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Meteors over Quebec
Monday, August 16, 2010
Sunday, August 15, 2010
METRO POR METRO
Reciprocidade total à prova da intolerância
Imagine-se que um ataque terrorista invocadamente feito em nome do Islão destruía a Baixa de Lisboa junto ao Terreiro do Paço vitimando três centenas de pessoas.
Passados poucos anos, um construtor pretendia erguer um prédio de cinco andares a trezentos metros de distância, no Campo das Cebolas, e nele se instalava um Centro Islâmico incorporando um espaço para orações, uma mesquita. Admitamos que não existiam restrições legais, decorrentes dos regulamentos camarários ou outras.
Como é que os lisboetas reagiriam? Contra, estou certo disso.
A religião não deveria, em caso algum, ser uma arma de combate. Mas, lamentavelmente, é, frequentemente.
E também um negócio em muitos casos.
Qualquer discussão acerca do assunto tem de ponderar-se na dupla perspectiva da guerra e do negócio não restando grande margem para as questões de fé.
Se Deus é único que discussão, divergência, oposição, pode existir acerca d´Ele para além da disputa dos interesses materiais que a sua invocação possa garantir?
Em Nova Iorque existe, presentemente, uma discussão inflamada* acerca da permissão ou não para um edifício de 13 andares destinado a um Centro Islâmico e mesquita a curta distância do local onde a Al-Qaeda abateu as Twin Towers e os edifícios adjacentes, matando mais de 3000 pessoas.
E, naturalmente, as opiniões divergem de forma extremada entre tolerantes e intolerantes.
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A forma mais equilibrada que me ocorre seria a permissão de cada metro quadrado em Nova Iorque, ou Lisboa, dedicado ao culto islâmico por igual superfície em Teerão ou Bagdad, por exemplo, dedicado a outros cultos.
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A shrill debate about religious freedom, limits of tolerance and the meaning of 9/11 has been raging for the past two months in the US around the plans of a New York imam, Abdul Faisal Rauf, and a developer, Sharif Gamal, to build a 13-floor Islamic centre with a prayer space, three blocks from Ground Zero. Supporters say the Cordoba House project will be a venue for reconciliation between Islam and the west, delivering a powerful rebuttal to the al-Qaeda terrorists who attacked the trade towers; opponents call it an offence to the memory of those who died in 2001. New York mayor Michael Bloomberg, a group named 9/11 Families for Peaceful Tomorrows, and several interfaith leaders from New York churches and synagogues are among those who want to see the centre built. Lined up against them are the leaders of Tea Party Express, Republicans such as Sarah Palin and Newt Gingrich, rightwing bloggers and some families of 9/11 victims.
Saturday, August 14, 2010
OUTRO CÁGADO*
Tenho apontado dezenas de vezes neste caderno a imperiosa necessidade de ser constituido um governo maioritário, pluripartidário, para que possam ser adoptadas as medidas que possam corrigir a rota errática que Portugal vem seguindo em vários domínios, nomeadamente na Justiça, na Educação, nas Contas Públicas, no redimensionamento do perímetro do Estado, na promoção do mérito, na abolição do clientelismo, na reconfiguração do Estado Social de modo a que possa ser sustentável e não sustente o ócio e o vício.
Também apontei várias vezes, e desde há bastante tempo, que o PR não deveria ter dado posse a um governo minoritário, conhecendo bastante bem as dificuldades em que o País se encontrava e que se multiplicaram com a crise externa.
Diziam-me: Não pode. O PR não tem poderes para impor uma solução que não passe pela nomeação do do líder do partido mais votado, ou quem ele indicar. Pode dissolver a AR, mas não pode fazer mais nada a respeito da constituição de um governo. Nunca me convenci que uma Constituição da República pudesse ser tão absurda que concedesse ao PR apenas poderes extremos: ou tudo ou nada, ou a "bomba atómica" ou o papel de notário.
Hoje, leio no Expresso que Jorge Miranda, um dos cozinheiros da salada constitucional que nos serviram, que "Cavaco tem uma visão limitada dos seus poderes". O PR devia intervir sobre Justiça e ter forçado uma coligação de Governo.
