Tuesday, November 20, 2007

A CRISE DOS OUTROS

With the Recession Becoming Inevitable the Consensus Shifts Towards the Hard Landing View. And the Rising Risk of a Systemic Financial Meltdown

Nouriel Roubini Nov 16, 2007

It is increasingly clear by now that a severe U.S. recession is inevitable in next few months. Those of us who warned for the last 12 months about a combination of a worsening housing recession, a severe credit crunch and financial meltdown, high oil prices and a saving-less and debt-burdened consumers being on the ropes causing an economy-wide recession were repeatedly rebuffed the consensus view about a soft landing given the presumed resilience of the US consumer.

But the evidence is now building that an ugly recession is inevitable. Thus, the repeated statements by Fed officials that they may be done with cutting the Fed Funds rate are both hollow and utterly disingenuous. The Fed Funds rate will be down to 4% by January and below 3% by the end of 2008.
More revealing of the change in mood the financial press and some of the most prominent market analysts are coming to the realization that a recession is highly likely.
The Economist has a cover story and long piece arguing that a US recession highly likely (and citing this author's work with Menegatti and our views on the inevitability of such a recession).
More importantly, on Wall Street some of the leading analysts that had been in the soft landing camp for the last year have now moved their forecast in the direction of hard landing. It is not just David Rosenberg of Merrill Lynch who has been informally in the hard landing camp and is now explicitly talking about a consumer recession. It is not just
Jan Hatzius of Goldman Sachs who was always more bearish relative to the soft landing consensus and is today explicitly talking about a US recession and a credit crunch reducing lending by $2 trillion.
Even in soft landing houses such as Morgan Stanley and JP Morgan the tone is completely different now. At Morgan Stanley Steve Roach was the in-house bear while Richard Berner (a most sophisticated economist and analyst) was the in-house soft landing optimist. With Roach now gone to run Morgan Stanley Asia, the commentary by Richard Berner has become increasingly darker. And the latest Monday piece by Berner is titled “
The Perfect Storm for the US Consumer” where his points on the headwind forces hitting the US consumer are completely overlapping with my analysis of such risks in my recent “The Coming US Consumption Slowdown that Will Trigger an Economy-Wide Hard Landing.
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Monday, November 19, 2007

O DÓLAR E A GUERRA DO PETRÓLEO - 3

A Guerra do Petróleo só terminará quando terminar o objecto que a move. Enquanto a dependência mundial do petróleo se mantiver a guerra continuará e aumentará. Até onde, ninguém sabe, mas espera-se que algum motivo dissuasor contenha o recurso às armas de destruição maciça que, por não existirem no Iraque à data da invasão norte-americana, obviamente nada garante que não possam vir a ser despoletadas no futuro em alguma outra parte do globo.
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O dólar, apesar do papel relevante que assume na estratégia desta guerra, que começou há muito e que não terminará antes do petróleo deixar de ser imprescindível à sobrevivência das sociedades em geral e, sobretudo, das mais desenvolvidas, poderá vir a ser substituido por outra moeda de transacção, ou por um cabaz delas, sem que daí resulte uma alteração substantiva dos factores críticos que movem esta guerra.
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Os preços dos produtos petrolíferos continuarão a depender, fundamentalmente, da relação oferta/procura a nível mundial, e o que sabemos hoje é que esta relação tende a decrescer continuamente com a redução progressiva da oferta e o aumento, por enquanto, imparável da procura.
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As transacções em dólares provocam, naturalmente, o crescimento do aumento da massa monetária em circulação mas é o défice comercial dos EUA, que não tem origem apenas na sua dependência petrolífera, que provoca a quebra do valor da moeda norte-americana. A esta quebra respondem os fornecedores aumentando os preços para assegurar os seus rendimentos em termos reais. Mas esses aumentos só são sustentáveis porque as relações prevalecentes no mercado favorecem os produtores/vendedores.
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Quanto às frequentemente referidas vantagens para a economia-norte americana da denominação das transacções do petróleo em dólares, elas poderão tornar-se numa ameaça que poderá ser incontornável e despoletar uma crise económica mundial se a moeda norte-americana perder o pé no mar dos petrodólares (e de todos os os outros biliões de dólares detidos pelos chineses, principalmente). A adopção de um cabaz de divisas como unidade de transacção poderá ajudar a reduzir esse risco. Mas é bem provável que alguns dos principais intervenientes, com destaque para a Arábia Saudita, não queiram ir por aí.

Sunday, November 18, 2007

O DÓLAR E A GUERRA DO PETRÓLEO - 2

A Guerra do Petróleo, como todas as outras que movem os seres vivos uns contra os outros, é uma guerra pela posse de recursos. O que torna a Guerra do Petróleo diferente de todas as outras é a dependência de quase toda a Humanidade (as excepções serão as sociedades mais primárias) de recursos que têm os dias contados e se encontram muito concentrados em alguns locais do globo. É na maior parte desses locais que se desenrolam as batalhas ou impendem as ameaças de guerra. A guerra do Iraque não é senão uma dessas frente de batalha, a mais mediática no momento, e, como em todas as outras guerras, as suas motivações últimas (assegurar o controlo dos poços de petróleo) não são as anunciadas (a democracia, neste caso).
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Para além da especificidade dos recursos petrolíferos que estão na origem desta guerra mundial, por agora com frentes localizadas, (indispensabilidade absoluta, finitude anunciada, concentração das fontes) o facto de as transacções internacionais serem denominadas em dólares coloca algumas questões que tomam mais acuidade quando as cotações já rondam os 100 dólares/barril e o valor do dólar entrou em perigosa derrapagem.
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Enquanto nos EUA muitos vêm na guerra do Iraque um atoleiro onde, desastradamente, George W. Bush os meteu e alguns, como Thomas L. Friedman clamam que, além do mais, o crescimento dos preços redunda em crescentes vantagens para alguns inimigos dos EUA , ao apoderarem-se de um imenso mar de dólares, os donos do petróleo começam a fazer contas acerca das desvantagens de trocar o ouro negro pelas notas verdes.
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Ontem, soube-se que os membros da OPEC decidiram mandatar uma comissão para o estudo do impacto do dólar no crescimento dos preços do crude. (vid. post abaixo "O DÓLAR E A GUERRA DO PETRÓLEO).
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É por demais evidente que aos promotores deste estudo, com destaque para Chávez, não preocupam as eventuais dificuldades que o crescimento dos preços possa vir a colocar às economias dos países compradores mas o valor progressivamente decrescente dos seus recebimentos em dólares.
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(Continua)

XANGAI : Rua de Nanquin




O aumento da procura de produtos petrolíferos em todo o mundo não pára, mas é sobretudo da Ásia, e da China e Índia em particular, que vêm os crescimentos dos consumos com mais impacto na situação global; A iluminação das cidades chinesas, sobretudo daquelas situadas no anel turístico, é vista como uma forma de atracção turística e de demonstração do vigor da sua economia.
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Talvez porque não carecem desta forma de demonstração da sua riqueza, as cidades norte-americanas, incluindo a mítica Nova Iorque, não se desdobram tanto em exuberância de tantos raios de luz.
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Novo riquismo chinês?
A árvore de Natal em frente da Casa Branca é uma parente paupérrima das árvores Millennium em Portugal. As iluminações natalícias das nossas cidades, e em particular de Lisboa, excedem as de quaisquer outras cidades europeias. Nos EUA, as iluminações são, na maior parte dos casos, colocadas individualmente pelos norte-americanos em frente das suas casas.
Novo riquismo? Velho provincianismo.

