Palavras cruzadas para entreter a viagem. "Não há questões filosóficas, há questões de linguagem." - Wittgenstein "Insanity is doing the same thing over and over again, expecting different results" - Albert Einstein
O que nos falta são investidores que acreditem no futuro deste país.
Depósitos atingem novo recorde próximo dos 170 mil milhões
Por que chora o bilionário Messi?
Porque vai ganhar mais 45 milhões além de direitos de imagem e etc.
Leo Messi: “No sé el Barcelona, pero yo hice todo lo posible para quedarme”
You called Lab .... / Ligou para Lab .... / para falar em português prima um / for english press five
Premiu-se 1.
- Em que posso ser útil?
- Fizemos, eu e a milha mulher, ontem em ... um teste rápido covid 19 e, doze horas depois ainda não foi recebido o resultado do teste da minha mulher; o meu, recebi-o ontem duas horas depois de ter feito o teste.
- Diga-me o nome da sua mulher.
- S ...
- O e-mail?
- P ...
- Diz que fez o teste ontem e o resultado ainda não foi recebido?
- Exactamente. Fizemos os testes, ontem, âs 17,41.
- É estranho. Não encontro esse nome nos ficheiros. Disse-me que já recebeu o seu teste...
- Recebi ontem.
- Diga-me o seu nome.
- P ...
- Pode aguardar um momento para eu poder rever os ficheiros?
- Faz favor ....
....
- Não encontro nem o seu nome nem o da sua mulher. Vou ver o que se terá passado; depois contacto.
- Vou aguardar mas preciso do teste porque embarcamos amanhã com os nossos filhos no avião que sai âs 11 da manhã.
- Já volto a ligar.
...
Após uma longa espera, ninguém ligou. Voltou repetir-se a cena mais três vezes com resultados idênticos. Previsível. "Insanity is doing the same thing over and over again, expecting different results" - Albert Einstein.
Volto a ligar mas, desta vez, premi cinco.
Resultou. Os resultados chegaram dois minutos depois por e-mail.
Só nos faltava isto: o regresso da formação de formadores
Com as Novíssimas Oportunidades, vamos todos aprender que é possível repetir os mesmos erros e o resultado final ser totalmente diferente. É desta, portugueses! Inscrevam-se para acreditar. - João Miguel Tavares
5 de Agosto de 2021
São cinco vírgula cinco mil milhões de euros. Um tiro de bazuca de dez dígitos para investir em “qualificações e competências”, ao abrigo de um – e cito – “Acordo de Formação Profissional e Qualificação: Um Desígnio Estratégico para as Pessoas, para as Empresas e para o País”, que foi assinado na semana passada entre o Governo e os seus parceiros sociais. Apesar dos efeitos da pandemia, a paz social fica assim assegurada durante os próximos anos, com fundos europeus a serem canalizados em barda através de sindicatos e de confederações patronais com a desculpa favorita da pátria – a qualificação dos trabalhadores –, dada a “necessidade” – e volto a citar – “de agir para cumprir a meta de alcançar em 2030 os 60% de participação anual de adultos em educação e formação”.
Reparem bem no português, porque ele é sintomático. Um redactor competente e produtivo saberia que a expressão “necessidade de agir para cumprir a meta de alcançar” é apenas uma modesta “necessidade de alcançar”. Mas o comboio verbal “agir para cumprir a meta de alcançar”, na sua desmesurada redundância, é um lapso freudiano que se aplica na perfeição a este programa, cujo nome deveria ser Novíssimas Oportunidades. Lembram-se?
O Governo socialista é como aqueles casais sem imaginação que só conhecem duas ou três posições na cama, e as repetem incessantemente sempre que há alguma energia, ou, neste caso, muito dinheiro. Chovem milhões de Bruxelas? Alguém grita “Eureka!” no Palacete de São Bento – “vamos investir que nem doidos na formação de adultos!” Como dizem os ingleses: been there, done that. Essa estratégia foi a menina dos olhos de José Sócrates. Chamou-se Novas Oportunidades e tratou-se de um programa espectacular – sobretudo para o anedotário nacional, com centenas de milhares de adultos a completarem magicamente o 12.º ano após despenderem vários serões a assistir à projecção de slides em paredes brancas.
