Wednesday, September 16, 2009

REVISITAR VANCOUVER - 2





A exposição na Vancouver Art Gallery - Vermeer, Rembrandt and the Golden Age of Dutch Art: Masterpieces from the Rijksmuseum - encerrava dentro de 3 dias. Fomos até lá.

Não eram permitidas fotografias. As três que inserimos aqui são copy paste de imagens publicadas na web. Destacamo-las por razões por razões diferentes: a de Vermeer, porque era a única, aliás o Rijksmuseum só possui quatro, e não é pouco, porque Vermeer pintou muito bem mas pintou pouco; as outras duas, uma de Emanuel de Witte (Interior da Sinagoga dos portugueses em Amsterdão), e a outra, de Rembrandt (Dr. Ephraim Bueno, médico ilustre, membro de uma família judaica portuguesa. E tanto um como outro destes dois últimos relembra-nos a desastrosa expulsão de competências portuguesas ocorrida no séc XV. Os Países Baixos foram um dos seus principais refúgios. Também por essa razão os holandeses vieram a assumir a preponderância nos mares que durante um século pertenceu aos portugueses.
Sente-se mais quando estamos longe.

Rectificação

O Aliás, naturalmente, também se engana. Algumas vezes dá por isso.
Neste caso, enganou-se ao atribuir a assinatura do acto de fundação de Yellowstone como primeiro parque natural do mundo a Theodore Roosevelt. Não foi Teddy Roosevelt mas Ulisses Grant. Em 1872, ano da assinatura, Teddy não imaginaria ianda sequer que viria um dia a ser presidente dos Estados Unidos.
A confusão deveu-se ao facto de haver em Yellowstone um memorial a T. Roosevelt em reconhecimento da sua acção na criação e conservação de parques naturais. (vd. aqui )
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In 1871, eleven years after his failed first effort, F.V. Hayden was finally able to make another attempt to explore the region. With government sponsorship, Hayden returned to Yellowstone region with a second, larger expedition, the Hayden Geological Survey of 1871. He compiled a comprehensive report on Yellowstone, which included large-format photographs by William Henry Jackson, as well as paintings by Thomas Moran. His report helped to convince the U.S. Congress to withdraw this region from public auction; on March 1, 1872, President Ulysses S. Grant signed The Act of Dedication into law that created Yellowstone National Park.
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REVISITAR VANCOUVER

TERÇA-FEIRA, 15 de SETEMBRO de 2009
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Por falta de meios internéticos, não foi possível, na altura, colocar fotografias nos apontamentos dedicados a Vancouver. Revisita-se aqui a bela cidade da Colômbia Britânica. As fotografias que se colocam procuram fugir do figurino que pode ser encontrado em milhões de sites na web.
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Fotografias (de baixo para cima)
. Apesar da sua modernidade e exuberância de riqueza, há ainda em Vancouver locais onde as condições de habitabilidade desvalorizam a cidade. Na foto, os prédios de um lado e do outro da rua estão escorados e os suportes são utilizados para a colocação das linhas de transporte de corrente eléctrica.
. O dia esteve sempre nublado durante os dois dias da nossa visita a Vancouver. A fotografia pretende dar uma ideia do enquadramento geográfico da cidade. De cada waterfront observa-se sempre a cidade do outro lado.
. Relógio a vapor na water street. De quarto em quarto de hora entoa os acordes de uma música conhecida expelindo vapor.
. Escultura junto ao Museu do Espaço
.Violinista chinês, radicado há dezenas de ano em Vancouver, em Prospect Point no Stanley Park. A comunidade oriental, e sobretudo a chinesa, é muito grande em toda a Colômbia Britânica e particularmente em Vancouver. Em Calgari há um museu da cultura chinesa, um jardim chinês e um parque dedicado aos povos orientais.
.Vista de Vancouver a partir do Stanley Park
.Transporte colectivo no Stanley Park

Tuesday, September 15, 2009

GRAND TETON


SEGUNDA FEIRA, 14 DE SETEMBRO DE 2009
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Há cerca de um mês Bern Bernanke convidou os governadores dos principais bancos centrais para uma reunião em Jackson Hole, Wyoming, uma pequena cidade à entrada do Grand Teton National Park , o vizinho do Sul de Yellowstone.