O DÓLAR E A GUERRA DO PETRÓLEO


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A influência do crescimento da massa monetária no crescimento dos produtos petrolíferos foi levantada na blogosfera por J Miranda no Blasfémias e comentada por Luis Aguiar-Conraria (A Destreza das Dúvidas). Trata-se de uma questão que só fará sentido se, à partida, for precisado o objecto em discussão e, nomedamente, de que preços estamos a falar (reais, nominais, em dólares, em euros, em ouro, como na hipótese ilustrada acima por Luís Aguiar-Conraria).
Mas ainda que a discussão de situe apenas ao nível da correlação entre a massa monetária e os preços (do petróleo, nesta caso) não me parece, contrariamente ao que afirma J Miranda que os preços cresçam em resposta ao aumento da massa monetária (M3). A correlação estabelece-se de forma inversa sendo o aumento dos preços determinante (em que medida estamos por saber) no aumento da massa monetária em circulação com efeitos reprodutivos nos preços.
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Salvo melhor opinião.
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Venezuelan President Hugo Chavez, left, talks with Iranian Foreign Minister Manouchehr Mottaki, right, back to camera as Iran's Organization of the Petroleum Exporting Countries (OPEC) governor Hossein Kazempour Ardebili, center looks on, during the closing ceremony of the third OPEC (Organization of the Petroleum Exporting Countries) Summit in Riyadh in kingdom of Saudi Arabia on Sunday Nov. 18, 2007. A man at 2nd right is unidentified.
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OPEC to Study Effect of Dollar on Prices
By SEBASTIAN ABBOTThe Associated Press Sunday, November 18, 2007; 12:54 PM

RIYADH, Saudi Arabia -- OPEC will study the weak U.S. dollar's effect on the oil cartel's earnings and investigate the possibility of a currency basket, Iran's oil minister said Sunday.

"We have agreed to set up a committee consisting of oil and finance ministers from OPEC countries to study the impact of the dollar on oil prices," Gholam Hussein Nozari told Dow Jones Newswires at a rare heads-of-state OPEC summit.

Iraqi Oil Minister Hussein al-Shahristani also confirmed that the Organization of Petroleum Exporting Countries was forming the committee, which would "submit to OPEC its recommendation on a basket of currencies that OPEC members will deal with." He did not give a timeline for the recommendation.

Though a final statement issued Sunday at the end of the summit did not specifically mention the dollar or a committee, it did say the oil-producing group would look into ways of improving financial cooperation.

OPEC will "study ways and means of enhancing financial cooperation among OPEC ... including proposals by some of the heads of state and governments in their statements to the summit," OPEC Secretary General Abdalla Salem el-Badri said, reading the statement.

Iran and Venezuela have been pressuring OPEC to study the effect of the falling dollar. But the suggestions were met with resistance from other OPEC members, including Saudi Arabia's foreign minister, who warned Friday that even talking publicly about the currency's decline could further hurt its value.

Oil is priced in U.S. dollars on the world market, and the currency's depreciation has concerned oil producers because it has contributed to rising crude prices and has eroded the value of their dollar reserves. Cartel officials have resisted pressure to increase oil production to ease prices.
During his final remarks, el-Badri stressed he was committed to supply _ but did not mention changing oil outputs, as expected.


"We affirm our commitment ... to continue providing adequate, timely, efficient, economic and reliable petroleum supplies to the world market," he said.
The run-up to the meeting was dominated by speculation over whether OPEC would raise production following recent oil price increases that have closed in on $100.


U.S. Energy Secretary Samuel Bodman called on OPEC to increase production earlier this week, but cartel officials have said they will hold off any decision until the group meets next month in Abu Dhabi, United Arab Emirates.

They have also cast doubt on the effect any output hike would have on oil prices, saying the recent rise has been driven by the falling dollar and financial speculation by investment funds rather than any supply shortage.

The meeting in Riyadh, with heads of states and delegates from 12 of the world's biggest oil-producing nations, was the third full OPEC summit since the organization was created in 1960. Libya's oil policy head, Shokri Ghanem, confirmed to Dow Jones that Libya is to host the next heads of state summit in 2012.
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http://www.washingtonpost.com/wp-dyn/content/article/2007/11/18/AR2007111800325.html

Saturday, November 17, 2007

O MUNDO (AINDA) NÃO É PLANO

Meu Caro João V.,
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Obrigado pelo teu e-mail transcrevendo o artigo de Thomas L. Friedman, que retranscrevo abaixo.
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Thomas L. Friedman é um aplaudido colunista do New York Times, tendo-lhe sido atribuido o Pulitzer Prize por três vezes. TLF é autor, nomeadamente, de "The Lexus and the Olive Tree" (Prémio Pulitzer) e de o muito citado "The World is Flat".
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Com tais credenciais o que pode dizer-te este teu amigo, a quem tiveste a bondade de mandar o artigo, para além de te agradecer a atenção? Pois só posso dizer-te que, faltando-me obviamente competência para me bater com tal guru, só posso alinhar algumas dúvidas que o assunto me suscita.
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Se bem percebi a proposta de Thomas L. Friedman e o desencanto dele, o povo americano, em geral, está pouco atento aos acontecimentos e não percebe a teia onde o enredaram: Como o preço da gasolina nas bombas nos EUA ainda não está suficientemente elevado para induzir comportamentos de consumos mais moderados, e de inovações tecnológicas que permitam essa moderação, o aumento da procura tem determinado o aumento dos preços do crude, aumentos esses que estão a encher os bolsos já cheios de alguns inimigos dos EUA. Se, como advoga Thomas L. Friedman fosse introduzido um imposto (1 dólar ou mais por galão) o preço da gasolina nas bombas subiria nessa mesma medida, provocando a queda dos consumos de gasolina nos EUA e, consequentemente, a queda dos preços do crude nos mercados internacionais.
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Inquestionavelmente, o preço da gasolina nos EUA é muito mais baixo que na Europa e os consumos médios das viaturas são mais elevados. Pode concluir-se daqui que um agravamento fiscal levaria os norte-americanos a alterar os seus comportamentos consumistas de combustíveis? Se esta tese for válida, os consumos estarão já a baixar pela via do aumento dos preços do crude, não?
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Por outro lado Thomas L. Friedman não refere, uma única vez sequer, no seu texto a influência do crescimento da procura de hidrocarbonetos por parte dos países asiáticos com destaque para a China e Índia.
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Porque, para além das contingências políticas e naturais que influenciam a volatilidade dos mercados do crude, são as alterações estruturais na relação oferta/procura que comandam os preços nos contratos a prazo, também com repercussões imediatas nos mercados "spot".
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No mínimo, este esquecimento da China e da Índia, parece-me suspeito. Suspeito de que os colunistas se não são polémicos não serão colunistas por muito tempo. E a polémica, já se sabe, nem sempre se socorre do maior rigor.
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Que te parece?
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November 14, 2007
Op-Ed Columnist
Coulda, Woulda, Shoulda
By
Thomas L. Friedman.
Two dates - two numbers. Read them and weep for what could have, and
should have, been. On Sept. 11, 2001, the OPEC basket oil price was
$25.50 a barrel. On Nov. 13, 2007, the OPEC basket price was around $90
a barrel.

In the wake of 9/11, some of us pleaded for a "patriot tax" on gasoline
of $1 or more a gallon to diminish the transfers of wealth we were
making to the very countries who were indirectly financing the
ideologies of intolerance that were killing Americans and in order to
spur innovation in energy efficiency by U.S. manufacturers.

But no, George Bush and Dick Cheney had a better idea. And the Democrats
went along for the ride.
They were all going to let the market work and
not let our government shape that market - like OPEC does.

You'd think that one person, just one, running for Congress or the
Senate would take a flier and say: "Oh, what the heck. I'm going to lose
anyway. Why not tell the truth? I'll support a gasoline tax."

Not one. Everyone just runs away from the "T-word" and watches our
wealth run away to Russia, Venezuela and Iran.

I can't believe that someone could not win the following debate:

REPUBLICAN CANDIDATE: "My Democratic opponent, true to form, wants to
raise your taxes. Yes, now he wants to raise your taxes at the gasoline
pump by $1 a gallon. Another tax-and-spend liberal who wants to get into
your pocket."

