Aliás

Palavras cruzadas para entreter a viagem. "Não há questões filosóficas, há questões de linguagem." - Wittgenstein "Insanity is doing the same thing over and over again, expecting different results" - Albert Einstein

Tuesday, February 09, 2010

UMA IDEIA LUMINOSA



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pescada aqui

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TÍTULOS DO DIA

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BRRR...

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FADO VASCOVALENTINO

"Precisamos por isso de perceber as pessoas para encontrarmos as soluções. Portugal atravessa uma fase muito complicada e o problema, salvo melhor opinião, não é só de modelo económico, é sobretudo de modelo cultural."
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Caro JCS,
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Perceber as pessoas é precisamente perceber porque é que vão para um lado em vez de ir para outro. Porque é que preferem ser funcionários públicos a empresários, por exemplo.

Mas este perceber não pode partir da hipótese que os portugueses (que portugueses? há um tipo genético português? não há) são mais calaceiros que outros povos, ainda que haja uns portugueses mais calaceiros que outros, mas o mesmo acontece em qualquer parte do globo.

No fado vascovalentino, a letra conta que o português não tem saída porque, coitado dele, nasceu assim, não há volta a dar-lhe. Há umas quantas excepções, Vasco Valente e as suas amigas estão nelas.

O homem é ele e as suas circunstâncias, dizia o filósofo, e não andará longe da verdade.

Dizer que os portugueses são menos trabalhadores que os suíços, por exemplo, e que os americanos são mais naif que os alemães, não faz sentido nenhum. Que portugueses? Que suíços? Que americanos? Americanos são mais ou menos 300 milhões, é gente demais para haver um modelo americano. Os alemães?

O chinês é mais trabalhador que o português? Não é nada. Pode é a comunidade chinesa, onde quer que ela se encontre, ser desafiada por incentivos que não se colocam a uma comunidade portuguesa.

Coloquei ontem no meu caderno de apontamentos um caso curioso que li num livro sobre o colapso financeiro finlandês. Pode ver aqui.
Diz o autor que para a instalação de uma central geotérmica gigante, num clima gelado e sem qualquer contacto com o exterior, uma empresa italiana incumbida de contratar pessoal recrutou portugueses e chineses. Parece paradoxal, não?

Não, Caro JCS, o que comanda fundamentalmente os comportamentos dos indivíduos são as circunstâncias, são os incentivos.

Diz v. que "Este país nunca teve tantos incentivos ao famoso empreendorismo, como será então que está essa fila?"

Respondo-lhe: A fila está nas expectativas para entrar para o funcionalismo público, por exemplo. É evidente que se o funcionalismo público, os monopólios de facto*, e todas as actividades não submetidas às leis da concorrência têm vindo a observar aumentos de rendimentos quando o rendimento nacional decresce, quando, portanto, do bolo minguante há uma parte que suga em crescente, facilmente se percebe de que lado estão os incentivos.
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Porque, a esses que não têm de mostrar no mercado o que valem, vale-lhes o Estado que, através do Governo, decide quanto devem eles receber. Mas como eles têm muitos votos, fazem greves, têm emprego seguro, o Governo compra-lhes os votos sob a forma de retribuições que a economia não gerou.

A questão, aliás, não é original. A propósito convido-o a ler uma história que também ontem coloquei no meu caderno de apontamentos, aqui.

Pois é assim, Caro JCS: Salvo melhor opinião tenho razão. Mas gostava não ter.

E fico na expectativa da sua discordância.
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*Quando o rendimento nacional decresce:

O QUE É ISTO?

clicar para aumentar Night Launch of the Space Shuttle Endeavour

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Monday, February 08, 2010

OS ISLANDESES

Se há ainda alguém que pense ser exagerado considerar o sistema financeiro internacional como o maior casino do mundo, aconselha-se a leitura de Why Iceland?: How One of the World's Smallest Countries Became the meltdown´s biggest casualty.
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Realço um pormenor: Em 2003 a economia islandesa foi submetida a três factores estimulantes: o investimento em projectos de capital intensivo para a produção energia para duas unidades de smelter de alumínio da Alcoa, liberalização da política monetária, privatização integral do sistema bancário. Os projectos de energia teriam um custo correspondente a aproximadamente 35% do PIB do país e começariam a gerar retorno a partir de 2007, o ano em que o sistema financeiro começou a ruir. A procura de mão-de-obra para estes projectos foi contratada com uma empresa italiana - a Impregilo - que recrutou trabalhadores em Portugal e na China para o trabalho árduo em paisagem gelada. A Impregilo, em desrespeito das leis do trabalho do país e locais, instalou os trabalhadores portugueses e chineses num estaleiro onde viviam isolados, sem quaisquer contactos com as localidades mais próximas.
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Quando tanto se fala da concorrência chinesa com o sector português de baixa tecnologia esta convivência luso-chinesa em terras da Islândia parece paradoxal. Mas, provavelmente, não é tanto quanto parece.