Não faço a menor ideia das razões que levaram o presidente da Fed a escolher Jackson Hole para local da reunião mas presumo que tenha dito, com dupla propriedade, meus amigos estamos metidos num buraco e que, à saída, tenha sossegado os convidados dizendo-lhes que iria ainda haver perturbações durante algum tempo, mas que a aeronave era segura e que, dentro de algum tempo, teriam saído do buraco.
Porque o aeroporto de Jackson Hole fica entre montanhas, já dentro do parque natural de Grand Teton, aliás, o Grand fica ali mesmo junto à pista, tem 4197 metros de altitude acima do nível do mar, o Middle Teton tem 3902 metros e o South Teton tem 3814 metros. A família Teton é, portanto, consideravelmente mais elevada que a família Morain, a tal que reside nas trazeiras de Lake Louise.
Quem entra ou sai do aeroporto de Jackson Hole vê, mesmo ali ao lado, um gigante que, acima do nível da pista, sobe quase a pique dois mil e cem metros. E, logo ao lado, os outros dois, quase tão tamanhões como o irmão mais matulão.

Quando voámos de Calgari para Denver para, a partir de Denver, chegarmos a Jackson Hole, a funcionária da United Airlaines pergunta-nos se aceitávamos lugares junto à porta de saída de emergência do meio do avião e se tínhamos descernimento para ler as instruções e presença de espírito para operar a saída a porta em caso de emergência. Nem deu tempo para dizer se sim nem se não, e aí vamos nós incumbidos de uma responsabilidade à altura do Grand Teton. Já no avião, vem ter connosco uma hospedeira madura (são todas, algumas com prazo de validade francamente ultrapassado) e pergunta-nos se já tínhamos lido as instruções e se nos considerávamos à altura das responsabilidades em que tínhamos sido investidos. E passou à frente. Começámos a ler as instruções, uma actividade em que geralmente nos saímos mal, e percebemos que o desenho não correspondia com a realidade. Aparece novamente a hospedeira pouco nova, a perguntar se as instruções estavam sabidas. Disse-lhe que não entendia o desenho, faltava ali qualquer coisa na porta ou qualquer coisa estava a mais no desenho. A senhora olhou, olhou, olhou, disse pois falta, ao mesmo tempo tentava levantar o braço da cadeira junto à janela,

mas o braço não se movia. Desistiu, alegando que se puxasse para cima a janela (como, não disse) ela abriria sem dificuldade. E pôs-se a andar.
Mas correu tudo bem, a janela continua no mesmo sítio, e as instruções também na mesma.

Sair de Jackson Hole é mais excitante do que entrar: primeiro, porque a maioria de quem entra, nunca lá terá estado, segundo, porque se o dia estiver carregado e os relâmpagos a estrelejar por cima dos Teton, na subida o perfil dos gigantes acompanha-nos até o avião, a balouçar, se colocar acima dos dois mil e tal metros.

