Wednesday, September 20, 2017

HÁ CÃES QUE LADRAM E MORDEM

Mr. Trump discursou ontem pela primeira vez na Assembleia Geral da ONU.
E voltou a atirar ameaças em vários sentidos: Coreia do Norte, Venezuela, Cuba, Irão, acusando, de passagem, Obama de um mau negócio, mas foi o monarca ditador da Coreia do Norte (Trump alcunhou-o de Rocket Man) o principal alvo da sua incontinência verbal: "A prioridade da política externa da América é, se for necessário, a destruição da Coreia do Norte", o mesmo é dizer, um ataque nuclear que eliminará 25 milhões de pessoas. 
Ouvindo isto, os representantes da Coreia do Sul e o Japão - cf. aqui - "mostraram-se nervosos e surpreendidos". E não é caso para menos. Ainda hoje, amanhã, ou daqui a uns dias, o "Rocket Man" responderá a Trump no mesmo registo e lançará mais um rocket que, eventualmente, propositadamente ou por engano*, pode cair onde Mr. Trump espera que caia para carregar no botão que "destruirá a Coreia do Norte".

Só por inconsciência do potencial das ameaças dos stocks crescentes e crescentemente dispersos do arsenal nuclear se pode pensar que, se esse potencial não for eliminado, um dia, Trump e Kim Jong-un, ou outra parelha semelhante, não eliminarão a espécie humana. 

Ao lado de Trump, o Secretário-Geral António Guterres disse o que Trump queria ouvir - aumentar a eficácia da ONU, reduzindo-lhe os custos - e o que não queria: a ameaça nuclear (desde a Guerra Fria que as ansiedades globais não são tão elevadas), o terrorismo (as ameaças de mão pesada são contraproducentes), as alterações climáticas, a desigualdade e globalização injusta, a dark web (o lado negro da inovação e da tecnologia) as migrações e os refugiados. 

Trump esteve ao nível a que habituou o mundo. Abaixo seria impossível.


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Correl . 

"Ex-tenente-coronel Petrov tinha tudo para começar um ataque nuclear da União Soviética contra os Estados Unidos. O ex-soldado soviético responsável por ter impedido que o mundo entrasse numa guerra nuclear em 1983, durante a Guerra Fria, morreu aos 77 anos. Stanislav Petrov morreu em Moscovo a 19 de maio, mas apenas agora a sua morte foi anunciada. Petrov estava destacado no posto de comando soviético Serpukhov 15 a 26 de setembro de 1983 quando os monitores e painéis mostraram que os Estados Unidos acabavam de realizar um lançamento de mísseis. Na altura o tenente-coronel com 44 anos tomou a decisão de ignorar o alerta do sistema, que acabou por revelar-se um erro dos computadores. O ex-militar tinha todos os motivos para alertar os superiores sobre o ataque, o que faria com que a União Soviética retaliasse, lançando também mísseis. Isto poderia ter sido o início de uma guerra nuclear."aqui


Monday, September 18, 2017

ÁGUA NA FERVURA


No El País de hoje pergunta-se "¿Por qué España ha perdido tanto dinero con el rescate bancario y otros países no?

E Portugal?
Segundo dados calculados pela Comissão Europeia Portugal, terá perdas de cerca de 7% do PIB no resgate ao sistema bancário, um valor muito superior ao de Espanha (4,3% do PIB), muito mais que a média dos custos suportados pelos 28 países da UE (1,5%) e  mais de três vezes e meia que na euro zona (1,9%). 
Pior que Portugal, a Irlanda (17%), Grécia (15,6%), Eslovénia (13,3%), Chipre (10,7%)

Valores provisórios que, tudo leva a crer, no caso de Portugal virão a ser substancialmente agravados considerando as situações em litígio ou ameaça de litígio, com destaque para o caso BES.

Para o articulista do El País, a opinião generalizada dos economistas vai no sentido de apontar, em Espanha  a culpa de tantas perdas à "la tardanza en reaccionar y la profundidad de la crisis promotora e inmobiliaria" .
Por cá, também durante muito tempo políticos e banqueiros, incluindo o Banco de Portugal, insistiram no convencimento da opinião pública que o sistema estava sólido e não havia bolha imobiliária em Portugal. 
Não diziam a verdade.

Mesmo hoje, depois do suporte dado pelos contribuintes à quase totalidade dos bancos, o sistema não está sólido, e, avisa o FMI no World Economic Outlook divulgado em meados de Julho, "há um legado de problemas por resolver no sistema bancário europeu, em particular nos bancos italianos e portugueses". É certo que a colocação, a semana passada,  pela Standard and Poor´s, do rating da República Portuguesa  fora da zona de lixo, irá reduzir os juros nas contas públicas e particulares, e ouviu-se esta manhã o ministro das Finanças reafirmar a redução da dívida pública para 127,9% no fim do ano.
Assim seja. Mas mesmo que assim seja a dívida ainda se manterá em níveis elevados relativamente ao PIB (dos mais elevados do mundo) e extremamente sensíveis às taxas de juro, que não se manterão para sempre a rasar o zero.