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POIS NÃO


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A imagem de conflitualidade interna não ajuda mesmo nada.
E não há, pelos vistos, quem tenha mão nisto.

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ACERCA DA PERVERSÃO DA DEMOCRACIA

A história não é inédita: Em Montgomery County, Maryland, USA, candidatos em eleições locais procuram o apoio do sindicato de professores, que conta com 11000 membros, pagando uma propina por esse apoio. Contrariamente à regra de serem os candidatos a receber apoios daqueles que, normalmente, esperam contrapartidas futuras dos vencedores, neste caso os candidatos começam a pagar à partida. E os resultados estão à vista:
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Em 2006 a maioria dos candidatos pagou ao sindicato dos professores a contribuição máxima permitida por lei: 6000 dólares. Os candidatos ao Board of Education pagaram igualmente quantias avultadas. Ainda que as contribuições sejam voluntárias o estratega político do sindicato fez saber que os candidatos apoiados tinham o dever de contribuir. Receando as consequências, todos pagam.
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Em 2003, em consequência de dificuldades orçamentais, o sindicato acabou por ceder relativamente às suas exigências salariais mas a presidente do Conselho do Executivo municipal não foi reeleita para o cargo e muito dificilmente manteve o lugar de membro no Conselho nas eleições de 2006. Este ano, com dificuldades orçamentais acrescidas, o sindicato redobrou as suas exigências e influências. Em consequência disso, dos 47 candidatos apoiados pelo sindicato, 42 foram eleitos para os lugares a que se candidataram.
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No fim de contas, é o sindicato quem faz eleger aqueles que serão os directores dos seus membros, aqueles que aprovam o orçamento do município, os mesmos que aprovam os aumentos salariais dos professores.
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Este sistema em circuito fechado tem permitido o crescimento exponencial dos salários dos professores: 23% de aumento para um professor médio nos últimos 3 anos, além de benefícios extraordinários de seguro de saúde e reforma.
Outros sindicatos importantes da função pública invocam agora os termos do contrato dos professores como referência para as suas reivindicações salariais, gerando uma espiral de concessões que o município não vai poder sustentar.
Para já o défice é de 600 milhões de dólares num orçamento de 4,3 biliões, quase 15%.
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Apesar dos problemas financeiros que Montgomery County enfrenta o sindicato dos professores continua a exigir aumentos nas negociações em curso. Até ver.
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Em exibição num cinema próximo se si.

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ACTOS, PRECISAM-SE

Num país onde o debate político, e nomeadamente de política económica, raramente consegue desprender-se de convicções ideológicas inabaláveis, Vítor Bento tem o grande mérito de expor, de modo tranquilo e transparente, o que pensa acerca dos problemas mais agudos que apoquentam a economia portuguesa, e consequentemente a sua situação financeira, das suas causas e das provações porque não conseguiremos deixar de continuar a passar.
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Porque nesta entrevista diz, no que nela é mais fundamental, o que desde há muito tempo vem dizendo, poderá dizer-se que não diz nada de novo. Mas é essa persistência, também notável, que tem vindo paulatinamente a convencer os mais cépticos, os menos avisados e os mais amarrados a compromissos partidários.
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Leio a entrevista ao presidente da Associação de Bancos Portugueses onde, além do mais, afirma que os bancos deverão aumentar os seus "spreads" já em Fevereiro uma vez que estão a pagar mais pelos depósitos. Creio que o presidente da APB, ao afirmar isto, exorbita das suas competências porque não lhe cabe a ele definir a política de pricing dos associados, e, fazendo-o, está claramente a confirmar o que é conhecido há muito mas ninguém procede como deve: penalizar convenientemente a actuação cartelizada da banca. Porque o que o presidente da APB está a dizer é isto: Vamos todos aumentar os preços porque a concorrência não faz bem a ninguém. E que não se esqueça a CGD de fazer parte do rebanho.
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Se as leis da concorrência fossem um assunto sério em Portugal, António de Sousa deveria ser compulsivamente demitido na sequência desta sua intervenção pública.
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Há muita coisa a mudar em Portugal.
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Vítor Bento: "Para acalmar os mercados são precisos factos, não discursos"
Numa altura em que os mercados internacionais mostram cada vez menos confiança nas obrigações do Estado português, Vítor Bento, actual presidente da SIBS, explica o que é preciso fazer.

