Wednesday, July 08, 2020

ACERCA DA INFINITA ESTUPIDEZ DO ESTADO

 

De cada vez que alguém subscreve um contrato em nome do Estado, um ente abstracto sem capacidade volitiva própria,  a probabilidade de o resultado desse acto redundar em perdas para os contribuintes é muito alta. Tão alta que é raro o dia, se é que há algum, em que não seja noticiado um caso em que os contribuintes não sejam burlados ou, no mínimo, vítimas da irresponsabilidade material, porque não estão em causa interesses materiais próprios, de quem actuou como representante do Estado. 

O sr. Carlos Costa termina o seu mandato hoje, mantém-se em funções até que o sr. Mário Centeno ocupe o lugar. Costa atribuiu em Novembro de 2016, vd. aqui, sem mencionar o nome, os sucessivos escândalos na banca portuguesa a deficiências nas funções de supervisão durante o mandato do seu antecessor.

Espera-se que o Centeno não desiluda e promova, até onde possa ir, a recuperação de pelo menos parte dos rombos, para não dizer roubos, cometidos no Orçamento do Estado por agentes que subscreveram contratos ruinosos paras as finanças públicas.

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Novo Banco vendeu activos com 70% de desconto a fundo ao qual o seu chairman esteve ligado

Até ser nomeado chairman do Novo Banco, Byron Haines liderou um banco detido pelo fundo Cereberus. Foi a este fundo que o banco vendeu 200 imóveis com uma perda de 328 milhões de euros. Uma queixa à autoridade europeia denuncia “gestão ruinosa”, “conflito de interesses” e pede uma investigação criminal. - aqui

Em Agosto de 2019, o Novo Banco vendeu um lote de quase 200 imóveis com um desconto próximo de 70%, a entidades ligadas ao fundo norte-americano Cerberus. A operação ter-se-ia destacado apenas pela perda de 328,8 milhões de euros caso o fundo comprador não fosse o principal accionista do banco austríaco BAGAW P.S.K. que foi gerido por Byron Haines até este assumir o cargo de chairman da instituição financeira portuguesa. Os indícios de conflito de interesse e de eventuais decisões ruinosas no Novo Banco deram origem a uma queixa reportada à ESMA, Autoridade Europeia de Mercados e Títulos, na qual também se requer que se apure se “pessoas politicamente expostas” estiveram envolvidas na transacção.

No dia 7 de Agosto de 2019 o Novo Banco vendeu por 159 milhões de euros um lote de 195 propriedades agregadas a sociedades detidas indirectamente pelo fundo norte-americano Cerberus, que as adquiriram com um desconto de 67,9%. O valor bruto contabilístico da carteira de activos imobiliários era de 487,8 milhões de euros e o conjunto incluía 1.228 unidades individuais, de diferentes usos (industrial, comercial, terrenos e residencial), abarcando também estacionamentos. A gestão do Novo Banco baptizou a transacção de “Project Sertorius”.





Contas feitas, o negócio implicou uma perda de 328,8 milhões de euros em relação ao valor dos activos registados no banco, ainda que tenha ocorrido num contexto em que o mercado imobiliário em Portugal se valorizou 15,6% em cinco anos. O fundo nova-iorquino Cerberus relacionado com os veículos que adquiriram os imóveis desvalorizados é, desde 2006, o dono do banco austríaco BAGAW P.S.K., cujo CEO foi, até Março de 2017, Byron Haynes. Trata-se do actual chairman do Novo Banco, em funções desde Outubro de 2017.
Todas as informações constam da queixa enviada a 30 de Dezembro de 2019 à ESMA, e quem a subscreve tem envolvimento e interesse directo no Novo Banco. Na denúncia, é sublinhado que o desconto de 67,9% “oferecido pelo Conselho de Administração do Novo Banco” às sociedades do universo do fundo Cerberus consistiu “numa decisão ruinosa”. E, por isso, é pedido que a autoridade europeia garanta o “direito” de os stakeholders, do banco saberem se apurarem as razões que levam “o Novo Banco a vender activos abaixo do seu valor.” Na queixa, é também realçado que “o Project Sertorius foi executado num claro conflito de interesses, dado que Haynes, o chairman do Novo Banco, foi até final de 2017 o CEO do BAGAW P.S.K., do qual o Cerberus é o accionista.”





