'Hermanos', mas rivais. Dentro e fora de pista. Três atletas nascidos em Cuba partilharam o pódio dos Jogos Olímpicos em Paris. Nenhum por Cuba. Cada um pelo seu país. Jordan Alejandro Díaz Fortún, por Espanha. Pedro Pichardo, por Portugal. Andy Díaz Hernandez, por Itália. Medalha de ouro, prata e bronze respetivamente. O único atleta cubano, com as cores de Cuba, ficou em oitavo lugar
Saturday, August 10, 2024
MERCENÁRIOS OLÍMPICOS
Tuesday, June 18, 2024
EURÓFAGOS
Friday, May 31, 2024
SUSPEITOS FASCISTAS
Friday, January 05, 2024
POSTAL DE UM PAÍS COMUNISTA
Um tribunal chinês aceitou esta sexta-feira o pedido de falência do Zhongzhi Enterprise Group, um dos maiores gestores de fortunas privadas do país.
"Este tipo de entidades, que funcionam como bancos apesar de não o serem,
são pouco reguladas: recorrem às poupanças das famílias para oferecerem
empréstimos e investirem em imobiliário, entre outros ativos. De acordo
com a Bloomberg, nos últimos anos, o Zhongzhi Enterprise Group aumentou
o financiamento a promotores imobiliários em dificuldade, numa
altura em que o setor na China enfrenta graves problemas de liquidez."
Saturday, October 28, 2023
E CONTINUÁMOS FELIZES FIÉIS COMUNISTAS
"Giovanni é realizador e marido de Paola, uma produtora de cinema com quem trabalha há anos. Enquanto ele se dedica a uma longa-metragem sobre a Revolução Húngara de 1956, ela começa a trabalhar numa outra produção cinematográfica, algo que o deixa bastante ressentido.
E tudo parece estar contra o projecto de Giovanni: a indústria
cinematográfica enfrenta mudanças de paradigma difíceis de contornar, o
seu casamento aparenta alguns sinais de estar em crise e o co-produtor
do seu filme está à beira da falência. Com tudo isto a acontecer ao
mesmo tempo, ele vê-se a repensar a forma como encara a vida e a própria
arte, a quem se entregou de corpo e alma." - c/p aqui
Saturday, October 15, 2022
TODOS NO MESMO CABAZ, E FICA ASSEGURADA A PAZ
De Miguel Monjardino lia-se no Expresso de 7 deste mês uma das suas habituais crónicas sobre política internacional naquele semanário, que transcrevo.
No aniversário de Putin - Miguel Monjardino - c/p EXPRESSO
"Há 40 anos, quando frequentava a Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa, as armas nucleares eram recorrentes nas conversas políticas. Entre as aulas de Direito das Obrigações e de Finanças Públicas, o fantasma da guerra nuclear fazia parte das nossas preocupações. As divergências eram enormes. Nos jornais, o tema era frequente. Na primavera de 1983, o discurso de Ronald Reagan com a proposta da Iniciativa de Defesa Estratégia deu origem a uma polémica nos países da NATO.
É importante recordar isto agora. Em Moscovo, está em curso a inevitável mudança do triunfalismo imperial para a dúvida e a rejeição. É difícil encontrar na história militar caso equivalente ao da Rússia na Ucrânia. Uma grande potência militar, com arte operacional da guerra temida pelas forças armadas europeias e equipamento avançado, não consegue vencer a resistência de um inimigo que, supostamente, devia ter entrado em colapso em alguns dias.
Vladimir Putin faz hoje 70 anos. É um decisor político obcecado pela sua marca histórica. Tal explica, em parte, a invasão da Ucrânia. Como demonstrou o extraordinário discurso da semana passada, o líder russo tem outro objetivo estratégico: desmantelar a ordem internacional que, segundo o Kremlin, garante a hegemonia dos Estados Unidos. Putin acredita convictamente em duas coisas contraditórias. Por um lado, os pérfidos “anglo-saxões” dominam europeus e japoneses para tentar controlar e explorar o mundo. Por outro, o satanismo, o racismo, o liberalismo político e a decadência moral no mundo anglo-saxão condenam-no à decadência. Tal levou-o a concluir que a Rússia está envolvida numa guerra civilizacional que tem de ganhar, a todo o custo, para que os seus valores autocráticos prevaleçam. Fascistas, comunistas e departamentos universitários europeus e americanos partilham esta avaliação.
