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Thursday, July 21, 2016

MRS MAY, MRS STURGEON AND MRS MERKEL

“Podemos ir ao fundo da questão? Estará ela (Theresa May) pessoalmente preparada para autorizar um ataque nuclear que possa matar centenas de milhar de homens, mulheres e crianças inocentes?”

A questão foi colocada na segunda-feira, 18 de Julho, por um deputado do Scottish National Party (SNP) durante o debate na Câmara dos Comuns. 
E a resposta de May - vd. vídeo publicado aqui nIndependent -, foi peremptória e imediata:

”Sim. E tenho de acrescentar que o objectivo de um efeito dissuasor é que os nossos inimigos saibam que estamos preparados para isso”

A frota de submarinos nucleares - cf. New York Times -  tem a sua base em Faslane, na Escócia, e o Scottish National Party, que conta com 54 dos 59 deputados escoceses no Parlamento, opõe-se à renovação do programa nuclear. 
Por outro lado, o Brexit foi muito maioritariamente rejeitado na Escócia - 32% pela saída da UE, 68% pela permanência -, e num artigo publicado no mesmo dia 18 no Financial Times é colocada a hipótese de a Escócia poder accionar o direito de veto considerando que o Brexit supõe o acordo das nações que compõem o Reino Unido. 
A completar o arsenal de armas, politicamente nucleares, já que podem provocar a desintegração do Reino Unido, Nicola Sturgeon, a primeira-ministra da Escócia, avisou May - vd. aqui - que está a preparar um novo referendo em 2017 sobre a independência do país se o Governo de Londres não garantir os interesses da Escócia nas negociações com a UE para o Brexit. 

Ontem, May, uma mulher de armas, encontrou-se em Berlim com Merkel, que não tem botão de lançamento de  armas nucleares, mas tem outras, ao seu alcance. 






Quem vai disparar primeiro?

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Mrs. Clinton vai chegar atrasada, se chegar?




Monday, July 11, 2016

INDIGNIDADE GERAL

Theresa May deverá ser, já depois de amanhã, o próximo primeiro-ministro do Reino Unido, em sequência da desistência de Andrea Leadsom, a outra candidata, se submeter ao voto dos membros do partido conservador em eleições que estavam previstas para Setembro. Deste modo o sr. David Cameron sai de Downing Street mais cedo do que previra quando anunciou a sua renúncia logo após conhecidos os resultados daquela imbecilidade democrática que foi o referendo.

Boris Johson e Michael Gove, que anunciaram renunciar a liderar o processo de transição e tinham declarado o seu apoio a Andrea Leadsom, defensora do Brexit, já transferiram o seu apoio para Theresa May, que defendeu a presença do Reino Unido na União Europeia. 

A notícia acaba de ser publicada no Financial Times aqui - onde a atitude dos três líderes conservadores que mais destacadamente se empenharam na campanha pelo Brexit, conseguindo que uma maioria escassa votasse pela saída, mas alijando logo de seguida responsabilidades pelas consequências do processo de transição, é considerada a indignidade final. 

Indignidade a que se junta outra não menos evidente, a de Nigel Farage, o líder do UKIP que se propôs, e conseguiu, retirar o Reino Unido da UE e, uma vez conseguido o objectivo, disse entretenham-se com esse bico de obra que eu vou à minha vida.

 A srª. May considera que o capitalismo precisa de ser reformado e que o partido conservador que vai liderar está em melhores condições para operar essa reforma que o trabalhista. Do lado trabalhista já foram reclamadas eleições gerais considerando que a srª. May não dispõe de suporte democrático evidente que lhe permita governar. 

Que fariam os trabalhistas com o Brexit se fossem governo? 
Não tiveram, quando deveriam ter tido, uma posição clara sobre uma questão tão decisiva. 
A pusilanimidade trabalhista, neste caso, é tão indigna quanto a dos poltrões que se bateram por um lado para se esquivarem de cena ainda o drama não começou.