Abóbora! Professor! Abóbora! para não ser mais rude.
Se assim é, oh Jorge!, porque é que não falaste mais cedo?
Porque é que só agora, quando realmente o PR nada pode fazer, vens cinicamente dizer o que devias ter dito há, pelo menos, dois anos?
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* Proença de Carvalho, Freitas do Amaral, além de outras sumidades, expressaram-se recentemente no sentido apontado agora por Jorge Miranda.
Friday, August 13, 2010
6º FEIRA, 13
Economia da Zona Euro sobe ao ritmo mais rápido desde 2006
Bolsas europeias ao ritmo do crescimento alemão e francês
Wall Street em queda após dados económicos
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Bolsas europeias ao ritmo do crescimento alemão e francês
Wall Street em queda após dados económicos
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Entretanto, a economia grega contraiu-se mais do que o esperado (o que deveria ser considerado normal em consequência do inevitável plano de austeridade) e o euro esteve ontem e hoje a cair na vertical relativamente ao dólar e, muito sintomaticamente, sobretudo relativamente ao franco suíço que vê, deste modo, reforçada a sua imagem de último refúgio monetário.
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Por outro lado, subiu o custo da dívida para Portugal e Irlanda e perfila-se no horizonte nova tormenta para o sistema financeiro global. Ou será tudo isto simplesmente o resultado de mais um jogo especulativo de ocasião em larga escala?
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Segunda-Feira, a resposta virá com o Sol.
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Segunda-Feira, a resposta virá com o Sol.
Thursday, August 12, 2010
RECAÍDA
Renewd fears hit eurozone economies
Concerns intensified about the health of peripheral eurozone countries on Thursday following weaker than expected growth from Greece and a near-doubling in interest rates paid by Ireland compared with three weeks ago.
German benchmark market interest rates fell to record lows as investors fled to safe haven assets, in a week that has seen the spreads between Bunds and Greek, Portuguese, Irish, Italian and Spanish debt rise sharply.
“It is an interesting little warning sign this week. The problems have not gone away, the cracks have just been papered over,” said Gary Jenkins, head of fixed income at Evolution Securities.
Greece sank deeper into recession in the second quarter, according to provisional data released on Thursday. The Greek statistics service estimated the economy shrank 3.5 per cent in the three months to the end of June compared with the same period last year and 1.5 per cent compared with the first three months of this year.
“The second half of 2010 will be difficult ... There’s been a very steep decline in construction and the fourth quarter won’t be supported by tourism revenues,” said Platon Monokroussos, a senior economist at EFG Eurobank.
Problems in Ireland have also come into focus with fresh concerns about its banking sector and market rumours of the European Central Bank intervening to buy Irish bonds. The ECB declined to comment.
Ireland, which has been held up as a model performer for its deep early budget cuts, on Thursday sold €500m of six-month bills at an average yield of 2.458 per cent, against one of 1.367 per cent on July 22. It also sold €500m of nine-month bills.
The yield on Irish 10-year bonds stabilised but the spread over German Bunds has widened by 51 basis points since Friday and came close to a record high earlier this week.
“Ireland has done almost all it can and it still is vulnerable. It is quite a worrying prospect long term for the peripherals,” said Jim Reid, a bond strategist at Deutsche Bank.
The general move in the market away from riskier assets in the aftermath of weak economic data in the US and China has also hurt peripheral eurozone countries’ bonds and caused the relative optimism that followed the bank stress tests in Europe in July to evaporate.
The so-called Euribor-Eonia spread, a common measure of banking sector risk in Europe, climbed to its highest level since September yesterday while the cost of insuring against default by European banks on their debt also rose. Many investors are bracing themselves for more turmoil in the eurozone in the coming months.
“In the next 18 months we are expecting a further escalation of the crisis because we continue to see record issuance from peripheral countries into a shrunken investor pool. It is unclear whether we are at that point yet,” said Justin Knight, European bond strategist at UBS.
But other analysts argued that the safety net agreed by European leaders earlier this year should mitigate the danger of sudden trouble. “The danger of this turning into an imminent systemic meltdown are not there as we have the backstop stability program. But it is able to cause wobbles and mass volatility,” said Mr Reid.