Chairman na supervisão

Depois de, em Outubro de 2017, o fundo norte-americano Lone Star ter concretizado a compra de 75% do banco português (injectando quase mil milhões de euros), e ter assumido o controlo total da gestão, foi buscar o britânico Byron Haynes, para presidir ao CGS (Conselho Geral e de Supervisão, o equivalente a uma administração não executiva) do Novo Banco, que é reportado na qualidade de independente. A escolha do britânico, devido à sua experiência de gestão no banco austríaco BAGAW P.S.K., sob fiscalização europeia, serviu então para legitimar a presença do Lone Star como accionista de controlo do Novo Banco.
Apesar de ser o chairman do Novo Banco, o CGS indicou-o para integrar três dos principais órgãos de controlo interno. Um deles é o comité de risco (onde está também o vice-presidente Karl-Gerhard Eick), a que preside, que tem, entre outras competências, a análise das operações de crédito e a tomada de decisões sobre alterações de políticas de risco.
Haynes preside ainda ao comité de remunerações, que aprova a contratação de colaboradores com remuneração anual superior a 200 mil euros. E integra o comité para as matérias financeiras, que faz o “acompanhamento e a supervisão da performance financeira”, das “políticas e processos de reporte de contas e no acompanhamento do auditor externo”, este encabeçado pelo seu número dois, Gerhard Eick, apresentado como independente, mas que está relacionado com a Lone Star (IKB).
Quem a assina a denúncia, sugere à directora executiva da ESMA, Verena Ross, que equacione avançar com um pedido de investigação criminal aos actos de gestão do Novo Banco, deixando questões para serem respondidas: “Qual é nome do último beneficiário das entidades detidas indirectamente pelos fundos de investimentos geridos pelo Cerberus?”; “Qual é o montante de crédito concedido pelo Novo Banco ao Cerberus Capital na transacção do Project Sertorius”; “Porque que é que o Novo Banco está a esconder informação pública relevante?”; “Será para esconder os montantes de compensação pedidos ao governo português no âmbito do Acordo de Capital Contingente?”; ou, ainda, para saber se a ausência de informações acontece “devido às decisões ruinosas do Conselho de Administração do Novo Banco?”
Logo nas primeiras linhas da queixa, é mencionado que o objectivo da comunicação é denunciar as “irregularidades no Novo Banco associadas à apresentação de informação e de práticas contabilísticas relativamente à venda do portfolio de imóveis, conhecido como Project Sertorius”. A autoridade europeia é instada a obrigar o Novo Banco a prestar informação completa aos stakeholders sobre esta operação, em particular sobre os valores de venda dos activos imobiliários, com o tal desconto de 67,9%, assim como a sua localização geográfica. Na mesma carta, com três páginas, é descrito que o mecanismo de capital contingente “permite enganar o Estado português com operações como” a do “Projecto Sertorius”.
Tudo o que se passa no Novo Banco só foi possível devido às condições do acordo de venda fechado em Outubro de 2017”, é referido à ESMA. E isto porque, explicam os autores da queixa, o negócio está protegido por uma almofada de capital (público) contingente de 3,89 mil milhões de euros, a que o Novo Banco pode aceder automaticamente sempre que necessitar de repor os rácios de capital nos patamares definidos ou acomodar as perdas relacionadas com créditos. E é precisamente o que o Lone Star tem vindo a fazer nos últimos dois anos e meio. Desde Outubro de 2017 que o Fundo de Resolução, que é risco público, já injectou no Novo Banco 2,9 mil milhões de euros (2, 1 mil milhões dos quais com empréstimos do Tesouro), do bolo de 3,89 mil milhões.
O procedimento é este: o Novo Banco solicita ao Fundo de Resolução acesso ao mecanismo de capital contingente, o Fundo de Resolução, gerido no quadro do BdP, após verificar se as condições do protocolo assinado são respeitadas, autoriza e informa o Conselho de Administração do BdP da sua avaliação. E é a equipa de Carlos Costa que comunica o pedido ao Ministério das Finanças que transfere os fundos, a título de empréstimo ao Fundo de Resolução, a 40 anos.
A negociação deste acordo que envolve a utilização de dinheiros públicos foi encabeçada por Sérgio Monteiro, o ex-secretário de Estado das Obras Públicas de Pedro Passos Coelho, que actuou por delegação do BdP, ainda chefiado por Carlos Costa. O primeiro contrato, de 12 meses, assinado (em 2015) com Monteiro custou ao Fundo de Resolução 304,8 mil euros brutos e o último de seis meses mais 152,4 mil.    
Quando o acordo foi assinado o Fundo de Resolução (que era o dono de 100% do Novo Banco) era presidido pelo vice-governador José Ramalho, mais tarde substituído por Luís Máximo dos Santos, agora no cargo. Já no Ministério das Finanças estava em Outubro de 2017 Mário Centeno, que em Junho último renunciou, para ser indicado por António Costa como próximo governador do BdP. E será agora nessa nova função (ainda por formalizar), que terá de decidir sobre futuros pedidos de injecções de fundos.

