O sucesso do negócio de cada pastor depende da capacidade de convicção das suas palavras.
Thursday, August 15, 2024
CAPITALISMO RELIGIOSO
O sucesso do negócio de cada pastor depende da capacidade de convicção das suas palavras.
Friday, January 05, 2024
POSTAL DE UM PAÍS COMUNISTA
Um tribunal chinês aceitou esta sexta-feira o pedido de falência do Zhongzhi Enterprise Group, um dos maiores gestores de fortunas privadas do país.
"Este tipo de entidades, que funcionam como bancos apesar de não o serem,
são pouco reguladas: recorrem às poupanças das famílias para oferecerem
empréstimos e investirem em imobiliário, entre outros ativos. De acordo
com a Bloomberg, nos últimos anos, o Zhongzhi Enterprise Group aumentou
o financiamento a promotores imobiliários em dificuldade, numa
altura em que o setor na China enfrenta graves problemas de liquidez."
Friday, April 22, 2022
PARA QUE LADO FICA O PENSAMENTO DE SENTIDO ÚNICO?
"Aparentemente agora estamos em guerra com o mundo inteiro, como na Segunda Guerra Mundial. Toda a Europa está contra nós. Nunca gostaram da Rússia", disse Minnekaev, comandante do Distrito Central do Exército.
Miguel Sousa Tavares desabafava aqui, no Semanário Expresso da semana passada, que se sentia sufocado com os comentários contraditórios suscitados pelas suas suas posições (foram várias, evoluindo semanalmente) relativamente ao arrasamento da Ucrânia e, pateticamente, repetiu cinco vezes, entre cada parágrafo do seu texto:
- A invasão e a guerra que a Rússia levou à Ucrânia não têm justificação. Os massacres e os assassínios deliberados de civis não têm perdão.
Sousa Tavares podia ter ficado por aqui mas (sempre o mesmo renitente mas) repetiu, evoluindo nos repetidos argumentos, razões que o levavam a considerar que, se a guerra que a Rússia levou à Ucrânia não têm justificação, havia razões ... e explanava razões que, queixava-se ele, eram alvo de contraditórios sufocantes que, do seu ponto de vista, não são admissíveis num país de liberdade de expressão.
Não foi o único, houve e ainda há muitos outros, a apontar o dedo acusador aos discordantes. Condenam, sim, mas ...
No
Expresso Semanário deste fim-de-semana, Sousa Tavares não voltou ao
assunto, mas Francisco Mendes da Silva, que escreve ao sábado no
Público, - aqui - não deixou cair a acusação de falta de liberdade de opinião, nestes termos
Miguel Sousa Tavares sente-se sufocado por mim. Sim, parece caricato que o maior produtor de opinião livre da democracia portuguesa, talvez o jornalista mais icónico da nossa televisão e imprensa, um dos polemistas mais “lá de casa” da nossa vida colectiva em liberdade, se sinta sufocado pela opinião dos outros, mais ainda pela minha. Mas foi isso que Sousa Tavares disse na sua coluna do Expresso, onde há anos se espraia ao longo de vários milhares de caracteres semanais numa página de formato “berliner” reservada só para ele, presumivelmente sem freios editoriais, na boa velha tradição do jornal que o acolhe.
Num texto com um grito de revolta no título (“Para acabar de vez com este sufoco”), afirmou que é vítima de “uma campanha ostensiva de apelo ao silenciamento e ao linchamento moral”, e que “estamos a viver num clima de intimidação concertada sobre o pensamento como nunca vivi em 30 anos de escrita em jornais”. Palavras pesadas, essas, que Sousa Tavares dirige especialmente a dois culpados: a António Barreto e a mim.
Desconheço se António Barreto se tem reunido com outros conspiradores, em caves lúgubres e secretas, para “concertar” as estratégias de silenciamento de Miguel Sousa Tavares. Eu cá nunca fui convocado para tais urdiduras. Mas reparem: de nós, Sousa Tavares diz que recorremos à “absoluta falta de seriedade intelectual e a argumentos de puro terrorismo e delação pública”. É uma entrada a pés juntos? É. Passa-me pela cabeça que Sousa Tavares tenha escrito esta e outras coisas para me intimidar? Não. Por muito erradas que estejam, este tipo de tiradas hiperbólicas faz parte do debate normal em qualquer democracia adulta, civilizada e vibrante. A liberdade dos outros não me intimida.