É verdade que o Novas Oportunidades foi um sucesso de participação. Entre o seu início, em 2006, e até meados de 2011 – quando chegou Passos Coelho e a troika malvada –, inscreveram-se no programa cerca de 1,5 milhões de adultos. Estamos a falar de quase 30% da população activa em Portugal. Os socialistas ainda hoje se orgulham muito do Novas Oportunidades, e há mesmo estudos que perguntaram às pessoas se foi bom para elas, elas disseram que fez maravilhas pela sua autoestima, donde, o programa foi um sucesso.
Ainda assim, foi um sucesso insuficiente, porque António Costa quer agora formar mais 1,145 milhões de adultos activos, que isto da formação é um trabalho de Sísifo. E talvez também porque, olhando para a evolução da produtividade em Portugal, o efeito nos indígenas não parece ter sido espectacular. Para citar não Passos Coelho, mas a CGTP (que recusou subscrever o acordo), “o Governo não rompe com um passado de desaproveitamento de milhares de milhões de euros gastos em ‘formação profissional’, que não logrou tirar-nos do último lugar dos países europeus em matéria de qualificação média da população activa”. Ups.
Ah, mas desta vez vai ser diferente, não é? Claro que vai. Os objectivos são os mesmos, a estratégia é idêntica, os parceiros mantêm-se, e a sede de ir ao pote é igualzinha. Mas, com as Novíssimas Oportunidades, vamos todos aprender que é possível repetir os mesmos erros e o resultado final ser totalmente diferente e completamente maravilhoso. É desta, portugueses! Inscrevam-se para acreditar.A juntar às referidas aqui.
" ... A pandemia veio pôr um travão ao aumento da despesa da ADSE com a saúde dos funcionários e aposentados do Estado que atingiu, em 2020, o nível mais baixo dos últimos cinco anos. Mas se os gastos caíram 13% em comparação com 2019, já as receitas provenientes dos descontos dos beneficiários aumentaram 2,6%, o que acabou por ter um efeito positivo na sustentabilidade do sistema." - aqui
A ADSE, repete-se esta afirmação pela enésima vez neste caderno de apontamentos, é um dos sistemas de saúde que prova, pelo menos
- Que o SNS não é universal; todos os utentes do SNS, incluindo os associados da ADSE podem, teoricamente, recorrer ao SNS mas a inversa não é verdadeira.
- Que a ADSE representa um encargo contingente para todo os contribuintes, através do OE.
"Desde Janeiro que a China não registava tantos casos de transmissão local do vírus. Desde o final de Julho que a mais transmissível variante Delta foi detectada em, pelo menos, 12 cidades chinesas, incluindo a capital Pequim e a cidade de Wuhan, onde o vírus apareceu no final de 2019.
Esta terça-feira, o país registou 71 casos de transmissão local, o número mais alto desde o dia 30 de Janeiro. Há cinco dias consecutivos que este indicador sobe.
Em Wuhan, as autoridades já anunciaram que os 11 milhões de habitantes vão ser testados à covid-19 nas próximas semanas. Várias outras cidades afectadas pelo surto da variante Delta encerraram o turismo e restringiram actividades. "
--- Em Portugal,
Mais 15 mortes e 3203 novos casos
Portugal registou esta terça-feira 15 mortes devido à covid-19 e 3203 novas infecções pelo novo coronavírus, de acordo com o boletim da Direcção-Geral da Saúde (DGS) divulgado esta quarta-feira. A incidência e o R(t) voltaram a baixar.
Há 919 doentes hospitalizados em Portugal, menos 26 do que no balanço anterior. Destes, 204 estão em unidades de cuidados intensivos (UCI).
Sete anos depois, a Justiça continua a dormir o sono solto dos coniventes.
Sobre este e todos os outros peixes graúdos apanhados nas redes a aguardar que as malhas se alarguem ou se rompam com o tempo e as habilidades dos esforçados agentes da justiça envolvidos nesses objectivos. Convenientemente pagos.