DEMOCRATIC CANDIDATE: "Yes, my opponent is right. I do favor a gasoline
tax phased in over 12 months. But let's get one thing straight: My
opponent and I are both for a tax. I just prefer that my taxes go to the
U.S. Treasury, and he's ready to see his go to the Russian, Venezuelan,
Saudi and Iranian treasuries. His tax finances people who hate us. Mine
would offset some of our payroll taxes, pay down our deficit, strengthen
our dollar, stimulate energy efficiency and shore up Social Security.
It's called win-win-win-
win-win for America. My opponent's strategy is sit back, let the market
work and watch America lose-lose-lose-lose-lose." If you can't win that
debate, you don't belong in politics.

"Think about it," says Phil Verleger, an energy economist. "We could
have replaced the current payroll tax with a gasoline tax. Middle-class
consumers would have seen increased take-home pay of between six and
nine percent, even though they would have had to pay more at the pump. A
stronger foundation for future economic growth would have been laid by
keeping more oil revenue home, and we might not now be facing a recession."

As a higher gas tax discouraged oil consumption, the Harvard University
economist and former Bush adviser N. Gregory Mankiw has argued: "the
price of oil would fall in world markets. As a result, the price of gas
to [ U.S.] consumers would rise by less than the increase in the tax.
Some of the tax would in effect be paid by Saudi Arabia and Venezuela."

But U.S. consumers would have known that, with a higher gasoline tax
locked in for good, pump prices would never be going back to the old
days, adds Mr. Verleger, so they would have a much stronger incentive to
switch to more fuel-efficient vehicles and Detroit would have had to
make more hybrids to survive. This would have put Detroit five years
ahead of where it is now. "It's called the America wins program," said
Mr. Verleger, "instead of the petro-states win program."

We simply cannot go on being as dumb as we wanna be. If you hate the war
in Iraq, then you want a gasoline tax so you can argue that we can pull
out of there without remaining dependent on an even more unstable
region. If you want to see us negotiate with Iran, not bomb it, you want
a gasoline tax that will give us some real leverage by helping to reduce
the income of the ayatollahs.

If you're a conservative and you believed that the Iraq war was
necessary to drive reform in the Middle East, but the war has failed to
do that and we need "Plan B" for the same objective, you want a gasoline
tax that will reduce the flow of wealth to petrolist leaders who will
never change if all they have to do is drill well holes rather than
educate and empower their people.

If you want to see America thrive by becoming the most energy productive
economy in the world - a title that now belongs to Japan, which doesn't
have a drop of oil in its soil - you want a gasoline tax, which will
only spur U.S. innovation in energy efficiency.

President Bush squandered a historic opportunity to put America on a
radically different energy course after 9/11.
But considering how few
Democrats or Republicans are ready to tell the people the truth on this
issue, maybe we have the president we deserve.
I refuse to believe that,
but I'm starting to doubt myself.

Friday, November 16, 2007

WARHOL



Retrato de Elizabeth Taylor decepciona em leilão da Christie's
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NOVA YORK, EUA (AFP) — Um retrato de Elizabeth Taylor feito por Andy Warhol e que, segundo a imprensa britânica, pertencia ao ator Hugh Grant, foi vendido (14/11) por pouco mais de 23 milhões de dólares na Christie's de Nova York, apesar de ter sido avaliado entre 25 e 35 milhões.
De um modo geral o leilão de arte contemporânea realizado na noite desta terça-feira atingiu preços altos, mas não impressionantes.
No entanto, o total de 67 obras leiloadas foi vendido pela Christie's. O melhor lance foi para um Mark Rothko "sem título" (vermelho, azul, laranja), vendido por mais de 33 milhões de dólares, acima dos 30 milhões avaliados.As vendas desta terça alcançaram 325 milhões de dólares, abaixo do estimado pela Christie's, que esperava entre 242 e 338 milhões.

BRONCA DO DIA : FURACÃO JYHADISTA

Ontem João Amaral Tomaz, Secretário de Estado dos Assuntos Fiscais, declarou, durante o debate na especialidade do orçamento geral do Estado para 2008 que, contrariamente ao que parece ser uma ideia muito generalizada de que não são as grandes empreasas que se escapam aos impostos, a fraude e evasão fiscal são, em Portugal, sobretudo realizadas pelas maiores empresas. E, na ocasião, convidou à comparação das listas das 1000 maiores empresas, geralmente divulgadas na imprensa, com os nomes das empresas que estão citadas no processo da operação "Furacão".
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Para aqueles que, na sequência da enervada intervenção de Paulo Portas durante a discussão na generalidade do orçamento para 2008, concordaram com ele que é "jyhad fiscal" a eficácia ultimamente observada na cobrança dos impostos, ou metem a viola no saco com estas declarações de J A Tomaz ou deveriam responsabilizá-lo em tribunal por injúrias graves.
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Lamentavelmente, não vai ocorrer nem uma coisa nem outra: Continuarão com a sua fé mas nas veias capilé.

Thursday, November 15, 2007

BRONCA DO DIA : (DES) ORDEM DOS MÉDICOS

Noticiou esta manhã a rádio que a Ordem dos Médicos (ou o seu bastonário, fiquei com essa dúvida) decidiu não acatar as indicações do Ministério da Saúde, tomadas em sequência de parecer da Produradoria-Geral da República, de alteração do seu código deontológico na parte que considera infracção disciplinar a intervenção de médicos em operações de aborto realizadas nas condições legais estabelecidas.
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A Ordem dos Médicos é uma instituição considerada de utilidade pública e, em consequência, assume obrigações e direitos especiais. A obrigação de sujeitar as suas regras internas às leis da República nem sequer decorre desse conjunto de direitos e obrigações específicas das Ordens porque decorre da sujeição mais geral de todos os cidadãos e instituições portugueses, quaisquer que eles sejam, às leis do país.
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Que vai fazer o Ministro? Ouvir e assobiar para o ar como lhe mandou o bastonário?
Retirar a condição de instituição de utilidade pública à Ordem?
Sujeitar a Ordem e o bastonário ao julgamento dos tribunais?
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Qualquer que seja a saída será uma saída que não honra ninguém. O corporativismo, não há dúvida, continua cada vez mais forte e arrogante em Portugal.

Wednesday, November 14, 2007

O VALOR DAS COISAS


Lullaby Winter (Damien Hirst)


Lullaby Spring (2002) (Damien Hirst)
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A facilidade de acumulação de fortunas pode avaliar-se de vários modos. Um deles, sem dúvida, é o crescimento exponencial das cotações de algumas obras de arte contemporânea.
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Lullaby Spring (2202) do inglês Damien Hirst atingiu 17,1 milhões de dólares no último leilão da Sotheby´s, de Londres.
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Pedro Cabrita Reis só não se sentirá diminuido porque tem caixa de ar para um ego de grande encaixe. Dos portugueses, só Julião Sarmento entra na lista dos 500 mais valorizados. De Cabrita Reis estavam à venda na Feira de Arte de Lisboa duas esculturas (?) compostas de barras de ferro (40X40X160) e (40X40X80) cruzadas horizontalmente e soldadas entre si . Preços: a pechincha de 65 mil e 32500 euros, respectivamente. Desconheço se foram vendidas.