Mas, afinal, pergunta o leitor desprevenido, acabado de chegar a esta minipolémica, o que é que eu fiz para que Sousa Tavares se sentisse atingido na sua liberdade de pensamento com tanta precisão e violência? Num artigo nesta coluna (com o título “Sejam adultos, assumam que querem a vitória da Rússia”), limitei-me a formular um raciocínio simples: se há pessoas que se manifestaram sempre a favor de todas as posições da Rússia sobre a Ucrânia, desde Maidan até à Crimeia; se, perante a revelação das atrocidades do seu exército, assobiam para o lado e pedem mais jornalismo do que propaganda; se defendem que se deixe de ajudar militarmente a Ucrânia para se chegar à paz; então o que essas pessoas querem é que a Rússia consiga a vitória. Não se trata de delatar ninguém. Trata-se de dizer que o debate só é útil se for totalmente claro quanto à ligação entre premissas e conclusões.
Quando compus na minha cabeça o ramalhete de autores em que baseei o artigo, não pensei propriamente em Sousa Tavares. Pensei nos subscritores dos manifestos sinuosos e sem nexo que por aí apareceram. Porém, fui agora ler ou reler o que tem escrito sobre o tema, para tentar perceber o que o terá levado a assentar a carapuça. Reparei que os factos se têm fartado de desmentir as suas opiniões e preconceitos. Até à eclosão da guerra, dizia que ela nunca aconteceria, porque a Rússia não a desejava. Agora, diz que a guerra aconteceu porque interessa aos EUA, à sua indústria militar e ao reforço da NATO.
O que tem vindo a sufocar Sousa Tavares, neste assunto, não é bem a opinião de quem quer que seja. É a própria realidade
Como se os EUA não andassem há anos a querer fugir da Europa para o Pacífico. Como se isto interessasse a um Presidente americano em ano de intercalares. Como se não estivesse profusamente documentada a ideologia imperialista que comanda o Kremlin (é preciso lembrar o ensaio de Putin em Julho último?). E como se os países da NATO não dessem provas quotidianas da sua compreensível relutância em serem arrastados para a guerra, perante a exasperação da Ucrânia.
Quando todo o mundo via já em Volodimir Zelenskii um exemplo inspirador de coragem moral, que todos os dias justificava o apoio à sua resistência, Miguel Sousa Tavares chegou ao ponto de insinuar que aquele só não se rendia porque é um vaidoso armado em Churchill. O que o tem vindo a sufocar, neste assunto, não é bem a opinião de quem quer que seja. É a própria realidade.
Sunday, January 09, 2022
O COMUNISMO CAPITALISTA POSTO À PROVA PELO ÓMICRON
Ómicron deve deixar China mais isolada
Se o regime comunista capitalista - um paraíso para o capitalismo sem freio democrático - falha na continuação da contenção do vírus e a pandemia se solta matando muitos milhões de chineses, o sistema que tem maravilhado internamente e causado o espanto no exterior, repetindo a admiração causada por outras ditaduras na fase de crescimento - nazismo, fascismo, comunismo, p.e. - implode.
Wednesday, May 12, 2021
DEMASIADA TRANSPARÊNCIA - 5
De barriga cheia - foram os CEOS que, pessoalmente, mais embolsaram em 2020, ano de pandemia - arrotam.
Cláudia Azevedo e Pedro Soares dos Santos atacam plano de recuperação. "Falta ambição para o país"
Nem Cláudia Azevedo, presidente da Sonae, nem Pedro Soares dos
Santos, presidente da Jerónimo Martins, pouparam nas críticas sobre o
Plano de Recuperação e Resiliência (PRR).
"Falta ambição para o país", atira Cláudia Azevedo, que falava numa
conferência realizada esta quarta-feira, 12 de maio, pela APED
(Associação Portuguesa das Empresas de Distribuição), em formato
digital. E continuou: "o PRR é uma lista de despesas, não é uma ambição
para o país". Para a presidente do grupo Sonae a educação deve ser o
ponto central no futuro de Portugal, já que é o maior elevador social e,
continua, "só educação nos pode fazer crescer e trazer valor
acrescentado".