De braço dado e punho esquerdo erguido os camaradas Jerónimo de Sousa e Arménio Carlos andam desassossegados com a "ditadura do défice e da dívida" e, coerentemente, continuam a repudiar os ratings mas a aproveitar a folga dada pela S&P.
No actual contexto político, contudo, as ameaças subsistem mais do lado da banca que do político partidário.
Pelo menos é assim que nos vêm os outros. E isso conta, ainda que o PCP e seus satélites continuem a pregar o contrário.
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Correl . - (19/09)
Recapitalização da CGD deve ir toda ao défice A posição preliminar do Eurostat defende que toda a recapitalização da CGD deve ter impacto no défice. As autoridades nacionais discordam e enviaram novos argumentos para tentar evitar um impacto que colocaria o défice acima dos 3% do PIB. (19/09)

Parlamento volta a debater a sustentabilidade da dívida

Casalinho e PS divergem no alongamento da maturidade da dívida

Rússia prepara resgate de mais um banco (20/09)

Saturday, September 16, 2017

PELO DIREITO À ABSTENÇÃO*

É incontroverso que o futebol, enquanto fenómeno de excepcional excitação popular, é, de longe, muito mais mobilizador das apetências dos portugueses que os problemas da governação, central ou local, do país.
Desta concorrência resulta, necessariamente, o decréscimo da participação eleitoral se houver eleições em dias de jogos. Será esse decréscimo relevante para os resultados finais?

Parece que não.
Muitos correlacionam democracia com participação eleitoral e, inversamente, menos democracia com aumento de abstenção eleitoral.
Sabemos que não é assim.
As participações eleitorais mais elevadas observam-se geralmente em regimes não democráticos ou de menoridade democrática. Por outro lado, em democracias maduras, a abstenção é geralmente elevada, aproximando-se não raramente dos 50%. 

O voto é um direito não é uma obrigação. A abstenção é, implicitamente, um direito, o direito de não votar, e não uma falha cívica.
A imposição de voto, legal ou dissimulada, é uma afronta aos direitos dos cidadãos.
Se um cidadão prefere ausentar-se da sua área de residência, onde é suposto poder (não, dever) votar, para assistir a um jogo de futebol, ou outra actividade qualquer, ninguém pode negar-lhe esse direito ou sequer recriminar a sua abstenção eleitoral.
Inversamente, a participação forçada, por qualquer meio, ainda que subtil, constitui uma denegação desse direito.
Ocorre-me, a este propósito, o transporte de pessoas debilitadas para as assembleias de voto, transformadas em eleitores geralmente inconscientes do sentido do voto que previamente lhes indicaram.

Nos EUA e no Reino Unido as eleições são realizadas em dias de trabalho e não existem incentivos (dispensa de trabalho, p.e.) para votar.**
Vota quem quer votar, quem está (ou pensa que está) consciente das consequências do seu voto. A abstenção é geralmente elevada mas não é assunto que classifique o nível democrático.

Tem o nível de abstenção influência nos resultados finais?
Em democracias maduras, não.
É facilmente demonstrável que, estatisticamente, uma amostra de 50% é mais do que suficientemente representativa do conjunto total de eleitores.
Se todos votassem os resultados corresponderiam ao padrão votante. 
É verdade que por um voto se ganha e por um voto se perde, a democracia determinada pelo voto popular não é um sistema perfeito mas, como dizia o outro, é o pior regime com excepção de todos os outros. 

Resumindo: O futebol (como a missa ...) influencia a participação eleitoral? Sim.
Daí resulta um enviesamento da genuinidade dos resultados? Não.


Salvo melhor opinião.

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* Comentário colocado aqui
** Ressalva-se a possibilidade de os eleitores norte-americanos depositarem o seu voto antes do dia das eleições. 

Friday, September 15, 2017

REPUXOS ELEITORAIS


Em Sintra.
Os repuxos estavam secos e apagados, esquecidos das funções há muito tempo. Ressuscitaram há dias. Num (na rotunda junto dos parques de autocarros e automóveis ) para além dos repuxos, luminosos à noite, verdejou-lhe a relva coroada de petúnias (ou de impacientes?). No outro, na rotunda da Avenida Heliodoro Salgado, segundo se lê aqui, foram feitas obras de reabilitação do repuxo, que já repuxa.

A cena repete-se de quatro em quatro anos: as ruas e as rotundas são encharcadas de cartazes com as fronhas dos candidatos, as obras multiplicam-se apressadamente, a tempo de pescarem os recandidatos os votos suficientes que os manterem nos cargos.

