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Monday, October 19, 2015

VIAS DE PORTUGAL

Quem circula no IC 19 para entrar em Sintra depara-se à saída da via rápida para a via única com um cartaz colocado recentemente,


À entrada no IC 19, do lado contrário, num cartaz idêntico, a Infraestruturas de Portugal, agradece e convida o automobilista a voltar novamente.
Mensagens insólitas e inúteis para quem, e são muitos milhares de utentes, anda cansado naquele vai e volta diário.


Em Alcântara, colocou  a Infraestruturas de Portugal no suporte da Ponte 25 de Abril outro cartaz, de dimensões inevitáveis ao olhar de quem por ali passa.


A Infraestruturas de Portugal resultou da fusão da Refer, anteriormente a Divisão de Via e Obras da CP,   com a Estradas de Portugal,  anteriormente Junta Autónoma das Estradas. Terá gasto com esta campanha de imagem corporativa, segundo o que pode ler-se aqui, 150 mil euros.

Para quê?

A Refer debatia-se naturalmente com gravíssimos problemas financeiros. Naturalmente, porque dependendo quase inteiramente de uma empresa com problemas crónicos de vária ordem, reflectindo-se numa exploração cronicamente deficitária, nunca o governo, este e os outros, viram outra alternativa senão apenas mudar-lhes os estatutos e o nome.   
A Estradas de Portugal debatia-se com o mesmo tipo de doença. 
E, mais uma vez, a saída foi em frente, desta vez juntando a fome à vontade de comer, enjorcando uma entidade com o nome mais arrevesado (arrevesado e falso, porque integra apenas uma parte, provavelmente a mais problemática, das infraestruras do país) que o inteligente de serviço encontrou na sua imaginação certamente perturbada pelo estado calamitoso da realidade a que tinha de chamar qualquer coisa.

Haverá, agora, espalhados por cada troço de via férrea ou rodovia de norte a sul do país, cartazes destes? Duvido.
150 mil euros não darão para muitos cartazes.
Dariam, isso sim, para mandar arranjar alguns troços de estrada em condições miseráveis há anos.
Demagogia!, dirão os autores e aproveitadores dos cartazes, mas não arranjam as estradas.
É muito mais colocar cartazes que remendar estradas estragadas. 
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A propósito deste país de cartazes, repare-se no conjunto de cartazes colocados atrás do da Infraestruturas. Irão ali ficar, sujeitos à corrosão do tempo, até às próximas eleições. Portugal está inçado destes fantasmas que os partidos colam com o dinheiro que nos subtraem dos bolsos e que, pelos vistos, não são obrigados a retirar, conspurcando permanentemente o ambiente. 



Monday, September 07, 2015

O PREÇO DO VERDE

O Expresso deste fim-se-semana dava conta, mais uma vez, de vários projectos de melhoria ambiental em Lisboa: "Mais verde, mais passeios, mais esplanadas; mais gente, menos carros — são os princípios por trás da revolução que a Câmara Municipal de Lisboa (CML) quer lançar no chamado “eixo central”, que vai do Marquês de Pombal até Entrecampos." - aqui

No entanto, recentemente,  "residentes do Parque das Nações, em Lisboa, queixavam-se da degradação da zona, onde decorreu a Expo'98, responsabilizando a Câmara e a Junta de Freguesia, que gerem o espaço após a extinção da sociedade Parque Expo". - aqui

É geralmente assim, a forma como são feitos muitos dos investimentos públicos em Portugal com objectivos supostamente ambientais: uma vez feita a festa da inauguração do empreendimento e atirados os foguetes, os espaços intervencionados, sobretudo aqueles onde foram plantadas ávores, flores ou relva estarão dentro de algum tempo, uns mal tratados, semi-abandonados, outros secos por falta de rega e outros cuidados que nenhum ser vivo dispensa. 

A não inclusão dos custos de funcionamento e manutenção nos projectos de investimentos públicos em geral, e não apenas naqueles com finalidades ambientais,  é, aliás, uma das causas maiores dos falhanços observados nos anos em que, embalados pelo endividamento importado, os mordomos das festas só não se esqueceram da compra dos foguetório. 