BRONCA DO DIA

É raro o dia em que o noticiário da manhã não nos dê conta de mais uma bronca local. Hoje, ficámos a saber que o presidente de uma empresa municipal com atribuições de reabilitação urbana em Lisboa viu o seu gabinete invadido por uma equipa da Judiciária que tomou conta de documentos e levou o risco rígido do computador. A mesma notícia acrescentava que as administrações de todas as empresas municipais da edilidade lisboeta vão ser substituídas brevemente.
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O homem da rua ouve estas notícias e interroga-se: Quanto é que roubaram estes fulanos? Ninguém sabe. Nem vai saber. Nem sequer vai saber se roubaram ou deixaram de roubar. Dentro de dias já ninguém se recorda do assunto, outras broncas desovarão com a habitual regularidade.
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E o homem da rua interroga-se: Já alguém foi preso? Não há notícias de alguém ter sido preso. Não há sequer notícias dos resultados dos inquéritos que, normalmente são mandados abrir com o desovar das broncas.
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E o homem da rua interroga-se mais uma vez: Não acontece nada? Não há notícias de acontecer seja o que for. As indemnizações por antecipação de mandatos são pagas silenciosamente.
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As dívidas da câmara excedem o dobro das receitas anuais da edilidade. Mas não acontece nada.
Alguém terá de as pagar. Mas quem? Talvez os turcos.


Mulheres de Pingyao

A (FALTA DE) CULTURA

Caro Adolfo
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O tema é demasiadamente complexo para caber em meia dúzia de linhas. De tudo o que v. escreve no seu post e que o tema me sugere comento apenas a sua afirmação: "E assim se faz a cultura no nosso país. Higienicamente monopolizada pelo Estado."
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Salvo melhor opinião, há exagero na sua afirmação. Na Gulbenkian, por exemplo,não me consta que nos possamos queixar de interferência do Estado. E em Serralves também não; só para referir os dois casos mais significativos. Na Colecção Berardo quem manda é ele & Cª.É um facto que o nosso Ministério da Cultura é um mistériozinho... Mas temos outros mistérios.E, sobretudo, estamos tesos mas não queremos reconhecer isso.
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E depois temos museus a mais, não concorda? Temos mais gimnodesportivos que a Suíça e museus também. E não me diga que os suíços só são bons na cultura de fondue de queijo. Já agora, diga-se de passagem, que é muito maior a densidade de ATM em Lisboa que em Zurique.
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Porquê? Questão cultural. É chavão, mas é verdade.
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A cultura, caro Adolfo, tem muito que se lhe diga, como bem sabe. E muitas vezes quando famos de cultura do que estamos a falar é da falta dela. Anda por aí muita gente a queixar-se do escândalo da falta de meios para os museus que nunca pôs os pés em algum. E também muita gente a carpir queixas mas não tira do bolso o quer que se veja para patrocinar a cultura. O Millennium, por exemplo, paga cerca de 16% dos custos de São Carlos mas tem direito a publicidade de patrocinador exclusivo e bilhetes para amigos a preço de público que não cobre senão outros 16% dos custos dos espectáculos. Donde 68% são pagos pelos que não vão lá.
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Já tinha dado por isso?

Tuesday, November 13, 2007

ILACÇÕES SUÍÇAS


Lucerna: Estação de Caminhos de Ferro (Calatrava)
Repare-se nas bicicletas parqueadas à volta da estação; quem utiliza o combóio desloca-se de e para a estação de bicicleta ou de autocarro; raramente, de automóvel ou de táxi.


Os combóios dispõem de espaço reservado ao transporte de bicicletas;



É constante o movimento de entrada e saída de combóios na estação de Lucerna




Eléctricos em Basileia. Não há engarrafamentos de trânsito em Basileia; nem em Zurique; nem em qualquer cidade Suíça. A grande maioria da população utiliza os transportes públicos nas suas deslocações dentro das cidades e entre cidades.

Podíamos aprender alguma coisa com os Suíços.
Podíamos, mas não queremos.
Há dias no vôo da TAP Lisboa-Zurique, que não utilizou a manga de desembarque, as malas chegaram ao carroussel ao mesmo tempo que os passageiros. Em Lisboa, no sentido inverso, as malas chegaram uma hora depois. A "Groundforce" é, provavelmente, um dos expoentes máximos da incompetência em Portugal. Para quem venha de Madrid, gasta mais tempo à espera da mala que durante a viagem! Poderiam ir ver como operam na Suíça os portugueses empregados no aeroporto na carga e descarga de malas, porventura utilizando outros meios mas, seguramente, seguindo melhor organização. Poderiam, mas não vão. Ou se vão não lhes chega o entendimento para tão complicadas operações...
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Por outro lado, quando tanto se fala de TGV e Estra(ga)das de Portugal, pareceria que seria do mais elementar bom senso ver as soluções suíças. Mas não parece.

CHAGALL


Zurique: Kirche Fraumünster, Vitrais de Marc Chagall
(para ampliar: clicar na imagem)

Monday, November 12, 2007

IMPOSTURAS

Miguel Frasquilho volta no Quarta República à questão da redução dos impostos e apresenta à audiência três apoiantes de peso, um deles Nobel. Comentei:
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Se o governo reduzir impostos em 2009, porque o Almunia acaba de lhe dar carta branca, e o défice voltar à primeira forma, que comentários vai Miguel Frasquilho tecer?Dir-nos-á que não é uma fatalidade reduzir os impostos e aumentar o défice. Realmente não é. Mas é grande a probabilidade de que isso aconteça.
Entretanto, com a habilidade, que terá de merecer palmas de Miguel Frasquilho, Sócrates ganha as eleições com maioria absoluta e nós somos convidados obrigados a ver outra vez o mesmo filme!
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Ainda no Quarta República Pinho Cardão, não abordando desta vez o tema da redução dos impostos, volta à redução da despesa pública em termos reais, sob pena de não sair o país da cepa torta. Comentei:
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(Quanto à despesa) Tens toda a razão, com um senão:
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Ainda não ouvi ninguém dizer, de lado algum, com capacidade de corte: corte-se aqui! Ou ali! Ou acoli!
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Tenho ouvido, corte-se nos impostos! Miguel Frasquilho volta ao tema e trouxe gente de peso.Só que o Almunia já deu a entender que está de acordo com corte de impostos em 2009. Uma solução óptima para ajudar Sócrates a ganhar outra vez com maioria absoluta.
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E se o défice volta a inchar?

Sunday, November 11, 2007

ACERCA DE DINOSSAUROS

do Quarta Republica, de hoje.
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Arménio Santos, há 20 anos líder dos Trabalhadores Social Democratas, recandidatou-se novamente ao cargo máximo de Secretário-Geral. Será reeleito, amanhã, no Congresso dos TSD.
O Doutor Carvalho da Silva é o eterno Secretário-Geral da Intersindical.
O Eng. João Proença é, de há tempos imemoriais, o Secretário-Geral da UGT.
Podia estender a lista aos Sindicatos da Função Pública, por exemplo.
Também nos órgãos sindicais não há renovação nem ar fresco. As figuras são sempre as mesmas, a linguagem é sempre igual, a mensagem ultrapassada, a liderança já só congrega os fieis de sempre.
Todos se agarram, como lapas, à "defesa" dos trabalhadores. Mas cada vez há menos trabalhadores sindicalizados, o que indicia que não querem ser defendidos por tais líderes.
Não há renovação nos políticos, não há renovação nos autarcas, não há renovação nos sindicatos, não há renovação das lideranças. A cultura instalada é velha, não arreda pé e impede qualquer movimento modernizador.
Por isso, estamos como estamos!...
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"Não vejo mesmo solução, Pinho Cardão" , comentario de Tavares Moreira
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Caro Pinho Cardao,
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Pois, se bem me lembro, tu mesmo deste a solucao ainda nao ha muito tempo. Num post a proposito das negociacoes com os sindicatos da funcao publica. Referiste, e com grande acerto, que nao faz sentido que o governo entre numa comedia de discussao de condicoes como se de um qualquer patrao privado se tratasse. E dizias, respondendo a um comentario meu, que melhor seria o governo dizer quais eram as condicoes e ponto final na conversa. E deste o exemplo da Alemanha, que e um pais democratico, que a Alemanha Democratica nunca foi. Ora, pensei eu, bem visto!