Tuesday, July 07, 2020

SUBSÍDIOS SUJOS


Ontem, foram afastados de funções os presidentes executivos da EDP e da EDP-Renováveis, considerados arguidos há cerca de três anos por eventuais crimes de corrupção, entre outros, com reflexos nos preços excessivos da energia em resultado de rendas excessivas concedidas  em contratos subscritos por um, ou vários, governantes corrompidos.

Mais recentemente, os investimentos em energias alternativas, com sobre custos para os contribuintes - sobre custos quando comparados com os que resultam da produção energética com utilização do petróleo, do gás e do carvão - vieram exacerbar a discussão com a hipótese de investimentos utilizando o hidrogénio na produção de energia. 

Por outro lado, inesperadamente, a pandemia intrometeu-se alinhando pelo favorecimento do consumo de hidrocarbonetos, com procura em queda livre. 

"Investigação: São mais de 137 mil milhões de euros por ano, em isenções fiscais ao petróleo, ao gás e ao carvão. Há licenças gratuitas de emissões de CO2 para a indústria pesada (cimento, siderurgia),
descontos no gasóleo agrícola e no combustível dos aviões. A força do lobby é clara. E ameaça todos os planos “verdes” da União Europeia"

"O petróleo, o gás natural, até o carvão, a aviação civil ou o sector automóvel estão dentro dos governos e nos corredores da omissão e do Conselho [europeus] - Viriato Soromenho-Marques" 


 

- c/p - Público (P2) de 5/7

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Correl . -  UMA BOMBA DE HIDROGÉNIO

A ARTE DOS NEGÓCIOS DA ARTE EM TEMPOS DE PANDEMIA

Francis Bacon Triptych Sells for $84.6 Million







A Francis Bacon triptych sold tonight (29/6) for $84.6 million with fees at Sotheby’s inaugural digitally streamed “live” auction of contemporary and Impressionist art that replaced its postponed May evening sales in New York. A global online audience watched the company’s star auctioneer, Oliver Barker, take bids from international colleagues on screens in an empty salesroom in London specially adapted for the coronavirus pandemic.
After a 10 minute duel, the Bacon was finally bought by a telephone bidder in New York against determined competition from an online opponent in China. The price is the third-highest ever achieved for the artist at auction.
The celebrated British artist’s “Triptych Inspired by the Oresteia of Aeschylus” (1981), was being sold by the Astrup Fearnley Museet, a private museum in Oslo founded by the Norwegian collector Hans Rasmus Astrup. Entered for the auction before the coronavirus lockdown, the Bacon had been guaranteed by Sotheby’s to sell for at least $60 million, making it the most valuable work so far offered at auction this year. The pandemic has made wealthy owners wary of selling trophy pieces.
“It’s a bit late, but it’s an important work from a good collection,” James Holland-Hibbert, a leading London-based dealer in 20th century British art, said of the triptych by Bacon, whose most prized works date from the 1950s, ’60s and ’70s. The presale estimate of $60 million was “not unreasonable,” given that the museum had previously tried to sell the work privately for more than $100 million, Mr. Holland-Hibbert said. “It was not entirely fresh to the market.”