Como reagirão Putin e o seu regime às crescentes dificuldades da guerra na Ucrânia? Convém termos presente que a tentativa dos Estados Unidos e dos países europeus de o dissuadirem de invadir falhou no dia 24 de fevereiro. Putin tem três opções que podem ser combinadas entre si.
A primeira é continuar a guerra e esperar que a mobilização resolva os problemas da falta de infantaria e de equipamento nos teatros de operações. Na primavera, os problemas políticos e económicos na Europa e nos Estados Unidos deverão levar os seus governos e opiniões públicas a compreender que é do seu interesse negociar com Moscovo e garantir a continuidade do poder de Putin. A segunda opção é uma declaração unilateral de cessar-fogo ao longo da atual linha da frente. Tal poderia criar divisões importantes entre Kyiv e seus apoiantes e dar tempo ao Kremlin para recuperar forças e equipamento. Por fim, resta-lhe a coerção em termos de retórica, sinalização e, no limite, utilização de armas nucleares táticas na Ucrânia ou na vizinhança para quebrar o consenso euro-atlântico e forçar uma negociação favorável aos seus objetivos.
Nos 70 anos de Putin, devemos levar a sério a sua retórica sobre as armas nucleares e ponderar as nossas decisões e dilemas."
Tuesday, July 26, 2022
A TERCEIRA ROMA - PARTE 3
Russia says it wants to end Ukraine’s `unacceptable regime’ - aqui
Mas qual é, afinal, o objectivo último de Putin?
Na Itália, líder da extrema direita ganha força com discurso pós-fascista - aqui
Sunday, July 24, 2022
A EUROPA NA ARMADILHA
- Muito más notícias para a economia europeia. (Europe caught in a trap) - in Michael Roberts Blog * (Economista Marxista)
- Muito más notícias para o mundo.
Friday, April 22, 2022
PARA QUE LADO FICA O PENSAMENTO DE SENTIDO ÚNICO?
"Aparentemente agora estamos em guerra com o mundo inteiro, como na Segunda Guerra Mundial. Toda a Europa está contra nós. Nunca gostaram da Rússia", disse Minnekaev, comandante do Distrito Central do Exército.
Miguel Sousa Tavares desabafava aqui, no Semanário Expresso da semana passada, que se sentia sufocado com os comentários contraditórios suscitados pelas suas suas posições (foram várias, evoluindo semanalmente) relativamente ao arrasamento da Ucrânia e, pateticamente, repetiu cinco vezes, entre cada parágrafo do seu texto:
- A invasão e a guerra que a Rússia levou à Ucrânia não têm justificação. Os massacres e os assassínios deliberados de civis não têm perdão.
Sousa Tavares podia ter ficado por aqui mas (sempre o mesmo renitente mas) repetiu, evoluindo nos repetidos argumentos, razões que o levavam a considerar que, se a guerra que a Rússia levou à Ucrânia não têm justificação, havia razões ... e explanava razões que, queixava-se ele, eram alvo de contraditórios sufocantes que, do seu ponto de vista, não são admissíveis num país de liberdade de expressão.
Não foi o único, houve e ainda há muitos outros, a apontar o dedo acusador aos discordantes. Condenam, sim, mas ...
No
Expresso Semanário deste fim-de-semana, Sousa Tavares não voltou ao
assunto, mas Francisco Mendes da Silva, que escreve ao sábado no
Público, - aqui - não deixou cair a acusação de falta de liberdade de opinião, nestes termos
Miguel Sousa Tavares sente-se sufocado por mim. Sim, parece caricato que o maior produtor de opinião livre da democracia portuguesa, talvez o jornalista mais icónico da nossa televisão e imprensa, um dos polemistas mais “lá de casa” da nossa vida colectiva em liberdade, se sinta sufocado pela opinião dos outros, mais ainda pela minha. Mas foi isso que Sousa Tavares disse na sua coluna do Expresso, onde há anos se espraia ao longo de vários milhares de caracteres semanais numa página de formato “berliner” reservada só para ele, presumivelmente sem freios editoriais, na boa velha tradição do jornal que o acolhe.
