Saturday, September 21, 2024
FLORESTA: ESTADO A MAIS? ESTADO A MENOS
Friday, September 08, 2023
SENHOR PRESIDENTE DA CÂMARA MUNICIPAL DA FIGUEIRA DA FOZ
Senhor Presidente da Câmara Municipal da Figueira da Foz,
Há no centro de (AB) ruínas de um antigo solar, a Casa da Renda, que sempre me apoquentaram. De ruínas de casas abandonadas está o país cheio, mas com aquelas confronta-se a minha consciência cívica quando por ali passo.
Nasci (em A.), tenho casa (em A.), que foi de meus pais, e nela preservo, amo e recordo os dias felizes da minha infância e juventude.
Pergunto aos muito poucos que ainda conheço na aldeia, que já teve vida de vila e agora é quase só dormitório, se sabem por que razões o casarão continua a desmoronar-se, como um fantasma que só não assusta quem passa porque sempre conviveu com ele.
Dizem-me que o Presidente da Câmara está a tratar do assunto, mas ninguém, nem o Presidente, tem ideias para saber o que fazer, ou se desfazer, daquilo.
Não quero acreditar no que me dizem, que o Presidente não tem ideias. Quando muito o que o Presidente tem é mais que fazer do que pensar na Casa da Renda.
Aquilo vale pouco, se é que vale alguma coisa, mas é um sintoma da ausência do sentido colectivo cívico que há muito o deveria ter demolido.
E semeado ou plantado no terreno desocupado e estrumado um jardim de espécies silvestres locais a recordar os habitantes que foram deslocados dali há mais de três séculos para nele os frades crúzios construirem o palacete onde recebiam as rendas dos que trabalhavam nas suas terras usurpadas pela Ordem dos crúzios.
Não lhe faço perder mais tempo, Senhor Presidente.
Se não puder fazer para o povo de (A.) o jardim que, certamente, o alegraria, pelo menos não faça ali mais obra de ferro e cimento armado, tão inútil quanto os que (A) já tem sem préstimo.
Com os meus melhores cumprimentos
( assinado)
Monday, August 07, 2017
O QUE NÃO DIZEM OS ESPECIALISTAS
- Não há bombeiros a menos. O que eles estão é mal treinados... Não há defesa interna e defesa externa, os bombeiros profissionais deveriam ser integrados nas forças armadas e a estas deveria ser atribuída a responsabilidade da defesa total do território incluindo os incêndios. Os voluntários ficariam com as atribuições restantes, o transporte de doentes ...
- Não estou a ver, nada, o que é que há de comum entre militares e bombeiros ...
- Eu penso que ele tem razão. Se há coisa que os militares sabem fazer é definir estratégias de ataque e atingir objectivos...
- Essa é uma anedota?
- ?
- Pois se os tipos até as armas deixaram roubar!
- Quem pouco faz menos lhe apetece fazer. Sem guerra, a tropa adormece. Os militares não têm grande coisa a fazer para além de uns quantos, poucos, enviados para missões internacionais. Temos 35 mil militares! 35 mil!
- Continuo a não entender o que é que tem a tropa que ver com os incêndios ...
- Imagina tu que há um inimigo, não imagino quem possa ser mas partamos do princípio que o território nacional pode ser invadido por um inimigo externo, se não, não faria sentido haver tropa incumbida da defesa territorial. Que meio fácil, eficaz e praticamente gratuito disporia esse inimigo para causar a maior perturbação no território que pretendia ocupar? Incendiar no verão matas e florestas de norte a sul, não? Que capacidade de defesa sobraria a uma população num país todo a arder? Portugal é, no verão, um extenso barril de pólvora.
- Então é preferível retirar a pólvora a meter os militares no meio dela.
- Não é possível retirar tanto combustível.
- Mas é possível reduzi-lo ...acabem com os eucaliptos, plantem sobreiros, árvores que não ardam ...
- Essa é outra anedota?
- ?
- O que é que não arde?
- Os eucaliptos ardem mais, é o que dizem os especialistas ...
- Não. Os especialistas não dizem isso. O que os especialistas dizem é que a propriedade florestal, e, já agora, a propriedade agrícola, deve ser redimensionada de modo a que seja economicamente viável e defensável, nomeadamente contra os incêndios. Mas enquanto isso não acontece, e não se sabe quando acontecerá porque é matéria politicamente altamente inflamável, há que combater os fogos florestais. E aí os proprietários de grandes plantações de eucaliptos - não há florestas de eucalipto em Portugal, há plantações de eucaliptos, com ciclos de corte, e povoamentos mistos florestais mistos com eucaliptos - sabem como isso se faz. A prova disso é a reduzida sinistralidade de incêndios em propriedades das celuloses. Deviam ouvi-los em vez de atacá-los ...
- Se todos os proprietários florestais fossem obrigados a manter as matas limpas ...
- Já são obrigados ...
- Mas não são penalizados.
- Sabes quantos proprietários florestais há em Portugal?
- Há muitos ...
- Mas quantos?
- Nunca os contei.
- Há mais de trezentos e cinquenta mil!
- Fora aqueles que apenas são proprietários de matos de e silvas!
- E eu sou um deles, disse o Veríssimo ao mesmo tempo que limpava vestígios de tremoços que se tinham anichado no bigode.
Tenho um terreno que os meus pais me deixaram, era uma vinha mas agora é mato.
Ao lado, ainda há uma vinha, mas o resto do vale onde havia vinhas agora só há mato.
Diz-me o dono da vinha, meu vizinho, que o mato já tem mais de metro e meio de altura. Foi cortado há três anos, custou-me uma pipa de massa, seiscentos euros. Já disse ao dono da vinha que lhe vendo o terreno, mas pelos vistos ele não o quer nem dado. O que é que vocês me recomendam que faça ao terreno?
Saturday, May 27, 2017
Friday, October 21, 2016
O JOGO DA CABRA CEGA
Saturday, September 17, 2016
CATURRICES
---
Correl . -
" ...E depois tenho metade das casas da minha sogra, que estão divididas por boca mas ainda não foi feita a escritura. Gosto [de ter casas]”. - Juiz Carlos Alexandre, entrevista Expresso de 17/9.
Thursday, September 15, 2016
CASMURRICES
Prezada Susana T.,
Tuesday, August 16, 2016
FOGO NA FLORESTA
Friday, August 12, 2016
PORTUGAL AO NATURAL*
---
Saturday, October 13, 2012
PORTUGAL ABANDONADO

.