Bacon’s characteristic depiction of three animal-like figures in claustrophobic interiors was the first large-scale triptych to have appeared on the auction market since 2014. A year earlier, the artist’s 1969 triptych, “Three Studies of Lucian Freud,” had sold for a record $142.4 million, at the time the highest price ever paid for an artwork at auction.
The evening sale may shatter a record for the most tired auctioneer ever: With the time differences in three cities, Oliver Barker hammered down his last work at 2:51 a.m. Tuesday in London (it was 9:51 a.m. Tuesday in Hong Kong). And there was still one more auction, of Impressionist and Modern Art, to go.

Christie’s Gets Creative for 20th-Century Art Auction in July

The sale, which includes works that were to be sold in New York in May, will be a hybrid: in-person (where allowed) and online in a format tailored for the coronavirus era.





Christie’s has a new auction format for a July 10 event that it hopes will revive at least some of the drama — and the prices — of the live evening sales that were held pre-pandemic.
Billed as “ONE: A Global Sale of the 20th Century,” the auction will include a livestream with auctioneers offering works of Impressionist, modern and contemporary art in consecutive sessions from Christie’s salesrooms in Hong Kong, Paris, London and New York.
This gives owners of high-value artworks an opportunity to sell in a globally marketed live sale preceded by public exhibitions where allowed. Since the advent of the pandemic, auction houses have had to rely on more routine online-only sales to generate revenue, which require bidders to buy items without physically examining their quality or condition. Buyers are rarely confident enough to bid above $1 million.
This relay-style auction is expected (perhaps optimistically) to last about two hours and consists of 50 to 70 lots. It will start in Hong Kong at 8 p.m. local time, then progress across time zones, becoming an afternoon sale in Europe and a morning sale in the United States, finishing by about 10 a.m. Eastern time. Buyers can bid online, by telephone, and, where “government advice allows,” in the salesroom, Christie’s said in a statement.

Tuesday, June 30, 2020

AMANHÃ NO CAIA, A TROCA DAS PRINCESAS

ONTEM
Rui Rio diz que DGS “não tem estado à altura” da pandemia.

ONTEM

Governo garante capacidade do SNS para responder à pressão acrescida na Grande Lisboa. Rui Rio diz que DGS “não tem estado à altura” da pandemia.

O presidente da Câmara de Lisboa, Fernando Medina, considerou esta segunda-feira que “várias coisas correram mal” na gestão da pandemia na região de Lisboa. “Várias coisas correram mal e é importante reconhecer. Quem não reconhece que há um problema, não tem capacidade de resolver um problema”, começou por referir no habitual comentário na TVI24.
Para Medina, o que falhou em primeiro lugar foi “o facto de se ter instalado um sentimento de que tudo isto estava ultrapassado, que não havia vírus, que não havia problema, que a pandemia estava ultrapassada”. “Isto é falso. A situação que estamos a viver na região de Lisboa prova isso mesmo”, afirmou.
Em segundo lugar, “o que falhou foi a informação sobre a real situação que se estava a viver na região de Lisboa e a sua origem”, considera. “Na região de Lisboa, quando começaram a surgir os dados dos novos infectados a subir, as razões que foram aduzidas para essa avaliação mostraram-se claramente insuficientes ou até erradas relativamente ao diagnóstico da situação”, referiu Medina.
Além desta falha na “informação do apoio à decisão”, Medina considera também que “falhou a acção no terreno”. Depois do diagnóstico, a acção não foi “eficaz, atempada ou ajustada” e “houve quebra da capacidade de rastreio das cadeias de transmissão”, defendeu.
Para o líder da autarquia de Lisboa, há cinco pontos essenciais no combate à pandemia na região: a “consciência individual” de cada um; a redução da demora nos resultados dos testes; a acção das chefias no terreno, que têm de “pôr ordem na casa” e “agir rápido”; o aumento do “exército da saúde pública no terreno”; a acção das “equipas mistas”, que envolvem a saúde, segurança social, Protecção Civil, câmaras municipais, entre outros.- AQUI

AMANHÃ

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, o rei Felipe VI de Espanha, e os primeiros-ministros português, António Costa, e espanhol, Pedro Sánchez, vão estar juntos na reabertura das fronteiras entre Portugal e Espanha, no dia 1 de julho.- AQUI