Monday, June 03, 2013

HOLD THE LINE

Uma das actividades que neste país não se deixa amolar pela crise é a produção e colocação de outdoors. Com as autárquicas a aproximarem-se, a indústria da outdoorização resplandece por todos os cantos exibindo as fronhas dos candidatos acompanhadas de mensagens curtas e incipientes como mandam os manuais. Fora dos ciclos eleitorais, a actividade experimenta algum abrandamento mas a propaganda das iniciativas  dos que ocupam os poleiros e a fogosidade antissistema  dos partidos que nunca serão governo garantem-lhe um lastro de rendimento permanente.
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O poder autárquico, já o tenho referido neste caderno de apontamentos, goza do privilégio de poder gastar dinheiros públicos sem ter o ónus político às costas de cobrar impostos. Esta regalia determina nos munícipes uma insensibilidade fiscal que os leva a bater palmas a tudo quanto é obra feita e a votar repetidamente nos mesmos de sempre. A lei de limitação dos mandatos autárquicos não reduzirá um milímetro desta situação de anestesia crítica. Se, de outro modo, fossem os munícipes confrontados, através de impostos cobrados localmente, com parte dos custos de algumas dessas obras, os resultados seriam diferentes e mais consentâneos com os interesses locas.
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Os exemplos de dispêndios sem justificação social suficiente estão espalhados de norte a sul. Alguns deles poderão ter mérito suficiente mas é muito inadequada o tipo de  intervenção das autarquias, que, deste modo vão secando a capacidade de iniciativa dos cidadãos residentes.
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Em Cascais, a Câmara coloca nesta altura do ano outdoors de promoção de duas actividades de intenção cultural: A Artemar, no passeio marítimo do Estoril e a Land Art, na Quinta do Pisão.
A Quinta do Pisão, lê-se no site, é propriedade do Ministério do Trabalho e da Solidariedade Social e sob gestão da Santa Casa da Misericórdia, é administrado pela Empresa Municipal de Ambiente de Cascais. São 380 hectares, segundo o site, 450, segundo o folheto entregue aos visitantes, onde pastam, segundo informações recolhidas no local, cerca de 10 burros lanudos, meia dúzia de cavalos, cerca de 50 ovelhas. E tem uma horta. Os vestígios, escassos, da presença humana permanente no local, incluindo uma capela, esperam que os recuperem.  A horta, onde devem ter plantado alfaces, tomateiros e quejandos, está morta e assaltada pelas ervas.
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Quem ali vai com olhos habituados a ver, começa por perguntar-se porque bulas é o Ministério do Trabalho e da Solidariedade Social proprietário daquela extensão de 450 hectares, a maior parte descampada; que gestão está a ser assegurada pela Santa Casa da Misericórdia se é a Empresa Municipal do Ambiente de Cascais que administra as actividades que ali são realizadas. Por que é que um espaço daqueles está em grande parte desflorestado numa zona rodeada de floresta e a parte florestada está inundada de mato seco à espera de um fósforo; por que é que a horta foi instalada e a deixaram morrer; por que é que o rebanho de ovelhas cresce sem outra utilidade para além de um show de tosquia promovido anualmente. Em resumo: Por que é que a exploração daquela quinta, se a venda não é exequível, não é entregue a uma família, sujeita a um caderno de encargos que incluíssem a disponibilidade de visitas do público para fins pedagógicos ou simplesmente de recreio?   
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É neste espaço enorme, quase completamente desaproveitado, que a EMAC instala de forma dispersa meia dúzia de obras de arte contemporânea que serão visitados por um número reduzíssimo de curiosos com pachorra e resistência física para ir a todos os locais a pé. É nela também que promove a realização de espectáculos de tentativas de jazz, entre outros, em instalações terceiro-mundistas, com uma assistência média entre 10 a 15 resistentes com entrada livre, segundo nos foi dito no local.
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Antes da visita, tínhamos ligado para o 21 460 4230, e após o inevitável "Hold the line, your call is very important to us " e muita persistência com  transferências de chamada para "o colega que sabia do assunto"  indagámos se havia mesmo uma actividade agrícola que pudesse ser mostrada à pequenada. Há sim, responderam-nos. Temos uma horta com alfaces, tomateiros, pimentos, coisas desse género.   
Não têm.
Como é habitual em Portugal, depois do investimento feito falta o dinheiro para a manutenção. Neste caso foi gasto com outdoors.

Tuesday, June 05, 2012

Monday, August 30, 2010

O JOGO DAS ESCONDIDAS


Nos últimos cinco anos muito mudou no panorama energético nacional. No final de 2005 havia no País 650 torres eólicas, distribuídas por uma centena de parques. Hoje há o dobro de parques e 1.996 aerogeradores.

A mudança na paisagem trouxe um custo que pesa na carteira de cada consumidor. Desde 2006 os subsídios do Estado à produção renovável tiveram um sobrecusto de 1,4 mil milhões de euros. Pelas contas do Negócios, esse apoio vai custar este ano 90 euros a cada consumidor de electricidade. Na média dos últimos cinco anos, o custo médio por cada lar é de 52,5 euros.

Friday, May 07, 2010

A LEI É MOLE

- Ouve-se bastante o barulho dos carros na auto-estrada.
- Pois ouve.
- Deveriam aumentar as barreiras, plantar árvores...
- Pois deveriam. Mas bastava que a lei fosse cumprida, que os carros não excedessem a velocidade permitida por lei, que os velocípedes motorizados não passassem a acelerar de escapes abertos, e o ruído seria reduzido.
- Se assim fosse ninguém utilizaria as auto-estradas.
- Mas há leis ...
- A lei que impõe o limite máximo de 120 km/hora é estúpida. Os carros são construídos para rodar a 180, 200, até 220 quilómetros por hora. Faz algum sentido restringir a velocidade para 120? É mais perigoso conduzir a 80 km/hora na auto-estrada que a 150!
- Mas há leis ...
- Pois há, mas não deveriam existir porque são absurdas.
- Mas se cada um de nós tem o direito de apreciar a pertinência ou o absurdo das leis, e actuar de acordo com os seus próprios critérios, ninguém se entende.
- Entende, entende. Tanto assim que ninguém respeita as leis e o País funciona.
- Acha que sim?

Sunday, December 20, 2009

BO NA NEVE


Record snowfall hits Washington
A Portuguese snow dog? Bo, the Obama family pup, sits in the snow outside of the Brady Briefing Room of the White House.
Snowball fun gets serious when cop pulls gun
Latest weather updates PHOTOS VIDEO
Post reader photos Submit your own

Tuesday, December 15, 2009

Wednesday, October 07, 2009

Saturday, August 01, 2009

A JUSTIÇA DO TEMPO

O PR enviou ao Tribunal Constitucional a Lei de Reabilitação Urbana por dúvidas em alguns pontos do seu articulado e, nomeadamente, a venda forçada de prédios urbanos devolutos e abandonados depois de esgotadas todas as alternativas de resolução com o acordo dos proprietários.
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Trata-se de uma questão a que tenho dedicado vários apontamentos aqui neste caderno por, desde há muitos anos, atormentar a minha consciência cívica: Que direito pode continuar a assistir aqueles que abandonam as suas propriedades à destruição do tempo e que, com essa atitude, prejudicam os direitos dos vizinhos? O direito à propriedade é um direito consagrado na Constituição mas não há direitos ilimitados, porque todos ps direitos individuais têm como fronteira os limites dos direitos dos outros.
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Percebe-se que o PR ao enviar o diploma para apreciação do TC queira evitar que, no futuro, pudesse vir a ser invocada a insconstitucionalidade de acções administrativas tomadas ao abrigo da lei que agora se pretende aprovar. Mas, mais uma vez, se pode questionar a razoabilidade da existência de um Tribunal que intervém apenas a solicitação do PR ou a posteriori quando a lei já foi aprovada e promulgada.
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No caso em questão, a decisão do TC, qualquer que ela seja, não se circunscreve ao preceituado na lei fundamental porque se coloca na apreciação da compatibilização dos direitos individuais e colectivos. Se essa apreciação fosse da responsabilidade última do PR, os portugueses teriam a oportunidade de aceitarem ou rejeitarem democraticamente as propostas que, também a este respeito, lhes fossem colocadas pelos candidatos à suprema magistratura da Nação. Sendo remetida para o TC, um órgão não eleito de geometria política democraticamente incontrolável, as consequências negativas para a sociedade que os seus pareceres possam ter, só o tempo as poderá anular.
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Porque não há prédio devoluto e abandonado ao tempo que o tempo não acabe por derrubar.