YELLOWSTONE


SÁBADO, 13
DOMINGO, 14 de SETEMBRO DE 2009
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Yellowstone é uma marca famosa do turismo internacional. Reclamado como o primeiro parque natural instalado em todo o mundo (em 1872, durante a presidência de Theodore (Teddy)Roosevelt, o mesmo que deu o nome aos ursos de peluche, os teddy bear ), Yellowstone tinha acolhido até 1993 mais de 100 milhões de visitantes. Por estes dias de fim de época (o parque encerra de fim de Setembro a princípio de Maio) havia um frenezim de trânsito que dava uma ideia da confusão que a presença humana leva ao parque durante os meses de Verão, sobretudo Julho e Agosto.
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Há quatro entradas no parque.
Para quem viaja de avião até lá, a melhor solução é a entrada Sul, desembarcando em Jackson Hole, mesmo ao lado do Grand Teton, o gigante mais alto (cerca de 4200 metros acima do nível do mar) de uma família de gigantes perfilados ao longo da zona de aterragem. Depois é só conduzir durante cerca de 120 quilómetros, dos quais cerca de 30 estão em obras, atravessando o Grand Teton National Park , até ao visitor center e instalações hoteleiras do Sul.
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À primeira vista, desde logo, o que não pode passar despercebido ao visitante são os milhões de árvores caídas ou ainda em pé, mas secas, hà já mais de 20 anos à espera que o tempo as apodreça.

Em 1985 e 1988, Yellowstone (e o parque vizinho de Grand Teton) foi devastado por dois incêndios que atingiram a maior parte da área reservada em 1872 precisamente com o objectivo de proteger a fauna dos caçadores que, pelo negócio das pelas, quase a extinguiram, e a flora da ocorrência de fogos incontroláveis.
E são, precisamente, os efeitos desses incêndios, que mais intensamente caracterizam na sua maior parte a paisagem de Yellostone.

Geralmente, por entre as árvores caídas ou ainda de pé, crescem árvores novas (coníferas de diversas espécies), que aos 20 anos, nestas paragens geladas durante o Inverno, ainda são muito jovens, porque o seu crescimento é lento. Há áreas extensas onde, ao fim de todos estes anos, não se vislumbram quaisquer indícios de regeneração. Noutras, o verde viçoso de algumas árvores jovens, não esconde os troncos derrubados. Uma cena de uma batalha, parada no tempo, onde alguns vivos vagueiam por entre tantos corpos mortos.

É pessismismo da minha parte dedicar tanto tempo a uma calamidade quando Yellowstone é sobretudo o esplendor da natureza, o capricho ou a ameaça dos seus géisers (em Yellowstone contam-se cerca de 60% dos geysers de todo o mundo), as hot spring, os seus canyons, as suas cascatas, os seus rios, ora tranquilos entre as margens de floresta, ora caindo estrondosamente entre desfiladeiros desmedidos, a sua vida selvagem, os seus lagos luminosos? Pois será. Mas, pela paisagem impressionante de Yellowstone, falam melhor as fotografias do que eu. Coloco aqui algumas. A web está repleta delas. Mas para a fruição plena do sentidos só indo lá.
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Fotografias:
. A sétima fotografia, a partir de cima, é de uma árvore petrificada. Há outros exemplares no parque, segundo os roteiros.
. A décima, é de um geyser adormecido. Vd indicação na foto ao lado desta.
.A décima quinta é de um geiser em erupção. As erupções têm uma duração média de 5 minutos e são previsíveis.
. A décima fotografia é de um bizonte que não se quis levantar em tempo oportuno. Avistámos três outros, mas não fomos suficientemente oportunos para os fotografar. À chegada ao hotel fomos surpreendidos pela presença de uma bela (ou de um) "mule deer" mas não tínhamos a máquina fotográfica à mão e ela afastou-se rapidamente dali. As fotografias que conseguimos de um "bighorn sheep" e de três outras "mule deer" foram feitas a uma distância demasiado longa para as nossas habilidades. Avistámos também um "bull elk" mas a carga da pilha da máquina tinha-se esgotado. Na estrada, às tantas, havia um congestionamento de trânsito porque toda a gente abandonara os carros para avistar um "grizzly bear" que estaria no fundo do vale. Achámos melhor continuar viagem e deixar o bicho sossegado.

CALGARI







SEXTA-FEIRA, 12 DE SETEMBRO DE 2009

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Amanhã temos de nos levantar às três e meia da madrugada. O avião sai de Calgari para Denver às 6,30 e, por se tratar de um voo internacional, recomenda-nos que estejamos no aeroporto duas horas antes. Aproveitamos a tarde para visitar a cidade depois de almoço. Aqui a rua principal, reservada a peões, e ladeada de esplanadas de restaurantes e bares, é a Oitava Avenida.