O JOGO DA CABRA CEGA
Cravinho não poupa Governo nem o PR sobre a crise no Ministério Público... Também a eurodeputada Ana Gomes está "preocupada com o Estado de Direito" e apelou a uma intervenção de Cavaco Silva e da Assembleia da República...
Sobre a possível demissão do procurador-geral da República, Pinto Monteiro, Cravinho não quis tecer comentários, pois considera que esse trabalho deve vir do Presidente da República e do Governo, "assumindo as suas responsabilidades numa crise gravíssima da justiça, e fazendo a avaliação das condições em que se encontra o procurador"...
...De igual modo, a eurodeputada Ana Gomes disse ao PÚBLICO que Cavaco Silva e o Parlamento deviam pronunciar-se sobre a crise na justiça. "O problema não é só dos titulares do Ministério Público (MP). Os problemas vêm desde os casos Casa Pia, Portucale e dos submarinos, que demonstram que a justiça é disfuncional", disse.
... a eurodeputada defende que Pinto Monteiro e Cândida Almeida "deviam tomar a iniciativa de se demitir" ou então, "os responsáveis políticos ponderarem qual é a credibilidade deles, sendo que o MP já bateu bem no fundo".( in Público)
O senhor engenheiro Cravinho é engenheiro mas se ler a Constituição concluirá facilmente que, de entre as competências do PR, a alínea m) do artº. 133º. atribui-lhe a nomeação e a exoneração, sob proposta do Governo, do presidente do Tribunal de Contas e do Procurador-Geral da República.
A senhora deputada europeia Ana Gomes, é licenciada em Direito. Não ignora, certamente, o que estabelece a Constituição a respeito da eventual exoneração do PGR.
Por que razão, sendo ambos membros destacados do PS, não fazem o que devem: recordar ao senhor PM aquilo que ele sabe: que o MP já bateu bem no fundo?
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Por que razão entram, também eles, no jogo da cabra-cega?
Para distrairem a assistência.
Para distrairem a assistência.
Porque ambos sabem bastante bem que qualquer mensagem do PR, neste momento, desfavorável ao PGR e à directora do DCIAP seria entendida como uma desconfiança relativamente ao desfecho do processo Freeport que anulou completamente quaisquer dúvidas que pudessem existir quanto ao envolvimento do actual PM no imbróglio.
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correlacionado: Cândidamente
O MUNDO PARA OS NOSSOS NETOS
Programa da National Geographic sobre o aquecimento global. Elucidativo e aterrador. A explicação dos ciclos de aquecimento e arrefecimento da Terra a partir da observação de cilindros de gelo retirados de glaciares com milhões de anos.
A alternância de períodos de aquecimento e degelo com os de glaciação são normais e decorrem da maior ou menor proximidade cíclica da elíptica da Terra à volta do Sol. O que não é normal é o súbito e anormal crescimento do aquecimento que se tem observado recentemente e que é resultado do efeito de estufa criado pela libertação de gases para a atmosfera.
O que não é normal, porque nunca aconteceu nunca na história da Terra, é uma densidade populacional tão elevada, a grande maioria residindo em média a menos de 100 quilómetros das costas oceânicas, confrontada com a subida dos níveis dos mares, a fúria incontrolada e cada vez mais destruidora dos ventos e das ondas.
O que é que o homem pode fazer para reduzir os efeitos da catástrofe?
Portar-se melhor. Mas não é esperável que mude de atitude enquanto não tiver água pelos gorgomilos.
Wednesday, August 11, 2010
UM FANTASMA CHAMADO DABLIÚ
The US Federal Reserve on Tuesday took a first step toward extending its crisis-era monetary policy regime, as it downgraded its view of the economic outlook amid rising fears of a “double-dip” recession.
Meeting in Washington, Fed monetary policymakers agreed to begin reinvesting more than $150bn (£95bn) in annual proceeds from maturing mortgage-backed and agency securities into Treasury debt, halting plans to allow a natural shrinkage of the $2,300bn balance sheet the US central bank built up during the recession.