Este ano a generalidade dos candidatos às presidências municipais fez-se retratar com os candidatos a presidentes das freguesias, e, em alguns casos, com os candidatos às presidências das assembleias municipais. É uma enxurrada de cartazes a conspurcar o ambiente, a distrair, por vezes a dificultar, a visão dos automobilistas, mas a animar a indústria publicitária.

Ainda a propósito destes repuxos, que por obra e graça das eleições autárquicas voltam a dar, provavelmente por pouco tempo, sinais de vida, ocorre-me uma dúvida acerca de a quem atribuem os votos aqueles que ficarão encantados pelos repuxos:  à Câmara ou à Junta de Freguesia do sítio?
Eleitos em listas separadas, os executivos municipais podem não coincidir, e muitas vezes não coincidem, em programas partidários com os executivos das juntas de freguesia. A quem pertence o mérito de repor um repuxo a repuxar? À Câmara ou à Junta?

Numa altura em que, do meu ponto de vista, mal, o primeiro-ministro entende que a eficiência da administração local se reforça com transferência de competências para as juntas de freguesias, é importante perceber até onde vai a responsabilidade, e portanto o mérito ou demérito, dos executivos camarários e os das juntas, uma vez que estas não são nomeadas pelas câmaras nem são, em muitos casos, da confiança da maioria partidária daquelas.

Esta confusão de responsabilidades é sobretudo muito evidente quando, como é o caso que deu azo a este apontamento, há coincidência entre o domínio territorial da sede municipal e o das juntas que se inscrevem nesse domínio.
Quem deve ser penalizado ou premiado pela apreciação do trabalho de quem cuida ou não cuida do repuxo? A Câmara ou a Junta? E o corte da relva? E os problemas de trânsito? E a sujidade das ruas?
E os buracos das ruas? E Et cetera?

Em resumo, repito: para que servem e quanto custam as Juntas de Freguesia?
Poucos portugueses, relativamente poucos, saberão responder, salvo se por insofrido ânimo partidário ou bairrismo frenético as considerarem inexplicavelmente imprescindíveis.

Thursday, September 14, 2017

E QUEM CORTA A RELVA?


- Tanto cara por aqui em placard, vai haver eleição presidencial?
-  ...
- Autárquicas? 
- ...
- Ah, já entendi ... Nós lá chamamos de prefeitura. O povão elege o prefeito e os vereadores, e as subprefeituras são nomeadas pelo prefeito. Aqui quantos concorrem?
- ...
- Tantos? É muita gente. 


É bem bonito, sim senhor! Muito jóia! Mas não tem cuidado a relva nem os buxos, não. 


- E qual destes caras não corta relva?

A UVA DA MINHA VIZINHA















é sempre maior que a minha (meio metro, um quilo e meio ... )

em maçãs peço meças

SUJEIRA LUSO DESCENDENTE

...

"Medina fez dois bons negócios com casas em Lisboa . Autarca vendeu apartamento com ganho de 36% em dez anos. E comprou um duplex de luxo por menos 23% do que a vendedora tinha pago, também há dez anos. Medina diz que vendeu pelo preço que pediu e que comprou pelo preço que lhe pediram." aqui

"Câmara do Porto alega fraude e tenta anular compra dos terrenos da Selminho.  Município liderado por Rui Moreira reclama no tribunal posse de terrenos na Arrábida registados em nome da família de Rui Moreira. Selminho adquiriu-os na sequência de uma alegada apropriação fraudulenta." aqui

"Caso Tecnoforma arquivado. Relvas espera pedidos de desculpa. O caso remonta aos anos de 2002 a 2004. Em causa estava a atribuição de fundos comunitários à empresa onde então trabalhava Passos Coelho, mas parte dos factos já tinham prescrito quando foram conhecidos."aqui

"Comandante da Protecção Civil fez o curso quase todo por equivalências . Rui Esteves já era comandante distrital da Protecção Civil quando se licenciou. Ao longo de quatro anos no cargo pediu equivalências, por experiência e cursos de formação, em 32 das 36 unidades curriculares."aqui
...

- Que te parece isto?
- Olha, a sujeira de cá é parecida com a sujeira de lá. Só que a de lá é um pouco maior. 
Me sinto como em casa. 

Saturday, September 09, 2017

260 ANOS DEPOIS




 "São as lésbicas que provocam os tufões, como o Irma e o Harvey? Deus sabe.
Rush Limbaugh (comentador televisivo, conservador evangélico) - Agosto 2017

O tufão Harvey é o julgamento divino da América
Jim Bakker (pregador televisivo, cristão evangelista) - Agosto 2017

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"Aprende, Oh Lisboa, que os destruidores das nossas casas, palácios, igrejas, e conventos, a causa da morte de tantas pessoas e das chamas que devoraram vastos tesouros, são os pecados abomináveis, e não os cometas, as estrelas, vapores e exalações, e outros fenómenos naturais." -
Padre Gabriel Malagrida - Juízo da verdadeira causa do Terramoto, 1756 


