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Tuesday, October 30, 2007
EDUQUÊS - 2
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INFORMAÇÂO PRIVILEGIADA - 3
ABSOLUTAMENTE DÉFICE - 2
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Tavares Moreira said... Caro Rui Fonseca,
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Concordo consigo, Tavares Moreira, acho que é esta a resposta ao caro Rui Fonseca, seria muito cómodo se passasse a ser a oposição a propor medidas (sobretudo as difíceis) e depois o Governo criticar. Porque, se não for para criticar, porque é que dá a primazia? A cada um o seu espaço...já não é nada mau se a oposição for responsável e não destruir com críticas as propostas do Governo com as quais concordaria se estivesse nesse lugar!Não seria inédito, mas seria muito censurável.
Caro Tavares Moreira,bom dia!
Monday, October 29, 2007
ABSOLUTAMENTE DÉFICE
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Como nesta coisa de cruzadas os cruzados nunca são demais, vislumbrou Pinho Cardão outro companheiro de jornada na pessoa do professor Campos e Cunha, e destacou do seu artigo no Público de sexta-feira, a seguinte passagem:
"foram apresentadas as contas públicas. Não deixo de assinalar que pensava ser quase impossível cumprir o objectivo défice sem a reforma da administração pública. Mas enganei-me. Apesar da reforma da administração pública ter ficado pelas leis, o objectivo foi cumprido. As receitas dos impostos superaram as expectativas, o PIB foi revisto em alta, o investimento foi cortado e o resultado foram os mágicos 3 por cento. Fica, no entanto, este resultado envolto em mistério, como tudo o que é mágico. O INE põe cá fora três versões do relatório de défices excessivos no espaço de poucas semanas. E o INE viu-se obrigado (e bem) na última versão, a reafirmar aquilo que só os entendidos sabem: as contas do ano corrente - ou seja 2007 - são da exclusiva responsabilidade do Ministério das Finanças. Primeiro corrigiram-se ( ou reclassificaram-se ) os valores do investimento público, deixe de cair em relação a 2006 em termos reais, embora continue a cair em percentagem do PIB. Depois corrige-se o valor do PIB e a 16 de Outubro o défice passa de 3,3 por cento para 3 por cento. Porquê tudo isto? Ninguém sabe! Para poucas semanas são trabalhos a mais nesta empreitada."
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Comentei.
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Terminas (...) dizendo "Vou tendo, pois companhia!...", e, dizendo isto presumo que te referes a Campos e Cunha. Contudo, no mesmo artigo, ele continua a resmungar assim:
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"Curiosamente, estas interrogações (penso que legítimas) não levaram Manuela Ferreira Leite a pedir esclarecimentos. No congresso do PSD MFL resolveu discutir o orçamento (ou a estimativa do défice) de 2005!Se vamos a discutir o passado, falemos de 2004, que, apesar dos truques contabilísticos e subida do PIB, ficou em 3,4% e, sem aqueles, passa em muito os 5%. E a célebre operação de MFL de titularização dos créditos fiscais , em 2003, apesar de todos os esforços de quatro ministros das Finanças de Portugal, apenas recentemente foi aprovada pelo Eurostat. E logo que (finalmente) aprovado, o Eurostat fez questão em proibir, para todos os países e daqui para a frente, todas as operações daquela natureza! Entendido?"
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Portanto, (...), parece que Campos e Cunha se deu uma no cravo fartou-se de martelar depois na ferradura.
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Para bater rijo no cravo, meu caro, temos a discussão do orçamento para 2008 à porta. 2007, a bem dizer, já lá vai. É altura, portanto, de dar com força no sítio certo.Por mim, não discuto mais a questão da relatividade do défice. Ponho-me do teu lado e faço coro contigo: "abaixo a despesa, absolutamente!"
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Acreditas que o PSD (e o CDC, já agora) se vão bater pela redução défice de 4 100 milhões proposto pelo governo? Apontando onde, quanto e como? Não creio. Mas gostaria de estar enganado.
INFORMAÇÂO PRIVILEGIADA - 2
Sunday, October 28, 2007
INFORMAÇÃO PRIVILEGIADA
Anteontem já se conhecia a Informação privilegiada que expunha os termos proposta de fusão do BPI com o BCP.
EDUQUÊS
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É a tal pedagogia romântica e construtivista que, no seu entender, liberta o aluno de qualquer exigência...
Friday, October 26, 2007
A TREPADEIRA
MAL QUERIDA MATEMÁTICA
COMENTA DORES
Se a proposta de fusão apresentada pelo Banco BPI for aceite pela administração do Banco Comercial Português, as acções dos dois bancos passam a negociar em bolsa de forma correlacionada, permitindo ganhos de arbitragem. Veja aqui as relações entre as cotações.
Thursday, October 25, 2007
RANKINGS
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Percebo a sua intenção mas discordo em grande parte do seu raciocínio.