The move signals a significant shift in thinking at the Fed, which only a few months ago was tilting towards tightening monetary policy to fend off inflation as the economic recovery gathered strength. Fed officials significantly downgraded their economic outlook, saying the “pace of recovery in output and employment has slowed in recent months” and was likely to be “more modest” than anticipated in the near term.
When the Federal Open Market Committee last met in June, it said the economic recovery was “proceeding” and was likely to advance at a “moderate” pace. The reinvestment of proceeds from the expiring securities does not in itself represent an easing of monetary policy, since it simply allows the size of the Fed’s balance sheet to remain steady.
The decision could be reversed relatively easily by the Fed if the economy improves over the next few months. But it does signal that the bias of monetary policy has decisively shifted away from tightening towards easing – a potential precursor to large-scale asset purchases like those carried out during the financial crisis if conditions deteriorate further.
Indeed, the Fed left room to be more aggressive, saying, as it did in June, it would “continue to monitor the economic outlook and financial developments and will employ its policy tools as necessary to promote economic recovery and price stability”.
Interest rates were kept at their target range of 0-0.25 per cent, and the Fed maintained its pledge to hold them there for an “extended period”.
Stocks pared some of their losses, Treasury yields fell further while the dollar trimmed gains after investors digested the FOMC’s statement.
The S&P 500 was down 0.6 per cent, after falling as much as 1.4 per cent in early trade. Equity markets had closed lower in Asia, Europe and London ahead of the Fed meeting. The yield on 10-year Treasury notes dropped to 2.77 per cent from 2.82 per cent. The dollar index was up 0.3 per cent on a trade weighted basis to its main rivals at the close of New York trading. Earlier on Tuesday, the US Treasury sold $34bn three-year notes at a record low yield of 0.844 per cent amid strong demand.
Tuesday, August 10, 2010
INACREDITÁVEL
Há dias, em entrevista do Público publicada aqui, Félix Ribeiro afirmava aquilo que se ouve a cada passo: A Europa vai ser comprada pela China e pelos príncipes árabes. Com biliões de activos financeiros acumulados como resultado de um crescimento económico ímpar e de poupança forçada, a China dispõe de meios para comprar os "leitõezinhos" (a expressão é de Félix) que a Europa engordou e ainda lhe sobrará o suficiente para comprar, não a América, mas parte dela. Félix Ribeiro, no entanto, não prevê ou não se refere à compra da América.
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Estaremos, então, perante uma irreversível derrota do capitalismo liberal infligida pelo capitalismo de estado suportado por uma ditadura ainda denominada comunista? Conseguirão os dirigentes chineses sustentar perduravelmente um sistema de crescimento económico em liberdade condicionada?
A questão é muito pertinente e é objecto de um debate lançado pelo Economist aqui.
Como seria de esperar, as posições extremam-se mas nenhum dos comentadores defende, ainda que de modo transfigurado, uma transição ocidental do Consenso de Washington, que consagrou o liberalismo prosseguido pelas administrações de Thatcher e Reagan para um Consenso de Pequim, para utilizar a expressão do autor de um dos artigos-mote do debate.
O que não invalida que não só Félix Ribeiro mas também o meu amigo AP, por exemplo, considere inevitável que "os chineses (geralmente esquecem-se os príncipes árabes) um dia destes venham por aí abaixo e comprem esta marmelada toda".
E fumaremos, então, disciplinadamente a quantidade e a marca indicada para garantir a manutenção de postos de trabalho como exemplarmente é referido aqui.
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Estaremos, então, perante uma irreversível derrota do capitalismo liberal infligida pelo capitalismo de estado suportado por uma ditadura ainda denominada comunista? Conseguirão os dirigentes chineses sustentar perduravelmente um sistema de crescimento económico em liberdade condicionada?
A questão é muito pertinente e é objecto de um debate lançado pelo Economist aqui.
Como seria de esperar, as posições extremam-se mas nenhum dos comentadores defende, ainda que de modo transfigurado, uma transição ocidental do Consenso de Washington, que consagrou o liberalismo prosseguido pelas administrações de Thatcher e Reagan para um Consenso de Pequim, para utilizar a expressão do autor de um dos artigos-mote do debate.
