- Se chove???
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Correl . - Amazon versus Alibaba
Alibaba versus Amazon
Palavras cruzadas para entreter a viagem. "Não há questões filosóficas, há questões de linguagem." - Wittgenstein "Insanity is doing the same thing over and over again, expecting different results" - Albert Einstein
Calculam os holandeses que o custo médio será de cerca de três cêntimos por quilómetro percorrido, estando previstos aumentos de preços em determinados horários ou percursos mais disputados. O novo modelo de tributação prevê ainda um agravamento faseado dos custos ao longo dos próximos anos. Em 2018, o preço médio do quilómetro será de 6,7 cêntimos. O ministro dos Transportes holandês garante que o objectivo não é arrecadar receita mas antes gerir a utilização das estradas e a protecção do ambiente de forma mais eficiente.
Em Portugal o Governo disse que iria avançar com 'chip' nas matrículas mas as oposições, em maioria na AR, opõem-se. Como era previsível, desde o momento em que deixou de existir uma maioria na AR a suportar o Governo e o PM entendeu nada fazer para, realmente, dispor dessa maioria, nenhuma reforma estrutural avança e as que tinham chegado a meio do caminho recuam.
Ninguém sabe, ou ninguém se entende, acerca das políticas que poderão safar Portugal da situação de crise endémica em que caiu há mais de uma década. Políticas que nunca poderão ser populares porque se o pudessem ser há muito que estariam em vigor. Políticas com pontos de apoio diversos, porque nunca existirá só uma que, só por si, possa mobilizar os portugueses de modo que não se atrasem ainda mais no pelotão europeu, onde nos integrámos há 23 anos pouco conscientes das exigências da corrida.
Ouve-se e lê-se frequentemente que Portugal só sai desta crise prolongada se aumentar a sua produtividade, condição sine qua non para aumentar a sua competitividade e reequilibrar as suas contas. A produtividade, por sua vez, contudo, pressupõe que se conjuguem vários factores propícios. Um deles, inquestionavelmente, é a criatividade. Temos de ser diferentes em muitas coisas para superar os nossos handicaps naturais. Mas a diferença implica, por sua vez, capacidade de adaptação à mudança. Quem segue o rebanho não pode deixar de borrar os pés.
Os holandeses, que não têm, nem de longe nem de perto, os problemas com que, colectivamente, nos confrontamos demonstram que, mesmo os seguem à frente, não descuram a necessidade de mudanças. Até nas suas bicicletas, uma coisa que em Portugal já quase só é vista numa esfarrapada Volta Portugal.