Thursday, January 20, 2011

SONDAGENS

A três dias das Presidenciais, Cavaco Silva mantém-se à frente nas intenções de voto, mas a margem para vencer à primeira volta está cada vez mais reduzida.

Na sondagem da Intercampus para a TVI, Cavaco tem 54,6 por cento das intenções de voto e desce 5 pontos e meio percentuais desde o último dia 7, enquanto Alegre desce 2,5 pontos para 22,8 por cento. Fernando Nobre é o candidato que apresenta a maior subida, estando agora nos 9,1. Francisco Lopes atinge os 8,2, enquanto José Manuel Coelho atinge os 2,7 e Defensor Moura 2,6.

aqui

Arrisco uma previsão: CSilva será eleito à primeira volta com 52,8%.
Alegre - 24,5%; Nobre - 8,5%; Lopes - 8,5%; Coelho - 1,8%; Moura - 3,9%.

Wednesday, January 19, 2011

REPETE, REPETE, REPETE

Também me repito.

No mesmo dia em que o Secretário de Estado do Tesouro considera a emissão de dívida pública a um ano outro sucesso (4,029%), e que o governo se encontra no rumo certo, a Moody´s ameça voltar a cortar o rating de Portugal.

O Governo congratula-se com o cumprimento do objectivo de redução défice em 2010 (7,3%) mas tal facto parece não sensibilizar minimamente as agências de rating que continuam a não acreditar que Portugal possa safar-se pelos seus próprios meios uma vez que a evolução da economia previsto não permitirirá a inversão do crescimento imparável do endividamento externo. Em resumo: Apesar das medidas de austeridade já adoptadas, a Moody´s considera que, sem outras intervenções, Portugal não se safa. 

Percebo a ameça da Moody´s, e tenho-o dito aqui repetidamente: As taxas de juro que Portugal tem estado a aceitar conduzem à asfixia completa um dia destes. A manta não pode continuar a enrolar-se indefinidamente. De sucesso em sucesso na emissão da dívida (chamam-lhe venda de dívida, curiosa venda que tem de ser paga pelo vendedor) a dívida não pára de subir, sobrecarregando insuportavelmente o futuro já a médio prazo.

Ontem houve confrontos entre a polícia e activistas sindicais.
O único meio de ultrapassar estes confrontos passa pela constitucionalização dos limites da dívida pública e dos aumentos do funcionalismo público. Já o referi aqui neste caderno de apontamentos várias vezes. Mais tarde ou mais cedo, a convulsão social que a actual situação propicia, obrigará ao reconhecimento daquilo que é, há muito tempo, transparente.

Acerca disto, os candidatos à presidência da República, têm dito nada.

CÉZANNE

Mont Sainte-Victoire and the Viaduct of the Arc River Valley
Paul Cézanne nasceu, a 19 de Agosto, há 172 anos, relembra-nos, hoje, o Google .
 "Mont Sainte-Victoire and the Viaduct of the Arc River Valley" foi considerada, recentemente,  uma das dez melhores obras -primas produzidas no Ocidente  num artigo que referi aqui.
 "Joueurs des Cartes" foi "o primeiro Cézanne" que vi. Na exposição "Um Século de Pintura Francesa (1850-1950) da Gulbenkian, em 1965, realizada nas antigas instalações da Feira das Indústrias de Lisboa, na Junqueira. "Joueurs de Cartes" foi, aliás, escolhido  para a capa do catálogo da exposição.
É muito discutível se esta ou aquela obra é a melhor ou uma das dez melhores. Mas é indiscutível que Cézanne é um dos grandes artistas de sempre.

 

Joueurs de Cartes

Tuesday, January 18, 2011

UIQUILIQUES E OFECHORES

Julian Assange, o criador da WikiLeaks  promete revelar segredos fiscais de dois mil privilegiados com a ajuda de Rudolf Elmer, o ex-director bancário suíço que sabe demais.
(aqui) e (aqui).