Thursday, September 18, 2008

A CRÍTICA E O MISTÉRIO DA AGRICULTURA

tocar para ampliar

Caro J.,
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Teve o meu Amigo a gentileza de responder com algum detalhe ao comentário que coloquei ontem. Para não transcrever aqui o que está no seu post anterior, resumo que o Caro J. acha que ao cidadão comum não compete apresentar sugestões, assiste-lhe o direito de criticar.
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Não concordo.
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O direito à crítica é um direito de cidadania e um dos referenciais de uma sociedade democrática. Acontece que não há direitos sem obrigações. Pelo menos ao nível da responsabilidade que impende sobre a consciência cívica. Repare Caro J., que V. só pode criticar aquilo relativamente ao qual tem, ou estabelece, uma referência. Dito de outro modo, só é possível, honestamente, dizer que uma coisa está mal se quem diz souber, ou pensar que sabe, como a mesma coisa estaria bem, ou, pelo menos, melhor. E também deve quem critica ter uma ideia, pelo menos aproximada, da forma como pensa que possa ser percorrida a distância que vai da situação má para a situação boa.
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A vivência democrática é isso mesmo: a discussão pública dos problemas e das soluções. Claro que não temos todos os dados que os governantes dispõem, ou é suposto disporem, mas a discussão para além da crítica irresponsável, porque daí não passa, obrigará a uma cada vez maior transparência entre a sociedade e os governantes. Podemos errar? Erraremos certamente muitas vezes nos nossos pressupostos. Mas se ao errar provocarmos o esclarecimento, ficaremos mais habilitados para a próxima.
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Aliás, V. hoje até arrisca na parte final uma sugestão:"Se os industriais têm que pagar para produzir CO2 porque razão os que asseguram a continuação da floresta que elimina esse CO2 nada recebem?"É uma sugestão pertinente, do meu ponto de vista. Será exequível?

A agricultura na Suíça faz daquele país um jardim por toda a parte. Mas custa cerca de 90% dos custos totais de produção ao Estado. Que é rico. Neste, como em muitos casos, o problema são as opções, ou as prioridades, conforme lhes queira chamar.
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Por mim voto na protecção a uma agricultura moderna, ecológica quanto possível, dimensionada de forma a garantir níveis de produtividade e qualidade minimamente competitivas.Mas (há sempre um mas) para que esse objectivo fosse alcançado o ministério da agricultura deveria sofrer uma remodelação completa.
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V. é filho de pescador. Eu sou filho de agricultor. Alguma vez alguém do ministério apareceu por lá a promover a habilitação dos pescadores? Nos meus sítios nunca os vi, e continuo a não ver nenhum. Ora isto precisa de ser dito: Ponha lá V. o ministro que puser, se ele não varrer o ministério de alto a baixo nunca mais terá a casa limpa.E nós continuaremos a não perceber para que serve o ministério da agricultura.
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Além de negociar com Bruxelas, claro.

Friday, August 22, 2008

ECONOMIA DA ÁGUA - 2

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Revealed: the massive scale of UK's water consumption
Each Briton uses 4,645 litres a day when hidden factors are included
Felicity Lawrence • The Guardian, • Wednesday August 20 2008 • Article history

The scale of British water consumption and its impact around the world is revealed in a new report today, which warns of the hidden levels needed to produce food and clothing.
The UK has become the sixth largest net importer of water in the world...Only 38% of the UK's total water use comes from its own resources; the rest depends on the water systems of other countries, some of which are already facing serious shortages.
...Experts at this week's World Water Week forum in the Swedish capital are increasingly talking of fresh water as "the new oil", a finite resource that is running out in some areas and will become more and more expensive with a knock-on impact on consumer prices....The WWF report identifies Spain, northern African countries including Egypt and Morocco, South Africa, Israel, Pakistan and Uzbekistan as countries which face acute water stress and yet supply the UK with substantial exports of their water.
http://www.guardian.co.uk/environment/2008/aug/20/water.food1Running dry Aug 21st 2008
NEW YORK
From The Economist print edition
Everyone knows industry needs oil. Now people are worrying about water, too“WATER is the oil of the 21st century,” declares Andrew Liveris, the chief executive of Dow, a chemical company. Like oil, water is a critical lubricant of the global economy. And as with oil, supplies of water—at least, the clean, easily accessible sort—are coming under enormous strain because of the growing global population and an emerging middle-class in Asia that hankers for the water-intensive life enjoyed by people in the West. Oil prices have fallen from their recent peaks, but concerns about the availability of freshwater show no sign of abating. Goldman Sachs, an investment bank, estimates that global water consumption is doubling every 20 years, which it calls an “unsustainable” rate of growth. Water, unlike oil, has no substitute. Climate change is altering the patterns of freshwater availability in complex ways that can lead to more frequent and severe droughts.Untrammelled industrialisation, particularly in poor countries, is contaminating rivers and aquifers. America’s generous subsidies for biofuel have increased the harvest of water-intensive crops that are now used for energy as well as food. And heavy subsidies for water in most parts of the world mean it is often grossly underpriced—and hence squandered....
El desierto avanza sobre España
La sequía extrema acecha al 37% del territorio - El Gobierno tarda cinco años en aprobar el Programa de Acción Nacional de Lucha contra la Desertificación E. DE BENITO - Madrid - 20/08/2008 España se seca. Un 18% del territorio corre un riesgo alto o muy alto de desertificación; otro 19%, un peligro medio. Ésa es la realidad y el punto de partida del Programa de Acción Nacional de Lucha contra la Desertificación (PAND) del Ministerio de Medio Ambiente, Rural y Marino, que acaba de entrar en vigor tras su publicación ayer en el BOE. La iniciativa, sin nueva dotación presupuestaria, llevaba desde 2003 en manos del Gobierno, cuando la sequía acechaba a un 31% de la superficie, y ya entonces acumulaba un importante retraso. Ahora la amenaza de la desertificación alcanza el 37%.
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Isto são só 3 dos muito artigos escritos sobre o assunto.Parece-me que o problema é mais grave do que relvas regadas ou não regadas...Já agora, a privatização das empresas de distribuição de água que foi feita no Reino Unido não deu grandes resultados. A manutenção da rede básica é dispendiosa e obriga a empregar muito pessoal (que não pode ser contratado na China ou India) o que vai contra o objectivo principal (e muitas vezes unico) de qualquer empresa privada:LUCROS!Será que não está na altura de aprendermos com os erros dos outros em vez de copiar cegamente as 'receitas' da moda?Podem ficar descansados que se vai pagar a água mais caro não tarda muito.Aqueles que poderem pagar, claro.Os outros ???
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Man beaten to death in water row By James Grubel in Sydney Published: 02 November 2007 A retired lorry driver died after being kicked and beaten during a row about water restrictions, police in Australia said yesterday.Ken Proctor, 66, was watering his lawn in the Sydney suburb of Sylvania on Wednesday night when he was allegedly attacked by 36-year-old Todd Munter.Mr Munter, who lived near Mr Proctor, is said to have walked past and made a remark about wasting water. Mr Proctor then turned his hose on Mr Munter, prompting a fight, a police spokesman said. An off-duty officer intervened and arrested Mr Munter but Mr Proctor died in hospital after having a heart attack."He was hit in the head and then went into massive cardiac arrest," said an ambulance spokesman.Mr Munter, who is charged with murder, appeared in court yesterday but did not enter a plea. He seemed close to tears as he was remanded in custody.Council officials confirmed that Mr Proctor had been complying with Sydney's strict drought restrictions, which state that watering with hand-held hoses is allowed only on Wednesdays and Sundays before 10am and after 4pm.Australia is suffering its sixth year of severe drought and all major cities have imposed restrictions on household water consumption.
http://news.independent.co.uk/world/australasia/article3121186

