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Não é crível que Passos Coelho seja leitor atento e antigo do "Portugal dos Pequeninos" . E não é crível porque, tendo vetado Bairrão, que entretanto se havia despedido das funções de director-geral da TVI, por ele se ter declarado, em tempos, contrário à privatização da RTP, mais determinadamente se oporia à nomeação de um assessor se soubesse que este disse pior dele do que Maomé disse do toucinho.
Também é pouco crível que Relvas soubesse ou tenha sido avisado. Estaremos, portanto, perante uma nomeação feita às escuras encaminhada por alguma personagem travêssa ou por algum descuidado que conhece o Gonçalves político mas não lê o que ele escreve.
E o Gonçalves, por que aceitou a incumbência de comer a sopa depois de ter cuspido nela?
Tinha fome?
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