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Friday, November 20, 2015

O JOGO DA CABRA CEGA


"Quem cabritos vende e cabras não tem, de algum lado lhe vêm". 
A sentença popular foi invocada em Março deste ano pelo juiz do Tribunal de Instrução Criminal de Lisboa, vd. aqui, para sustentar a consistência dos indícios da prática de crimes da parte do Sr. José Sócrates.
Mas dos indícios à prova vai ainda uma distância que ninguém sabe calcular.

Ontem, foi notícia, vd. aqui, que "o coordenador da equipa da Autoridade  Tributária que investiga a operação Marquês de Pombal propôs uma abordagem completamente nova no combate a corrupção: tributar os rendimentos provenientes de fonte ilícita. A ideia consta de um extenso relatório intercalar (900 páginas) apresentado dias antes da detenção do ex-primeiro ministro, faz amanhã um ano. Segundo as contas feitas pelo inspector das Finanças, o Sr. José Sócrates deve ao fisco 19 milhões de euros."

Segundo a mesma notícia, o coordenador da investigação informou o procurador incumbido de investigar a operação Marquês  que em Setembro do próximo ano apresentará o relatório final, e lamentou que, no exercício das suas funções, esteja a receber apenas 25,10 euros de ajudas de custo por cada dia passado fora de casa, uma quantia tão irrisória que parece inacreditável.

Não sabemos se a abordagem do coordenador da equipa da Autoridade Tributária vingará e o Sr. José Sócrates será obrigado a pagar 19 milhões de euros ao fisco. E além dele, todos quantos neste país vivem claramente acima dos rendimentos declarados.
Mas, como já muita gente, a propósito, relembrou, foi pelo isco do fisco que prenderam Al Capone.
É sempre possível apanhar peixe graúdo. O que não se pode é apanhá-lo com minhoca desincentivada.

Thursday, November 05, 2015

A COLIGAÇÃO DE ESQUERDA JÁ GOVERNA?

Quem não pagar quotas às Ordens terá o Fisco 'à perna'

Li esta notícia aqui.

Medida consta do diploma de 2013 que estabeleceu o regime jurídico de criação, organização e funcionamento das Associações Públicas Profissionais, mais conhecidas por Ordens.A partir de agora, a Autoridade Tributária e Aduaneira (AT) irá cobrar os valores de taxas e quotas que os membros das Ordens falhem ...  a medida está patente num ofício circulado de 29 de outubro no qual a diretora-geral da AT revela que é agora “possível a cobrança de receitas das Ordens Profissionais através de processo de execução fiscal a instaurar pelos serviços competentes da AT”.