Thursday, August 21, 2008

ECONOMIA DA ÁGUA


João Vaz ilustra no seu blog um exemplo da forma como são frequentemente de forma irresponsável geridos os interesses públicos. O caso concreto é o desperdício de água, o local a Figueira da Foz, mesmo em frente da Câmara Municipal. Lamentavelmente, nem é só com a água que se observam desperdícios, nem a Câmara da Figueira da Foz tem o exclusivo da irresponsabilidade. Lamentavelmente, é frequente observarem-se um pouco por todo o lado perdas de água jorradas por rupturas na rede ou descontrolo na sua utilização. Mais lamentavelmente ainda são as perdas resultantes de rupturas que não dão sinais à superfície.
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Quem paga todo este desperdício? Os consumidores particulares sob a forma de preços acrescidos.
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Há solução? Há, pelo menos, meia solução: A água consumida pelos órgãos do Estado, centrais ou locais, deveriam pagar à empresa (municipal ou não) a água que consomem ao preço corrente pago pelos consumidores em geral. Não se evitariam descuidos mas pelo menos saber-se-ia quanto eles custam. A distribuição da água deveria ser concessionada a empresas privadas, suscitando-se deste modo a concorrência e a responsabilização pelo melhor aproveitamento de um bem cada vez mais escasso.
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O que se passa com o consumo de água passa-se com todos os bens ou serviços cujo preço é nulo ou subsidiado: gera desperdícios. E esta tendência para o desperdício daquilo que é, por uma razão ou outra, desvalorizado é universal, observando-se tanto nos comportamentos das entidades públicas como dos indivíduos. O desperdício na utilização de muitos edifícios por órgãos centrais ou locais da administração pública é outro exemplo flagrante de desperdício por ausência de imputação de custos. Há algum tempo, ouvimos que seria intenção do governo adoptar critérios de imputação de rendas pelos espaços ocupados por entidades públicas. Suponho, contudo, que foi mais uma ideia que ficou nas cascas.

ECONOMIA DA ALIMENTAÇÃO



Feeling the heat of food security
VIEWPOINT Peter Baker

http://news.bbc.co.uk/2/hi/science/nature/7553958.stm

"Tomato production in the US consumes four times as many calories as the calorific value of the tomatoes created"

Reforming the economics of food production and supply would be beneficial for a number of environmental and social problems, argues Peter Baker. A key issue, he says, is understanding the energy involved in putting food on your plate.

Tomato production in the US consumes four times as many calories as the calorific value of the tomatoes created. Global development, global debt, global warming, food miles, food security, food riots, peak oil, peak water…
What's this got to do with small farmers and global food chains?
The answer is that all the issues mentioned above intersect over small farmers.
If we can't quite get a grip on what is happening to the world, we won't be able to do a good job for them, and we'll waste a lot of resources in the process.
It's perfectly reasonable to want to assist farmers to build a better life by adding value.
It's also perfectly reasonable to expect their produce to be fresh and non-toxic. And it's only natural to want to facilitate this process through aid, technical assistance, capacity building and the like.
But the road to hell is paved with good intentions.
Maintaining order
I had originally planned to call this article Supermarkets, Smallholders and the Second Law of Thermodynamics.
The Second Law is about order; the Universe is inexorably heading to increased randomness and disorder.
For practical purposes, this does not have to be a problem because we can increase order locally by hard work, by expending energy. But in the process we create greater disorder (heat and waste) elsewhere.