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Sunday, February 07, 2010

UM ACTOR, DOIS REIS, DOIS DRAMAS

The man who would be kings
Michael Hayden takes on two of the Bard's most difficult characters in a double bill at Shakespeare Theatre

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UMA COISA NUNCA VISTA

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The Washington region was paralyzed by a blizzard that dumped more than two feet of heavy snow on the area by late Saturday, knocking out power for hundreds of thousands of people, toppling trees and reducing many streets to pedestrian pathways.
Almost 218,000 homes and business were without power at the outages' peak, and many had no heat midday Saturday at the height of the storm. By late last night, about 140,000 were still in the dark. Pepco advised customers to seek other lodging, saying it could take days to restore power to everyone. Some residents abandoned their cold, dark houses and checked into hotels. Others were trapped on side streets as snowplows concentrated on keeping major arteries clear.
So much snow fell, nonstop, that even plows occasionally became stuck and crews ran out of places to push piles from roads they cleared again and again. District transportation officials warned of huge snowbanks at intersections and said they would interfere with motorists' sight lines for days to come.
Many people needed superlatives to describe the storm.
"As much snow as any one of us have seen in our lifetime," District Mayor Adrian M. Fenty (D) said.
"This is the worst," said Joan Mancuso, 70, who has lived in her two-story house on Tildenwood Drive in Rockville for 41 years.
Across the region, snowfall totals approached or broke records. For the first time in at least 30 years, the U.S. Postal Service did not deliver mail Saturday, citing the safety of customers and employees alike. Popular attractions such as the Washington Monument, the Lincoln and Jefferson memorials, Smithsonian museums and the White House were closed to visitors.
National Park Service workers cleared icy walkways and rescued stranded motorists. Officials could not recall another blanket closure like this one.
"With the high winds and driving snow, you can't even see the top of the Washington Monument from the base," said Sgt. David Schlosser, a Park Police spokesman.

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JOBS

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SUN DAY











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PAISAGEM NOCTURNA

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CONFESSO QUE DISCORDO

(...) Há provocações que são boas porque, por exemplo, alertam para a raiz dos problemas. Mas também podem ser contraproducentes se forem feitas sem tacto ou consciência de quem são os destinatários. Falo, claro, da ideia de que isto vai lá através da descida dos salários nominais. Para quem tenha paciência, ver este clip, sendo que o tal incómodo vem no fim.
http://195.23.58.155:8080/streamtv/2010/02/WMS_RM_FILTER/28714524.wmv
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Vi e ouvi, com prazer, até ao fim.
Peço a sua paciência para ler porque razão discordo parcialmente do que afirma.
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Não entendo (mas a responsabilidade não é sua) porque é que o tema versava sobre a redução dos salários no sector privado. E, porque não, na função pública?
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Com a entrada no euro (o bode expiatório para as nossas debilidades) tanto a função pública como os monopólios de facto (aqueles cujos preços são regulados ou subvencionados pelo Estado) têm estado a apropriar-se de partes proporcionalmente superiores ao crescimento do rendimento nacional, que, até deve ter decrescido nos últimos anos.
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Ora essa apropriação dos não transaccionáveis (sei que não gosta do nome mas as coisas precisam de um nome) tem sido feita à custa do empobrecimento de grande parte dos não transaccionáveis, aqueles que têm de mostrar o que valem no mercado.
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É por essa razão de sucção de um sector relativamente a outro que o desequilíbrio da balança comercial se agravou irremediavelmente e o endividamento subiu. É por essa mesma razão (económica) que não sabemos sair da ratoeira que em que nos armadilhámos.
Diz o Professor Pedro Lains, se bem entendo as suas palavras, que, estando nós inseridos numa economia aberta, só o mercado pode resolver, com tempo, as nossas dificuldades permitindo passar de uma economia ainda muito dependente de um sector de baixa tecnologia para uma economia high-tec. Entretanto, pedimos ajuda.
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Ora, salvo o devido respeito, é neste ponto que discordo de si.
Porque uma parte substancial da economia portuguesa sai fora das leis do mercado. É o Governo que, administrativamente, fixa os preços e comanda as transferências de produtividade estatística entre sectores. A produtividade global calculada não corresponde à produtividade determinada pelo marcado porque é enviesada pela intervenção administrativa do Estado.
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É o Governo quem, ao aumentar os salários dos funcionários públicos em 2,9% quando o rendimento nacional decresceu, aumentou a produtividade da função pública e reduziu a produtividade dos que não viram os seus salários aumentados ou os perderam porque perderam o emprego.
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O mercado não resolve os efeitos distorcidos da intervenção do Estado na fixação administrativa dos preços (impostos e taxas) que pagamos pelos serviços prestados e pelos preços regulados ou subvencionados ou consentidos, pelo Estado, dos monopólios de facto.
Só o Governo pode distorcer aquilo que distorceu.
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Mas muito lhe agradecia que me dissesse que estou errado.
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comentário para o post Confesso... que não coloquei por o blog de Pedro Lains não estar, por razões que desconheço, a aceitar comentários neste momento.