O que não invalida que não só Félix Ribeiro mas também o meu amigo AP, por exemplo, considere inevitável que "os chineses (geralmente esquecem-se os príncipes árabes) um dia destes venham por aí abaixo e comprem esta marmelada toda".
E fumaremos, então, disciplinadamente a quantidade e a marca indicada para garantir a manutenção de postos de trabalho como exemplarmente é referido aqui.
... the Chinese Communist Party ordered local officials in Hubei province to smoke nearly a quarter of a million packs of Hubei-branded cigarettes in order to boost the local economy and stave off lay-offs. Official cigarette monitors roamed the province making sure that people hit their cigarette targets and fining those who dared to smoke other brands.
Não. Evidentemente, tal não é possível. Inevitavelmente, alguma coisa, terá de entretanto acontecer.
Não. Evidentemente, tal não é possível. Inevitavelmente, alguma coisa, terá de entretanto acontecer.
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Monday, August 09, 2010
O JOGO DE ENGANOS
Decididamente, contar não é o nosso forte. Volta e meia dão-nos conta que não se sabe contar em Portugal, passe o trocadilho. Hoje, o Público deu-se conta que ninguém sabe quantas Fundações existem neste País nem o dinheiro que receberam do Estado. Serão assim tantas? São demais, mas não tantas que não estejam ao alcance de poderem ser contadas por um puto de sete anos de idade desde que lhe ponham a lista à frente.
Pelos vistos, o que não existe é a listazinha. Por quê? Mistério.
A pecha portuguesa para as contas é um must, sobretudo, da administração pública. Já aqui dei conta de alguns casos:
- A população portuguesa é superior aquela que as estatísiticas oficiais declaram,
- Desconhecimento da evolução recente do número de funcionários públicos e dos encargos com os salários que lhes são pagos,
- Entradas pagas em São Carlos: subiram, para o ex-director, desceram, para a ministra.
A lista destes jogos de enganos, essa sim, é incontável.
Sunday, August 08, 2010
NO FIO DA NAVALHA
A alavancagem passou a ser a norma e o mérito da gestão. Quanto menos capitais próprios forem envolvidos mais chorudos são os dividendos ... enquanto houver dividendos.
As empresas endividadas, por obra e graça da política de tributação dos resultados, obtêm melhores dividendos para os accionistas que aquelas que menos recorrem ao crédito e reforçam os capitais próprios.
Nos EUA, este privilégio algo perverso começa a ser denunciado como fonte de ruína global. A acumulação de endividamento, cedo ou tarde, acabará com o desmoronamento de toda a economia.
Why firms flirt with default
As empresas endividadas, por obra e graça da política de tributação dos resultados, obtêm melhores dividendos para os accionistas que aquelas que menos recorrem ao crédito e reforçam os capitais próprios.
Nos EUA, este privilégio algo perverso começa a ser denunciado como fonte de ruína global. A acumulação de endividamento, cedo ou tarde, acabará com o desmoronamento de toda a economia.
Cá e lá, a banca, por vocação congénita destinada a governar os capitais alheios, tem sido, por abuso da multiplicação desregulada do crédito, o gerador do desiquilíbrio em que se meteu a economia global, empurrando os credores viciados irremediavelmente para a falência.
.Why firms flirt with default
The U.S. tax code that encourages Macy's and other large corporations to rack up huge debt is unlikely to change anytime soon. »
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Saturday, August 07, 2010
O JOGO DAS ESCONDIDAS
Há dias era o presidente da Carris a reclamar publicamente a situação do passivo galopante da empresa, mais de 900 milhões de euros, quase qualquer coisa como o preço dos dois submarinos, segundo as contas do jornalista feitas aqui.
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A unidade de medida geralmente utilizada nestes casos é aquela que está mais à mão: neste caso, o primeiro dos dois submarinos que assegurarão a nossa soberania nos mares apresentou-se timidamente esta semana no Cais das Colunas.