Higher fuel prices could eliminate two-way food journeys
If there is plenty of energy and plenty of "elsewhere", then we don't have to worry.
Indeed, for our whole existence, we largely haven't worried; in fact the whole world order, built on trade and economics, hasn't worried.
Biological systems know all about thermodynamics. All living things are highly ordered assemblies of molecules continuously battling against disorder.
Commodity chains must also obey the Second Law; in a sense, they are living things, creating highly ordered products and emitting significant waste and heat in the process.
For example, a recent study looking at Nicaraguan coffee production and processing showed that the total energy embodied in coffee exported to several countries - though not all - was not compensated by the dollar price paid for that energy.
Essentially, the conclusion was that the country is exporting subsidised energy.
It could well be that coffee is still the best way for farmers to earn a living and that the available energy could not readily be put to a better purpose. But it should at least make a country's decision-makers wonder about the long term policy, the true value of exported products and how sustainable a country's commodity chains will be in an energetically expensive future.
Look too at a modern high value vegetable chain. The orderliness required to plant, grow, harvest, process, pack, store, monitor, administer, transport, display and sell the produce in a supermarket is simply staggering, and the expended energy intense.
As an example, tomato production in the US consumes four times as many calories as the calorific value of the tomatoes created.
The point of this article may now be apparent. We are intervening, politically and normatively, in very complex systems that we only partially understand.
Waste of energy
This is not a tirade about supermarkets; no one is forcing farmers into these chains. Indeed, the retail sector has only done its job: ordering and quantifying according to its own criteria, to a state of near optimal efficiency.
It's just that the rest of us have not been able to match its brilliance.
At some point, it no longer makes any sense to simultaneously export and import food high in embodied energy
And it's not about food miles. The argument about the cost to the environment versus the gains to poor rural farmers has its pros and cons.
Instead, it's about different sorts of sustainability and the clash of very different interests.
The economic argument, revealed through agribusiness plans, may well be very strong. But these are inevitably rather short-term positions, and the funds invested may be hedged for exchange rate changes, freight costs and other risks.
When these are just stand-alone business operations then we could leave it at that - they invest their money and take their chances.
But it's no longer a matter of a few agribusiness operations in a few developing countries. With the EU's Economic Partnership Agreements now being signed, for instance, countries in the Africa, Caribbean and Pacific (ACP) group are on course to completely open their borders to food trade, and will be encouraged to export whatever products they can to the EU.
Foreign investment will descend on certain countries and will look for good deals on infrastructure. Politicians there may feel obliged to provide subsidised water, road and other infrastructure to secure new export initiatives, and they in turn will look for donor support to carry them through.
Trade departments of development banks and other donors will examine the short-to-medium-term economic argument, but may not adequately determine whether this is sustainable into the long term.
Hence, before significant public funds are assigned to this end, we must do our utmost to ensure they are well spent.
Thinking locally

Getting back to the Second Law; agribusiness operations in under-developed countries are highly ordered physical and information entities producing products with high embodied energy.
They exist in a landscape of increasing disorder caused by growing populations and a degrading environment.

Could locally-produced cassava flour substitute for wheat flour imports?
Trucks carrying away the produce along bumpy rural roads sometimes pass food aid trucks coming in the opposite direction. For example, some $45m (£22.5m) of food aid came from the US to Kenya last year.
Even before its sea voyage, the calorific value of US wheat is only twice the amount of calories expended to produce it. Compare this with cassava production in Tanzania where 23 times the calorific value is gained for each calorie of human energy input.
Is it energetically sound, socially advisable and economically sensible in the long term to encourage and sustain such long two-way supply chains that evolved in a low-cost energy era?
CARE International has recently declined the food aid it gets for Kenya, suggesting that it is distorting local agriculture. Are they right? How can they and donors make the right decisions?
Could it be more sustainable and cost effective for donors to pay farmers a "fair" price to develop food production for local markets - based on costs of fuel, importing food, the risk of the supply chain collapsing or moving to another country, and so on?
There are many possibilities and a large number of variables, but the most important is to find out how close to the margins of impossibility any business plan might approach.
Surely at some point, let's say between $50 and $500 per barrel of oil, it no longer makes any sense to simultaneously export and import food high in embodied energy.
But we simply lack the user-friendly models and metrics that decision-makers need to calculate such figures and project them into the future.
So private standards are fine; but there should be public standards too, or at least a set of criteria based on the most fundamental laws of physics and biology, before significant public funds are spent.

Dr Peter Baker is a commodities development specialist at CABI, a not-for-profit agricultural research organisation
The Green Room is a series of opinion articles on environmental topics running weekly on the BBC News website

Wednesday, July 23, 2008

BYRON E A ÁGUA

Manuel Alegre anunciou, naquele seu estilo declamador inconfundível, durante a campanha para as presidenciais, que dissolveria a Assembleia da República se uma lei de privatização das águas fosse aprovada pelos deputados. Lembrei-me desta citação tronitroante de Alegre quando vi Byron citado no artigo, que transcrevo, do economist desta semana acerca da ameaça da falta de água que pode vir a ser ainda mais dramática para a humanidade que o inevitável progressivo esgotamento das reservas de petróleo.
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A escassez de recursos aquíferos em muitas áreas do globo é tão antiga como a própria humanidade mas nunca a sobrevivência da humanidade esteve tão posta em causa por falta desse elemento essencial à vida como aquela que se perspectiva se a humanidade não arrepiar do caminho que conduz à redução que a condenará à míngua.
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Mas estará melhor defendida a utilização racional da utilização da água mantendo o Estado guardião e gestor dos recursos de água, como supõe Alegre, ou essa defesa é melhor conseguida fazendo intervir o mercado, como sugere o articulista do economist?
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Entre o tradicional laxismo na utilização dos recursos que caracteriza em geral a actuação do Estado e a voracidade que o mercado em roda livre incentiva, a solução mais conveniente encontrar-se-á, certamente, algures onde os recursos sejam protegidos pelo Estado e as condições da sua exploração optimizados pela concorrência. As perdas de água que hoje se observam na distribuição domiciliária em Portugal decorrem, em grande parte, do facto do próprio Estado descurar a protecção de um recurso que, para muitos, ainda não parece escasso mas é. Tal desatino, reflecte-se na factura apresentada ao consumidor, que não tem fornecedor alternativo, pode induzir menores consumos domésticos mas não remedeia os consumos das rupturas das condutas.
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A irracional utilização da água, sobretudo para fins industriais e agrícolas, decorrente da sua subsidiação, constitui uma ameaça que a intervenção de uma lógica de concorrência pode evitar.
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WATER - A soluble problem
More trading could help to alleviate water shortages