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UM HOMEM PERIGOSO?

Não sou admirador de Vasco P. Valente e várias vezes o critiquei aqui.
Mas o artigo que transcrevo é um desafio. Se fica sem resposta, é consentido.
Com sentido?
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Alegadamente, o primeiro-ministro aprovou (ou, pelo menos, conhecia) um plano secreto e pouco saboroso para remover alguns críticos, que o irritavam, fazendo comprar a TVI e parte da imprensa por gente da sua confiança. As criaturas que ele queria exterminar eram, entre outras, o casal José Eduardo Moniz-Manuela Moura Guedes, como responsável pelo Jornal de Sexta, e José Manuel Fernandes, como director do PÚBLICO. Isto, a ser verdade, roça o absurdo. Nem o Jornal de Sexta, nem o PÚBLICO tinham o poder de pôr em risco o Governo ou sequer de afectar significativamente o prestígio e o estatuto de Sócrates. Se alguém tinha esse poder era o próprio José Sócrates, para não falar no grupo obscuro e anónimo, que, segundo se depreende dos documentos que o Sol revelou, o serviu zelosamente no terreno.
Não vale a pena insistir na ilegalidade e, sobretudo, na profunda imoralidade da operação, se por acaso existiu como a descreveram. Em qualquer sítio para lá de Badajoz, nenhum político sobreviveria um instante a essa grosseira tentativa de suprimir com dinheiro público o livre exame e a livre crítica, que a Constituição e os costumes claramente garantem. Mas não deixa de surpreender (e merecer comentário) que um primeiro-ministro de um partido que se gaba das suas tradições democráticas, declare por sua iniciativa, e sem razão suficiente, guerra aberta à generalidade dos media, que não o aprovam, defendem e bajulam. Não há precedentes na história deste regime de um ódio tão obsessivo à discordância, por pequena que seja, ou a qualquer oposição activa, de princípio ou de facto.
O autoritarismo natural de Sócrates não basta para explicar essa aberração na essência inteiramente inexplicável. Tanto mais que ela o prejudica e dá dele a imagem de um homem inseguro e fraco. Pior ainda: de um homem desequilibrado e perigoso. A única hipótese plausível é a de que o primeiro-ministro vive doentiamente no mundo imaginário da propaganda. Ou melhor, de que, para ele, a propaganda substituiu a vida: Sócrates já não partilha ou nunca partilhou connosco, cidadãos comuns, a mesma percepção de Portugal. Do "Simplex" que nada simplifica ao estranho melodrama sobre as finanças da Madeira que nada pesam, aumenta dia a dia a distância entre o que país vê e compreende e o que o primeiro-ministro afirma enfaticamente que é. Está perto o ponto em que só haverá uma solução: ou desaparece ele ou desaparecemos nós.
http://jornal.publico.clix.pt/noticia/07-02-2010/um-homem-perigoso-18749558.htm

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Saturday, February 06, 2010

O MAIOR NEVÃO EM CEM ANOS

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Virgínia

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O JOGO DA CABRA CEGA

Corrupção - Cravinho diz que políticos estão no centro da corrupção grave
O ex-ministro socialista João Cravinho afirma que «o centro da corrupção grave em Portugal» está «no sector político». «Isso é o grande problema que nós temos pela frente», declarou o autor de um pacote anti-corrupção recusado pelo Governo.
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Tudo empatado. Nem Cravinho diz quem. Nem quem pergunta a Cravinho. Quems.

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CONTINUA A DANÇA

Sócrates: notícias das escutas são “jornalismo de buraco de fechadura”
Desligue o telefone, está a ser escutado!
Escutas: "Sócrates mentiu ao país e não tem condições para governar"
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Le Congrés ne marche pas, il danse.

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MARY E OS INCENTIVOS*

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Continua a nevar. Já ultrapassou os 35 centímetros e deve aumentar, segundo as previsões, mais 10 centímetros até à noite.
A Mary, que não tem quem lhe retire a neve, está a trabalhar desde as seis da manhã. Agora, que a neve está mais densa, foi para dentro de casa descansar. Voltará daqui a pouco. Hà cerca de um ano partiu uma perna por ter escorregado no gelo, que é o que acontece à neve quando começa a derreter.
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* vd. post anterior