Hoje, em entrevista concedida ao Expresso, o presidente das Estradas de Portugal, uma empresa que tem uma única receita relevante - uma parte do imposto sobre produtos petrolíferos - que é insuficiente para cobrir os custos, afirma Almerindo Marques, recebeu 600 milhões de euros mas o investimento anual é de 1000 milhões. Como as portagens ainda não foram introduzidas, o que permiria reduzir o défice, no fim do ano, se nada for feito, a dívida atingirá os dois mil milhões de euros.
Ou seja, aplicando a mesma unidade de medida, quatro submarinos.
Dois e quatro, e mais dois, oito submarinos, não contando com vários outros imersos mas de periscópio visível à vista desarmada.
E ainda há quem diga que temos mais almirantes que vasos de guerra.
Não sabem contar.
Não sabem contar.
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O JOGO DA CABRA CEGA
No século XVII
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"... after he (Francis Bacon - 1561-1626) had held this great position for only two years, he was prosecuted for accepting bribes from litigants. He admitted the truth of accusation, pleading only that presents never influenced his decision. As to that, any one may form his own opinion, since there can be no evidence as to the decisions that Bacon would have come to in other circumstances...
The ethics of legal profession, in those days, were somewhat lax. Almost every judge accepted presents, usually from both sides.
Nowadays we think it atrocious for a judge to take bribes, but even more atrocious, after taking them, to decide against the givers of them. In those days, presents were a matter of course, and a judge showed his "virtue" by not being influenced by them."
A History of Western Philosophy - Bertrand Russell
O JOGO DA CABRA CEGA
Cândida Almeida negociou a inclusão das 27 questões no despacho final como contrapartida pela não inquirição do primeiro ministro e ministro da presidência. (Veja vídeo SIC no fim do texto) Clique para visitar o dossiê Caso Freeport.
O Expresso adianta hoje, na edição impressa, que Cândida Almeida sabia desde maio, que os magistrados não abdicavam dos depoimentos.
Até então, os procuradores não os tinham pedido porque aguardavam o relatório final da polícia judiciária, que ficou finalizado a 21 de junho. Três semanas depois, enviaram as perguntas à diretora do DCIAP. Nessa altura, Cândida Almeida negociou a inclusão das questões no despacho final como contrapartida pela não inquirição do primeiro ministro e ministro da presidência.
O JOGO DA CABRA CEGA
"Não há rapazes maus" (Padre Américo)
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"Portugal é o único país da Europa onde há avaliação de juízes, além da avaliação a tribunais" diz um vogal do SCM, que acrescenta: "A nota que o Estatuto dos Magistrados Judiciais prevê como nota-padrão é o "Bom", a qual, porém, não permite que o juiz seja promovido aos Tribunais Superiores, nem a sua colocação, como efectivo, em Tribunais de Círculo ou equiparados na primeira instância" (Expresso)
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Bons para assar.
Friday, August 06, 2010
EURO = 1,330 DÓLARES
O euro continua a subir relativamente ao dólar.
O franco suíço, a manter-se a actual tendência, pode atingir dentro de pouco tempo a paridade com a moeda norte-americana: Encontram-se agora separados por menos de quatro por cento.
Parece poder concluir-se que, se há neste momento, uma moeda sob suspeita de mau comportamento, essa moeda é o dólar e não o euro.
Quem tal diria ainda há dias?
Dentro de pouco tempo, tocarão os alarmes de perda de competitividade por sobreavaliação da moeda europeia.
Dentro de pouco tempo, tocarão os alarmes de perda de competitividade por sobreavaliação da moeda europeia.
AFIRMA FÉLIX
A Alemanha quer o euro porque quer redesenhar o mapa monetário mundial. A China quer o euro porque não quer ficar sozinha com os EUA. Portugal, para sobreviver, vai ter de tirar partido da globalização. No cenário, optimista, de a globalização sobreviver à crise.
Outras previsões aqui
O JOGO DA CABRA CEGA
Afinal os procuradores pediram para ouvir Sócrates mas a autorização não chegou.
Alberto Martins: A Justiça precisa de serenidade
A Justiça precisa de justiça, senhor Ministro.
Sem justiça não há serenidade.
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A Justiça precisa de justiça, senhor Ministro.
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