---
Domingo, 3 de agosto de
2014: o país sentiu um abalo - o BES ia ser alvo de uma intervenção. Foi
dividido em dois. Passados sete anos, um deles, o Novo Banco, vive com ajuda
dos contribuintes. O outro, o BES - que manteve o nome -, sobrevive mas sabe-se
que é morto que vai acabar. Tem chegado a acordo com devedores mas as
recuperações são limitadas - muito limitadas. E os pequenos investidores
continuam a ter as ações das quais não se podem desfazer no mercado - mas
continuam a pagar comissões. Sete anos depois de o BES cair, a história ainda
está a ser escrita. Porque falta saber qual o rasto de perdas que vai mesmo
deixar."
Não se pode consumir bebidas alcoólicas na rua, põe-se uma mesa na rua. Não se pode dançar na pista, dança-se à volta da mesa. Não se tem certificado, serve uma fotografia do cartão de vacinas. Não se pode beber um café na mesa da pastelaria, bebe-se ao balcão. A criatividade voltou no primeiro dia do mais recente desconfinamento, na noite de Lisboa, e alguns agentes da Polícia Municipal assobiaram para o lado.
O Covid 19 tem, pelo menos cinco vantagens, para quem é novo e saudável.
Morrendo os velhos:
- a idade média da população decresce; o país rejuvenesce-se.
- a Segurança Social paga menos pensões; o défice das contas agradece.
- reduzem-se as despesas com assistência médica e hospitalar; o défice agradece.
- os herdeiros recebem mais cedo as heranças; deixam de pagar as despesas em lares ou, simplesmente, deixam de aturar os velhos.
- a imunidade de grupo atinge-se a níveis de imunização (natural ou por vacinação) mais cedo;
- cresce o PIB/capita: para o mesmo PIB (os reformados não produzem) há menos "capitas"; O decréscimo de consumo privado induzido pela redução dos consumos dos pensionistas será sempre inferior à redução do PIB, isto é, às pensões pagas; ganha a imagem do Governo.
"Pedro Gomes da Costa ganhou o caso depois de ter processado a mãe de uma criança que o insultou com “preto de merda, seu macaco”. Médico critica: “Esta senhora tem mãos livres” para ser racista “porque a sociedade é permissiva”. Lei deveria ser mais dura, defende. - aqui
Pedro Gomes da Costa será dos poucos, senão o primeiro médico em Portugal, a denunciar uma situação de racismo numa consulta, a ir a tribunal e a ganhar o processo contra a mãe de uma criança que o ofendeu em plena consulta.
Na noite de 29 de Julho de 2018 o médico de 53 anos estava a fazer o serviço de urgência no Hospital Beatriz Ângelo, em Loures, onde trabalha no serviço de pediatria, quando entrou uma criança de 20 meses com febre e aftas na boca, acompanhada pela mãe, Daniela Domingos. Como habitual para aquelas situações, usou uma espátula para a observar, baixou a língua da criança. Ela deu um grito. “A mãe pega-me no braço, puxa com uma violência e a partir daí começaram as ofensas: ‘preto de merda, seu macaco, você pensa que está a observar um animal? Animal é você! Isso é que era bom, a minha filha ser observada por um preto, exijo que seja observada por um médico branco!”, disse-lhe a mulher aos gritos continuando-os pelo corredor e depois na sala de espera ..."
Sim às máscaras: Vacinados podem ter a mesma quantidade de vírus que os não vacinados-
aqui
Resultados de estudo norte-americano determinam recomendação para que as pessoas vacinadas voltem a usar máscara em espaços fechados, nas zonas dos Estados Unidos onde a variante delta está a alimentar uma subida das infeções.
Um estudo sobre um surto de casos de infeção com o novo coronavírus
no Estado do Massachusetts, nos Estados Unidos, concluiu que as pessoas
vacinadas podem ser portadoras da mesma quantidade de vírus que as não
vacinadas.
Na sexta-feira, dirigentes do setor da saúde dos EUA divulgaram
detalhes desta investigação, que foi decisiva na decisão, tomada esta
semana, dos Centros de Controlo e Prevenção de Doença (CDC, na sigla em
Inglês) de recomendar às pessoas vacinadas que voltem a usar máscara em
espaços fechados, nas zonas dos EUA onde a variante delta está a
alimentar uma subida das infeções.
Os autores do estudo afirmam mesmo que as conclusões sugerem que a
orientação dos CDC sobre o uso das máscaras deve ser expandida para o
conjunto do país, mesmo para eventos fora de portas.
