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Tuesday, October 16, 2018

VOLATILIDADE AMERICANA

Daily chartAfter a year of #MeToo, American opinion has shifted against victims

Survey respondents have become more sceptical about sexual harassment



ONE year ago Alyssa Milano, an American actress, posted on Twitter: “If you’ve been sexually harassed or assaulted write ‘me too’ as a reply to this tweet.” Within 24 hours she had received more than 500,000 responses using the hashtag “#MeToo”. Ms Milano’s tweet came days after the New York Times and New Yorker had published detailed allegations of sexual harassment by Harvey Weinstein, a Hollywood producer. Mr Weinstein was the first in a long line of prominent entertainers and executives to be toppled by such investigations, which dominated the headlines throughout late 2017 (see chart below).

Even as these stories broke, it was #MeToo that resonated most on social media, as millions of women shared their experiences of abuse, intimidation and discrimination. In the past 12 months, the hashtag has been tweeted 18m times according to Keyhole, a social-media analytics company. The phrase has come to encapsulate the idea of sexual misconduct and assault. In recent months American journalists have used the hashtag in their articles more frequently than they have mentioned “sexual harassment”, according to Meltwater, a media analytics company.

c/p Aqui

Tuesday, December 12, 2017

TRABALHOS DE TRUMP



Trump, de algum modo, cumpre o que promete.

Prometeu reduzir os impostos sobre os maiores rendimentos, e está a conseguir.
É a política do Trickle down economics segundo a qual a redução dos impostos sobre os mais ricos beneficiará, por tabela, os mais pobres. E há muitos pobres que acreditam nisso: Trump foi eleito em grande parte com os votos de eleitores das regiões mais deprimidas dos EUA. 

Quem também contribuiu em larga escala para a eleição de Mr. Trump foram as mulheres norte-americanas. Mesmo depois de contra ele terem sido disparadas, durante a campanha eleitoral, várias denúncias de práticas de assédio sexual. Curiosamente, a avalanche de denúncias do mesmo tipo, desencadeada nas últimas semanas a partir, sobretudo, de Hollywood, continua, aparentemente, a não causar mossa a Mr. Trump.

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Act. - Entretanto, o candidato democrata ao Senado dos EUA pelo Alabama, Doug Jones, causou surpresa ao vencer esta terça-feira o republicano Roy Moore naquele estado conservador, acusado de abuso sexual por oito mulheres, durante a campanha eleitoral.
Por outro lado, na semana passada, Al Franken, senador pelo Minennesota, acusado de condutas sexuais impróprias, anunciou que vai renunciar, aguardando que a Comissão de Ética do Senado o julgará inocente.

"Eu, como toda a gente, estou ciente de que há alguma ironia no facto de estar de saída (do Senado) enquanto um homem que se vangloriou, em registo gravado, da sua história de agressão sexual continua sentado na Sala Oval ... " - Al Franken, no anúncio de saída

Segundo estas notícias, o vendaval de acusações de casos de assédio sexual a derrubar políticos não vai dissipar-se tão depressa.

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Act. - Apesar dos esforços de Trump para acabar com o Obamacare, o número de aderentes está exceder as mais optimistas expectativas, aumentando a inviabilidade política do actual presidente anular os objectivos do acto mais representativo do governo do seu antecessor. - aqui

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Act. - Poderá uma acusação de obstrução à Justiça determinar um processo de impeachment a Trump em 2018.
Mais do que quaisquer denúncias ou testemunhos, serão os resultados das midterm elections que, se retirarem a Trump o suporte que ele ainda detém no Congresso, poderão determinar o desencadeamento do processo de impeachment ou garantir-lhe roda livre para continuar a proceder como até aqui até ao fim deste mandato. vd. aqui: ."Doubting the intelligence, Trump pursues Putin and leaves a Russian threat unchecked"   


Sunday, August 28, 2016

ACERCA DO SEXO NA ONU

Mafalda,

Afigura-se-me que a Mafalda atirou para o alvo ao lado para atingir a mouche que lhe interessava: a defesa de quotas na atribuição de lugares de responsabilidade de topo.

Sou dos que pensam que as mulheres deveriam prescindir desse falso apoio.
As mulheres têm vindo a demonstrar que não são mais nem menos competentes que os homens no exercício das mais diversas funções, incluindo as de comando.

Basicamente, o argumento da Mafalda é este: o António Guterres não será secretário-geral porque o lugar não é atribuido em função do mérito relativo dos candidatos mas de outros critérios (sexo, origem geográfica) que o colocam de fora.

E talvez tenha razão.
Mas desvaloriza a sua defesa de uma mulher na posição porque, implicitamente, reconhece que as candidatas serão, eventualmente, menos meritórias do ponto de vista dos atributos não fundados no sexo e na origem.

Aliás, se a perspectiva da Mafalda é muito correcta, as audições públicas dos candidatos serão uma farsa e a ONU não merece Guterres.

São?

A minha opinião não se sustenta no eventual mérito de A Guterres porque a manteria se o merecedor, ou a merecedora, fosse outro, português ou não.