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OS PORTUGUESES

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Concordo consigo que o exemplo do Luxemburgo é famoso mas não é lá grande coisa. Eu próprio já escrevi várias vezes acerca do assunto no meu caderno de apontamentos. Também concordo consigo que a amostra emigrante é enviesada. Retiro o exemplo.
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Mas subsiste o argumento que é tão aplicável aos portugueses como aos chineses. As pessoas (todos os seres vivos) respondem a incentivos. Se os incentivos prevalecentes vão no sentido de não trabalharem, muitos optam por não trabalhar. Se o funcionalismo público é mais atractivo teremos uma sociedade de funcionários públicos. Se gerir um banco é mais seguro e rentável que gerir a CP, a CP continuará a ser um desastre. Se o erário público continuar a pagar as dívidas da RTP teremos “O preço certo” a entreter o pagode.
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Há quem pense que o mercado tudo resolve e que, mais tarde ou mais cedo, as coisas equilibram-se. O que é verdade. Leva é muito tempo e passa por cima de muitos destroços. Se queremos evitar que o tempo resolva, porque resolve, mas geralmente resolve muito mal, temos de eliminar as causas do nosso descontentamento.
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Como?
Há coisas que sabemos que não podemos mudar. Não podemos mudar os portugueses, ainda que alguns emigrem, mas os que emigram respondem, ou pensam responder a incentivos.
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O Vasco P. Valente tem muitos seguidores: Para VV, Portugal não tem solução porque os portugueses são o que são e não há volta a dar-lhes. É uma concepção racista porque supõe que uma vez entranhada no ADN a incapacidade colectiva, sendo congénita, não é modificável. É o fado vascovalentino.
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Há excepções, claro: O VV e as suas amigas, por exemplo. Tudo boa gente e inteligente, continuam a facturar internamente, mas não emigram. Sabe-lhes bem estar ao quentinho.
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Há também quem não perca a oportunidade para incensar a malta quando precisa dos votos: Segundo eles, naquele segundo, a maior riqueza de Portugal são os portugueses, os tais que deram novos mundos ao mundo, Nação valente (outra vez) e imortal… etc. e tal.
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Ora, meu caro JCS, não somos melhores nem piores que os outros. O nosso afastamento secular da Europa arredou-nos do combate e tornou-nos brandos. Voltámos à Europa e uma coisa que não devemos fazer é afastarmo-nos outra vez dela. Mas para não nos afastarmos, ou não nos afastarem, precisamos de cumprir minimamente as regras do clube.Isso implica não gastarmos mais (vá lá, muito mais) do que produzimos. O mundo social é um mundo de trocas. Se pouco temos para a troca, mais tarde ou mais cedo receberemos pouco por troca.
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Podemos, entretanto, endividar-nos, é o que temos feito, aliás, mas as dívidas não chegam aos céus. Há quem diga que o euro complicou tudo. Pura balela. Se tivéssemos continuado com o escudo (ou se voltássemos a ele, deixando a Europa) nada de fundamental se alteraria. As importações (que excedem as exportações) seriam mais caras, o escudo cairia, o poder de compra cairia na mesma medida, pelo menos. Os mais pobres ficariam mais pobres.
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Uma vez que não podemos ter Portugal sem portugueses (o que é que teríamos, então?) a saída está na modificação dos incentivos, privilegiando aqueles sectores (ditos transaccionáveis) de modo a que eles se tornem atractivos para o investimento financeiro e humano. Porque a raiz dos nossos problemas não é financeira mas económica. A debilidade de uma parte importante do sector produtivo está na origem do desequilíbrio financeiro.
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É preciso ter consciência colectiva (e alguém deveria assumir o papel de o dizer claramente aos portugueses) que, não aumentando o rendimento nacional, a apropriação de fatias crescentes do bolo estacionário ou minguante por parte dos não transaccionáveis (função pública incluída) se faz à custa dos transaccionáveis. Estes, cada vez mais debilitados, fecham as portas ou procuram outros ares. E o desequilíbrio externo cresce. E a dívida cresce. E o défice cresce.É assim tão complicado perceber isto?
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Não é.
Ainda ontem, segundo li no Público online, (…) “a estrutura sindical (leia-se CGTP, leia-se PCP & Cª) – que reivindica aumentos salariais de 4,5 por cento e um aumento mínimo de 50 euros por trabalhador – considerou haver motivos para protestar contra a precariedade, por aumentos salariais dignos e pela suspensão do Sistema Integrado de Avaliação de Desempenho da Função Pública”.
E fez uma manifestação junto a São Bento.
Que faz São Bento minoritário e monopartidário, orgulhosamente só? Encolhe-se.
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À espera que o tempo resolva? Não sei.
O que sei é que São Bento não tem condições para governar nas actuais circunstâncias. O País precisa de um governo maioritário pluripartidário para enfrentar a crise começando por informar claramente o que tem de ser feito. E fazer. Sem recorrer a eleições antecipadas que não resolveriam nada e comprometeriam tudo ainda mais.
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Era neste sentido, penso eu, que deveriam ser mobilizados os portugueses. Porque não sendo uma questão de sobrevivência (o País não fechará para obras) é uma questão de fuga à decadência.

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O QUE É ISTO?