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Faz algum sentido que o governo, que e, neste caso, intermediario entre os contribuintes e os funcionarios publicos, tenha negociacoes com os ultimos a proposito das suas condicoes salariais e nao as tenha com os contribuintes que sao quem lhes paga os ordenados?
Nao faz!
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Portanto, das duas, uma: ou o governo dita as condicoes e nao ha negociacoes ou endossa, atraves de referendo, a questao aos contribuintes portugueses. Precisamos de um sindicato dos contribuintes e o que e!
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Concluindo: Acabe o governo com a fantochada das negociacoes com os sindicatos e o Armenio, o Carvalho e o Proenca nao terao alternativa senao ter que trabalhar.
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Porque, meu caro amigo, fora da funcao publica ha muito que deixaram de ter clintela que lhe garanta o sustento. A eles e a toda a rapaziada que os leva aos ombros.

Friday, November 09, 2007

E A ECONOMIA, ESTUPIDO!

(por falta de stock agradeco perdoem a falta de acentos e cedilhas; serao colocados logo que chegue o proximo desembarque)
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"prometer um determinado nível de crescimento é um perfeito absurdo", afirma Miguel Frasquilho no Quarta Republica, hoje.
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Faco copypaste da sua afirmacao porque discordo dela.
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Neste seu post observa-se, para alem da classica diferenca de perspectivas do governo, que considera a garrafa meio cheia, e da oposicao, que a considera meio vazia, a uma ideia, muito generalizada, alias, de que e condenavel, por ser demagogico,um governo prometer o que podera nao cumprir.
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Os casos mais salientes sao os objectivos de crescimento economico e de emprego (os mirificos 155 mil empregos durante a legislatura).
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E frequente ouvir-se que nao tem o governo (nem este nem nenhum) capacidade para intervir decisivamente no crescimento economico e no emprego, objectivos que so podem realizar-se no ambito exclusivo das decisoes tomadas no sector privado, ao mesmo tempo que se invectiva o governo (este e todos os outros) pelo facto de a economia nao despertar e o desemprego crescer, absolvendo os privados.
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A proposta de objectivos em termos de crescimento economico e de emprego nao so e desejavel como imperativa, sendo impensavel que um qualquer partido candidato a governar nao concretize as suas ambicoes acerca da materia. Seria impensavel que um programa de governo se limitasse a enunciar que a economia iria crescer e o desemprego decrescer, sem dizer quanto, partindo do principio que nenhum seria suficientemente temerario para apontar o caminho da descida para a economia e da subida para o desemprego.
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Se os objectivos propostos sao inverosimeis ou se as realizacoes ficam aquem do programa apresentdo, compete as oposicoes denunciar a falta de fundamentos dos primeiros e a falha nos atingimentos das segundas.
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Mesmo numa perspectiva liberal maxima que advoga a reducao do Estado ao perimetro minimo, onde o Estado tem pouco mais funcoes que nos guardar as costas, mesmo neste caso alguma influencia tera o governo desse Estado no crescimento e no emprego. O crescimento espectacular da Irlanda nao pode ser creditado apenas a uma extraordinaria conjugacao astral.
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Poder-se-a dizer que, por exemplo, a sorte da economia portuguesa, hoje, depende muito mais do que acontece na China do que de alguma improvavel opcao acertada do nosso Ministerio da Economia. Em todo o caso, nao se resumindo o nosso Estado a funcao de nosso guarda costas nem o governo as impotencias do Ministerio da Economia, a actuacao do governo tera sempre uma influencia decisiva na sorte do barco em que navegamos juntos, mesmo tendo em conta que a mare e comandada pelos mundos a volta e, desta vez, pelo chines em particular.
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Parece, portanto, hoje, menos excessiva a promessa do governo em atingir os 155 mil empregos no espaco da legislatura e um crescimento de 3 por cento em 2009 do que afirmar-se que o governo nao tem, a nao ser por razoes politico-demagogicas, nenhuma capacidade para quantificar objectivos, sejam eles quais forem, se os mesmos nao dependerem exclusivamente da sua directa intervencao.
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Ja me parecem totalmente pertinentes e necessarias as criticas as politicas governamentais que possam ter comprometido a realizacao dos objectivos a que o mesmo se propos, sendo estes aplaudiveis. Ja me parecem pertinentes e necessarias popostas alternativas: a reducao da carga fiscal, por exemplo, desde que contemplem as contrapartidas.
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Porque se assim nao for faltarao sempre pecas e o puzzle nao fechara.

Thursday, November 08, 2007

AGUA!

(aguarda-se remessa de acentos e cedilhas; logo que cheguem serao colocadas onde agora faltam)

Leio no Publico de hoje: "Depois (Santana) acusou o Governo de usar numeros no OE subordinados ao PIB, sem que se possa garantir que o valor estimado do produto interno bruto do proximo ano va ser aqule que o Governo avanca. "Dizem que o PIB vai crescer 2,2 por cento, apesar do FMI rever em baixa o crescimento economico. Mas se o PIB disparar e o forro: a despesa pode crescera vontade, desde que fique dentro das percentagens estabelecidas".
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Presume-se que Santana Lopes quereria antes dizer que se o crescimento do PIB ficar aquem do previsto e a despesa nao se ajustar o deficit aumentara em termos relativos. So assim faz sentido o reparo feito por Santana anteriormente de ser o pressuposto do Governo de crescimento do PIB demasiado optimista tendo em conta as revisoes em baixa do FMI.
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Definitivamente, a Assembleia da Republica nao e um Congresso do PSD mas Santana ainda nao percebeu isso. Nem conseguira perceber nunca.
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Por mais que se estique. Ont revient toujours au naturel.

Wednesday, November 07, 2007

TIRO NO PORTA-AVIÕES

Santana Lopes conseguiu hoje o que não conseguiu ontem: acertar um tiro na esquadra adversária. A ideia de confrontar o PM com uma auditoria ao orçamento para 2008 pelos mesmos contabilistas que realizaram idêntico trabalho ao orçamento de 2005 merece palmas.
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Se o PM não lhe der seguimento fica prisioneiro do desafio de Santana; se, imprevisivelmente, lhe der guarida cria um precedente que justifica bem a reclassificação do enquadramento profissional de Vitor Constâncio no âmbito das instituições do Estado. De governador do Banco de Portugal passará a Contabilista-Mor da República, podendo desempenhar as funções de governador nas escassas horas vagas.

ACERCA DA CRISE

Não sei não.
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Para a generalidade dos comentadores a coisa está entre o cinzento claro e o preto. As perdas reconhecidas pelas instituições financeiras – 20 mil milhões de dólares – é apenas a ponta de um iceberg que atingirá as centenas de milhares de milhões de dólares.Mas esta é uma parcela ínfima dos valores que estão em jogo não só em hipotecas sub prime mas também near prime e prime, para onde a vaga de incumprimentos se está estender. E que se espraia pelos cartões de crédito, crédito para compra de automóvel, etc.
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Ouvem-se estas notícias e não podemos deixar de reparar para o nosso umbigo. Para concluir que também à volta dele circulam ameaças.Com a dívida externa que já atingimos em Portugal, a dúvida persiste: onde irão os bancos arranjar imaginação para continuar a subir degraus de dois dígitos?E se perderem a passada irão escorregar pela escada abaixo?
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The amount of losses that financial institutions have already recognized - $20 billion – is just the very tip of the iceberg of much larger losses that will end up in the hundreds of billions of dollars. At stake – in subprime alone – is about a trillion of sub-prime related RMBS and hundreds of billions of mortgage related CDOs. But calling this crisis a sub-prime meltdown is ludicrous as by now the contagion has seriously spread to near prime and prime mortgages. And it is spreading to subprime and near prime credit cards and auto loans where deliquencies are rising and will sharply rise further in the year ahead. And it is spreading to every corner of the securitized financial system that is either frozen or on the way to freeze: CDOs issuance is near dead; the LBO market – and the related leveraged loans market – is piling deals that have been postponed, restructured or cancelled; the liquidity squeeze in the interbank market – especially at the one month to three months maturities - is continuing; the losses that banks and investment banks will experience in the next few quarters will erode their Tier 1 capital ratio; the ABCP and related SIV sectors are near dead and unraveling; and since the Super-conduit will flop the only options are those of bringing those SIV assets on balance sheet (with significant capital and liquidity effects) or sell them at a large loss; similar problems and crunches are emerging in the CLO, CMO and CMBS markets; junk bonds spreads are widening and corporate default rates will soon start to rise. Every corner of the securitization world is now under severe stress, including so called highly rated and “safe” (AAA and AA) securities.
The reality is that most financial institutions – banks, commercial banks, pension funds, hedge funds – have barely started to recognize the lower “fair value” of their impaired securities. Valuation of illiquid assets is a most complex issue; but starting with the November 15th adoption of FASB 157 the leeway that financial institutions have used so far for creative accounting will be much more limited.