economist

SO WORLD markets are short of oil, and supplies of food are running thin. The prices of all sorts of basic commodities are soaring, and now there may also be reason for many to worry about the most fundamental of necessities—water. Some experts believe so, at least, and they are spreading doom-laden warnings of a Malthusian crisis in the world’s water supply.
Goldman Sachs, an investment bank which likes to ponder the future of the world, recently suggested that a global lack of water could prove to be a bigger threat to mankind than rising food prices or the depletion of energy resources. Sir Nicholas Stern, who reviewed the economics of climate change in a big report for the British government in 2006, is worried too. He points to some big local problems, for example in the Himalayas, where melting glaciers risk disrupting supplies of usable water in the region, just as many underground aquifers are drying up. He argues that water—at least the
fresh sort—is not a renewable resource, and because it is not priced properly it has been “mined” without restraint.
Global water consumption is doubling every 20 years says Goldman Sachs. According to Sir Nicholas, in many places supplies are running short as rising consumption cannot be matched by fresh rainfall. As a result, suggests Goldman Sachs, the price of water is bound to rise: bad news for the poor and thirsty, but an opportunity for investors. The excited bank even suggests that water might be considered to be the “petroleum for the next century”.
It expects profits to be made less from selling the stuff directly, and more from investments in infrastructure and new technology. The bank estimates that America alone needs to spend around $1 trillion on new pipes and waste-water plants by 2020.
It estimates that the higher-tech side of the industry—for example in desalination efforts, or ultraviolet disinfection—is now worth $425 billion dollars, globally.
There could be plenty of money to be made in supplying water. However, more efficient use of the stuff depends on pricing it properly. Mark Zeitoun, a researcher at the London School of Economics, suggests that agriculture is responsible for the greatest waste of water, largely because of government subsidies. Farmers often plant water-intensive crops which slurp up supplies precisely where they are most limited. Growing potatoes, a thirsty crop, in Israel looks to be particularly wasteful, especially given desperate shortages of water in nearby Palestinian territories. Similarly Egyptian oranges, Australian cotton and Californian rice require huge amounts of water to produce crops that could in theory be cultivated more easily and cheaply in wetter climates. But when such crops produce valuable exports and create local jobs, governments have been keen to provide subsidised water.
Local conditions and needs vary so much that talk of a global water shortage is misleading. In total there is more than enough water for all, but it is often in the wrong place and is difficult and expensive to transport. And discrepancies are likely only to get worse as the effects of climate change becomes more pronounced. That Canada and Brazil have more water than they need is of little consolation to parched Yemen and northern China. Even within individual countries distribution is unequal. Cherrapunji is one of the wettest places on earth; elsewhere in India, Gopalpura receives only a few inches of rain a year. Surprisingly though, it is Cherrapunji which suffers the water shortages. Sensible water management would go a long way to redressing the balance.
Better functioning water markets would be one way to share out water more efficiently. Once governments have defined water rights clearly, farmers, and others who use water, could be encouraged to trade, first with each other and with industrial and urban users. Allotting options that can be taken up as and when required rather than handing out permanent water rights would encourage water trading and avoid accusations of water “theft”. It may be difficult to rein in the world’s extravagance with water, but Byron had it right when he wrote: “Til taught by pain, men really know not what good water is worth.”

Thursday, July 03, 2008

PERFIL DE UM PAÍS PERDULÁRIO


Toque pf na imagem para ver melhor

dados copiados de http://figueiranafoz.blogspot.com/

Tuesday, July 01, 2008

O SABOR DO RIO


Sócrates considera "ultrapassada" discussão sobre barragem do Baixo Sabor
Para o primeiro-ministro, José Sócrates, a discussão em torno dos problemas ambientais da Barragem do Baixo Sabor está "ultrapassada", apesar das novas acções de protesto dos ambientalistas, levadas a cabo no dia da formalização da adjudicação da construção do empreendimento. "Todas as palavras estão ditas, resta construir" esta e outras barragens constantes do Plano Nacional, referiu José Sócrates em Picote, no concelho transmontano de Miranda do Douro.
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Caro Joao V.,
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Recebi a tua convocatória e reflecti sobre o assunto. Que, aliás, nada tem de novo: o confronto entre as necessidades, reais ou induzidas, crescentes de energia e as consequências que esse aumento até agora imparável provoca no ambiente.
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A convocatória teve os seus méritos ainda que o governo tenha decidido, e bem, do meu ponto de vista, avançar com a construçãao da barragem.
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Quanto ao mérito da convocatória: Todas as iniciativas que levem ao cidadão comum informação acerca do custo das diversas opções têm o mérito de, a pouco e pouco, o iniciarem na observação das conflitualidades dos interesses em jogo. As pessoas, todas as pessoas, reagem a incentivos e estes são-lhes disponibilizados pelas perspectivas em que elas se situam ou são levadas a situarem-se. A racionalidade das suas decisões ou opções decorre da perspectiva e dos incentivos. Só mudando a perspectiva se mudam os incentivos. Um dia, as pessoas estarão mais alertadas que hoje para os custos do consumismo desenfreado, que denuncias, e para a delapidação do património histórico e natural que aqueles excessos frequentemente determinam.
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Mas o governo fez bem em decidir-se pela autorização de construção da barragem porque é impensavel alterar hábitos e processos de modo suficiente para dispensar a continuação dos investimentos na produção de energias renováveis. Portugal é tão dependente e a ameaça da escassez de combustíveis fósseis tão flagrante que seria pouco razoável dispensar a construção desta e de outras barragens. Ainda que sejam significativos os custos ambientais e naturo-patrimoniais da decisão.
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Vale a pena ainda perguntar, a propósito desta barragem no Sabor: Que ganhámos nós com o embargo à continuação da construção da barragem no Coa, onde (números à data do impedimento) já tinham sido investidos 250 milhões de euros? Há dias, Eduardo Lourenço, de visita à sua aldeia natal, passou pelo Coa e quis ver as gravuras. Não pôde. Tinha de ter pedido antecipadamente uma visita guiada. É crivel que, se as gravuras têm o interesse cultural que foi, na altura, reclamado, estejam praticamente ignoradas desde então ?
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Tuesday, June 24, 2008