Concordo que as desigualdades persistem e são por demais flagrantes. Mas afirmar que "a massificação do ensino não resultou em maior igualdade social, " carece de lógica.
Pelo menos por três razões:
- Aquilo que v. chama massificação permitiu fazer entrar no ensino secundário (é desse que v. fala quando fala dos rankings acabados de sair, mas já lá vamos ao ensino superior) milhares e milhares de jovens (por isso v. fala de massificação) que antes não entravam.
A passagem pela escola (lamentavelmente muitos abandonam sem concluir mas esse é outro aspecto, que também analisaremos) permite aceder a um grau de instrução (ainda que sofrível em muitos casos) que necessariamente permite alguma ascensão social. Dizer o contrário seria contrariar o que muita gente diz: a instrução é condição necessária para a promoção do desenvolvimento humano.
- Diz ainda v. que "o sucesso das escolas privadas evidencia que o actual modelo de ensino gera desigualdades" . Também neste caso não se descortina nexo entra causa e efeito. Porque é que o sucesso das privadas gera desigualdades? Por serem privadas? Por serem pagas e frequentadas por aqueles que podem pagar? Repare que a desigualdade está antes da escola. Não é a escola que, por ser privada, a provoca ou acentua.
- É um facto que tendencialmente as privadas são frequentadas pelos filhos de pessoas com maiores rendimentos. Mas nem sempre é assim. (...)
Há, evidentemente, razões sociológicas e económicas que justificam em grande parte o sucesso das privadas (no ensino secundário) relativamente às públicas. Isso é incontestável. Mas não justificam tudo. E, sobretudo, não acentuam as desigualdades como v. refere.
Uma parte mais ou menos significativa daquele sucesso também resulta da forma como os professores são recrutados e das exigências a que estão submetidos.
Na escola pública, até agora, os professores foram admitidos sem quaisquer provas de competência. Ao longo da carreira eram promovidos por antiguidade. Por mais incompetente que fosse tinha o lugar garantido e a promoção assegurada.
V. sabe bem que assim é, temos abordado esta questão aqui mesmo várias vezes já.
Os sindicatos dos professores realizaram ao longo de vários anos uma empreitada de perpetuação da incompetência e da irresponsabilidade.
E, nestas, circunstâncias, paga o justo pelo pecador.
Tudo o que atrás referi se reporta ao ensino secundário. Porque no ensino superior, é espantoso, com excepção da Católica (não conheço outra, não garanto que não haja) os mais abonados frequentam o ensino público e os mais desabonados o ensino privado...
Por razões conhecidas que não vale agora a pena referir. Mas que também aqui mesmo já tenho debatido consigo.
Para terminar deixo-lhe 3 questões que não vejo levantadas por ninguém:
1º. Por que gastamos quase tanto com a Defesa como com o ensino superior?
2º. Por que é que continuamos com o ensino superior quase gratuito quando as nossas maiores insuficiências educativas estão no secundário?
3º. Por que é que a Defesa terá em 2008 um aumento de 8,5%, o mesmo do ensino superior, e o ensino secundário não tem qualquer aumento?
Meu caro J., já vai longa esta missiva mas antes de terminá-la ainda queria acrescentar o seguinte:
O 25 de Abril apresentou um caderno reivindicativo - Paz, Pão, Saúde, Habitação.
De guerra, ninguém se queixa
De pão, estamos, em média, bem alimentados. Eu disse, em média.
De saúde, não estamos mal classificados
De habitação, temos 30% de habitações a mais do que famílias.
Tudo em termos médios.
Repare que do caderno reivindicativo não constava a Educação.
E continua a não constar. E aí é que está o problema. A generalidade dos portugueses não vê a educação dos seus filhos como o melhor investimento. A maior parte dos estudantes não se interessa pela qualidade do ensino. Basta-lhes que passem.
E SE MALTA EMBIRRAR? - 2
Adolfo, voltamos ao princípio?
A democracia representativa foi inventada precisamente para minorar problemas levantados pela democracia directa. Não é a mesma coisa pedirem-me para votar em A ou B, consoante a minha opção, para A ou B escolherem a melhor solução para um problema, ou pedirem-me a mim que resolva eu próprio o problema quando não tenho capacidade para tanto.
Mas nem todos os problemas apresentam igual grau de dificuldade. Alguns desses problemas, eu sei resolver sem recorrer à intermediação de representantes.
Óbvio, não?
No caso do referendo ao Tratado Reformador a questão é nítida: Imagine que todos os países membros, à excepção de Malta, ratificam o Tratado. E em Malta votam apenas 40% dos eleitores (admitamos, 120 mil). Destes 51% votam Não, portanto cerca de 61 mil eleitores. Destes, cerca de metade votou Não porque acha que o Tratado é excessivamente federalista e a outra metade considera-o insuficientemente federalista. Tudo isto em consequência de uma campanha que se polarizou nestes dois pontos.
Há algum sinal de siso nesta imponderabilidade que faz com que quase 500 milhões de europeus vejam os seus destinos comandados pelas caturrices de 61 mil malteses?
