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Thursday, June 13, 2019

QUEM TEM MEDO DELES?



Cartoon de António


New York Times acaba de tomar uma decisão. E “é pura e simplesmente um erro”, diz antigo prémio Pulitzer

11.06.2019 às 18h48


A polémica com o cartoon de António em que o Presidente dos EUA, Donald Trump, cego, é conduzido pelo seu cão-guia, o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, ainda faz correr tinta, mas acaba de secar o espaço reservado ao cartoon político na edição internacional do “New York Times”. “No meu consciente, não sou nada afetado por isto. Do meu inconsciente não sei”, diz o autor do cartoon, enquanto o diretor-adjunto do Público afirma que, em Portugal, “seria muito difícil tomar uma decisão tão radical”


Menos de dois meses depois da polémica em torno do cartoon que retratava Donald Trump como um cego e Benjamin Netanyahu como o seu cão-guia, António volta a ser falado do lado de lá do Atlântico. Tudo porque o jornal “The New York Times” (NYT) anunciou esta segunda-feira que deixará de publicar cartoons políticos na sua edição internacional. Quando o diário norte-americano republicou, sem inicialmente atribuir a autoria, o cartoon que António assinou para a edição de 19 de abril do Expresso, a Casa Branca e várias associações judaicas dos EUA atacaram o desenho, acusando-o de ser antissemita.
Em resposta, o NYT não só pediu desculpas publicamente e de forma contundente (“claramente antissemita e indefensável”) como deixou de republicar cartoons políticos na sua edição internacional. Bret Stephens, um dos colunistas do jornal, recomendou ao Times que “refletisse profundamente sobre como chegou a publicar propaganda antissemita”. Agora, a ordem é mesmo para abolir completamente as tiras políticas “a partir de 1 de julho”.
c/p aqui

Friday, January 04, 2013

A ROLHA DO REI DA CHINA

O Washington Post de hoje volta a denunciar aqui a censura ao pensamento, que é um dos sustentáculos de qualquer ditadura, quer ela se diga de direita ou de esquerda, e a ditadura chinesa não se sabe de que lado se encontra,   Alguns, ingenuamente, esperariam que os líderes comunistas chineses, eleitos recentemente, iriam relaxar o controlo censório nomedamente sobre o Weibo, uma rede semelhante ao twitter  utilizado por 30% dos navegadores chineses na internet.

Na China, 30% de utilizadores seja do que for, é um mar de gente. Pois os novos senhores da China não só não deram quaisquer aberturas aos sites mais populares como estão a cortar-lhes as vasas com que vinham fazendo algum jogo de oposição ao regime. Até onde pode o povo chinês continuar aliciado pelo crescimento económico suportar a falta de liberdade de pensamento é uma incógnita que ninguém saberá decifrar, pelo menos enquanto a fila dos que esperam a vez de entrar na China que cresce a olhos vistos se medir em muitos milhões de candidatos.

Outro alvo perseguido pelos censores chineses  é o cartoon. O humor tem uma capacidade ímpar de desconstrução de qualquer regime, político ou religioso, subordinado a um pensamento único. Se o deixam voar, levantam os prisioneiros do regime os olhos do chão.

Com mão-de-obra ao preço da chuva, sem sindicatos, sem liberdade de imprensa, o capitalismo chinês só por incomparável ironia ainda se reclama comunista.