Num texto com um grito de revolta no título (“Para acabar de vez com este sufoco”), afirmou que é vítima de “uma campanha ostensiva de apelo ao silenciamento e ao linchamento moral”, e que “estamos a viver num clima de intimidação concertada sobre o pensamento como nunca vivi em 30 anos de escrita em jornais”. Palavras pesadas, essas, que Sousa Tavares dirige especialmente a dois culpados: a António Barreto e a mim.
Desconheço se António Barreto se tem reunido com outros conspiradores, em caves lúgubres e secretas, para “concertar” as estratégias de silenciamento de Miguel Sousa Tavares. Eu cá nunca fui convocado para tais urdiduras. Mas reparem: de nós, Sousa Tavares diz que recorremos à “absoluta falta de seriedade intelectual e a argumentos de puro terrorismo e delação pública”. É uma entrada a pés juntos? É. Passa-me pela cabeça que Sousa Tavares tenha escrito esta e outras coisas para me intimidar? Não. Por muito erradas que estejam, este tipo de tiradas hiperbólicas faz parte do debate normal em qualquer democracia adulta, civilizada e vibrante. A liberdade dos outros não me intimida.
Mas, afinal, pergunta o leitor desprevenido, acabado de chegar a esta minipolémica, o que é que eu fiz para que Sousa Tavares se sentisse atingido na sua liberdade de pensamento com tanta precisão e violência? Num artigo nesta coluna (com o título “Sejam adultos, assumam que querem a vitória da Rússia”), limitei-me a formular um raciocínio simples: se há pessoas que se manifestaram sempre a favor de todas as posições da Rússia sobre a Ucrânia, desde Maidan até à Crimeia; se, perante a revelação das atrocidades do seu exército, assobiam para o lado e pedem mais jornalismo do que propaganda; se defendem que se deixe de ajudar militarmente a Ucrânia para se chegar à paz; então o que essas pessoas querem é que a Rússia consiga a vitória. Não se trata de delatar ninguém. Trata-se de dizer que o debate só é útil se for totalmente claro quanto à ligação entre premissas e conclusões.
Quando compus na minha cabeça o ramalhete de autores em que baseei o artigo, não pensei propriamente em Sousa Tavares. Pensei nos subscritores dos manifestos sinuosos e sem nexo que por aí apareceram. Porém, fui agora ler ou reler o que tem escrito sobre o tema, para tentar perceber o que o terá levado a assentar a carapuça. Reparei que os factos se têm fartado de desmentir as suas opiniões e preconceitos. Até à eclosão da guerra, dizia que ela nunca aconteceria, porque a Rússia não a desejava. Agora, diz que a guerra aconteceu porque interessa aos EUA, à sua indústria militar e ao reforço da NATO.
O que tem vindo a sufocar Sousa Tavares, neste assunto, não é bem a opinião de quem quer que seja. É a própria realidade
Como se os EUA não andassem há anos a querer fugir da Europa para o Pacífico. Como se isto interessasse a um Presidente americano em ano de intercalares. Como se não estivesse profusamente documentada a ideologia imperialista que comanda o Kremlin (é preciso lembrar o ensaio de Putin em Julho último?). E como se os países da NATO não dessem provas quotidianas da sua compreensível relutância em serem arrastados para a guerra, perante a exasperação da Ucrânia.
Quando todo o mundo via já em Volodimir Zelenskii um exemplo inspirador de coragem moral, que todos os dias justificava o apoio à sua resistência, Miguel Sousa Tavares chegou ao ponto de insinuar que aquele só não se rendia porque é um vaidoso armado em Churchill. O que o tem vindo a sufocar, neste assunto, não é bem a opinião de quem quer que seja. É a própria realidade.