Não faço a mínima ideia se a divulgação prometida vai abalar o sistema financeiro subterrâneo por onde circulam em todas as direcções os chorudos proveitos de crimes da natureza tão diferente como a evasão fiscal, o tráfico de droga e de pessoas, de armamento, de terrorismo, e  que os offshores sustentam.

Mantidos abertos os canais da evasão fiscal, toda a escumalha humana de grande dimensão aproveita alegremente os mesmos caminhos.

Tenho as maiores dúvidas sobre a bondade das intenções de Julian Assange e seus amigos na divulgação de dossiers que são segredos de estado e assim se deverem manter sob pena de serem traídas as defesas dos regimes democráticos.

Mas a denúncia de quem escapa, porque tem dimensão para poder escapar, às contribuições que os menos privilegiados cumprem, é um serviço de utilidade pública global e como tal deve ser aplaudida.

Monday, January 17, 2011

PORQUÊ O FMI

Depois de mês e meio sem televisão, temos no programa desta noite da RTP 2 a questão já estafada: "Portugal vai escapar ao FMI" .
Não vai.
Uma vez por todas seria bom que os responsáveis políticos deste país, governo e oposições, fizessem as contas que, elementarmente, só conduzem a uma conclusão: Portugal não tem a mínima hipótese de pagar o que já deve se continuar a assumir endividamento às taxas de juro actuais. O FMI não pode deixar de concluir o mesmo.

E, porque incontornavelmente assim é, o FMI pode ajudar-nos a sair deste beco sem saída. Como? Desde logo a convencer os governos alemães e franceses daquilo que, também eles, sabem muito bem que assim é.

Mas esse convencimento não pode atingir-se sem a assumpção de compromissos que alterem substancialmente o relaxe que caracteriza geralmente o governo dos países em dificuldade. 

Há já algum tempo escrevia Martin Wolf num artigo que transcrevi neste caderno que não pode Merkel pretender que uma parte da Europa adopte à força um comportamento alemão. Não pode. Mas também não pode pedir-se aos alemães, como também referia um dos intervenientes no programa de hoje, paguem as dívidas de povos como os gregos (o exemplo é dado pelo treinador da selecção grega de futebol, Fernando Santos, a partir de Atenas) onde, por exemplo, a economia paralela atinge 50% e em dois dias da semana não trabalham da parte da tarde. E os  funcionários públicos gregos são um milhão e meio deles.

Portugal não é a Grécia. Mas também temos os nossos (maus) costumes para os quais os alemães franzem o sobrolho. E com razão.
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act.
Os juros da dívida pública a 10 anos voltam a ultrapassar a barreira dos 7% no mercado secundário. (hoje, 18)
Quando é que o governo consegue perceber que não pode o país continuar suspenso do que poderá vir a acontecer em cada próximo leilão?