Maestro de Pingyao

OBVIAMENTE DERROTADO

A discussão do orçamento geral do Estado ontem iniciada não apresentou nenhuma novidade para além de três rebuçados que o PM trazia no bolso com a intenção de adoçar o discurso: ampliação dos cuidados prestados pelo Serviço Nacional de Saúde (SNS), que passará a integrar pela primeira vez um programa nacional de saúde oral, a vacina contra o cancro do colo do útero e o apoio à procriação medicamente assistida.
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Tudo o mais era previsível. Sócrates jogou declaradamente ao ataque, como quem joga em casa e com o vento pelas costas. Foi sarcástico com Santana Lopes e Paulo Portas, atrevendo-se a desafiar este para terrenos que só porque sim tinham a ver com o orçamento ao confrontá-lo com a ideia de Portas querer multar as famílias dos alunos faltosos. Repreendeu a esquerda que só critica e que não repara nas propostas de melhoria de acções sociais que o orçamento contempla.
Santana, no fim do dia, deu-se por derrorado neste primeiro round atribuindo a vitória ao PM pelo facto de a este terem sido atribuidas 30 balas e a ele, Santana, só 5. Amanhã, disse, terá tempo de atirar mais e melhor. Veremos.
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Veremos que a antecipação de Menezes ao enunciar em conferência na véspera os pontos pelos quais o PSD se vai bater retirou a Santana a vantagem da surpresa e obriga-o a assumir ao papel caricato de quem foi incumbido de dar um recado cuja mensagem já toda a gente conhece.
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Pelo andar da carruagem percebe-se que nenhuma proposta alternativa estruturada e credível irá confrontar-se com a proposta do governo. Hoje e amanhã os trabalhos vão arrastar-se penosamente até à hora em que o presidente da AR perguntará quem vota a favor (o PS, salvo talvez os deputados dos Açores), quem vota contra (todos os outros). Nada de novo. Só passado, disse o PR a propósito dos líderes das oposições e dos seus discursos. E, convenhamos, que quanto a este aspecto tem toda a razão. Enquanto PSD e CDS não se regenerarem, Sócrates está condenado a governar até o tempo lhe apodrecer os cascos do barco.

Tuesday, November 06, 2007

IN NOMINE DEI

Quando ouço falar de questões religiosas o meu entendimento transporta instintivamente o fio do discurso para as razões primordiais dos argumentos utilizados e concluo, quase sempre, que a religião caiu na discussão como a mosca no prato da sopa: foi para petiscar e ficaram-lhe presas as asas no caldo.
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São poucos os que, ao longo dos milénios, não sujaram as mãos e conspurcaram as consciências quando se bateram em nome de Deus. E nenhum daqueles que brandiram armas para O glorificar e impor.
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Para os que acreditam que só há um Deus, a guerra entre eles (e a maior parte das guerras ditas religiosas foram travadas entre eles) tem de ter, forçosamente, motivações não estritamente religiosas.
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A beatificação recente de alguns milhares de religiosos espanhóis durante a brutalidade geralmente conhecida por Guerra Civil de Espanha não pode desligar-se do papel empenhado de intervenção política desempenhado pela Igreja Católica em Espanha ao longo dos séculos.
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Lamentavelmente, entramos no sec XXI com um recrudescimento do embate religioso que não é senão um crescendo de confrontos pelo poder mobilizados pelo arvorar das bandeiras do irracionalismo.
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O Papa fará as beatificações que entender mas, entendamo-nos, o seu acto não pode ser percebido como uma acção de apaziguamento da sociedade espanhola. A prova disso é que reabriu feridas saradas.
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Para glória do Senhor?
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Qual deles?
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LISBOA ABARRACADA



Há ocasiões em que conter a indignação dentro de limites politicamente correctos (extrapolando a expressão para as relações do dia a dia) só é possível com uma grande paciência córnea ou indiferença bruta. Qualidades que, pelos vistos, não devem faltar aos portugueses, em geral, e aos lisboetas, em particular, se observarmos a forma como convivem passivamente com situações que levam os povos que prezam a dignidade do ambiente que os rodeia a não as tolerar.
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Muitas vezes já, tenho colocado nestas palavras cruzadas com que me entretenho a alinhavar ideias e princípios a indignação que me assalta sempre que penso em Lisboa mal tratada.
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Vem hoje isto a propósito de um conjunto de fotografias que O Jumento tirou a uma situação que ele próprio já tinha há algum tempo atrás denunciado: Uma furgoneta (Mercedes, de matrícula relativamente recente) instalada junto ao Ministério das Finanças, para vender "comes e bebes" à noite, ocupando todo o passeio, abastecida por energia eléctrica através de um ramal colocado no edifício do Ministério...
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Tratar-se-á de uma nova fonte de receitas descoberta pelo Ministério das Finanças? Se for esse o caso bem merecia que fosse discutido hoje no parlamento.

Monday, November 05, 2007

PÓS & CONTAS

Estava a Antena 1 da RTP a transmitir o programa "Prós e Contras" acerca do orçamento geral do Estado que começa a ser discutido amanhã na Assembleia da República quando, repentinamente, a apresentadora informa que vai interromper o programa para dar entrada a uma reportagem acerca do acidente na A 23 que já conta com 13 mortos e 24 feridos. Ficamos a saber, por intervenção da governadora Serrasqueiro civil de Castelo Branco, aquilo que o locutor já tinha dito na abertura da reportagem (não editada, apressou-se a esclarecer): já havia 13 mortos e 24 feridos, 4 dos quais em estado grave, que havia no local não sei quantas ambulâncias e três helicópteros.
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As televisões precisam de Entre-os-Rios e dos incêndios como do pão para a boca. Se apanham uma desgraça destas chupam-na até ao tutano. As audiências gostam de desgraças, há que lhes dar chafurdo.
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É uma pena que o Ministro das Finanças e os outros três participantes no painel não sigam o exemplo de Santana Lopes, não aparecendo para a segunda parte do programa. Porque até Santana Lopes é capaz de dar, pelo menos uma vez na vida, bons exemplos.

ACERCA DA INEVITABILIDADE DOS TACHOS


Ron Mueck

J. diz-se funcionário público no Ministério das Finanças. Vezes sem conta tem o virtual amigo J. denunciado situações criticáveis que observa à sua volta e que, em última instância, têm o maior impacto nos nossos bolsos porque a falta de responsabilização na administração pública somos nós, os contribuintes, que a pagamos em facturas de má qualidade dos serviços ou de custos excessivos.
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Hoje, J. aborda a questão das nomeações políticas de directores-gerais e outros lugares de topo que, por frequentemente elegerem como factor de preferência o compadrio, infectam irremediavelmente a administração pública.
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(...) concordo com o seu diagnóstico, não vou fazer coro consigo mas perguntar-lhe o que lhe parece que deve ser feito para alterar este estado de coisas.
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Dos partidos políticos não podemos esperar grande coisa, porque da esquerda à direita e vice-versa não dispensam nenhuma possibilidade de arranjar lugares para amigos e cooperantes.E eu, que conheço alguns, sei que haverá certamente muito melhores profissionais na administração pública que foram preteridos.
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Dos sindicatos poder-se-ia esperar um reacção justa: afinal a entrada por cima é um tampão à evolução das carreiras dos funcionários do Estado. Na Direcção-Geral dos Impostos a nomeação de profissionais alheios à DGI tem sido a norma. Mas ninguém ouve os sindicatos a bater-se por esta dama. (...).