Hong Kong Sky

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Friday, February 05, 2010

À GREGA

Protesto junta milhares de funcionários públicos em Lisboa
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Vários milhares de funcionários públicos desfilaram pelas ruas da baixa lisboeta para irem ao Ministério das Finanças pedir aumentos salariais este ano.
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À grega, ficaremos gregos.

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OBRIGAÇÕES E OBRIGAÇÕES

A criação de um fundo obrigacionista europeu tem um pequeno óbice: O de, provavelmente, não honrarem os seus compromissos alguns dos utilizadores da emissão. Porque uma obrigação, como o nome indica, obriga. Neste caso, a pagar um empréstimo na data do seu vencimento, e em nada se distingue, quanto a este aspecto, de um outro qualquer contrato de empréstimo financeiro. É certo que retiraria do mercado grande parte do espectro da especulação que a divisão consente e reduziria o prémio de risco da emissão por parte dos países mais fragilizados.
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Mas os alemães, os holandeses, etc., que cumprem, não me parece que possam ser convencidos a pagar o que gregos e etc. não pagarem. E aí está o elementar busílis da questão: desde que não haja equilíbrio financeiro, desde que a economia não produza o suficiente para honrar os empréstimos contraídos, mais cedo ou mais tarde alguém é apanhado desprevenido, e passa a ser visto de forma desconfiada. E estaremos de volta ao mesmo: a falta de credibilidade de alguns membros de um grupo compromete-os a eles e ao grupo.
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Coloca-se, portanto, a necessidade da exigência de comportamentos sérios, a serem respeitados por todos os membros utilizadores da emissão. Ora a Grécia tem sido pouco respeitadora das regras do conjunto. Portugal apanha por tabela. Mas quando a situação impõe que se dê ao mundo uma imagem de consensualidade à volta dos grandes objectivos do País e dos caminhos para os atingir o que acontece é precisamente o contrário: uma guerrilha sem tréguas entre os partidos.
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Como se a democracia fosse, necessariamente, a resultante de um confronto permanente e não houvesse alturas em que alguém deve tocar a reunir para enfrentar a ameaça comum.

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O GRANDE ECONOMISTA

"(...) começou algo. Para mim, o princípio da solução que, como prefiro, será feita pelos mercados… É que não há mesmo outra via, em regime de economia aberta. De notar que tudo está a acontecer sem os tais investimentos, em resultado da resposta (deste e demais governos europeus) à crise. Vamos ver os episódios que se seguem; como responde a Comissão, se o FMI vem aí como recomenda o FT de hoje, se vai haver subida de impostos. Ou se saímos do euro, coisa que está seguramente já em cima da mesa de algumas pessoas importantes." - Pedro Lains
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(A resposta) fica para a conversa aprazada.
É pena. Porque se o tempo tudo resolve, o mercado também, mas à sua maneira.
J.E.Sitiglitz, no seu livro mais recente, Freefall, insiste vementemente na tese contrária: O mercado não é, só por si, solução. Foi a aplicação da convicção contrária que esteve na gestação da crise.
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Um economista, razoavelmente conhecido, costumava empilhar os processos que lhe eram submetidos a despacho em cima da secretária, de tal modo que, quem lhe entrasse no gabinete não sabia se ele estava ausente ou presente por detrás da papelada acumulada.
Segundo ele, o tempo tudo resolve. De modo que os processos transitavam de "pendentes de análise" para "a aguardar despacho" para "à espera que o tempo resolva". E nunca, assegurava ele, um problema tinha ficado por resolver.
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Assim, a preferência de PLains: Para quê soluções intrincadas e politicamente indigestas se o mercado, isto é, o tempo, tudo resolve?
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E resolve, não há dúvida, à sua maneira.
Não há mal que sempre dure, lá diz o povo. Ficamos é sem perceber porque é que existem economistas.

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A EXPLICAÇÃO AOS BANCOS

The Obama banking plan explained
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Quem não sabe ler vê bonecos.

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OS GREGOS E OS OUTROS GREGOS