Sunday, January 16, 2011

SONHOS E RABANADAS - PARTE 11

- O quê? Acabou-se o papel?!!! Como é que deixaram acabar o papel? Como?!!! O papel, a corda que lança a bóia à economia deste país sitiado? Quem?!!! Expropriem-se imediatamente a favor do Estado e por razões de sobreviência nacional todos os stocks de papel nos armazéns do país!!!
- Manel, ...
- Há papel!, há papel!, tem de haver papel a pontapés por aí! 
- Manel, ...
- Há papel! Como é que não há papel?!!!
- Manel, posso falar?
- Fala! Mas não me digas que não há papel!
- Há papel ...
- Claro que há! Procurem-no!
- O papel para a rotativa é especial, já uma vez te disse isso ...
- E, depois?
- Depois, temos o crédito cortado e os fornecedores recusam-se a expedir novas remessas ...
- Quem são eles?
- Todos.
- Estamos, portanto, perante um bloqueio idêntico ao que colocou Fidel de Castro à prova. Terão a resposta que merecem!...
- ...
- Tenho uma ideia! Tenho uma ideia! Tenho uma ideia! ...
- ...
- Acaba-se com o papel moeda neste país!
- ...
- Mandámos o euro às malvas, agora vamos mandar a rotativa para o museu! E também as caixas multibanco, esse confessionário do capitalismo em cada esquina! Sabes como?
- Não estou a atingir, confesso ...
- Pois é fácil. Aliás, a ideia não é nova. Por onde é que tens andado? Não lês os jornais?
Plástico, menino! Plástico! O futuro está no dinheiro de plástico. E, melhor ainda, no virtual. É uma roda já inventada, menino.  Mas nós vamos pôr a roda a rodar, fazer o que ninguém ousou fazer até agora. E ninguém ousou porque o papel moeda, para além dos trocos, é o meio de tráfico de negócios escuros que não deixam rastros. Acabaremos com eles! Com uma cajadada matamos todas as ratazanas que infestam a economia deste país. Não mais haverá corrupção sem vestígios, economia paralela, tráfico de droga, de armamento, de tudo o que engorda os ratos à custa do povo. E, sabes como?
- Continuo a não atingir...
- Te - le - mó - vel ! Telemóvel, menino. Através de um telemóvel podemos pagar, e portanto receber, tudo o que se quiser. É um cartão de débito sem cartão. Nunca ouviste falar?
- Tenho alguma ideia que sim...
- Pois é. Vamos ao trabalho e livremo-nos desses miseráveis papeleiros!
- Mas, Manel, ...
- Não há papel, já sei. Mas já não é preciso!
- Precisamos de telemóveis ...
- Toda a gente tem telemóvel ...
- Não sei se dão ...
- E porque não? Arrangem-nos!
- Há um pequeno detalhe, Manel ...
- Se é pequeno ...
- Mas é decisivo.
- E qual é, pode saber-se?
- Os fornecedores de papel são amigos dos fornecedores de telemóveis.
- Mas, afinal, o que é que se produz neste país?
- Papel, Manel. E do bom, segundo parece. Não dá é para notas.

OS NEGÓCIOS DA GUERRA

É frequente ouvir-se o interesse dos lobbies ligados aos fornecimentos de armamentos, entre outros, no fomento das guerras em que os EUA têm intervido.
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O artigo publicado no Washington Post - Myths about defense spending - é, de uma forma sintética, esclarecedor.
Ou pretende ser.

A PARTIR DE NADA

Pode alguma coisa ser criada a partir de nada?
Pode. O dinheiro.
Quanto ao Universo, subsistem as dúvidas.

Saturday, January 15, 2011

HOW BIG IS USA?


Which countries match the GDP and population of America's states?

IT HAS long been true that California on its own would rank as one of the biggest economies of the world. These days, it would rank eighth, falling between Italy and Brazil on a nominal exchange-rate basis. But how do other American states compare with other countries? Taking the nearest equivalent country from 2009 data reveals some surprises. Who would have thought that, despite years of auto-industry hardship, the economy of Michigan is still the same size as Taiwan's?

ASSALTOS

Casa de Manuel Alegre em Águeda foi assaltada e vandalizada.

A nossa foi assaltada. Vandalizada, parece que não.

Se a vandalização da casa de Alegre teve motivações políticas, e tudo leva  a crer que sim, porque o assaltante motivado apenas pelo roubo não perde tempo com a vandalização inútil da propriedade, o crime só pode ter efeitos contrários: o da vitimização de Manuel Alegre aos olhos da opinião pública.

Mário Soares, vítima na Marinha Grande da brutalidade de uns quantos fanáticos estalinistas, passou à segunda volta com Freitas do Amaral, e venceu as eleições.

Quem foi o imbecil ou o oportunista que se lembrou desta acção inqualificável?*

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Uma explicação aqui. Haverá tantas quantas os explicadores enquanto os criminosos não forem apanhados. Se alguma vez o forem.