McCAIN MUDA DE OPINIÃO

Pouco depois de anunciar o seu apoio à proposta de Bush de suspensão da moratória sobre prospecções de crude, McCain visita a Califórnia e baixa a bitola. A Califórnia é demasiado importante para McCain contrariar a opinião pública dominante acerca do assunto e a posição do próprio governador, o republicano Arnold Schwarzenegger. Por hoje, McCain quer que a nova administração em Washington seja verde. Votará Obama?
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McCain Wants a Greener Government
By Karl VickSANTA BARBARA, Calif.
At the Santa Barbara Museum of Natural History, John McCain stared into the very mouth of the beast. And he wasn't at the dinosaur exhibit.Only days after calling for an end to the federal moratorium on off-shore drilling, the presumptive Republican nominee bravely came to the site of the worst derrick spill in U.S. history, the 1969 catastrophe that loosed crude at the rate of 1,000 gallons an hour for a solid month from an offshore Union Oil platform. It coated 35 miles of shoreline in three million gallons of oil, killed 10,000 seabirds and galvanized passage of the National Environmental Policy Act later that year.
"Some NERVE Coming Here To Try To Sell Earth-Desecrating Policies To Us," read a sign amid the protesters clustered outside the museum, where the campaign convened an "Environmental Briefing." Others read: "No More Offshore" and "Not Off Our Coast."In California, at least, McCain's reversal on the moratorium appears to have overshadowed his efforts to highlight his progressive message of a Republican candidate alarmed by global warming and enthusiastically urging alternatives to fossil fuels.
Polls show Golden State residents, including Gov. Arnold Schwarzenegger, covetous of their fabulous coast, and unmoved by the gas prices that have Americans elsewhere loosen their traditional opposition to drilling in sensitive areas.At the event, McCain proposed a "greening" of the federal government, saying that "energy efficiency, like charity, should begin at home."
"From now on, we're going to make those civilian vehicles flex-fuel capable, plug-in hybrid, or cars fueled by clean natural gas," McCain said. "If our great goal is to move American transportation toward lower carbon emissions, then it should start with the federal fleet."
McCain also called for retrofitting government buildings to make them more energy efficient.

But the Arizona senator found no escape from criticism even at a fundraiser, where a supporter who happens also to sit on the California Coastal Commission took the guest of honor to task: "We're really kind of goosey here about oil spills," Dan Secord said. "And we're goosey here about federal drilling and oil lands, which are abundant offshore."So we ask you to look out there to the south and the southeast and remember the greatest environmental catastrophe that's hit this state and then balance that with the notion of winning California. This is a vibrating blue city and a vibrating state, and it's gonna be a tough haul."Inside the museum, Schwazenegger held his fire on the offshore question, instead pointing out that McCain has said he would allow California to enforce emission controls that the Bush Administration has moved to strike down. The Terminator also lauded McCain's plan to make the federal government a green giant, by purchasing flex-fuel, hybrids and natural gas vehicles for its civilian fleet and enforcing energy efficiency in its 3.3 million square feet of office space.
"This is the responsibility of government to be a perfect example," said the Republican governor. "We have done all those things in California and it would be great if they were done at the federal level."
Acting as moderator, McCain lamented the lack of a national energy policy without mentioning President Bush by name. Instead, looking forward, he drew out his energy advisor, former CIA director James Woolsey, on the money he saves driving a Prius adapted to plug-in (as sold by Toyota, the vehicle charges itself on the road). Woolsey said he's getting 150 miles a gallon, and paying 2 cents a mile. And because plug-ins charge overnight, when demand on the electricity grid is low, two thirds of the cars in California could be plug-ins before the increase in demand would require construction of a new power plant, he said.But there was a skeptic on the stage.
"I guess I'm a little less optimistic about technology solving our problems," said Michael Feeney, executive director of the Land Trust for Santa Barbara County, a group that buys sensitive lands to preserve them. To applause, he added: "I'm a little less optimistic about the federal government, particularly the Congress, being able to put its arms around these issues in a productive way."
Feeney criticized McCain for promoting nuclear energy, though some environmentalists have come around on it as cleaner alternative to coal.
"It makes me nervous to think about those who are proposing to drain America's offshore oil and gas reserves as quick as possible in hopes of driving down the price of gasoline," Feeney said, noting that it would take more than a decade to bring production online, a point McCain conceded at a town hall meeting a day earlier in Fresno: "Even though it may take some years, the fact that we are exploiting those reserves would have psychological impact that I think is beneficial."The Barack Obama campaign gleefully jumped on the remark, pointing it out to reporters in e-mails.
Feeney was more diplomatic. "I appreciate the spirit that you're trying to promote," he told McCain. "But I think we have to be very cautious about what I see as signs that we need to roll back environmental standards. And I also think that I'd like to hear more national leaders telling American people that there is going to be pain and disruption and adjustment to our way of life in this country to address these challenges.
"I think too rosy of a face is being put on. I don't think we can solve these problems and still, as happened to me yesterday, almost get run over in a Trader Joe's parking lot, as she was driving her 7,000 pound Yukon Denali to go pick up her two bags of groceries. That can't happen any more. And that's the way we need to drive things, to make people realize that all of us have to change, and it is going to be more expensive. And we're not going to see $2.50 gasoline in this country again, and we shouldn't."

Monday, June 23, 2008

AQUECIMENTO LOCAL

A discussão acerca da dependência energética dos EUA, que todos reconhecem ser uma questão de segurança do próprio estado norte-americano, e da forma de a minorar e ultrapassar, passou a estar indissocialmente ligada a uma outra, bem menos consensual: as responsabilidades dos consumos imparavelmente crescentes de combustíveis fósseis no aquecimento global e as dramáticas consequências desse aquecimento na vida do planeta. A proposta de Bush ao Senado no sentido de consentir a exploração de crude na costa norte-americana está a mobilizar os depoimentos daqueles que apoiam aquela proposta e
dos que a rejeitam.
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Hoje, 20 anos depois de James E. Hansen, um cientista da NASA ter dado o seu depoimento perante a Comissão de Energia e Recursos Naturais do Senado, o mesmo cientista volta ao Senado para depor perante a Comissão sobre o aquecimento global. Sem ter mudado de opinião.
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*Enquanto o aumento dos precos dos combustiveis e cada vez mais preocupante em todo o mundo, ha muitos ganhadores com a crise. Houston, a capital mundial da energia, esta ao rubro com o aumento das capaciades de refinacao das suas instalacoes actuais e a construcao de novas.
Turning Up the Heat on Climate Issue
20 Years Ago, a 98-Degree Day Illustrated Scientist's Warning
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There have been hotter days on Capitol Hill, but few where the heat itself became a kind of congressional exhibit. It was 98 degrees on June 23, 1988, and the warmth leaked in through the three big windows in Dirksen 366, overpowered the air conditioner, and left the crowd sweating and in shirt sleeves.
James E. Hansen, a
NASA scientist, was testifying before the Senate Energy and Natural Resources Committee. He was planning to say something radical: Global warming was real, it was a threat, and it was already underway.
Hansen had hoped for a sweltering day to underscore his message.
"We were just lucky," Hansen said last week.
Today, 20 years later, a series of events around Washington will commemorate Hansen's appearance before the Senate committee. Hansen himself will appear before a House committee on global warming.
This anniversary comes just after a major setback for environmentalists, as a bill that would have begun to regulate greenhouse-gas emissions failed in the Senate.
But still, activists say that Hansen's 1988 testimony will look to history like a turning point -- a moment when the word "if" started to disappear from the national debate about climate change.
"Before Jim Hansen's testimony, global climate change was not on the political agenda. It was something that a few environmentalists and a few politicians . . . were talking about," said Jonathan Lash, president of the World Resources Institute, an environmental group.
"Hansen was clear, explicit and unequivocal," Lash said. "It absolutely put global climate change at the center of the discussion."
Hansen, the director of NASA's Goddard Institute for Space Studies in New York, will give a speech on climate change at noon at the
National Press Club. In the afternoon, he is scheduled to give a briefing before the House Select Committee on Energy Independence and Global Warming.
He is now semi-famous, at least in Washington, for his warnings about the growing danger of climate change -- and for his repeated showdowns with higher-ups who have sought control over his message. The clashes have been particularly frequent with the administration of
George W. Bush.
In 1988, however, Hansen was just a government scientist, and his cause was almost equally obscure.