"Após o terramoto que destruiu três quartos de Lisboa, não descobriram os homens mais sensatos do país uma solução mais eficaz para prevenir a destruição total do que proporcionar ao povo um esplêndido auto-de-fé. Foi então decidido pela Universidade de Coimbra que um infalível segredo para prevenir terramotos seria queimar lentamente, numa grande cerimónia,  a vista de várias pessoas" - Voltaire - Candide - 1759

Thursday, September 07, 2017

MAIS UM VEÍCULO MAL PARADO


Soube-se hoje - vd. p.e. aqui que 

"O Governo chegou a acordo com a CGD, o BCP e o Novo Banco para resolver o problema do crédito malparado empresarial que está a contaminar o sistema financeiro. Uma solução que vai envolver a Instituição Financeira de Desenvolvimento, vulgarmente designada de banco de fomento, como uma das fontes financiadoras do mecanismo. A solução encontrada visa melhorar o balanço dos bancos e impedir que empresas em dificuldades, mas viáveis, acabem liquidadas. ... 
Na prática, o veículo terá a figura de um Agrupamento Complementar de Empresas (ACE) que será criado pelos três bancos e ficará responsável pela recuperação dos activos problemáticos e sua possível comercialização... 
Dos cerca de 30 mil milhões de euros de crédito malparado contabilizado pelo sector bancário, apenas metade está devidamente provisionado, com o restante valor a necessitar de limpeza: 4,5 mil milhões estão no Novo Banco, quatro mil milhões estão na CGD, mais de três mil milhões estão no BCP e cerca de dois mil milhões no Montepio. E deste bolo à volta de 30% resultam de uma exposição a empresas afogadas em dívidas."

Em resumo: salvo uma outra excepção, os bancos portugueses (a designação é imprecisa mas é de uso comum), depois das recapitalizações feitas com ajudas públicas, continuam com os balanços rotos por calotes que não conseguem cobrar, e dos quais apenas cerca de metade se encontra provisionado, isto é, já reconhecido nos resultados.
Como, tal como estão, ficam os bancos mal na fotografia, depois de ter sido posta de parte a hipótese de um veículo chamado banco mau (como se houvesse bancos bons ...) o Governo observou que tinha na cartola um nado-morto e, helás!, sacou dele e transformou-o em veículo para carregar com os calotes dos bancos e fazer aquilo que os bancos não conseguiram fazer.
Nada de novo. Com outros nomes, veículos destes há vários mal parados. 
Desta vez chama-se, vulgarmente, ironicamente, Banco de Fomento...  
Vai haver perdas, enormes perdas.
Quem as suporta?

Pois é. 

Sunday, September 03, 2017

A BOMBA DO DIA


O ditador norte-coreano continua divertir-se com a ameça de uma guerra nuclear.
Soube-se esta manhã* que a Coreia do Norte detonou uma bomba de hidrogénio com uma potência destruidora cerca sete vezes superior aquela que destruiu Hiroshima há 72 anos causando 250 000 vítimas entre mortos e feridos. 
Uma bomba com estas características pode, segundo as notícias, ser acoplada a um míssil capaz de atingir o continente norte-americano.

Objectivamente, já se anotou antes, o ditador norte-coreano acaba por ser, continuando Trump a atirar bujardas tuitadas em todos os sentidos, o chapéu mais consistente do funâmbulo instalado na Casa Branca. 
Se, um dia destes, o atrevimento do monarca absoluto em Pyongyang ultrapassar os limites do tolerável pela ainda indiferença do mundo livre, quem se atreverá a impedir que o funâmbulo desencadeie o holocausto nuclear?

A sobrevivência da espécie humana está, cada vez mais, por um fio.

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*
"North Korea sharply raised the stakes Sunday in its standoff with the rest of the world, detonating a powerful nuclear device that it claimed was a hydrogen bomb that could be attached to a missile capable of reaching the mainland United States.
Even if Kim Jong Un’s regime is exaggerating its feats, scientific evidence showed that North Korea had crossed an important threshold and had detonated a nuclear device that was vastly more powerful than its last — and almost seven times the size of the bomb that destroyed Hiroshima. -  aqui 

Saturday, September 02, 2017

CHEGOU, VIU E MENTIU





President Trump visited Texas on Tuesday and claimed he was in the thick of things.

...  don't forget the bigger picture: https://www.theguardian.com/us-news/ng-interactive...

Friday, September 01, 2017

O CALCANHAR DE CENTENO 2


O Banco de Portugal divulgou hoje aqui a evolução recente da Dívida Pública até ao fim de Julho.
Voltou a aumentar, rondando agora os 250 mil milhões.
Líquida de depósitos, a DP era de 230,3 mil milhões, 
Nuno Carregueiro do JN online volta a expressar aqui, em gráficos muito elucidativos, a evolução desse crescimento, que parece imparável. Parece ou é?
Enquanto a taxa de crescimento económico nominal for inferior à taxa média de remuneração da dívida, e é essa a situação previsível até ao fim do ano, cifrando-se a diferença em mais de um ponto percentual, a dívida em relação ao PIB continuará a subir, salvo se o saldo primário fosse suficientemente positivo para pagar a factura dos juros e amortizar dívida. Mas não vai ser.