SONHOS E RABANADAS - PARTE 10

(noque, noque, noque)

- Entra! Há fogo?
- Não Manel, só indícios...
- Explica-te!, e deixa-te de rodriguinhos... Por falar em rodriguinhos, estava aqui a compor uns alexandrinos. Começo assim:

Portugal, minha pátria sitiada
por reles reitingues que o capital pariu,

Que te parece?
- Um assombro. Parece Ary em todo o seu esplendor.
- Ary? Também tu, César, me desconsideras?
- De modo algum, Manel, de modo algum. A tua verve só tem paralelo no nosso grande épico. Referia-me aos reitingues, uma coisa que felizmente para aqueles tempos ainda não tinham sido paridos. O Ary não diria melhor...
- Adiante. O que é que se passa, então?
- Temos o FMI à porta.
- O FMI? Chamaste-os?
- Nem pensar. Estão de passagem e vêm apresentar cumprimentos.
- Se não os chamaste, manda-os de volta. Diz-lhes que esta é a minha hora poética. Diz-lhes mais: Que estou a compor para os descompor.
- Já tentei, mas eles insistem ...
- Essa é boa! Desde quando é que as regras da diplomacia consentem uma insistência tão impertinente?
- Desde sempre, julgo eu. Os diplomatas são uns chatos. E os tipos do FMI nem diplomatas são. 
- Mas, afinal, o que é que os gajos querem? Para além dos cumprimentos, é claro. Será que eles não sabem ainda que não precisamos deles, literalmente, para nada? Que mandámos o euro à fava e agora não nos faltam coroas? Com uma moeda que flutua  nunca um país se afunda!, uma regra básica cuja ignorância nos ia custando a independência. E a paz social. Lembras-te, Carlos, do tempo AA, quando havia milhares e milhares de acções nos tribunais contra os iníquos cortes salariais?* decretados pelo desgoverno do Zé? Pois é. Se não fosse a nossa rotativa andaria o pagode por aí engalfinhado. Se, pela mesma razão, os magistrados do MP e os juízes também tinham recorrido, como é que poderiam indeferir o recurso aos outros*? Com a rotativa a trabalhar, paga-se o que toda a gente quer ganhar. Uma ideia simples, mas já se sabe, todas as ideias sublimes são simples. Ou será o contrário? O difícil é dar por elas. Em conclusão: Despacha os tipos e dá-lhes uma coroas para irem comprar ali ao lado uns pastéis de Belém.
- Mas, Manel ...
- Não há papel?
- Pois não. Esgotou-se.
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* (aqui)
* (aqui)

SUBSCREVI

Petição pela criminalização do enriquecimento ilícito: (aqui )

"O titular de cargo político ou equiparado que, durante o período de exercício das suas funções ou nos três anos seguintes à respectiva cessação, adquirir, por si ou por interposta pessoa, quaisquer bens cujo valor esteja em manifesta desproporção com o seu rendimento declarado para efeitos de liquidação do imposto sobre o rendimento de pessoas singulares e com os bens e seu rendimento constantes da declaração, aditamentos e renovações, apresentados no Tribunal Constitucional, nos termos e prazos legalmente estabelecidos, é punido com pena de prisão de 1 a 5 anos. O agente político ou equiparado não será punido se for feita prova da proveniência lícita do meio de aquisição dos bens e de que a omissão da sua comunicação ao Tribunal Constitucional se deveu a negligência."

Por razões que desconheço esta petição dirige-se apenas aos crimes praticados por titulares de cargos políticos ou equiparados e não, como poderia parecer mais razoável, a todos quantos exercem funções de serviço público ou em empresas maioritariamente detidas pelo Estado.

Por outro lado, parece-me que, mais do que a pena de prisão, seria fundamental o ressarcimento com juros e outras penalizações das perdas observadas pelo Estado.

Subscrevi, no entanto, como forma de apoio à intenção da iniciativa: a tipificação na lei do crime por enriquecimento ilícito.