Exceptua-se, em certa medida, o Ministério da Justiça, onde ainda ninguém se lembrou de colocar no Supremo o José Miguel Júdice, por exemplo.
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A verdade é que ninguém ouve a função pública em geral a queixar-se da invasão que v. refere, e que é real. Se a função pública não se queixa nem protesta quem é que vai assumir-lhe as dores?
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Ninguém.

Sunday, November 04, 2007

ESTRA(GA)DAS DE PORTUGAL

"A grande marosca" é a expressão cunhada pelo chefe do Bloco de Esquerda a propósito do molho de bróculos "Estradas de Portugal" mas promete ter eco no outro lado do hemiciclo.
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A notícia avançada pelo Sol de sexta-feira passada acerca da auditoria às contas da Estradas de Portugal, a que se junta a decisão do governo de constituir uma empresa com 50% de capitais de capitais privados suportada por receitas fiscais, irá irremediavelmente infectar a discussão do orçamento geral do Estado.
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Quanto à auditoria do Tribunal de Contas, o Ministro já disse que desconhece o relatório e considera os números divulgados absurdos.
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Mas o menos que pode dizer-se é que as contas de cada vez lhe batem menos certas.


pescada no Jumento

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«BEIJING, CHINA - A Chinese model displays underwear made up from 950 grams of pure gold, at the 2007 China International Jewellery fair in Beijing, 02 November 2007.» [Tiscali] .

Comentário Jumento:"Teria dado tudo para ter assistido a este defile na capital da República Popular da China, sentado ao lado do camarada Bernardino Soares, a convite do PCC em nome do internacionalismo proletário. "

O ELOGIO DO CARTÃO CANELADO




Robert Rauschenberg, 82 anos, deslocou-se da Florida ao Porto em jacto alugado por 200 mil dólares, para assistir à inauguração da exposição de trabalhos seus da década de 70, em Serralves. Veio acompanhado do companheiro, Darryl Pottorf, artista, do filho Christopher, fotógrafo, de um sobrinho e de um sobrinho-neto, de Mirta d´Argenzio, historiadora, de vários assistentes pessoais, do dono de uma impostante firma de gravuras, de uma galerista de Houston, e de duas enfermeiras. Algumas destas pessoas traziam cônjuge. Uma embaixada à moda antiga.
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Entrevistado para o suplemento "Actual" do "Expresso", à pergunta "O que pensa da arte hoje em dia?" respondeu:
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"Aquilo de que mais sinto a falta é a forte consciência política que havia nos anos 60, 70 e mesmo 80. Agora noto uma indulgência excessiva em relação ao dinheiro. Dantes não se conseguia ter acesso a arte abstracta americana. podia-se ver Picasso, Matisse, Leger, Gris, mas não havia quatro galerias em Nova Iorque que mostrassem arte americana. Os artistas que havia, vinham da Europa; Kooning, po exemplo. Muita coisa mudou. O valor monetário, que se baseia na popularidade, transformou tudo num concurso de beleza. Nesse negócio, não existe lugar para a consciência."
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Resposta (quase) abstracta.


Jean-Michel Basquiat, Untitled (1981) - 13 milhões de dólares, o segundo valor mais elevado atingido em leilões de arte contemporânea (artistas nascidos depois de 1945)

Saturday, November 03, 2007

CAPÃO

Capão é um capado, um castrado. Um galo capado é um capão. Quer dizer, é um galo mas não exerce.
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Assim é o Tribunal de Contas. Volta e meia vai-nos afligindo com relatórios de roubos aos nossos bolsos mas ninguém vai preso. Hoje é notícia que as Estradas de Portugal desbarataram dois e meio milhares de milhões de euros sem, pelo menos, pôr o regabofe a concurso. Ouvido um porta voz do singular tribunal, não desmentiu a notícia do jornal O Sol de ontem mas informou que o relatório de auditoria ainda não está acabado.
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Terça-feira próxima começa a discussão do Orçamento Geral do Estado. Coincidências e casualidades.

MADDIE

Leio no Expresso de hoje (pag. 4) que "já lá vai meio ano e a incerteza continua. Ninguém foi preso e não há provas de que a criança esteja viva ou morta.
(...)
O indício mais forte que sustenta a tese de homicídio resulta do odor a cadáver que um cão terá detectado no apartamento. Falta encontrar o corpo. E seis meses depois, de acordo com um investigador (...) já nada resta: "Esteja enterrado, ou tenha sido mandado à água, o corpo já está totalmente decomposto." Ainda assim, através de testes de ADN ou de registos dentários, "será sempre possível identificar os restos mortais. Falta encontrá-los". Só se o corpo tiver sido totalmente incinerado num forno crematório será impossível identificá-lo.
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E se o corpo foi depositado dentro de um dos muitos contentores de lixo que se vêm ao longo das estradas do Algarve? Surpreendentemente, ou talvez não, não vi ainda esta hipótese levantada, nem pela polícia nem pelos media. E, no entanto, ela seria a forma mais expedita, para alguém que não conhecesse bem o local, se desembaraçar do corpo. Que seria compactado e perdido na lixeira poucas horas depois. Esta aparente omissão é tanto mais surpeeendente quanto é certo que, lamentavelmente, não poucas vezes, a imprensa noticia casos de infanticídio com utilização dos contentores de lixo.
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No Jornal da Noite da Sic notícias acabo de ouvir que a imprensa inglesa noticia hoje que o laboratório britânico incumbido das análises enviou já o seu último relatório à P Judiciária, que confirma a presença do corpo morto de Maddie no carro alugado pelos pais 22 dias depois do desaparecimento.
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Do corpo ou de vestígios do corpo? A notícia não é esclarecedora.