Pedro Soares dos Santos colocou a tónica também nos projetos incorporados no PRR. "Não estou a ver que seja preciso muitas mais autoestradas e aeroportos em Coimbra, com isso ganham-se eleições, mas isso é para quem tem um horizonte a 4 anos", assumindo que as empresas, em particular nas familiares, têm horizontes de 10, 20 anos.
O presidente da Jerónimo Martins não baixa o tom das críticas. "Um país
que tem tendência para empobrecer tem dificuldade em requalificação mão
de obra e incorporar desafios no futuro. E Portugal está a empobrecer.
Quem se reforma está condenado a ir para a pobreza".
Para Pedro Soares dos Santos Portugal não é um país competitivo para as
empresas. "Desde 2001 que não cresço, se eu não cresço estou a perder
competitividade". Fala nomeadamente na carga fiscal e recordou, também,
os anos que demorou a ter uma licença para uma fábrica de leite: quatro
anos.
"Eu continuo a investir muito em Portugal", mas "quem não tem o coração
cá? Esse é o problema. Gostamos da terra e lutamos por ela". Mas sem
essa ligação sentimental, o que prende uma empresa a Portugal,
interroga-se. "Ninguém quer tirar-nos da pobreza", lamenta. Corroborado
por Cláudia Azevedo: "temos de investir na educação dos portugueses",
para "tirar de sermos cada vez mais pobres e um país que não cresce". A
responsável da Sonae deu outro exemplo de falha no PRR: em Espanha há
quatro mil milhões para as redes de nova geração; Portugal tem zero.
"Não precisamos de mais betão, precisamos de mais cabeça".
DEMASIADA TRANSPARÊNCIA - 4
Os donos da Brisa recebem 102 milhões - aqui
Num ano de fortíssima redução da circulação rodoviária nas auto estradas
"Os novos donos da Brisa, o consórcio da holandesa APG, do National Pension Service da Coreia do Sul e da Swiss Life Asset Managers que em outubro do ano passado concluiu a adquisição de 81,1% do grupo por 2,4 mil milhões de euros, vão receber este ano em dividendos mais de 100 milhões de euros, de acordo com a proposta de aplicação dos resultados de 2020 que foi aprovada a 6 de maio em assembleia-geral....
Negócios Premium
Friday, October 30, 2020
AFIRMA PIKETTY
" Qual é a mensagem deste novo livro, Capital e Ideologia?
Primeiro
é a de que se queremos resolver os problemas actuais, temos de olhar
para a história da desigualdade, para a história dos regimes
desigualitários. E a segunda grande mensagem é de optimismo. Quando olho
para a História, o que vejo é uma evolução rumo a mais igualdade e mais
prosperidade e penso que é possível continuar nessa direcção. Se
pegarmos nas lições da História, será possível continuar a avançar.
Correl . - Thomas Piketty vira Marx do avesso?
Friday, October 04, 2019
OS INIMIGOS DO COMUNISMO CHINÊS
Do oitavo andar do hotel onde fiquei, nas proximidades de Tianamen, via cruzarem-se milhares de bicicletas raramente incomodadas por uma ou outra viatura oficial.
No dia 1 deste mês, o poder em Beijing celebrou com a grandiosidade e exuberância de um espectáculo de luz, cor, música e coreografia, que embasbacou o mundo (que se deixa embasbacar com estas coisas) a fundação em Outubro de 1949 da República Popular da China.
A propósito, de entre a mais de centena e meia de apontamentos neste caderno sugeridos pelas visitas e notícias sobre a China, sugiro uma olhada em "SE É ARTE TEM DE SER VERMELHA". Se a curiosidade for tanta, pode ver mais clicando na etiqueta "China" no fim de cada apontamento.
No mesmo dia, o Canal 3 da RTP, transmitiu um documentário, ainda disponível nas gravações automáticas da box, para quem tiver box, hoje quase toda a gente tem box ...,* que começava, mais ou menos, assim:
"No dia 15 de Janeiro de 2017, pela primeira vez na história do Forum Económico de Davos, a honra da abertura foi dada a um presidente da China, Xi Jinping, (Donald Trump, não compareceu) que deu uma lição sobre o mercado livre".
Irónico, sarcástico, desarmante, cada um escolha o adjectivo que julgar mais adequado, se o encontrar.