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Curiosidade histórica
 
A Troca das Princesas realizou-se a 19 de Janeiro de 1729. A troca foi feita no Rio Caia. A cerimónia fez-se literalmente a meio do rio, numa grande ponte-palácio de madeira ricamente decorada construída para a ocasião, com vários pavilhões em ambas as margens também. Praticamente toda a Corte participou, tendo todas as vilas e lugares entre Lisboa e Elvas sido enfeitadas com arte efémera, tal como arcos triunfais, jardins artificiais, fontes, etc., para receber os imensos cortejos na ida e na volta da fronteira. As preparações para a troca das princesas foram de tal modo detalhadas que já em Janeiro de 1727 a Coroa colocava encomendas de berlindas em Paris, e pedia contribuições extraordinárias dos quatro cantos do império para financiar todo o esplendor desejado.

Thursday, June 25, 2020

O COMENTADOR-MOR DA REPÚBLICA


O senhor Presidente da República não desistiu da sua vocação política primordial: comentar tudo e a toda a hora. Quando era comentador-mor tinha o seu espaço semanal, que o alcandorou à presidência da República sem ter de suportar gastos de publicidade, a dose era tolerável e, reconheça-se, muito maioritariamente aplaudida. Comentava tudo e mais alguma coisa, dizia-se que "Marcelo sabe de tudo mas não sabe mais nada".
Pelos vistos se não sabe, pensa que sabe mais acerca do Covid-19 que os peritos ou especialistas encartados no assunto. Não se cala e, obviamente, acontece-lhe o que acontece a quem não tem travão na língua, de vez em quando derrapa e despista-se. 
Marcelo quer ganhar as presidenciais com maioria esmagadora.
Mas o que é demais, enjoa.

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"..... Relativamente aos testes de despistagem, os especialistas afastaram a ideia – defendida pelo primeiro-ministro - de que o seu aumento seja o responsável exclusivo pelo registo de um número de casos mais elevado na Grande Lisboa, tendo referido que é preciso olhar também para o número de hospitalizações e de internamentos em cuidados intensivos.

As dúvidas sobre o que está a acontecer na região foram assumidas pelo próprio Presidente da República, no final da reunião. “Depois de ter tido uma subida inicial, Lisboa não teve a descida do Norte e do Centro. Porquê a subida? É porque há dados novos ou conhecimento novo de dados antigos?”, questionou, remetendo respostas para os resultados dos inquéritos epidemiológicos que estão a ser feitos no terreno.

De qualquer forma, Marcelo Rebelo de Sousa tentou contrariar a ideia de que a situação na Grande Lisboa esteja “descontrolada”, que tinha sido assumida de manhã, na Rádio Renascença, pelo director de infecciologia do Hospital Curry Cabral, Fernando Maltez. A mesma ideia de que não há descontrolo foi sublinhada pelo secretário-geral do PS José Luís Carneiro.

Já à direita, a leitura dos dados apresentados foi noutro sentido. No final da reunião, o vice-presidente da bancada do PSD Ricardo Baptista Leite preferiu vincar que se tinha falado de “segunda onda na Grande Lisboa”, tal como o líder do CDS, Francisco Rodrigues dos Santos. Tanto André Ventura, do Chega, como Carla Castro, da Iniciativa Liberal, assumiram terem ficado com dúvidas sobre as causas da situação em Lisboa. Carla Castro considerou mesmo que a reunião foi “frustrante”. O Presidente da República e outros representantes políticos - como a deputada Mariana Silva, do PEV - recusaram a ideia de que se possa responsabilizar apenas os jovens pela subida do número de casos na Grande Lisboa. ... "

c/p - aqui
 

Friday, June 19, 2020

OS RIDÍCULOS E O SUPER RÍDÌCULO



Fechar o Algarve? - Presidente da Autoridade Regional de Saúde considera "declarações catastrofistas" da Ordem dos Médicos.


Marcelo, rei de Espanha, Costa e Sánchez juntos na reabertura das fronteiras  - A cerimónia terá lugar entre Caia e Badajoz, estando previsto que as comitivas portuguesa e espanhola se encontrem na fronteira e a cruzem para o lado de Espanha, para uma receção, e em seguida passem para o lado de Portugal, para um almoço, adiantou a mesma fonte.

