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Thursday, January 16, 2014

OLHOS DE EVERGLADES

Tão diferentes, e tão iguais aos olhos humanos.

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Friday, October 02, 2009

O BERÇO DO HOMEM


Ardipithecus Ramidus, a Ardi para os amigos, é, enquanto não se descobrir a avó dela, a nossa avó mais velha. Dizem os cientistas que viveu há 4,4 milhões de anos, na região de Afar, Etiópia, a mesma região onde em 1974 tinha sido encontrada a Lucy, até agora considerada o mais antigo antepassado da espeécie humana.

Para além do mais que esta descoberta acrescenta ao conhecimento da evolução do bicho homem, ela confirma que foi no continente africano que a casualidade encontrou o berço para a gestação da humanidade. Em África, um berço à deriva.
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Para quem continua a querer acreditar no primeiro casal com cabelos louros e olhos azuis estas pistas científicas são engulhos ingeríveis. Mas o que é perturbante é que, á medida que se consolida científicamente a teoria da evolução, há cada vez mais gente supostamente esclarecida a negar as evidências.
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Haverá sempre gente capaz de pintar os pais à medida das suas ambições.
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Early view. An artist's rendition of Ardipithecus ramidus. See full slideshow.

Wednesday, May 20, 2009

TÍTULO DO DIA


Missing link is found?
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Scientists unveil fossil of 47 million-year-old primate, Darwinius masillae
Feast your eyes on what a group of scientists call the Holy Grail of human evolution.
A team of researchers Tuesday unveiled an almost perfectly intact fossil of a 47 million-year-old primate they say represents the long-sought missing link between humans and apes.
Officially known as Darwinius masillae, the fossil of the lemur-like creature dubbed Ida shows it had opposable thumbs like humans and fingernails instead of claws.
Scientists say the cat-sized animal's hind legs offer evidence of evolutionary changes that led to primates standing upright - a breakthrough that could finally confirm
Charles Darwin's theory of evolution.
"This specimen is like finding the Lost Ark for archeologists," lead scientist
Jorn Hurum said at a ceremony at the American Museum of Natural History.
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Friday, January 16, 2009

CRISE E CORRUPÇÃO - 2

Ainda a propósito da decisão do governo de subir até 5 milhões de euros o valor das compras não sujeitas a concurso público (eventualmente fraccionáveis, podem subir a 10, 15, 20 milhões ou mais, dependendo da habilidade utilizada na engenharia do negócio) LA-C escreveu para o Público um artigo muito curioso que merece bem uma leitura atenta.

"O Governo pretende elevar o valor dos contratos públicos não sujeitos a concurso público de 150 mil euros para 5,1 milhões de euros. O único escrutínio a que estes contratos estão sujeitos é a sua publicitação. Infelizmente, o "site" onde estes contratos são publicados apresenta a informação de forma bastante obscura. Felizmente, dois colegas meus, o Fernando Alexandre e o Miguel Portela, organizaram os dados disponíveis para os últimos cinco meses de 2008. Percorrendo essa base de dados, descobrem-se coisas curiosas, que só se compreendem à laia de erros tipográficos. Por exemplo, que uma câmara municipal encomendou uma fotocopiadora por 6,5 milhões de euros. É certo que a fotocopiadora é multifunções, mas mesmo assim parece um preço exagerado. Descobre-se também que, apesar do limite legal de 150 mil euros, as excepções são tantas que o total do valor dos contratos acima dessa norma legal é de mais de 300 milhões enquanto o valor total dos contratos que respeitam o limite é de apenas 220 milhões. A base de dados pode ser consultada em www.eeg.uminho.pt/economia/mangelo/ajustedirecto. 2. Este é o ano de Darwin. Festejam-se 200 anos do seu nascimento e 150 anos do seu mais celebrado livro, "A Origem das Espécies". Ainda hoje, muitos credos religiosos convivem mal com a Teoria da Evolução de Darwin. É natural que assim seja, com a evolução de Darwin concebemos a origem e a evolução das espécies sem necessitarmos de Deus, ao mesmo tempo que se refuta a ideia bíblica da criação simultânea das diferentes espécies.

Saturday, June 16, 2007

PERPLEXIDADES


Abriu o "Museu da Criação", em Kentucky, USA, uma aberração anunciada há já algum tempo.
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O assunto, a que se refere um "post" em De Rerum Natura , para lá das incidências folclóricas que estas extravagâncias suscitam, é importante pelo impacto que tem na formação da opinião pública. Sabe-se que uma parte importante da população norte-americana acredita na "teoria da criação" e apenas uma minoria tem alguma percepção da "teoria da evolução". Não sabemos que parte da população portuguesa tem alguma ideia acerca do evolucionismo mas não arriscamos muito se dissermos que será certamente muito inferior à norte-americana. Os dinossauros tornaram-se os personagens mais populares entre a pequenada mas é uma vaga que não tem induzido quaisquer contradições no imaginário popular entre o tempo em que os (hoje) simpáticos gigantes habitaram a terra e os tempos bíblicos da criação do mundo. Mais milhões menos milhões de anos não afligem quem se dá mal com a contagem dos zeros à direita e bebeu da fé em pequenino.
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Ridicularizar o "Museu da Criação" só tem eco junto daqueles que têm algum entendimento da evolução do Universo, segundo a Ciência. Quanto aos demais, não percebem a anedota.
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O que não deixa de ser perturbante é que, se o confronto se desse entre museus e "museus", os primeiros ganhariam por margem esmagadora. Este "museu" do Kentucky não tem dimensão visível se comparado com os milhares de museus de história natural em todo o mundo. O número de visitantes diários do Museu de História Natural, em Washington, por exemplo, é impressionante.
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A razão desta contradição tem de procurar-se fora dos museus e deste "museu": O "museu" do Kentucky é, na realidade, a Bíblia contada, literalmente, de forma ilustrada a três dimensões e com meios audiovisuais. Se a questão preocupa (e deve preocupar) os cientistas ela deve dirimir-se no confronto entre a ciência e a fé.
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Esse confronto, contudo, foi até gora adiado por razões politicamente correctas.