As conclusões têm o potencial de alterar o pensamento sobre a forma
como a doença é transmitida. Antes, pensava-se que as pessoas vacinadas
que foram infetadas tinham baixos níveis de vírus e não os deveriam
transmitir a terceiros. Mas a nova informação mostra que não é o caso
com a variante delta.
O surto em Provincetown --- uma estância turística no cabo Cod, no
condado com a maior taxa de vacinação do Massachusetts --- já conta com
mais de 900 casos. Destes, cerca de três quartos respeitam a pessoas que
tinham sido totalmente vacinadas.
Como muitos Estados, o Massachusetts levantou todas as restrições
associadas ao novo coronavirus no final de maio, antes do Memorial Day,
que marca o início da época de verão. Mas esta semana Provincetown
reinstituiu a exigência da máscara para todas as pessoas.
Documentos internos do CDC, que vieram a público, sobre o surto de
infeções e a variante delta sugerem que o CDC pode estar a considerar
outras alterações no aconselhamento da luta contra o coronavirus nos
EUA, como recomendar o uso generalizado de máscaras e exigir a vacinação
de médicos e outros trabalhadores da saúde.
A variante delta provoca infeções que são mais contagiosas que a
gripe comum, a varíola e o vírus Ébola e é tão contagiosa como a
varicela, segundo os documentos, que mencionam os casos de Provincetown.
Os documentos foram obtidos pelo Washington Post. Como salientam, as
vacinas contra o novo coronavirus são muito eficazes contra a variante
delta na prevenção de mortes e doenças graves.
O surto em Provincetown e os documentos realçam o enorme desafio que o
CDC enfrenta no encorajamento da vacinação, enquanto admite que os
surtos podem acontecer, mesmo que raros.
Os documentos parecem ser guias para declarações públicas dos quadros
do CDC. Um ponto aconselha: "Reconhecer que a guerra mudou", em
referência aparente à preocupação crescente com a possibilidade de
muitos milhões de vacinados poderem ser fonte de contágios
generalizados.
Uma porta-voz da agência declinou fazer comentários.
Se bem que os peritos concordem com a posição revista do CDC sobre o
uso de máscaras em espaços fechados, alguns afirmam que o relatório do
surto de Provincetown não prova que as pessoas vacinadas são uma fonte
significativa de novas infeções.
"Há uma plausibilidade científica para a recomendação (do CDC). Mas
não deriva deste estudo", disse Jennifer Nuzzo, uma investigadora em
saúde pública da Johns Hopkins University.
O estudo do CDC é baseado em cerca de 470 casos de infeções ligados às festividades em Provincetown, que incluíram eventos com muitas pessoas, em espaços fechados e abertos, em bares, restaurantes, casas de aluguer e outras habitações.
Os investigadores fizeram testes a parte deste universo e encontraram
sensivelmente o mesmo nível de vírus nas pessoas que foram vacinadas e
nas outras.
Três quartos das infeções foram em pessoas totalmente vacinadas.
Entre os que tinham todas as doses da vacina, cerca de 80% sentiram
sintomas, como tosse, dor de cabeça, febre, dores de garganta e dores
musculares.
Os dirigentes do CDC adiantaram que há mais estudos, e de âmbito superior, a serem feitos e a chegar, em que se estão a seguir dezenas de milhares de vacinados e não vacinados em todo o país.
PS fala em “ataque partidário”. PSD diz que este “não é o relatório do PSD”. BE diz que relatório distribui responsabilidades de forma “equitativa”. Versão final do relatório agravou responsabilidades do Governo PS na venda e fala em “fraude política” na resolução feita pelo executivo PSD/CDS-PP.
O relatório preliminar foi elaborado pelo deputado socialista Fernando Anastácio LUSA/ANTÓNIO COTRIM
O relatório final da comissão parlamentar de inquérito ao Novo Banco foi aprovado esta terça-feira, com os votos a favor de todos os deputados presentes na comissão de inquérito e o voto contra do PS. Houve uma “intenção clara de ataque partidário”, disse o deputado João Paulo Correia, culpando o PSD e o BE por “conclusões falsas” quanto à venda do Novo Banco, em 2017.
