Friday, September 13, 2024
O JOGO DA CABRA CEGA
Tuesday, July 09, 2024
O JOGO DA CABRA CEGA
Afinal ela fala!
A Procuradora-Geral de Justiça, Lucília Gago, afinal sabe falar.
Wednesday, January 31, 2024
O JOGO DA CABRA CEGA
"...É preciso definir melhor as formas da coordenação e intervenção hierárquica nos inquéritos, devidamente documentada, para assegurar a responsabilização individual de cada magistrado e do órgão MP e a transparência dos procedimentos.
É preciso questionar o âmbito do sacrossanto princípio da legalidade na acção penal. Não faz o mínimo sentido que o MP tenha de iniciar tantos inquéritos para desperdiçar recursos nos 80% que acaba por arquivar e depois não consiga cumprir os prazos nos 20% em que tem de deduzir acusação.
É preciso discutir a justiça penal negociada. Pelo menos na pequena e média criminalidade, não há razão para o MP e a defesa não poderem acordar sobre os limites da pena, a troco da admissão da culpabilidade e da dispensa do julgamento, deixando para o tribunal a fixação concreta da pena numa sentença abreviadíssima. Não vale a pena arrancar cabelos com uma coisa que se faz em tantos países com bom resultado.
É preciso ver a utilidade da fase de instrução com a extensão que hoje tem. Será mesmo necessário um juiz para validar o juízo de apreciação da prova indiciária feito por uma magistratura qualificada, que actua sujeita ao dever de objectividade e livre de interferências externas? Talvez se possa reduzir a instrução ao controlo da legalidade do inquérito e das provas e a outras questões prejudiciais, como a prescrição do crime. É indefensável haver instruções — como a do “caso Marquês” — em que se podem gastar seis anos (para já) apenas para saber se os arguidos têm ou não de subir a escada e entrar pela porta do tribunal que os há-de julgar.
É preciso, por fim, dar ao juiz do processo um poder efectivo para travar a litigância manifestamente abusiva com intenção dilatória. É ridículo um sistema em que se coloca o juiz a fazer figura de “pau-mandado”, à ordem de um qualquer interveniente, com um processo pronto para avançar para a fase seguinte, parado, refém de um interesse que não é de certeza o da justiça.
É preciso travar este monstro, antes que a justiça e com ela o regime democrático sejam engolidos de vez.
O autor é colunista do PÚBLICO
Tuesday, September 19, 2023
QUEM PAGA A RASPADINHA?
Cerca de 100 mil pessoas em Portugal têm problemas de jogo com as “raspadinhas”
“Do ponto de vista legislativo, as recomendações seriam que se pudesse ponderar medidas que venham a diminuir ou a tornar mais consciente a acessibilidade a este tipo de jogo, por exemplo, através da obrigatoriedade de um cartão de jogador, em que a pessoa possa auto-excluir-se e em que há maior possibilidade de se identificarem comportamentos desadaptativos e patológicos. Também devíamos ter campanhas informativas que ajudem as pessoas a ter maior literacia acerca deste jogo, porque o que vimos é que há muitas pessoas que gastam muito dinheiro em 'raspadinhas' mas que nos dizem que não jogam jogos de sorte e azar ao longo do ano. Não têm a percepção de que a 'raspadinha' é um jogo de sorte e de azar e que, na esmagadora maioria das situações, é mesmo um jogo de azar”,
Santa Casa acumula prejuízos num ano sem contas aprovadas
Wednesday, December 28, 2022
E AGORA, PARA ONDE É QUE ELA VAI?
Alexandra Reis demite-se após pedido de Medina
Fernando Medina pediu à secretária de Estado do Tesouro que apresentasse a sua demissão, "no sentido de preservar a autoridade política do Ministério das Finanças num momento particularmente sensível na vida de milhões de portugueses" - c/p aquiSaturday, December 24, 2022
BONS NEGÓCIOS!
dela!
Alexandra Reis aterra no Governo com 500 mil euros de indemnização paga pela TAP
"A nova secretária de Estado do Tesouro recebeu a indemnização em fevereiro passado, por cessação antecipada do cargo de administradora executiva da transportadora aérea, tendo quatro meses depois sido nomeada presidente de outra empresa pública".
Monday, January 10, 2022
O ESTADO PERDOA?
O Estado não perdoa nem deixa de perdoar. O Estado é uma entidades abstracta que, supostamente, reúne os interesses, materiais e morais, de todos os indivíduos ou sociedades sujeitos às suas leis. Quem julga ou quem perdoa é o governo, tutor da defesa dos interesses colectivos através dos diferentes órgãos da administração pública, incluindo os tribunais que julgam em conformidade com as leis aprovadas pela maiorias que apoiam os governos.
Repita-se: Não invoqueis a designação de uma entidade abstracta para omitir os concretamente responsáveis! Aqueles que, por incompetência ou conivência, lesam os interesses colectivos.
Neste processo relatado pelo Público, o resultado termina, ao fim de doze anos por um perdão de dívida porque, como é hábito, o devedor teve tempo suficiente para quase não ter bens em seu nome.
Estado perdoa 81 milhões a empresário que estava a ser julgado por burla ao BPN
A Parvalorem, criada para ficar com os activos tóxicos do BPN, reclamava em tribunal mais de 104 milhões de euros ao empresário Carlos Marques, acusado de alegadamente ter pedido empréstimos que nunca pagou. A poucos dias da sentença houve um acordo entre as partes.
Fonte ligada à Parvalorem explicou ao PÚBLICO que este processo, desde o seu início,” vinha carregado de vicissitudes” e que, mesmo que Carlos Marques fosse condenado, tem poucos bens em seu nome e não havia garantias de alguma vez pagar o que lhe era reclamado.
A investigação remonta a 2010. Este é um caso com mais de 12 anos, que diz respeito a factos com 14 e 16 anos e cujo julgamento começou apenas em Julho de 2019.
Friday, January 07, 2022
O JOGO DA CABRA CEGA
Monday, August 31, 2020
ANEDOTA DO DIA CONFIDENCIAL E RESERVADA
Tuesday, September 26, 2017
O JOGO DA CABRA-CEGA
Esta manhã, ouvia-se na Antena 1 o Primeiro-Ministro a indignar-se, alto e bom som, contra "a falta de sentido de Estado do líder do maior partido da oposição" ao pretender que o Governo devia imiscuir-se na investigação de casos (Tancos, incêndios) entregues ao Ministério Público violando o princípio democrático da separação de poderes entre órgão de soberania.
Não tem razão.
A investigação do Ministério Público, e as conclusões e consequências que dela possam decorrer, não impedem que subsista o funcionamento do princípio da responsabilização dentro da cadeia de comando onde ocorreram falhas de controlo dos stocks de armas.
Dito de outro modo: o Ministério Público até pode, por reconhecida incapacidade na obtenção de provas sobre os autores dos roubos ou perdas das armas em falta, decidir o arquivamento dos processos. Mas tal incapacidade não obsta nem justifica a falta de responsabilização daqueles a quem competia garantir a segurança dos locais dos depósitos das armas.
Não se sabe a quem competiam essas responsabilidades? Sabe-se quem estava no comando dos locais de onde saíram, ou não chegaram a entrar, as armas em falta.
Reconhecidamente, o Governo recusa-se a reconhecer as múltiplas falhas e incapacidade de comando dos Ministros da Defesa e da Administração Interna e sacode a água do capote para cima da independência institucional do Ministério Público.
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Correl .