A "Champions" joga-se em Lisboa, Porto e Guimarães - Finalmente, a confirmação: a capital portuguesa recebe a conclusão da Liga dos Campeões no próximo mês de agosto. Porto e Guimarães podem receber os jogos dos 'oitavos'.

A Costa diz que champions em Portugal é um prémio merecido aos profissionais de saúde




Na conferência de imprensa sobre a final da Champions estiveram presentes: Presidente República, Presidente da AR, Primeiro-ministro, Ministros, Secretários de Estado, Presidente da CML Presidente da FPF.
Esqueceram-se de convidar o Bastonário da Ordem dos Médicos para a entrega do prémio atribuído à classe...


Thursday, June 18, 2020

MOBI.E SA, UM LOGRO IMPUNE



Senhor Presidente da Câmara Municipal de Sintra,

São poucos os espaços públicos onde um idoso possa aventurar-se fora de casa sem assumir elevados riscos.
Hoje, decidimos, eu e a minha mulher, passear durante uns escassos três quartos de hora no Parque da Liberdade, junto do qual está colocado um posto de carregamento de carros eléctricos. Como temos viatura eléctrica, tentámos carregar o carro durante o tempo da visita. Tentámos, mas não conseguimos porque o posto de carregamento não está activo, informação que me foi confirmada após telefonema para o 800916624.
Está desactivado, disse-nos um polícia municipal que se tinha aproximado de nós, sem máscara, se deixa o carro aí é multado.
Colocámos o carro duas posições ao lado, pagámos 90 cêntimos e fizemos a visita.

A razão deste e-mail, sr. Presidente, é um protesto contra a utilização abusiva de um bem público por parte da MOBI.E
A MOBI.E não tem, a nenhum título, direito de utilizar dois espaços de parqueamento sem qualquer interesse público e, além do mais, reduzir o número de lugares de parqueamento disponíveis.

Espero que, em nome do bem público, a MOBI.E seja intimada a retirar os postos inactivos ou a activá-los, sob pena de incorrer em multa equivalente aquela que eu pagaria se estacionasse o carro nos lugares destinados a carregamento mas onde o carregamento não é possível.

Atentamente

PARQUE DA LIBERDADE


Senhor Presidente da Câmara Municipal de Sintra

Não há muitos espaços público onde os idosos  possam aventurar-se sem grandes riscos de contágio na actual situação pandémica.
Hoje, decidimos, eu e a minha mulher, ( ), dar um pequeno passeio no Parque da Liberdade.
Não encontrámos outros visitantes mas fomos surpreendidos com a poeira levantada por dois varredores que, sem máscara, procediam à limpeza de folhas caídas no caminho.
Ficámos, naturalmente, preocupados. 

Compreendemos perfeitamente que os caminhos devem ser limpos, o que não compreendemos é que as entradas não sejam encerradas a visitantes enquanto decorrem esses trabalhos.
Também não compreendemos, ainda que se tenha intuído na generalidade da população que a pandemia já passou, que aqueles dois trabalhadores não tenham sido dadas máscaras de protecção deles das poeiras que levantam e dos visitantes que, sem aviso contrário, entraram no parque.
Nós, ( ), com máscaras, protegiamo-los, eles, ( ) não nos protegiam a nós.
São assim  tão dispendiosas as máscaras para uso de funcionários a trabalhar em espaços públicos de áreas limitadas?

Atentamente

--- Actualização às 14,55 h

 

Exmo. Senhor Rui Fonseca,
Acusamos a receção do presente email, o qual mereceu a nossa melhor atenção.
Face ao seu conteúdo, informa-se V.Exa. que o mesmo foi remetido para o Departamento de Obras Municipais e Intervenção no Espaço Público, para diligências.
Com os melhores cumprimentos,
Teresa Antunes
(CoordenadoraTécnica)
Gabinete de Apoio ao Munícipe

Tuesday, June 16, 2020

NÓS E OS CHINESES

 

Em Portugal registaram-se ontem mais 300 casos de infecção em todo o país, um valor que prolonga o patamar para onde saltou o planalto nas últimas duas semanas. Dos novos casos observados   mais de 90% foram observados na Região de Lisboa e Vale do Tejo, com o concelho de Sintra no topo da lista sinistra.