Votaram a favor nove deputados (PSD, BE, PCP, PAN e IL), absteve-se a deputada do CDS e votaram contra os sete deputados do PS.“Este delírio da aprovação de determinadas conclusões, que uniu o BE a uma certa direita, acabou por adulterar o espírito da linha factual deste relatório”, afirmou João Paulo Correia, que antes tinha explicado que quanto à supervisão houve “avanços” e quanto aos grandes devedores houve união de posições.
“Há] conclusões falsas que não podemos aceitar”, disse o deputado socialista, referindo-se às relativas à venda do Novo Banco, pelo Governo PS. “[Há] uma parte em que a verdade está prejudicada”, disse, falando em “grave erro” e acusando o PSD de “incoerência” por, “na venda fazer de conta que as perdas do Novo Banco não têm a ver com o quadro de criação do banco”, na resolução de 2014, feita pelo Governo PSD/CDS-PP e que o relatório classifica como “fraude política”.
O relatório preliminar foi elaborado pelo deputado socialista Fernando Anastácio. “Não me revejo na solução final. Não assumo e não mantenho a condição de relator”, anunciou Anastácio. Mas apesar de não haver relator, há relatório que foi sujeito a votos na comissão parlamentar de inquérito ao Novo Banco.
Duarte Pacheco do PSD rejeitou as críticas e garantiu que “este não é o relatório do PSD”, acrescentando que esta versão não agrada ao PS porque pessoas desse partido “são criticadas”. “Hoje temos um relatório que espelha melhor o que foram os trabalhos da comissão e os factos apurados, que identifica as falhas graves de supervisão - nunca é de menos ou de mais realçar as falhas graves de supervisão dos dois consulados, do dr. Vítor Constâncio e do dr. Carlos Costa -, que reflecte e regista os problemas ocorridos com a resolução - que existiram e que são aqui assumidos - mas que refere igualmente a alienação prejudicial para o erário público que foi feita do Novo Banco, com um contrato mal negociado e com incentivos errados à gestão”, sustentou. E reflecte ainda “a gestão pouco rigorosa” que foi feita a partir do momento em que o banco foi vendido em 2017.
A “fraude política” da resolução do BES
Mariana Mortágua, a deputada do BE, recusou a ideia de que o relatório final seja desequilibrado. “Não há nenhuma cabala” contra o PS, afirmou, adiantando que a frase “mais dura” do relatório é “talvez” a crítica ao Governo PSD/CDS-PP que é acusado de ter promovido uma “fraude política” na resolução feita em 2014. Uma frase que foi aprovada por proposta do PCP. Mortágua considerou que “o PS tem menos capacidade para encaixar críticas do que alguns governos do passado” e que a distribuição de responsabilidades é “equitativa”, entre governos e entre entidades europeias e supervisores.
O deputado comunista Duarte Alves considerou que, depois das votações das propostas de alteração, o Parlamento fica com um “relatório que aponta responsabilidades tanto ao Governo PSD/CDS-PP no momento da resolução, como aponta responsabilidades ao PS no momento da privatização”. O deputado defendeu a sua proposta, aprovada, que classifica a resolução como “fraude política”: “Na verdade foi aí que começou o problema que temos actualmente”. Mas também aponta responsabilidades ao Governo PS na venda, em 2017. “Sim, é preciso responsabilizar tanto o Governo do PSD como o Governo do PS”, concluiu, assinalando que este é um relatório que apura responsabilidades políticas dos governos, dos supervisores e da União Europeia.
A deputada do CDS Cecília Meireles considerou que aprovou muitas propostas nas quais não se revê para melhorar o relatório e lembrou que, além dos governos, o Parlamento “também tem as suas responsabilidades”, porque “não saiu um tostão para o BES que não tivesse passado aqui primeiro”. “Não sei se há algum partido que esteja em condições de dizer que nunca votou nenhum orçamento com esta previsão”, detalhou, numa referência aos orçamentos dos últimos anos viabilizados à esquerda do PS e com injecções para o Novo Banco. “São co-autores das transferências para o BES”, disse ainda. A deputada considerou que “não há nenhum partido” que se reveja em todas conclusões do relatório, mas que haverá agora “mais gente que se revê nas conclusões do que no relatório inicial”. Mas protestou que a conclusão de que a resolução foi uma “fraude política é mentirosa”.
