Friday, December 01, 2017

DURÃO E CENTENO



Para mim é óbvio que ... "Durão Barroso aceitou o cargo (presidente a Comissão Europeia) porque este é mais aliciante e menos problemático do que o que aqui detinha; o interesse de Portugal é, obviamente, secundário. Santer foi uma grande honra para o Luxemburgo? Prodi foi uma grande honra para a Itália? Não foram." - Jul 2004 / aqui

Mais tarde, ficámos a saber que Durão Barroso, se superou os seus antecessores foi em proveito próprio, e, por esse motivo, foi altamente criticado.


Centeno é candidato e, muito provavelmente, será nomeado presidente do Eurogrupo. 
É bom ou não?
As respostas divergem mas, geralmente, suscitam outra pergunta: bom ou mau, para quem?
Para Centeno será, certamente, bom, na medida e que lhe dará projecção internacional e pode garantir-lhe um eldorado que, em Portugal, muito dificilmente atingiria.
E, para Portugal?

Para Portugal alinho com aqueles que consideram que, enquanto coordenador das actividades de um grupo, e Centeno, a confirmar-se a sua nomeação, não terá competências determinantes nas decisões do colectivo de ministros das finanças da zona euro terá, pelo contrário, mais dificuldades em defender os interesses portugueses naquele forum.
Por outro lado, as obrigações decorrentes do cargo no Eurogrupo diminuirão, necessariamente, as suas disponibilidades de tempo e atenção para as suas responsabilidades enquanto ministro.

Resumindo: Haverá diferenças salientes entre a deserção, por ambição, de Durão e a dispersão, por ambição, de Centeno. Mas, no essencial, repesco o meu comentário de 6 Julho de 2004 à desastrada  passagem de Durão Barroso para Santana Lopes treze dias depois. 

O governo de Santana Lopes cairia daí a cinco meses. Espera-se que os portugueses não esqueçam isto. 

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