Mas o ministro M Centeno afirmou, cf. aqui, que a dívida pública irá baixar até ao fim do ano dos actuais 132 vírgula umas décimas para os 127,9% estimados pelo Governo. 
A evolução da DP relativamente ao PIB é a prova ácida da gestão das finanças públicas, sobretudo quando, como é o caso, os níveis atingidos tornam a sua contenção muito dependente de factores externos.
Para que a relação entre a Dívida Pública e o PIB seja reduzida em cerca de 4,5 pp até ao fim deste ano (de eleições autárquicas) forçoso se torna que o ministro tire da cartola um extraordinário par de coelhos. Aliás, nada que não tenha sido recurso recorrentemente usado pelos vários governos, umas vezes por indisciplina grossa na gestão das finanças públicas outras, sobretudo desde 2008, porque as colisões bancárias têm provocado, e continuam a provocar, grossos rombos nos cofres públicos.

" ... a pressionar em alta (o endividamento público em Julho) também esteve o "acréscimo de empréstimos no montante 0,1 mil milhões de euros, resultante do aumento de empréstimos junto de bancos residentes, com destaque para o acordo assinado entre o Estado e o Banco Santander Totta respeitante aos contratos de derivados com empresas públicas de transportes (2,3 mil milhões de euros)" - cf. aqui.


Como é que M Centeno vai descalçar esta bota?

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Correl . Hoje às 21,40 - Depois da Fitch, ontem foi a Moody’s a pôr a dívida em outlook positivo”. Agência só quer menos défice e dívida, e retoma ampla. - cf . aqui

Thursday, August 31, 2017

MAIS DÍVIDA E BOLAS FORA

O Prof. Cavaco Silva foi a Castelo de Vide dar aula na "universidade de verão" do PSD.
Sobre a intervenção do anterior PR publicou ontem o DN online, aqui, uma reportagem que, a avaliar pelo título - Cavaco arrasa Governo e faz críticas veladas a Marcelo -, destaca as afirmações mais contundentes do professor.

E o que disse CS de tão arrasante?
Além do mais, que são trocos quando as questões fundamentais para a opinião pública são outras, destacou "que a realidade acaba sempre por derrotar a ideologia" para convocar Alexis Tsipras a testemunhar que "depois de uma certa bazófia inicial, correu com Varoufakis [o seu primeiro ministro das Finanças], pôs a ideologia na gaveta e aceitou negociar um terceiro resgate ainda mais duro". Conversa requentada.

Era preciso invocar a subjugação à troica para realçar a inevitabilidade de políticas de contenção da despesa pública? Não era.
O ex-PR poderia abordar essa inevitabilidade salientado a progressão até agora indomável da dívida. 
E a ameaça que esse monstro representa se as tendências dos mercados financeiros, por natureza instáveis, um dia destes se invertem, e os juros se tornam insustentáveis mesmo se a economia se espevita. 

Os indicadores económicos mais recentes divulgados pelo INE* são animadores, o Negócios online titula um artigo sobre o tema - O INE reviu em alta o crescimento económico do segundo trimestre do ano para 2,9%, o valor mais elevado em quase 17 anos. - que deve empolgar o Governo mas que não é indicativo de que os problemas estão resolvidos e a crise financeira ultrapassada. Bem longe disso, Portugal ainda não recuperou os níveis do PIB observados antes da crise de 2008. 

O ex-PR poderia ter voltado ao palco político como professor mas deu-lhe a veneta para o discurso partidário. 
31 de agosto de 2017
A taxa de desemprego de junho foi de 9,1% - Julho de 2017
30 de agosto de 2017
Índice de Produção Industrial acelerou - Julho de 2017
30 de agosto de 2017

Tuesday, August 29, 2017

BOMBEIRAL MISERABILISMO

O Público de hoje destaca na primeira página a indignação dos bombeiros pela escassez e falta de qualidade dos alimentos, pelos atrasos na sua distribuição. As queixas dos bombeiros duram há dois meses e só ontem o MAI deu ordem para abertura de inquérito- cf.  aqui
Juiz em causa própria, observa, e com razão, o presidente da Liga dos Bombeiros Portugueses, afirmando, vd. aqui não reconhecer isenção à Autoridade Nacional de Protecção Civil.  
A ANPC está, notoriamente, desprestigiada.
O artigo do Público é transcrito, sem comentários no "Vida de Bombeiro".
Há um ano, o Observador descrevia "Como é que é ser bombeiro em Portugal"

Só não entende quem não quer entender: o combate a incêndios florestais será cada vez mais uma guerra antecipadamente perdida se continuar a depender fundamentalmente do voluntariado bombeiro. 