Friday, November 02, 2007

A RELATIVIDADE DOS RANKINGS

O "Público, que amuou com o facto da Ministra da Educação ter feito sair os resultados das escolas secundárias sem dar tempo aos especialistas da casa para os examinarem e estabelecerem rankings, faz do assunto manchete quase total da sua primeira página de hoje, e destaca a pergunta: O ensino privado é melhor que o público? A pergunta do Público refere-se ao ensino secundário; Se fosse referido ao ensino superior a pergunta seria, certamente, formulada ao contrário: O ensino público é melhor que o privado? E que daria lugar a uma terceira: Porque passam os bons alunos do ensino secundário privado para o ensino superior público?
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Desde o momento em que os resultados foram divulgados pelo Ministério que esta pergunta é a mais debatida e a mais demagogicamente usada. Não, porque se "compara o que não é comparável", posição defendida muitos daqueles que defendem ou pensam defender a escola pública, a começar pela Ministra, mas porque só a anatomia que comparação suscita leva à resposta correcta: O ensino privado não é melhor que o ensino público nem vice-versa: Há, isso sim, escolas onde se encontram reunidas condições para maior ou menor sucesso e isso não depende do estatuto público ou privado das instituições. A prova insofismável desta afirmação está no facto de existirem escolas públicas bem posicionadas no ranking e escolas privadas que ocupam lugares no fim do ranking. Mas é também inquestionável que se na primeira parte do ranking predominam escolas privadas, essa predominância decorre da conjugação de um conjunto de práticas vedadas à escola pública (selecção dos seus alunos, por exemplo) ou não adoptadas pelas escolas privadas (incentivos consoante os resultados, por exemplo). Se a primeira é uma condicionante inultrapassável a segunda não pode continuara a ser ignorada pela escola pública.
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A este propósito coloquei comentário a "post" do Jumento (O Colégio da Cova da Moura contra o Colégio do Planalto)
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O fundamento do seu argumento, que no fim de contas se sustenta na negação da possibilidade de comparação, tem um perigo: o de branquear as diferenças e, deste modo, não atacar as razões que lhe estão na origem.Se, conforme propõe Francisco Louçã, o ranking deve ponderasse todos os factores ditintivos, no fim não haveria ranking porque o ranking só existe se reflectir as diferenças quaisquer que elas sejam.A comparação da Escola da Cova da Moura com o Planalto não é um exercício sem sentido porque o mais importante que poderá retirar-se da sua leitura é a análise das razões para, a partir daí, atacar os problemas que lhe estão subjacentes. É evidente que "o cheque-ensino" não é uma dessas medidas. Mesmo nos EUA onde o sistema foi implementado pela administração Bush o cheque-ensino é atribuido em locais onde manifestamente não existem escolas públicas que demonstrem capacidade pedagógica suficiente.Deixemos, pois, a questão do "cheque-ensino", que pode ser argumento para alguns radicais liberais mas que, inquestionavelmente, por muitas razões, não tem viabilidade , mesmo que tivesse interesse, em ser aplicado em Portugal. Deixemos também a questão muito batida da dicotomia ensino público/privado porque há razões que são conhecidas, nuns casos, e razões que são negligenciadas, como v. refere, noutros casos.
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Convido-o para um pequeno exercício que poderá ser muito mais útil:Na Figueira da Foz há 8 escolas secundárias no ranking, uma das quais é privada.(vd. Público de hoje) Das públicas, escolhamos 2, ambas com 50 exames ou mais, ambas situadas dentro da cidade: Joaquim de Carvalho (posição 47); Bernardino Machado (649). Da Joaquim de Carvalho à Bernardino Machado vai uma distância que não deve atingir 1 quilómetro. Como explicar as diferenças de "performance" entre as duas?
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Tentei perceber das raz ões e disseram-me que as mais evidentes decorrem de um ciclo virtuoso instalado na Joaquim de Carvalho, onde um corpo docente competente elege um conselho directivo competente; na Bernardino Machado, ao contrário, um conselho directivo displicente é eleito por um corpo docente onde prepondera o laxismo, e gera um ciclo vicioso. E, no entanto, os salários são os mesmos.É pacífico reconhecer que há muita gente que não desempenha as suas funções em função dos incentivos pecuniários que recebe. Mas é também pacífico que a maior parte da humanidade funciona em função desses incentivos.
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E aí tem v. também uma das razões pelas quais há diferenças significativas entre ensino público e privado.Há muita coisa a fazer no ensino público. (...)
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A terminar gostaria de acrescentar um ponto que ainda não vi ainda abordado: um ranking da progressão no ranking ao longo do tempo. Um ranking que fizesse ressaltar a progressão no pelotão e suscitasse o incentivo à progressão.

Crianças de Pingyao

Thursday, November 01, 2007

PRINCÍPIO DE PETER

Segundo Peter, todo o homem (e mulher, bem entendido) tende a subir na hierarquia até atingir o seu nível de incompetência. Casos não faltam a confirmar a justeza do princípio de Peter.
Jardim Gonçalves é, inquestionavelmente, um deles.
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Vítor Constâncio é outro. Em toda a sua carreira foi acumulando prestígio de competência e bom senso. Nos últimos tempos não passa tempo suficiente para esquecermos um equívoco do governador do Banco de Portugal sem que ele se apresse a oferecer-nos outro.
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Ontem, chamado ao Parlamento para esclarecimentos acerca das dívida do filho Filipe de Jardim Gonçaves ao banco onde o pai é presidente, começou por advertir que está a ser perseguido pelo voyeurismo e pela demagogia. Constâncio, pelos vistos, ficou chocado que a comunicação social tenha noticiado que administradores do Banco de Portugal tenham obtido da instituição que administram empréstimos para a compra de casa.
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Se tudo está legal porque se amofina o governador do Banco de Portugal? Mau sinal.

HUMOR AMARELO


Ontem, Dia Mundial da Poupança, Margarida Corrêa Aguiar publicou no Quarta República este texto que é um mimo de humor amarelo.

OUTSIDE TRADING

No Jornal de Negócio Online de hoje está publicada a notícia, que a seguir se transcreve, de que o CFO do BCP considera curta a oferta do BPI de 2 acções do BCP e 1 do BPI para cada acção do projectado Millenium BPI, propondo antes uma relação de 1,8 do BCP e 1 do BPI para o mesmo efeito. Temos, portanto, um novo fascículo deste folhetim, que vem sendo publicado há meses com alterações de guião consoante a sorte dos protagonistas. Seria estranha esta forma de negociar uma fusão entre dois bancos, da qual poderá resultar o terceiro maior banco da península ibérica, se a nossa estranheza não se tivesse já saturado pela banalização de casos estranhos de toda a espécie.
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Não menos estranha é a advertência tímida da CMVM que, segundo noticia o Público, também hoje, "quer que o BCP e o BPI dêm conhecimento ao mercado quando iniciarem as negociações, mas avisa que estas não se podem fazer na praça pública (na comunicação social)".
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Que tal? (Senhor pescador, tem uma hora para tirar essa porcaria daí...!)
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"O CFO do BCP, António Rodrigues, disse hoje em "conference call" que a relação entre as cotações do BCP e as do BPI implicavam um rácio de troca de 1,8 acções do BCP por cada acção do BPI antes da OPA, valores que hoje voltam a ser praticados pelo mercado. Filipe Pinhal afirmou aos analistas que deu uma resposta "clara" a Artur Santos Silva e a Fernando Ulrich.
O administrador financeiro do Banco Comercial Português (BCP)
[Cot] e o presidente executivo do conselho de administração estiveram há momentos reunidos com analistas e a fusão com o BPI foi um dos temas fortes da conferência.
A proposta feita pelo BPI implica um rácio de troca de dois para um, pelo que cada accionista que tiver duas acções do BCP poderia receber uma acção da nova instituição, o Banco Millenniumm BPI.
No dia anterior ao anúncio da fusão, o BPI estava a cotar nos 6,51 euros e as acções do BCP nos 3,19 euros, pelo que a fusão implicaria um ligeiro prémio de 2% para os accionistas do BCP.
Desde então, as acções do BPI desvalorizavam e as do BCP ganharam valor, pelo que o rácio actual ronda 1,8 acções.
Este rácio de troca seria mais favorável para os accionistas do BCP, já que em vez de entregarem duas acções para ter uma do BPI, só teriam de entregar 1,8 acções para ter direito à mesma acção do BPI ou da entidade que resultar da fusão.
Na conferência para apresentar a fusão, Fernando Ulrich justificou o rácio de dois para um, dizendo que o preço da OPA que o BCP lançou (de 7 euros por acção) implicava um rácio de troca de 2,44, mais desfavorável para os accionistas do BCP.
A resposta chegou hoje de António Rodrigues que, na "conference call" com analistas, afirmou que antes da OPA, este rácio era de 1,8 vezes um "valor que o mercado volta hoje a praticar".
O CFO do maior banco privado nacional sugere assim que o preço foi um dos factores determinantes para chumbar a proposta de fusão inicial apresentada pelo BPI. A contas do CFO têm implícitas um prémio superior a 10%.
Questionado pelos analistas sobre se o BCP aceitaria uma fusão sem prémio, mas com o controlo de gestão, os administradores do BCP presentes na conferência não se pronunciaram. Na fusão, tal como foi exposta pelo BPI, seria o próprio a escolher o presidente do conselho de administração com funções executivas.
Na introdução da "conference call", Filipe Pinhal reiterou que a proposta do BPI "é inaceitável e inadequada", algo que "foi dito de forma clara ao ‘chairman’ e ao CEO do BPI".