Thursday, March 03, 2022
A DESPUDORADA COERÊNCIA DOS COMUNISTAS PORTUGUESES
Vejo* de relance algumas imagens repugnantes das atrocidades provocadas por ordens de Putin e do seu entourage - aqui - que horrorizam as pessoas de consciência limpa e vistas livres de antolhos, e revoltam-me as posições assumidas pelos comunistas portuguesas de defesa da história contada por Putin & Companhia para justificar o assalto que destrói indiscriminadamente instalações militares, edifícios residenciais, monumentos, hospitais, e mata civis, obrigando sobreviventes mulheres e crianças a abandonar o país, despedindo-se de maridos e pais.
Chegam-me por e-mail mensagens desses obstinados defensores da legitimidade da
invasão da Ucrânia pelo poder russo. Reconheça-se, considerando o longo
percurso do PCP, que há alguma despudorada coerência nessa
obstinação, insensível aos horrores do espectáculo desta guerra
transmitida em directo.
Em 1975 os comunistas portugueses moviam-se por alcançar o poder, guiados pelo farol da ditadura, dita do proletariado, pela qual haviam lutado e alguns morrido, durante décadas, que iria colocar Portugal na órbita da União Soviética, substituindo uma ditadura por outra.
--- act.
Wednesday, February 23, 2022
QUEM ESTÁ DO LADO DE LÁ
Há dias colocava neste caderno de apontamentos uma dúvida: o PCP apoia Putin; e o CHEGA?
Hoje lê-se aqui a resposta: "À excepção do PCP e do PEV, os partidos parlamentares são unânimes na crítica às posições russas e deverão manifestar a sua posição na Comissão Permanente (órgão que substitui o plenário da Assembleia da República) marcada para quinta-feira, com a participação do ministro dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva."
"O PCP diverge e, em comunicado, acusa os Estados Unidos, a NATO, a UE e o regime ucraniano pela situação que se vive naquele país, defende a dissolução da NATO e a desmilitarização da UE, assim como um “processo de diálogo com vista a uma solução pacífica para o conflito”. Os comunistas culpam o Ocidente pela promoção do que dizem ser uma “perigosa estratégia de tensão e propaganda belicista” e de confrontação face à Federação Russa ao ser permitida a entrada da Ucrânia na NATO."
O Avante já tinha informado de que lado estão os comunistas portugueses neste conflito que pode degenerar numa guerra global: estão do lado de lá.
E no lado de lá estão aqueles que se submetem aos dictats de regimes onde a democracia sustentada no voto popular é considerada uma ameaça a abater. Xi Jinping colocou a democracia liberal como o primeiro inimigo do comunismo chinês - conf. aqui. Putin está do mesmo lado.
Sunday, January 23, 2022
PERGUNTAR, OFENDE?
Reconheço que há perguntas que podem ser ofensivas.
Anteontem, perguntei aqui"No caso de um conflito armado (mais provável que impossível) de que lado se posicionariam os comunistas portugueses?".
O amigo L., perguntou-me hoje, a este propósito:
Mas resposta a essa pergunta interessa-te a ti ou aos Comunistas (presumo que queiras significar militantes e simpatizantes do PCP)? Acho que não será difícil, pelo que conheço do partido, formular uma resposta politicamente correta: Contra a guerra! Nem por uns nem por outros.
"Os ponteiros do Relógio do Apocalipse continuam a ficar imóveis: este ano, o simbólico relógio permanece a 100 segundos da meia-noite, anunciaram esta quinta-feira os especialistas da revista Bulletin of the Atomic Scientists. No ano passado, os ponteiros deste relógio também ficaram imóveis, estando desde 2020 a 100 segundos do fim. Alterações climáticas, segurança nuclear e a gestão da pandemia da covid-19 foram algumas das principais razões para os especialistas não mexerem nos ponteiros também em 2022. Para que fique bem claro, este relógio representa uma metáfora que alerta a humanidade se está mais perto ou mais longe de se autodestruir com as suas decisões, acções e tecnologias." - mais aqui