Do João M. A. Soares,  engenheiro sivicultor com uma longa carreira em gestão florestal, publicou o Público, na sua edição de 25 deste mês, um artigo que transcrevo a seguir, que deveria merecer a maior atenção daqueles que, no Governo e na Oposição, podem e devem enfrentar os bloqueios que até agora têm  determinado a inércia que, por interesse, ignorância ou conivência, tem feito crer que continuando a utilizar os mesmos meios e os mesmos processos se poderão obter resultados diferentes. 

Às propostas do engenheiro João M.A. Soares apenas juntaria uma - aquela que envolveria as forças armadas no esforço de ganhar uma guerra que todos os anos fustiga o país, progressivamente desertificado. Sobre este tema anotei aqui: é para mim inexplicável a ausência das forças armadas no combate aos fogos florestais.

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A prevenção nos fogos florestais - João M. A. Soares

Na sequência da trágica ocorrência do fogo de Pedrógão Grande e após a imprensa ter cumprido o seu dever de procurar não deixar esquecer este assunto, tornou-se difícil aos “responsáveis” fazer como de costume: esperar que as primeiras chuvas de Outono atirem o assunto para o esquecimento até à Primavera seguinte. Nessa altura apresentar-se-ia, mediaticamente, o “dispositivo de combate” e o Governo (como todos eles) afirmaria que “o país está preparado”. A partir daí… seria esperar que o S. Pedro ajudasse…
Parece que, finalmente, e à custa de mais umas dezenas de vítimas mortais, há condições para exigir mais e diferente.

Mais:
 i) Colocar verbas (não cativáveis) no Orçamento de Estado de 2018 de forma a iniciar-se uma corajosa caminhada que conduza à profissionalização dos bombeiros/sapadores florestais
ii) Avançar sem hesitações para estímulos fiscais que conduzam (e premeiem) a gestão florestal agrupada, com escala física e tecnicamente enquadrada;
iii) Usar prioritariamente os dinheiros comunitários elegíveis para a prevenção dos fogos florestais (e afins) em colaboração íntima com as Associações de Produtores Florestais (APF’s), deixando de dar prioridade às autarquias e aos quartéis dos bombeiros;
 iv) Introduzir na utilização dessas verbas ratios que coloquem finalmente a prevenção à frente do combate.

Diferente
i) Retirar o poder autárquico da elaboração dos processos de contra-ordenação das coimas por práticas perigosas no período estival (queimadas, foguetes e semelhantes) e dar publicidade local às autuações feitas pelas diferentes autoridades (GNR e outras);
ii) Impedir o licenciamento de novas construções em zonas florestadas ou exigir, no acto e por contrato, a garantia da instalação e manutenção de faixas (já hoje previstas) sem arvoredo; 
iii) Estabelecer uma Rede Nacional de Postos de Vigia, operados pelas autarquias; 
iv) Activar a vigilância aérea permanente e aleatória dos territórios de risco (e dos outros) a partir de pequenos helicópteros - tripulados por um piloto e um elemento da GNR - capazes de aterrar no local e de passar a respectiva coima; 
v) Oferecer fortes estímulos mecenáticos às empresas que patrocinem/financiem este novo tipo de vigilância; 
vi) Criar nos momentos e locais adequados, “períodos temporais de paisagem sem fogo” cuja transgressão seja draconianamente punida em processos sumários; 
vii) Treinar de forma profissional os Sapadores Florestais, os membros dos GIPS (Grupo de Intervenção de Protecção e Socorro) da GNR e o que resta da Guarda Florestal para fazerem uso de contrafogos (e para utilizarem o fogo controlado fora da época estival); 
 vi) Dotar os técnicos das APF’s de autoridade policial (como sempre se fez com os guardas de caça auxiliares e hoje já está atribuída aos funcionários da EMEL) capacitando-os para intervir e multar em casos de incúria ou de práticas ilegais relacionadas com o uso e risco de fogo; 
viii) Criar um ranking anual dos Comandantes Operacionais, de forma a valorizar a sua eficácia e o seu saber;
ix) Regressar à recolha e divulgação de estatísticas sobre fogos rurais que distingam clara e inequivocamente as áreas ardidas de povoamentos florestais (por espécies) das áreas ardidas de matos e incultos.

Tendo listado um conjunto de práticas com efeitos de longo prazo e outras de efeito mais imediato, não deixo de defender que em todas elas deveria sobressair o objectivo comum de gerar “vergonha social” a quem provoca, colabora ou não denuncia comportamentos ilegais e socialmente inadmissíveis em matéria do uso do fogo.