Friday, January 14, 2011

O JOGO DA CABRA CEGA

O Maestro Graça Moura é acusado de peculato pelo MP de se ter apropriado de 720 mil euros de dinheiros públicos, quando estava à frente da Orquestra Metropolitana de Lisboa, de que  foi presidente de 1992 a 2003, utilizando-os na compra de artigos de lingerie masculina e feminina, em compras em supermercado, vinhos, charutos, joias, viagens e obras de arte.

Os factos ocorreram, portanto, há mais de sete anos. 
Logo na altura da demissão (foi substituído naquelas funções pela actual ministra da Cultura), se soube publicamente que Graça Moura se tinha apropriado de dinheiros públicos. Só agora, volvidos sete anos sobre a demissão, o MP consegue reunir provas para acusar o presumível delinquente.
Daqui a quantos anos terá sido julgado?

Se considerarmos a natureza da acusação, de confirmação documental relativamente fácil, já que a Orquestra Metropolitana de Lisboa não terá  uma estrutura administrativa complexa, e a compararmos com os intrincados processos do BPN e mesmo do BPP, só poderemos concluir aquilo que muita gente dá por garantido desde a primeira hora: prescreverão todos. A justiça, além de cega, é manca.

E seria uma iniquidade relativa se Graça Moura fosse condenado a devolver aquilo de que ilicitamente se terá apropriado. Comparado com Oliveira e Costa & Cª e João Rendeiro & Cª., Miguel Graça Moura é um menino de coro.
Que, como Rendeiro, até escreveu um livro de memórias, editado em 2009.

BOAS NOTÍCIAS


Há males que vêm por bem.
Para já poupam-se custos de funcionamento.
Esperando-se que a reparação esteja abrangida pela garantia.
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Diz a notícia que as placas de revestimento não aguentam o Atlântico.
Terão encomendado um submarino para submergir em água doce para pescar caranguejo?
Por que não se devolve? Sempre dava para amortizar uma quarta parte do buraco do BPN.
Com um pouco de sorte, talvez o segundo também tenha os cascos moles. Devolvam-se os dois e fica metade do BPN aviada.
Têm é que ser devolvidos imediatamente porque o buraco do BPN cresce fulgurantemente em cada momento que passa.
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Se nada for feito nem os submarinos submergem nem nos livramos do estafermo a que os idiotas ainda chamam banco.

COZIDO, NA CASA BRANCA

SUCESSO, MAS POUCO


...
But Portugal paid dearly for its success: the yield on the June 2020 bond was a whopping 6.7%. Granted, that was lower than the 7% at which ten-year bonds had traded earlier in the week (see chart 1), before reports of heavy purchases by the European Central Bank (ECB) pushed the yield down. But it is unsustainable for a country whose public debt is high and rising. Unless its borrowing costs plummet, Portugal will eventually have to seek rescue funds from its euro-zone partners and the IMF, as Greece and Ireland have already been obliged to do.
...
Modest achievements are talked up. José Sócrates, the prime minister, said this week that Portugal’s 2010 budget deficit would fall “clearly below” the government’s target of 7.3% of GDP. Portugal was one of the few EU countries to cut its deficit by more than two percentage points in 2010, he said. Yet revenues booked from the transfer of Portugal Telecom’s pension funds to the state explain much of the improvement. The dilatory pace of fiscal consolidation is unlikely to assuage investors for long. The auction’s success may offer only temporary respite. Investors in the euro zone’s bond markets have seen the film before.

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Thursday, January 13, 2011

ÀS ARMAS!




Part of Palin's political success owes to her knack for frontier imagery and provocative sound bites, as in the health-care debate when she tweeted after the bill had passed Congress, "Don't Retreat, Instead - RELOAD!" But Palin is on the defensive at this moment because of her decision to make Giffords, who remains in critical condition after being shot in the head, one of 20 Democrats marked for defeat in the 2010 midterm elections.