E vimos e ouvimos no referido documentário um relato impressionante sobre a caminhada da China, iniciada com Deng Xiaoping, desde que Xi Jinping se tornou presidente do Partido Comunista Chinês e, por inerência, com mandato vitalício aprovado pelo parlamento chinês em 2018, Presidente da China, o homem que o Economist já tinha considerado em 2017 ser o mais poderoso do mundo.
Seria fastidioso resumir aqui, mesmo que sucintamente, até onde já chegou a China e para onde quer Xi Jinping levá-la, e a todo o mundo, em 2049, ano do centésimo aniversário da fundação da RPC, os objectivos, os meios, os desígnios que o habilitam.
Mas saliento dois pontos:
Segundo Xi Jinping, os inimigos do comunismo chinês, que ele pretende alargar a todo o planeta a bem da humanidade, são sete, destacando-se três:
os direitos do homem,
a liberdade de imprensa.
Como pensa o homem ocidental enfrentar um gigante que assenta a sua força na eliminação global dos princípios que os valores da cultura ocidental mais prezam?
Não pensa?
Em situações como estas ocorre-me sempre a resposta dum tipo imbecil que, perante o anúncio do fim do mundo, encolheu os ombros e disse: Escape eu!
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* O MUNDO SEGUNDO XI JINPING encontra-se agora disponível aqui:
https://www.youtube.com/watch?
Wednesday, December 20, 2017
QUANTOS HUMANOS VÊ NESTE VÍDEO?
PS - Se, entretanto, Trump e Kim Jong-un, ou outros Trump e Kim Jong-un quaisquer, não estoirarem meia humanidade. Nesses caso, haverá muito trabalho para os que sobrarem. Se estoirarem todos, o planeta continuará azul, a rodar silencioso e só iluminado pelo sol.
Sunday, October 02, 2016
ALGUÉM TERÁ DE CEDER
A acumulação de capital no extremo do centil mais à direita da curva de distribuição de rendimentos é incompatível com uma sociedade pacífica. O estado social é uma imposição não já apenas de solidariedade social mas da segurança interna das sociedades futuras.
São os mais deserdados das sociedades ocidentais (EUA, França, UK, etc.) que ameaçam colocar no poder aqueles que lhes prometem encerrar as portas à imigração e garantir-lhes emprego, mas estão equivocados. A nossa aldeia é cada vez mais global, o reerguer das fronteiras alfandegárias e a construção de muros não augura senão a emergência do fantasma da guerra.
Isabel Vaz citou um cenário dos anos 60, há cinquenta anos, portanto. Daqui a 50 anos, provavelmente já não haverá operários, existirão legiões de pessoas que não sei o que farão mas dificilmente concebo que passem sem um almocinho pelo menos de vez em quando.
Friday, September 02, 2016
ÀS VOLTAS COM UM TRILEMA
Pode voltar a acontecer?
Quando as posições dos eleitores se extremam e o centro político se contrai, porque se contrai a classe média, o edifício democrático tende a desmoronar-se com a pressão dos extremos, que, como se sabe, se tocam.
Avisa Wolf: "Se pretendemos que se mantenha a legitimidade do nosso sistema político democrático, a política económica tem de ser orientada no sentido da promoção dos interesses da maioria e não de poucos. ... O casamento entre a democracia liberal e o capitalismo necessita de algum carinho. Porque não pode ter-se por definitivamente garantido"
Tuesday, September 01, 2015
AROUCA E TONDELA EM OFFSIDE
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Um dia, só não sabemos quando, impor-se-á naturalmente.
*A título comparativo, refira-se que em Portugal, vd. aqui, houve 162705 jogadores inscritos na FPF na época passada, cerca de 1,6% da população portuguesa. Mesmo considerando que haverá muitos praticantes não federados, teremos de concluir que em Portugal predominam sobretudo os jogadores de bancada.
Não por acaso, os EUA venceram este ano o campeonato mundial de futebol feminino (soccer), detendo o maior número de títulos: 3. Cf. aqui.
Tuesday, May 05, 2015
QUERIDO INIMIGO
Tuesday, February 10, 2015
O CAPITALISMO, HOJE
abaixo do previsto na lei. As cotações da PT SGPS encontram-se hoje a cerca de metade da tal oferta curta. E ninguém é obrigado a responder por isto. Entre a conivência e abstenção continuam a mover-se impunemente as sumidades galardoadas.
c/p de aqui