Já parece, por outro lado, muito pertinente que os malteses decidam se querem ou não permanecer na UE. Se querem manifestar essa vontade através de referendo ou no parlamento é lá com eles.
Com o meu pedido de desculpas aos malteses que, obviamente, foram atirados para aqui a título de exemplo.
Wednesday, October 24, 2007
E SE MALTA EMBIRRAR?
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"Pois eis agora que Vital Moreira vem dizer que o verdadeiro e genuíno referendo europeu seria, então, perguntar ao tuga-que-não-percebe-nada-de-tratados-mas-já-percebe-de-programas-eleitorais, se Portugal deve ou não sair da UE. E assim se reduz o tuga à estupidez máxima..."
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Comentei:
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Não, Adolfo, não seria a estupidez máxima, seria a forma mais inteligente de resolver a questão do referendo de vez.
Tenho dito o mesmo repetidamente nas minhas palavras cruzadas, algumas das quais neste cruzamento de argumentos consigo.
O que foi mal pensado, do meu ponto de vista, foi o programa de preparação, aprovação e ratificação do Tratado. Imagine que Malta, por exemplo, não ratifica. Vai tudo por água abaixo.
É incrível que ninguém, ao que parece, tenha pensado nisso. Ou, se pensou, não vingou.
Há, realmente, uma cláusula de negociação de saída que é uma espécie de válvula de segurança: quem não se sente bem, sai.
Caso contrário, a UE seria sempre o bode expiatório dos desaires locais; os políticos veriam a UE como o Alberto João vê Lisboa.
Não percebo, francamente, a sua posição: é completamente diferente perguntar ao país em referendo se concorda com o texto de um tratado só acessível a poucos, e que geraria a maior confusão demagógica, de uma questão simples como esta: Concorda ou não com a permanência de Portugal na UE?
Aí sim, a discussão seria clara, porque as diferentes partes teriam de convencer as vantagens e inconvenientes em permanecer ou não, e não a discussão de um articulado complexo.
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De qualquer modo parece-me que o Arte da Fuga está de parabéns, pois tanto Vital Moreira como José Sócrates parece estarem atentos ao que aqui se escreve...
Tuesday, October 23, 2007
POCKER
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Os que defendem o referendo sobre o Tratado de Lisboa já experimentaram lê-lo? E acham que algum cidadão comum consegue passar da segunda página? Não será tempo de deixar de brincar aos referendos?
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COIMBRA, UMA LIÇÃO DE BOÉMIA
Monday, October 22, 2007
DANTES E AGORA
agora "Essa é de Procurador-Geral Pinto Monteiro!"
A EUROPA COMO PROJECTO
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Caro Prof. David Justino,
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Sunday, October 21, 2007
AREIA NOS OLHOS
Saturday, October 20, 2007
A GRANDE ILUSÃO
PARABÓLICA
Alguém me explica porque é que tem de haver um acordo?
Se o acordo tinha de ser obtido em Lisboa ou não, pode ser discutível. De qualquer modo a actual configuração da União Europeia exige um contrato, a que chamam Tratado, para poder funcionar.Se esse funcionamento é necessário ou não, depende do ponto de vista do observador. Para mim é, que me confesso europeísta convicto.Convicto de que Portugal tem muitíssimo mais a ganhar do que a perder com a sua adesão à UE.Porque aí é que está o cerne da questão: Queremos ou não queremos ser membros da UE? Esse, sim, é talvez o referendo que falta.Sim ou sopas.Quanto à discussão dos termos do Tratado V. já leu as suas 152 páginas? Acha viável a discussão de um texto tão hermético na praça pública?Meu caro, foi por estas e por outras que os homens inventaram a democracia representativa. Há muitos anos já.
Friday, October 19, 2007
FOI VOCÊ QUE PEDIU UM TRATADO?
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ESTRABISMO LIBERAL
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By a nearly two-to-one margin, Republican voters believe free trade is bad for the U.S. economy, a shift in opinion that mirrors Democratic views and suggests trade deals could face high hurdles under a new president.
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Six in 10 Republicans in the poll agreed with a statement that free trade has been bad for the U.S. and said they would agree with a Republican candidate who favored tougher regulations to limit foreign imports. That represents a challenge for Republican candidates who generally echo Mr. Bush's calls for continued trade expansion, and reflects a substantial shift in sentiment from eight years ago.
Thursday, October 18, 2007
OS PORTUGUESES SEGUNDO OS ALGARISMOS : ENFERMEIROS
OS TRABALHOS DO GOVERNADOR
Wednesday, October 17, 2007
QUARTA REPÚBLICA

O espaço FNAC foi pequeno para acolher tantos convidados. Ainda que se submetendo, de vez em quando, à tradição do texto em papel, a blogosfera ganha dia dia maior reconhecimento da opinião pública em geral e dos geralmente mais bem informados em particular.
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Parabéns ao Quarta República! E muitos anos de vida!