Showing posts with label deputados. Show all posts
Showing posts with label deputados. Show all posts

Wednesday, January 17, 2024

É ISTO QUE NÓS SOMOS?

Is this who we are? 

By Karen Tumulty - Jan 1, 2024

 

"If Americans, knowing everything they now know about him, reelect Trump — or come close to doing so — it will be time for us all to quit lying to ourselves.

This is who we are." 

 

Trump iniciou ontem no Iowa, ganhando na primeira etapa das primárias, a sua nomeação como candidato às eleições presidenciais em 8 de novembro deste ano. Pelas sondagens e receios se antevê que ganhará a nomeação pelos republicanos e será pela segunda vez eleito presidente dos EUA. 

Há sete anos, quando Hillary Clinton defrontou Trump para as presidenciais em 2016, a candidata democrata afirmou que metade dos apoiantes de Trump eram um “grupo de deploráveis”, de pessoas que são racistas, homofóbicas, sexistas, xenófobas e islamofóbicas." Foi criticada, pediu desculpas, mas perdeu as eleições por dizer a verdade. 
Porque, na verdade, quem eram, naquela altura, e continuam a ser os apoiantes de Trump?
 
Note-se que Hillary Clinton obteve muito mais votos que Trump (voto popular) mas menos delegados no Colégio Eleitoral por não ser o número destes, por razões do método de nomeação de delegados, proporcional ao número total de votos obtidos por cada um dos candidatos.
Já em 2004, o confronto tinha sido entre George W. Bush e John Kerry. A uma pergunta feita aos dois num frente a frente decisivo, acerca da posição de cada um deles sobre a homossexualidade, Kerry respondeu, sem hesitar, que favorecia a liberdade de opção sobre o assunto. Bush hesitou e, ao fim de algum tempo respondeu, escusando-se a responder, "não sei, a verdade é que não sei". 
A filha de Dick Cheney, vice-presidente de Bush no mandato anterior, era declaradamente lésbica. 

Podemos encontrar aqui algumas pistas fiáveis para a resposta a uma pergunta, intrigante para quem não conhece a realidade sociológica norte-americana. É muito saliente em todas as abordagens sobre o tema a prevalência do apoio dos cristãos evangélicos a Trump, sendo esse apoio dominante entre os membros daquela comunidade sem diploma universitário, que o apoiam em número muito maior que os de educação avançada. 
Não sendo possível resumir os valores que pautam os comportamentos  dos evangélicos norte-americanos nas suas participações em acções de apoio político, é possível, empiricamente, constatar que se colocam dos lados mais conservadores do partido republicano. Apoiaram Trump nas eleições de 2016, tudo leva a crer que Trump continuará a contar com eles nas eleições deste ano. 
Quando Hillary Clinton afirmou que metade dos apoiantes eram racistas, xenófobos, sexistas, homofóbicos e islamofóbicos não estaria longe da verdade mas, ainda que depois  se tenha retratado,  a sua afirmação politicamente incorrecta, porque a verdade prejudica quem a assume em questões fracturantes, referia-se ao apoio dos evangélicos menos instruídos. Seriam metade? Foram decisivos.

Há una anos, discutia-se num grupo de amigos a fraca competência média dos representantes do povo português, isto é, dos deputados da Assembleia da República. A generalidade do grupo admitia que era baixa porque, embora houvesse inegavelmente algumas competências, a grande maioria era bronca.  
- Mas isso é natural, argumentou um dos presentes, deputado em funções O parlamento é o espelho do país.
- É ou deve ser?
- Pelos vistos é.

Sunday, August 02, 2020

EM NOME DO ESTADO - 2


- Mas o que é que sabe acerca da incompetência ou eventual conivência dos deputados no escrutínio dos actos do governo? Como é que poderiam os deputados ter escrutinado, por exemplo, os contratos subjacentes à criação e funcionamento do Fundo de Resolução se esses contratos não foram submetidos à sua apreciação nem sequer lhes foi dado conhecimento? Como é que poderiam ter escrutinado os contratos decorrentes da privatização parcial da TAP, da redução da sua   reprivatização parcial, e, mais recentemente, da sua quase completa nacionalização, se os contratos com significativas repercussões nas contas do Estado não são submetidos à aprovação da AR?
- A impotência, neste caso, é uma forma de incompetência.