Market gains erased as fear grips investors : E.U. WOES HIT WALL STREET U.S. jobless claims rise,making matters worse.
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Fears about financial crises in the wobbling economies of southern Europe and an unexpected increase in U.S. jobless claims sent global stock markets reeling Thursday, posing new challenges for the European Union and the U.S. economic recovery.
Despite several pieces of upbeat economic data at home, the
Dow Jones industrial average plunged 2.6 percent, finishing just two points above the 10,000 threshold it first crossed in 1999. Broader U.S. and foreign market indices fell about 3 percent, and oil prices fell 5 percent. The euro fell to its lowest level against the dollar since May.
What began in recent days as anxiety about the solvency of Greece and the prospect of labor unrest there spread to worry about Portugal's budget and Spain's housing bubble, then to concerns about how Europe's richer nations might come to the rescue of weaker sisters sharing the common euro currency.
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One spark for the day's turmoil came from Greece, where the recently elected government of Prime Minister George Papandreou is struggling to reduce its huge budget deficit, which hit 12.7 percent of gross domestic product last year. Despite a televised Tuesday-night appeal for unity by Papandreou, Greece's biggest union approved a mass strike Thursday to protest spending cuts, and tax collectors began a 48-hour walkout, raising doubts about the government's ability to fulfill its plans.
...
European Central Bank President Jean-Claude Trichet said Thursday that the euro should not be punished for Greece's problems. He asserted that the 16 euro zone countries would run a combined deficit smaller than those of the United States and Japan. But, given the record U.S. budget deficit projected by the Obama administration, that provided small solace to traders.
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O MATA-MOSCAS

"... (Quanto) ao PR, que mais poderia ter feito, para além daquilo que tem feito, desde o discurso de Ano Novo, a chamar a atenção para os problemas fundamentais, até à promoção de entendimentos que assegurem a governabilidade do País? Não se esqueça de que as revisões constitucionais deixaram o arsenal presidencial limitado a um mata-moscas e uma bomba atómica."
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Caro VB.,
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Com todo o respeito, permita-me que discorde.
Vivemos tempos difíceis a exigir soluções complicadas como o VB, honra lhe seja, mais do que qualquer outro, não se tem cansado de explicar muito claramente.
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A resposta à equação em que nos embrulhámos tem de ser política. Escrevo isto, sabendo que escrevo uma redundância, por deduzir que nada se alterará de forma conveniente sem uma acção política adequada.
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No actual quadro parlamentar, aparentemente, isto é, para o homem da rua que eu sou, não há condições políticas para adoptar as medidas que as circunstâncias impõem. A Assembleia da República, entretida com quezílias partidárias, lembra o Congresso de Viena: le Congrès ne marche pas; il danse.
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O País precisa de um governo maioritário pluripartidário capaz de mostrar ao mundo que tem juízo e pagará o que deve. Eleições antecipadas não só não alterariam as condições em que assentam este requisito como espantariam ainda mais os credores e investidores.
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Quem é que pode forçar a formação de um novo governo ou a remodelação deste com a entrada de novos parceiros? Só vejo o PR. Alguém vê mais alguém? O FMI? A UE? Durão Barroso, porreira pá?
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O PR, do meu ponto de vista, pode e deve antecipar-se a promover aquilo que, se o não fizer, outros ou as circunstâncias farão por ele.
Para além do apanha-moscas e da bomba atómica, o PR, se não conseguir convencer o PM e as oposições em privado, pode e deve dirigir-se à AR e colocar a questão em pratos limpos: Meus amigos, a situação é esta, o País não suporta mais um desencontro de objectivos e de meios para atacar os problemas com que se defronta. Eleições antecipadas estão restringidas pelo calendário eleitoral e só abalariam ainda mais a posição do País no contexto internacional. Têm um mês para se entender. Se no fim desse período o imprescindível não for atingido, entenderei que a vossa opinião é diferente da minha e me compelem a dissolver a AR no curto intervalo em que essa dissolução é possível.
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Há, evidentemente, pelo menos um reparo a este raciocínio do homem comum: O PR declarou, ainda há pouco tempo que este Governo tinha condições para governar. Passou a não ter de um dia para o outro?
Não sei, mas sei que não tem.

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O QUE É ISTO?

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O JOGO DA CABRA CEGA

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Thursday, February 04, 2010

CONSELHO DE QUÊ?

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Pois está. E está desde o momento em que o PM simulou querer formar um governo maioritário, as oposições simularam que o PS devia governar em minoria, o PR quando considerou que também ele tinha governado em minoria e, portanto, o governo minoritário do PS tinha condições para governar. E não tinha. E agora, am cada dia que passa, tem menos. Para que serviu, afinal, o Conselho de Estado de ontem se a situação política continua instável e os investidores estrangeiros vendem a dívida a preços de saldo?
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Quando é que os actores em palco vão perceber que as estruturas em que se movem estão arruinadas e instáveis e não aguentam as tropelias que os pândegos continuam a fazer sobre elas? Quando é que se apercebem que os expectadores, na iminência de uma derrocada total, começam a desertar em massa?
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Era assim tão difícil perceber que isto ia a contecer? Não era. Até eu percebi, que não tenho as informações que eles têm, e escrevi isso mesmo aqui, no Aliás, desde a primeira hora.
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indicadores do descalabro

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Wednesday, February 03, 2010

POR 104 MILHÕES DE DÓLARES

Giacometti sculpture sells for $104M
Sotheby's says sale of life-size bronze sculpture of a man set a world record as most expensive work of art ever sold at auction.