A publicitação local do nome dos prevaricadores e um mecanismo dissuasor da reincidência seriam medidas adicionais que sociólogos, partidos políticos e autoridades deveriam poder acordar entre si e de onde a televisão pública não poderia continuar a estar ausente.
Eu sei que muitas das linhas e acções aqui brevemente esboçadas são incómodas e politicamente incorrectas…mas também sei que nisto (e noutras coisas…) estamos a ficar fartos do politicamente correcto e da ideia de que não se pode tocar na malga dos que já hoje comem à mesa do Orçamento do Estado…

Nota: Fui director-geral das Florestas no ano de 1988 (ano em que menos ardeu floresta em Portugal nos últimos 40 anos… porque foi o ano com o Verão mais chuvoso de que há registo nesse período!!!)

Sunday, August 27, 2017

DESTA VEZ NA AMÉRICA


CHUVA DE DIAMANTES


Os astrofísicos já tinham concluído há algum tempo que chove em Urano e Neptuno e que a chuva é de diamantes.
O fenómeno, para nós terrestres, parece bizarro mas, pensando bem, não será tão bizarro quanto isso. 
Neste planeta que habitamos, quando se reunem condições climatéricas favoráveis, das nuvens nem sempre cai chuva, pode cair, além do mais, neve, geada, ... pedras de granizo.

Pensavam os astrofísicos que as extremas altas pressões observadas em Urano e Neptuno comprimiriam os átomos de carbono que formam as atmosferas daqueles planetas provocando a formação e queda de diamantes.  
Faltava aos astrofísicos provar as suas conclusões teóricas.

Não sendo, para já, realizável expedições a planetas longínquos que tragam de volta à Terra uns compensadores carregamentos de diamantes, cientistas dos Estados Unidos, Reino Unido e Alemanha recriaram em laboratório as condições observadas naqueles planetas e conseguiram obter, para já, pequeníssimos diamantes. Em Urano e Neptuno os diamantes terão, calculam os astrofísicos, milhões de quilates. 
Os resultados da investigação foram publicados na segunda-feira, 21, na  Nature Astronomy.
Note-se que diamantes sintéticos já são produzidos, usados e utilizados há muito tempo.
Estes, agora conseguidos, serão sintéticos mas indistinguíveis daqueles que os muitos milhões de anos produziram na Terra. 

Terão, dizem os especialistas, aplicações em instrumentos de alta precisão médica e na electrónica.
Cairão os preços dos diamantes e a fama de que são eternos. 

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cf . - The Telegraph




Saturday, August 26, 2017

O CALCANHAR DE CENTENO

É a Dívida Pública.

Segundo, aqui,
"O responsável pelas Finanças anunciou (ontem) que "a dívida pública em 2017 reduzirá o seu peso no PIB de 130,3% para 127,7%", objectivo que representa uma revisão em baixa de duas décimas comparativamente com os 127,9% estimados pelo Executivo no PE."

Hoje, em artigo mesmo jornal publicado aqui, a partir dos dados do Banco de Portugal, referentes a Junho, divulgados aqui esta semana, visualizam-se os andamentos mais recentes das dívidas das famílias e das empresas, em baixa, e da dívida pública outra vez a subir. 








Conseguirá Centeno descalçar este par-de-botas e aliviar-nos o calcanhar?
Acredite quem quiser.
Ou sinta obrigação disso. 

Friday, August 25, 2017

SIRESP : PARÓDIA OU INTRIGA?


Pelo Público online de hoje ficou a saber-se que

"durante a manhã desta sexta-feira, e pelo menos durante cerca de duas horas, a rede de emergência nacional esteve em baixo nos distritos de Vila Real e Bragança, uma situação que afectou 53 estações do Sistema Integrado de Redes de Emergência e Segurança de Portugal (SIRESP). Desta vez não foram os incêndios, mas tudo por causa de um duplo incidente que envolveu uma grua e tiros de caçadeira. Eventos "não coincidentes", diz a PT em comunicado, mas como aconteceram no mesmo local, estão agora a ser investigados pela Polícia Judiciária ..."

Parece paródia, mas não deve ser porque o assunto SIRESP, se não é sério, tem tido gravíssimas consequências. 
Se não é paródia, é intrigante.

Repare-se na viatura que transporta a unidade móvel (presumo que é real e não foto de arquivo) : não se lhe descortinam mossas por lhe ter caído a grua em cima nem sinais de ter sido alvejada com caçadeira. Segundo a notícia, a intervenção da Polícia Judicária decorre do facto de os dois incidentes, constituindo um duplo incidente, envolvendo dois eventos não coincidentes terem acontecido no mesmo local. Se tivessem ocorrido em locais diferentes a PJ não seria chamada?

Se os incidentes não são coincidentes mas aconteceram no mesmo local, não havendo notícia de estragos materiais nem danos pessoais ou corporais, que incidentes não coincidentes ocorridos no mesmo local, protagonizados por uma grua e uma caçadeira podem ter afectado esta manhã, pelo menos durante duas horas, a rede de emergência nacional nos distritos de Vila Rela e Bragança, afectando 53 estações do Sistema Integrado de Redes de Emergência e Segurança de Portugal?

