May 17, 2016

UM FATO PARA UM MARRECO

- É uma abdicação.
- Discordo. É o reconhecimento da imbecilidade deste ministro da Educação. Concordo totalmente com a decisão do ministro da Defesa. O ministro da Educação é uma marioneta do Nogueira, é, portanto, muito natural que rejeite a intromissão do Nogueira nos colégios que dele dependem.
- Não creio que a rejeição seja do ministro da Defesa ...
- Nem eu. Quem rejeita é a tropa, visualmente é o ministro da Defesa.
- Insisto: dando por adquirido que este ministro da Educação faz o que lhe manda fazer o Nogueira, a aceitação do governo é uma abdicação.
- Talvez. Mas, reconheça-se, este governo não tinha alternativa.
- Então a abdicação, neste caso, não seria evitável com a demissão do ministro.
- Ah, pois não! Se o ministro da Educação não é imbecil está a fazer o papel que aceitou desempenhar.  A partir do momento em que o actual primeiro-ministro aceitou as regras impostas, neste caso, pelo Nogueira, aquando da assinatura dos acordos que lhe permitiram ser primeiro-ministro, o ministro da Educação faz o que manda o Nogueira, salvo se a tropa ou a igreja dizem que não.
Nestes casos, até o Nogueira baixa a garupa.
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Correl. - 24/05/2016
Fenprof vai processar JSD por ter comparado Nogueira a Estaline


Sunday, April 19, 2015

A HISTÓRICA MALDIÇÃO DOS BANQUEIROS DE DEUS

Os banqueiros são todos trampolineiros?
Nem todos. Temos sempre de admitir que não há regra sem excepção. Mas aquilo que vimos, ouvimos e lemos, não pode ser mais condenatório, mesmo com benevolente justiça, das criminosas moscambilhas com que os banqueiros, por toda a parte do mundo, têm assaltado, e continuam a assaltar, os bolsos tanto dos clientes que neles confiam como dos contribuintes que deles desconfiam. 

Por cá, assistimos a actos de verdadeiro banditismo banqueiro, e, de relevante consequente, não se passa nada. Os processos que envolveram banqueiros do BCP prescreveram ou estão em vias disso. Os comparsas do BPP continuam por aí, intocáveis, à solta. Os do BPN, idem aspas. E já lá vão sete anos desde a erupção dos escândalos que forjaram e colocaram o país de pantanas. Entretanto, as últimas notícias dão-nos conta, vd. aqui, que os entretenimentos da senhora  Procuradora Geral da República continuam voltados para a discussão com o Governo acerca da titularidade da pertença dos Mirós que encantavam o senhor Oliveira e Costa.  

Ontem o senhor Marques Mendes, na sua habitual hora televisiva, indignava-se com o normalíssimo facto de ao fim de oito meses, não haver um único arguido no caso BES. Terá matéria para muitíssimos meses mais. A crise que apodrece as raízes deste país, velho e cansado, antes de ser financeira é económica e antes de ser económica é uma crise moral. É uma crise de falta de vergonha das elites e de pusilanimidade colectiva. Que, por sua vez, reflecte uma crise moral maior em progressão nas sociedades ocidentais com particular destaque para o sul católico da Europa.

Para além de mais algumas cenas escabrosas com que banqueiros espanhóis encenam um culebrón repugnante, e onde Rodrigo Rato, vice-presidente do governo de José Maria Aznar, depois director-geral do FMI, banqueiro nos intervalos, ocupa agora o centro da intriga, o El País de hoje inclui um extenso artigo - La maldición de los banqueros de Dios - que merece ser lido e meditado.