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LÁ COMO CÁ COMO LÁ

A clear route to recovery: Exports
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President Obama has smartly suggested that a new export strategy could support 2 million very good American jobs, more than created by his stimulus initiative. The United States already sells about $1.5 trillion worth of goods and services annually to the rest of the world, which creates about 10 million high-paying jobs. Every $1 billion of additional exports will produce about 7,000 very good jobs. Robust export expansion would also reduce our large trade deficits and resultant need to borrow abroad to finance them.
Last week the president suggested an ambitious but realistic goal of
doubling exports over the next five years. An effective U.S. export strategy must focus on four variables: the exchange rate of the dollar, trade agreements, our own export controls and tax policy.
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CONSELHO DE ESTADO

Conselho de Estado termina sem declarações após cinco horas
Para memória futura.
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No final, o secretário do Conselho de Estado leu uma sucinta declaração onde fazia votos que “da Assembleia da República saia um espírito de compromisso e um diálogo frutuoso para o país encarar os desafios estruturais que tem à sua frente”. (Público)
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Sairá? Mudou-se alguma coisa?
"Insanity is doing the same thing over and over again, expecting different results" - Albert Einstein
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UM PROBLEMA POR RESOLVER

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AOS SOLAVANCOS NÃO VAMOS LÁ

Os conflitos que estão a envenenar cada vez mais o confronto entre as oposições e o Governo não são apenas acidentes de percurso característicos dos regimes democráticos porque revelam, sobretudo, a incapacidade incontornável de, num quadro parlamentar como o actual, existirem condições de governabilidade que possam atacar os fundamentos da crise. A Lei das Finanças Regionais é mais um dos pontos de conflito que prometem caracterizar a luta política em Portugal. Mesmo que o apelo de última hora para rejeição da Lei das Finanças Regionais seja atendido (e tudo leva a crer que não seja, pelo menos globalmente) o País está condenado a andar em bolandas quando a unidade no essencial é condição sine qua non (ainda que não suficiente) para atacar os problemas graves que enfrentamos todos.
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Porque as agências de rating e todos quantos têm os olhos postos em nós também avaliam a nossa capacidade de mobilização para enfrentar as dificuldades. E não faz qualquer sentido pensar que as conclusões desses observadores são mais ou menos justas porque as consequências que delas resultarem não serão reverssíveis* pelos nossos argumentos se, logo à partida, lhes mostrarmos que não nos entendemos sequer internamente.
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Sobre Portugal pesa hoje um ónus de credibilidade externa. E nem sequer vale a pena argumentar que outros (quais?) enfrentam situações mais críticas que a nossa. Mais tarde ou mais cedo (e quanto mais tarde pior) teremos de pôr de acordo sobre o caminho a seguir. Noutros tempos, estas situações despoletavam golpes de Estado, os militares saíam à rua, e um senhor emergia da confusão tomando conta das rédeas do cavalo à solta. Não resolvia o problema mas sossegava as massas por algum tempo. Hoje, felizmente, ninguém toleraria essa hipótese que nos ostracizaria na Europa e no mundo civilizado.
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O Governo do PS é um governo legítimo mas não desfruta de condições de governabilidade que a situação impõe. Eleições antecipadas não alterariam significativamente o quadro parlamentar actual. Em cada dia que passa mais se me arreiga a convicção de que a solução governativa terá de encontrar-se dentro do actual quadro parlamentar com outro governo: maioritário pluripartidário.
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O EURO EM CAUSA

What the eurozone must do if is is to survive
By Wolfgang Münchau

First Greece, then Portugal, and then what? The project of European monetary union is entering the most dangerous phase in its 11-year history. Last week, eurozone governments started preparations, for the first time, to
bail out one of their fellow members. Greece will probably require a bridging loan at some point. Portugal might too. But they are small countries. No matter what happens, it will not break the euro.
The clear and present danger to the eurozone is
Spain. Daniel Gros of the Centre for European Policy Studies argued on these pages last week that Spain is in a better position than Greece because of its higher rate of gross national savings. But I believe that Spain is likely to squander that advantage. Spain, like Greece, has suffered from an extreme loss of competitiveness during a period in which it relied on a housing bubble to generate prosperity. While the Greek government is at least beginning to recognise the need for reform, perhaps too late, Spain’s political establishment remains in denial.
So what if Spain gets into trouble? Will the eurozone falter, as Nouriel Roubini, professor of economics at New York University, predicted in an interview last week? The question is unanswerable. I find it more constructive to ask what the eurozone will need to do to survive the strains ahead. Three measures are, in my view, essential for survival; a further three almost so.
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PRIMAVERA EM FEVEREIRO


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american robin na Casa Branca







Virgínia






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TÍTULOS DO DIA

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