Só há uma explicação possível: caiu por perto uma grua, um vizinho assustou-se e sacou da caçadeira, a unidade móvel estava ali perto, e tremeu como só uma unidade móvel do SIRESP pode tremer quando ouve falar em fogo. 

Obs. - Conclusão sujeita a revisão consoante novas informações que receber.


Thursday, August 24, 2017

AI WEIWEI


Ai Weiwei volta ao Hirshhorn.
Desta vez para denunciar o totalitarismo que aprisiona a liberdade de expressão
Antes, esta exposição tinha sido apresentada nos EUA, entre Setembro de 2014 e Abril de 2015, vd. aqui, no presídio de Alcatraz.

 

Independependente do mérito artístico de Ai Weiwei, que é grande, a perseguição política a que tem estado sujeito pelo poder instalado em Beijing tem contribuido para projectar o seu trabalho e a seu activismo pela liberdade em todo o mundo, sobretudo nos EUA. 

Pela arte também se confrontam os impérios. 


TRUMP E OS MILITARES


Trump continua a tuitar contra tudo e contra todos. No princípio desta semana ameaçou suspender as actividades governativas porque do Congresso não lhe chega autorização para as despesas com a construção do muro na fronteira com o México.
No Washington Post de ontem afirmava-se aqui que "Os líderes militares estão a ganhar influência junto de membros do poder executivo. Alguns vêem nos generais uma força estabilizadora na Casa Branca, outros temem a intromissão nas responsabilidades das autoridades civis".

"É a primeira vez na época moderna que um reduzido número de gente fardada exerce tamanha influência junto do chefe do executivo", segundo um antigo director da CIA que trabalhou para seis administrações.

"High-ranking military officials have become an increasingly ubiquitous presence in American political life during Donald Trump’s presidency, repeatedly winning arguments inside the West Wing, publicly contradicting the president and even balking at implementing one of his most controversial policies.
Connected by their faith in order and global norms, these military leaders are rapidly consolidating power throughout the executive branch as they counsel a volatile president. Some establishment figures in both political parties view them as safeguards for the nation in a time of turbulence."

Como numa república das banananas.
Sem bananas, se não se importam.


Wednesday, August 23, 2017

V E R G O N H A !


Quando, em vários apontamentos colocados neste bloco de notas, questionei a, para mim inexplicável, ausência dos militares portugueses no combate aos fogos florestais, estava longe de ter conhecimento da presença em Portugal, há dois meses, de militares espanhóis. 
É, portanto, para mim surpreendente só agora saber-se, através do Público online - aqui -, que há

"Centenas de militares e veículos espanhóis no combate aos fogos em Portugal
Membros de unidade das Forças Armadas operam há dois meses no nosso país. Meios aéreos do país vizinho já fizeram 525 horas de voo e 1814 descargas de água. Neste momento existem 20 aeronaves espanholas em Portugal."

Eu não sabia da presença de militares espanhóis no combate aos fogos florestais em Portugal mas, pelo que facilmente se deduz das notícias saídas há dias - vd. aqui, cit. aqui, os militares portugueses também não sabiam, foram surpreendidos com a presença de militares espanhóis em Pedrógão Grande e o ministro da Defesa não esclareceu a situação.

Que haja militares espanhóis a fazer em Portugal aquilo que os militares portugueses deveriam fazer não tem outro nome mais brando: É uma vergonha!

Que os militares portugueses não soubessem dessa presença e o ministro da Defesa não tenha prestado esclarecimentos aos meios de comunicação social (pelos vistos também eles desastradamente distraídos) é inconcebível. 

Que os deputados da Comissão Parlamentar de Defesa tenham manifestado ao Expresso estranheza "pela presença de veículos militares espanhóis em Pedrógão Grande, em Junho, e levantaram dúvidas sobre a sua legitimidade, tendo dito ainda que foi evidente a surpresa e desagrado de elementos militares portugueses ao depararem-se com a presença espanhola" só pode ser enredo de tragicomédia.

No mínimo, se os comandos militares são, ao que parece, inamovíveis, pelo menos o ministro da Defesa deveria demitir-se. 
Por que não?



OTHELLO


Direcção excelente.
Excelente desempenho dos actores.
Cenário minimalista.
Um espectáculo inesquecível.

Quando a erupção do racismo precipita convulsões sociais nos EUA, que o presidente não tenta apagar mas, pelo contrário, inflama, Othello é um rebate em verão escaldante.

GÉNIO OU LIXO?




UK
(entre 3000 e 2000 AC)









Carhenge (1987)
(Nebraska - USA)





Anteontem, a propósito do eclipse solar, total numa faixa que atravessava os EUA , o Washington Post recordou aqui Carhenge, uma réplica de Stonehenge, imaginada em 1987 feita com carroçarias de automóveis.
Objecto de admiração e chacota, Carhenge tornou-se uma atracção turística imperdível. 
Para quem goste.