Começa assim,

"Es difícil llegar al cielo siendo banquero de Dios. Ese título, atribuido a quienes han dirigido el Instituto para las Obras de Religión (el IOR o banco del Vaticano) desde que Pío XII lo fundó en 1943, suele ser más bien una autopista en el sentido contrario. Ahí está el recuerdo de monseñor Paul Marcinkus, a quien Juan Pablo II protegió de la justicia italiana escondiéndolo en el Vaticano y cuyos dos principales aliados, el abogado de la mafia Michele Sindona y el banquero Roberto Calvi, fueron asesinados. Al primero le sirvieron un café con cianuro en la cárcel y al segundo lo colgaron de un puente de Londres. Tales antecedentes debieron de pesar en el ánimo de Ettore Gotti Tedeschi, el economista que Benedicto XVI situó en 2009 al frente del IOR para limpiar las finanzas vaticanas, hasta el punto de que, tras percatarse de lo que escondían algunas de las 24.000 cuentas opacas del banco, redactó un expediente con documentación sensible, se lo entregó a dos amigos íntimos y les dijo: “Si me asesinan, aquí está la razón de mi muerte”.

Pior, é impossível.

Monday, February 11, 2013

ELEIÇÃO PAPAL - UMA QUESTÃO DE CIÊNCIA POLÍTICA


Bento XVI resigna a partir do fim deste mês, e na Páscoa já terá sido anunciado  do balcão da  Basílica de São Pedro "Habemos Papam". É a notícia do dia que, para além de realçar a excepcionalidade da decisão do Cardeal Ratzinger, desde 1415 todos os sumo pontífices deixaram este mundo no seu posto, desencadeou a especulação do costume acerca do nome do cardeal que será papa nas festas da Semana Santa, que este ano decorrem entre 24 (Domingo de Ramos) até 31 (Dia de Páscoa) de Março. Até lá, o papado de Ratzinger será aplaudido por uns, criticado por outros, mas o filão das notícias passará pelo escrutínio mediático dos mais prováveis papabiles. 
 
Colocar-se-á o Cardeal resignado à margem dos movimentos de influências que acontecem na eleição de um novo papa como em outras eleições quaisquer? Apesar das razões invocadas, Bento XVI não deixará, certamente, de influenciar a decisão do conclave. Neste paper  publicado em Abril de 2006 por três professores de ciência política da Universidade de George Washington, e citado aqui são deduzidas algumas conclusões curiosas, a partir de dados públicos e de outros conhecidos a partir de fontes fidedignas. Segundo aquele estudo, é provável que  Ratzinger terá sido eleito papa em em conformidade com as intenções de João Paulo II.
 
Até 1996 a eleição requeria uma maioria qualificada de dois terços dos votantes do conclave. João Paulo II, ou alguém por ele, terá observado que a continuidade dessa tradição para um colégio que tinha sido amplamente renovado e diversificado, e apesar de em meados de 90, cerca de dois terços dos cardeais tinham sido nomeados por João Paulo II, poderia conduzir a uma situação insustentável de bloqueamento da eleição. E a maioria qualificada de dois terços foi revogada.
 
Em 1994, João Paulo II tinha criado a Academia Pontifícia de Ciência Social com o objectivo de prestar à igreja assessoria de politicólogos, sociólogos e economistas de grande mérito. Kenneth Arrow, que foi Nobel da Economia, conhecido sobretudo pelos seus trabalhos relacionados com "paradoxos em votações" (voting paradoxes), foi um dos convidados iniciais. A decisão papal de abolir o requisito da maioria qualificada poderá estar no contributo de Arrow.   
 
Em 1997, Bento XVI, certamente movido pelo instinto conservador do Cardeal Ratzinger, determinou o regresso ao requisito da maioria qualificada de dois terços. Se ele mesmo não assegurar até lá essa maioria, o conclave poderá entrar num impasse com a Páscoa à porta.

A dúvida parece, portanto, ser esta: Quem é o favorito de Ratzinger? Ao tomar uma decisão sem precedentes há quase seis séculos, Ratzinger tem a faculdade de influenciar em vida a eleição do seu sucessor e não deixará, seguramente, de o fazer. Tanto mais que, por escolha dele, o tempo urge, poderia ter decidido anunciar a renúncia após a Páscoa, e, também por sua decisão, pelo menos dois terços têm de se colocar do mesmo lado. Tanta coincidência só pode ser intencional. Intencionalmente, divina, segundo Ratzinger.