Palin set up a Web site called "Take Back the 20," which included a map of the United States with cross hairs on congressional districts of Democratic candidates she had singled out for defeat.
The map drew immediate criticism. Among those who voiced disapproval was Giffords.
"We're on Sarah Palin's targeted list, but the thing is that the way she has it depicted has the cross hairs of a gun sight over our district," Giffords told MSNBC at the time. "When people do that, they've got to realize there's consequences to that action."



Sarah Palin's statement Wednesday in response to the Tucson shootings, in which she has found herself at the center of a debate over civility in political discourse, was crafted as both a defense of her own actions and a strike against her critics - but reaction to the statement was dominated by a fresh controversy over her use of the phrase "blood libel."

AINDA A PROPÓSITO

de procura elevada e juros altos, aqui.

- Não lhe parece estranho que tendo a procura excedido 3,2 vezes a oferta os juros se mantenham tão altos?
- Não lhe parece estranho que este excesso, que também se tem observado em leilões passados, é artificial e construído a pedido?
- Não lhe parece estranho que ninguém aborde este fenómeno e, pelo contrário, pela ausência de comentários se possa deduzir que o considerem muito normal?

12 de Janeiro de 2011 19:20

- Num leilão de títulos da dívida a procura ser superior à oferta significa que há quem estivesse disposto a comprar, mas a taxa de juro superior à taxa em que se parou de vender.

12 de Janeiro de 2011 22:17

- Obrigado, mas não me convence.
" há quem estivesse disposto a comprar, mas a taxa de juro superior à taxa em que se parou de vender."
Então, sendo assim, trata-se de uma procura manipulada. É sempre possível aumentar a procura (exagerando) até ao infinito.
Mas é uma procura sem significado legítimo.
Se na lota do peixe aparecem muitos compradores e pouco peixe, o preço do leilão sobe. A menos que muitos desses compradores apenas sejam mirones, estejam lá para ver o espectáculo e apenas dois ou três estejam interessados no peixe. Neste caso, o preço, provavelmente desce, porque a procura real é baixa para o pouco peixe oferecido.

Só é legítimo falar-se de um excesso de procura sobre a oferta se, por exemplo no caso de uma OPV, a subscrição é feita a um dado preço. Neste caso o número de interessados em a adquirir aquele preço pode exceder várias vezes o número de acções em venda. E tem de se proceder a um rateio.

Pelo menos era assim no século passado ...

OUTRO



Portugal's successful bond auction comes at a price

PORTUGAL reached its target of selling a total of €1.25 billion ($1.6 billion) of bonds maturing in 2014 and 2020 on January 12th and both offerings were over-subscribed. But Portugal paid a heavy price to make them so appealing; the yield on the June 2020 bond was a whopping 6.7%. That was lower than the 7% yield that ten-year bonds had traded at earlier in the week, before reports of heavy purchases by the European Central Bank (ECB) pushed it lower. But it is unsustainably high for a country with such so much public debt relative to its GDP. If Portugal is to remain solvent, its borrowing costs will have to fall much further. It is hard to imagine what might push its bond yields down other than concerted buying by the ECB, a de facto bail-out. It therefore seems likely that Portugal will eventually have to seek rescue funds from its euro-zone partners and the IMF, as Greece and Ireland have had to.

O QUE DIZ O AMIGO PAUL

Paul Krugman

I’m with Calculated Risk here: it says something about the sheer desperation of the European situation that Portugal’s ability to sell 10-year bonds at an interest rate of “only” 6.7 percent is considered a success. If you think about the debt dynamics here — the burden of growing interest payments on an economy that is likely to face years of grinding debt deflation — an interest rate that high is little short of ruinous. But it is, indeed, not as bad as people were expecting last week; hence, success.

A few more successes and the European periphery will be destroyed.

O amigo Paul bem poderia ter começado o seu artigo desta forma: "I´m with Aliás here"...
Compadrios, é o que é.
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