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Tuesday, March 09, 2021

O QUE DEVE DISCUTIR - 2

O que disse Ramalho Eanes ontem, numa entrevista de Miguel Sousa Tavares na tvi24, Jornal das 8, a propósito de afirmações recentes levantadas a propósito do falecimento do militar português mais condecorado, de desbocamento público de denegação da história de Portugal. Imperdível.

A propósito, e em sequência do meu apontamento anterior, recebi de Rogério S., que combateu (foi obrigado a combater) na Guiné, o link de um texto - COLONIALISMO, GUERRA COLONIAL E A NOVA SANHA INQUISITORIAL - que merece ser lido.


Sunday, February 08, 2015

FLATULÊNCIAS DE UM CABOTINO

A surpreendente entrada do Syriza na ribalta política europeia, e até mundial, está a provocar as mais desencontradas, e frequentemente extremadas, reacções. Se para uns Alexis &Yanis são uma diabólica parelha vermelha que não se aguentará na corda bamba mais que dois meses ou três, para outros o Syriza é a lufada de ar fresco que, para salvação da UE penetrou na claustrofóbica câmara em que, até agora, se moviam os eurozónicos. Se para uns a democracia em Atenas não vale menos que a democracia em Berlim, a inversa é logo argumentada pelos outros. Contudo, nenhum dos políticos no activo ou na reserva, ou comentadores remunerados, ou pro bono, vulgo bloggers, tinha atingido o cúmulo de aversão ao Syriza a que o sr. Vasco Valente Correia Guedes desceu num artigo que o Público colocou ontem aqui.

Transcrevo:

"Os fanáticos vêem o mundo por uma fresta e ganham pela demagogia e pela intimidação. Na história política contemporânea, há centenas de casos parecidos. Dos maiores, como Hitler, aos mais pequenos, como o PRD de Eanes. Hitler declarou guerra ao Império Britânico, à URSS e à América: toda a gente percebeu que o desastre era inevitável, mas só ao fim de 55 milhões de mortos, com os russos a 100 metros da porta, ele percebeu. Eanes imaginou que se criava um partido com meia dúzia de militares e dúzia e meia de tresmalhados ou desiludidos, sem uma tradição e uma função social evidente e durável, mas bastou Mário Soares dissolver a Assembleia para se ver o vácuo daquela traquitana. O Syriza esperneia e faz barulho, mas passará depressa."

Que o sr. Vasco Valente Correia Guedes junte no mesmo saco Hitler e o Syriza é uma pesporrência a que nenhum grego dará a mínima atenção; mas o envolvimento do General Ramalho Eanes é uma infâmia que só pode merecer a indiferença de qualquer português minimamente informado se considerar que tamanha bacorada deve ter germinado na cabeça daquele senhor em algum momento de delirium tremens.

Sunday, April 13, 2014

OS PROTAGONISTAS

40 anos depois

Destaco a imagem mais positiva, de Ramalho Eanes (61%), e a maior queda de Mário Soares (10 pontos percentuais, para 38%) nos últimos dez anos apesar de atingir o máximo (100%) em notoriedade.
 
Conclusão (minha): a insistente intervenção política de Mário Soares, se lhe grangeou a admiração e o espanto de muitos, valendo-lhe o reconhecimento de personagem do ano pela imprensa estrangeira em Lisboa, tem-lhe corroído notoriamente a imagem junto da opinião pública. 

Mas sondagens, são sondagens, vocês acreditam em sondagens?