He told the sweltering senators that 1988 was shaping up to be the warmest year in recorded history, and that -- with heat-trapping gases building up in the atmosphere -- this was probably not a coincidence.
"The greenhouse effect has been detected, and it is changing our climate now," Hansen said, according to a
Washington Post account of the hearing. "We already reached the point where the greenhouse effect is important."
Christopher Flavin of the
Worldwatch Institute said Hansen's testimony made a crucial point: that rising temperatures were a problem for the present, not just for future generations.
"Until there was some evidence that it was actually happening, it was virtually impossible to motivate anyone," said Flavin, whose group is hosting Hansen's lunchtime speech today. "That will really sort of go down in history as a kind of pivot point."
Two decades later, climate change has become a global cause. Last year, the
United Nations Intergovernmental Panel on Climate Change -- a collaboration of scientists from around the world -- won the Nobel Peace Prize for research establishing a consensus that the phenomenon is real. The panel shared the prize with former vice president Al Gore, who was recognized for his film "An Inconvenient Truth."
But things look different on Capitol Hill. In the two decades since Hansen's testimony, Congress has not passed any law mandating major cuts in greenhouse-gas emissions. In that interval, 21 new coal-fired generating units have been built at power plants around the United States. The country's total emissions of carbon dioxide have climbed by about 18 percent, according to the latest statistics.
The most recent attempt to pass a law, sponsored by
Sens. Joseph I. Lieberman (I-Conn.) and John W. Warner (R-Va.), was pulled from the Senate floor June 6, after its supporters could not muster the votes to overcome a filibuster threat.
Opponents of the bill said that it would impose huge costs on the U.S. economy by raising fuel prices and that it would deliver only uncertain results.
In an e-mailed statement,
Sen. James M. Inhofe (R-Okla.) said the bill's failure was proof that Hansen's message had not caught on.
"Hansen, Gore, and the media have been trumpeting man-made climate doom since the 1980s. But Americans are not buying it," Inhofe said. "It's back to the drawing board for Hansen and company as the alleged 'consensus' over man-made climate fears continues to wane and more and more scientists declare their dissent."
Today, Hansen said, he intends to repeat his message from two decades ago -- this time with even more urgency. He said he believes that the United States must wean itself almost totally off fossil fuels, and do it as quickly as possible, to stave off the most catastrophic consequences of warming.
"We're at the situation again when there's this big gap between what we understand scientifically and what is known, recognized by the public and policymakers," he said. "This time, we have to close that gap in a hurry, because we're running out of time."
This time, though, the weather won't help as much. The high for today is supposed to be only in the low 80s.

Saturday, June 21, 2008

GREGOS E TROIANOS

A proposta de Bush para iniciar prospecções de petróleo em áreas que até agora têm sido resguardadas, nomeadamente na costa da Flórida e no Alasca, mereceu a adesão de McCain, que no entanto continua a ressalvar este último território, de modo a não romper todos os seus compromissos com os movimentos ambientalistas. Obama já respondeu a esta intenção da administração incumbente e ao seu opositor em Novembro acusando-os de, com esta fuga em frente, se escusarem a encarar frontalmente o problema, promovendo o investimento de substituição do crude e, deste modo, reduzir a dependência norte-americana do exterior.
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Confrontam-se nesta guerra duas posições antagónicas que, no entanto, difícilmente poderão deixar de convergir. Por um lado, segundo as sondagens, 57% dos norte-americanos estão demasiado apoquentados com os 4 dólares que pagam actualmente por cada galão de gasolina (sensivelmente metade do que pagamos na Europa) para aceitarem a continuação da suspensão das prospecções no litoral e no Alasca. Esta maioria, contudo, confronta-se com as maiorias locais que pagarão o preço ambiental da intervenção nas suas águas. Por outro lado, os resultados das prospecções que se iniciarem hoje terão efeitos a médio prazo quando a procura global de crude, se se mantiver aos ritmos actuais, tornará ainda menos significativo, em termos relativos, o impacto desses resultados.
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A resultante de todos os factores influentes não pode, portanto, deixar de passar, não pela exclusão mas pela conjugaçãao de todas as hipóteses possíveis: as prospecções vão arrancar, mais tarde ou mais cedo, mas os EUA não poderão descurar a procura de fontes energéticas alternativas. Porque: i) os volumes adicionais de crude que possam provir das novas prospecções serão sempre muito minoritários e não garantirão, de modo algum, a independência energética, ii) uma maior tributaçãao das petrolíferas não desincentivará o investimento na procura de crude e apoiará o investimento em energias alternativas.
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A preservaçãao do ambiente poderá ser garantida através de um tradeoff que tenha não só em conta os factores económicos e ambientais interligados, impondo a utilização de meios muito menos agressores do que aqueles que existiam quando a moratória sobre as prospecções foi estabelecida e depois renovada, mas ainda o atingimento de objectivos ambientais mais globais até agora descurados ou menospresados pela administração Bush.