O Presidente da Associação de Médicos de Saúde Pública observava ontem que foram prematuras algumas medidas de desconfinamento, relativamente às recomendações feitas.

Observe-se, o que, ao mesmo tempo, acontece em Pequim.

 

Pequim manda fechar todas as escolas para conter novo surto de covid-19

As autoridades chinesas pediram a todas as escolas, de todas as classes, para fecharem as portas e retomarem as aulas online.

16 de junho de 2020 às 16:14

As autoridades chinesas reforçaram as medidas para combater um segundo surto da pandemia da covid-19 na capital do país, tendo ordenado o fecho de todas as escolas em Pequim. A subida do nível de alerta surge depois da situação epidémica em Pequim ter sido classificada de "extremamente grave" por um porta-voz da capital chinesa, depois de terem sido detetados mais de cem casos de infeção, quando parecia que o país já tinha conseguido conter o vírus. Segundo a Bloomberg, as autoridades chinesas pediram a todas as escolas, de todas as classes, para fecharem as portas e retomarem as aulas online. Pequim está numa "corrida contra o tempo", disse o porta-voz, Xu Hejian, em conferência de imprensa esta manhã, antes de ser tomada esta decisão de fechar as escolas. A capital "terá de estar sempre um passo à frente da epidemia e tomar as medidas mais rigorosas, decisivas e determinadas", afirmou. Pequim diagnosticou mais de cem casos desde sexta-feira passada, após um surto ter sido detetado no principal mercado abastecedor da capital. A cidade, de 21 milhões de habitantes, aumentou, entretanto, a sua capacidade de triagem diária para mais de 90.000 pessoas. Este surto epidémico suscita temores de uma "segunda vaga" de infeções, admitiu a Organização Mundial da Saúde (OMS), na segunda-feira, acrescentando que acompanha "muito de perto" a situação em Pequim. A OMS, que foi acusada de alinhamento com as autoridades chinesas no início do surto, em dezembro passado, disse estar a considerar enviar especialistas para Pequim nos próximos dias. Muitos dos novos casos estão vinculados ao mercado abastecedor de Xinfadi, em Pequim, e as autoridades estão a testar trabalhadores e clientes que estiveram no mercado, nas últimas duas semanas, ou quem entrou em contacto com estes dois grupos. Carnes frescas e marisco na cidade e em outros lugares da China também estão a ser inspecionados numa tentativa de entender como é que o vírus se espalhou. Mais de 100.000 funcionários estão encarregados de supervisionar 7.120 comunidades próximas do mercado de Xifandi. Mais de vinte bairros foram colocados sob quarentena, para impedir a disseminação do patógeno entre os 20 milhões de habitantes de Pequim. As autoridades chinesas repuseram hoje algumas restrições nas viagens de e para Pequim, de forma a evitar que o novo surto de covid-19 se alastre pelo país. As autoridades também estão a impedir que moradores de áreas consideradas de alto risco saiam de Pequim e os que já saíram devem reportar às agências de saúde locais o mais rapidamente possível. Táxis e outros serviços de transporte foram proibidos de levar as pessoas para fora da cidade, o número de passageiros em autocarros, comboios e no metro será também limitado e todos os passageiros devem usar máscara.

c/p aqui

 

FUNDOS PÚBLICOS PARA UM BURACO PRIVADO SEM FUNDO


É a notícia do dia:

"Injecção no Novo Banco em 2021 é automática em “cenário de extrema adversidade”

aqui:
O Presidente da República ficou “estupefacto”, mas o contrato de compra previu que em “circunstâncias de extrema adversidade”, como uma pandemia, o Estado é forçado a injectar automaticamente o dinheiro necessário para manter o banco dentro das metas de solidez definidas.

Para começar, mil milhões de euros, directamente do OE, isto é, do bolso dos contribuintes.
Mas, pelos vistos, o compromisso assumido não tem limites de progressão nem razões de força maior que possam opor-se-lhes.

Herança do sr. Carlos Costa & Companhia, que está, alegremente, de abalada, tarde e a más horas.
Como é que ele e os comparsas adivinhavam que iria surgir no horizonte temporal próximo uma pandemia?

--- Correlacionado

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