Calgari é uma cidade tipicamente norte-americana, de casas, supomos que unifamiliares na sua grande maioria, que se estende a perder de vista para quem a olha de cima da sua Torre.

No centro comercial, a arquitectura dos arranha-céus, que continuam a crescer alimentados pela riqueza de jazidas de areias petrolíferas, assemelha-se à de Vancouver e das dos centros de negócios de muitas cidades norte-americanas.

Nada de especialmente interessante.
Passadas as três horas consentidas pelo parquímetro (34 dólares, impostos incluídos) voltámos ao carro para o check-in no hotel junto ao aeroporto.

O jantar, no restaurante do hotel, até porque nas redondezas não havia outro, é abrilhantado pela música maluca, alta e metálica, que esta gente parece não dispensar, e que também tivemos de suportar durante o almoço em Calgari.

LAKE LOUISE













SEXTA-FEIRA, 12 DE SETEMBRO DE 2009
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Chegamos a Lake Louise , já no Banff National Park, ao entardecer.

O Sol vai esconder-se atrás da montanha dentro de uma hora. O lago é, como os outros nas Rocky Mountains canadianas, um pequeno lago. Mas é deslumbrante o efeito da luz poente sobre as suas águas.

Mas o que mais impressiona em Lake Louise, para além da beleza natural circundante, é o número de adoradores da natureza, que percorrem os trilhos a pé, dos turistas de passagem fugaz ou dos curiosos atraídos pela promoção turística, mas é também o The Fairmont Chateau Lake Louise Hotel, um hotel imponente, como os Fairmont de Vancouver e Calgari, de dimensões e panache à altura dos recursos de quem neles se instala, e que aqui parece, chocantemente, querer competir com as montanhas envolventes. Sobretudo pelas dimensões do Fairmont, Lake Louise sugere-nos a grandiosidade com que a espécie humana costuma construir os templos dos santuários e à volta dos quais se instala o comércio de kisch.
Dali ainda demos uma saltada ao Lago Moraine, vizinho, a uma dezena de quilómetros, onde o Sol ainda não se tinha escondido. É também um pequeno lago, escondido num ninho deslumbrante guardado por sete gigantes, cada um com mais de três mil metros de altitude acima do nível do mar. Os gigantes do Lago Moraine tiveram a honra de se verem fotografados nas notas de 20 dólares emitidas há alguns anos.

Voltámos ao lago de manhã. O sol nascente iluminava agora a encosta por onde irá esconder-se ao cair da tarde. Teríamos de esperar uma hora ou duas para o Sol brilhar em todo o vale. O programa não o consentia e abalámos para Calgari, continuando a atravessar o parque Parque Nacional Banff .

Aqui a floresta está a ser menos castigada pelo beetle, ao longo da A93 continuam as indicações de mais lagos, mais canyons, mais rios e ribeiros a correr para o Athabaska.

Depois de Banff entramos na TransCanadá, a A1. Está em reparação durante alguns quilómetros e os trabalhos não parecem estar a decorrer com grande celeridade, a julgar pelas indicações do roteiro turístico, que as menciona. Digno de realce é a construção de viadutos próprios para a travessia de animas selvagens entre os dois lados da floresta cortada pela estrada.
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Fotografias (clicar para aumentar)
. Lake Louise ao entardecer
. Hotel Fairmont junto ao Lake Louise
. Lake Louise, oito horas da manhã
. Nota com os 7 picos de Lake Loraine
. Lake Loraine
. whisky jack (não são muito frequentes as aves nas rock mountains, mas o whisky jack e o corvo são relativamente frequentes e confiantes; tão confiantes que até este inábil fotógrafo foi capaz de caçar esta imagem)