Pela voz do PAN, o deputado Nelson Silva defendeu que o relatório “não é o relatório de nenhum partido”. O parlamentar disse existirem algumas “falhas e omissões” no relatório, mas que este “responsabiliza as partes que devem ser responsabilizadas”. “Não tem qualquer espécie de partidarite ou combate político-partidário”, afirmou.
João Cotrim de Figueiredo, da IL, comentou que, apesar de não concordar com tudo o que está no relatório, a sua versão final “reflecte muito mais fielmente” os trabalhos e factos apurados na comissão. “Não por dividir responsabilidades, mas sim porque as atribui”, explicou. O deputado discordou também da classificação de fraude política à resolução. “Não aceitamos a expressão de tentativa deliberada de enganar”, disse.
Três quartos das infecções por covid-19 de Singapura nas últimas quatro semanas foram entre indivíduos vacinados, mostram dados do governo, num momento em que a aceleração na vacinação deixa menos pessoas não vacinadas.
Singapura já inoculou quase 75% dos 5,7 milhões de habitantes e metade da população está totalmente vacinada.
Foram reportados 1096 casos de transmissão local nos últimos 28 dias, dos quais 484, ou seja 44%, foram entre pessoas totalmente vacinadas, enquanto 30% em cidadãos parcialmente vacinados (os 25% restantes não tinham recebido ainda qualquer vacina).
Contudo, apenas um doente já vacinado desenvolveu doença grave, num total de sete pessoas.
Numa altura em que o Parlamento altera a Lei-Quadro das Fundações, um estudo promovido pelo Centro Português de Fundações defende que é “urgente” saber quantas e quais existem. “Este desconhecimento é contraproducente” e contrário à transparência.
Até porque a ideia que a sociedade civil tem das fundações não é a melhor. “Este desconhecimento é contraproducente, contrariando o espírito de transparência”, diz o estudo. Aliás, os autores lembram que a Lei-Quadro das Fundações prevê exigências em matéria de transparência, como por exemplo, a descrição do património inicial da fundação, assim como o montante de ajudas públicas que recebem. Imposições que se aplicam às fundações privadas com estatuto de utilidade pública.
Lembram também que, por definição, uma fundação não tem como objectivo gerar lucros e que, se estes existirem têm de ser reinvestidos na própria fundação, mas avisam que não é esta a ideia que a sociedade tem das mesmas. Recorrendo aos resultados de um inquérito à população sobre a visão que as pessoas têm das fundações, de Janeiro de 2021, feito pela Social Data Lab — um laboratório de produção e análise de dados —, os autores dizem que, no geral, existe uma boa opinião sobre as fundações, mas reconhecem aspectos menos positivos sobre as mesmas. As misericórdias são associadas, “com mais intensidade”, à ajuda e as fundações “à ideia de lucro”. “Como motivos para criar uma fundação, surgem, com alguma intensidade, respostas como o pagar menos impostos ou o ganhar dinheiro”, contam os autores.
873 Número de fundações registado no Instituto dos Registos e do Notariado a 3 de Setembro de 2020. Inclui fundações privadas e públicas (de direito privado)
Apesar das limitações quanto ao conhecimento do que são as fundações e de a sua imagem não ser a melhor, os autores concluem que o seu impacto social é superior ao que elas representam. Partindo dos dados do INE, os autores adiantam que “as fundações geram na economia portuguesa emprego, remunerações e valor acrescentado bruto em montante muito superior ao peso que têm no universo da economia social em termos de número de entidades”. “Constituindo 0,9 % das entidades da economia social, pesam 6 % no emprego (emprego a tempo completo), 7% nas remunerações e 6,9% no Valor Acrescentado Bruto desse universo”, revela o estudo. Os dados do INE, que reportam a 2016, mostram que 619 fundações da economia social empregavam 14.113 trabalhadores e pagavam 304 milhões de euros em remunerações. Os serviços sociais, a saúde e a educação são os sectores onde estão mais presentes.
No estudo foram analisados 12 fundações em concreto, entre elas a Fundação Calouste Gulbenkian, criada em 1956, com 550 trabalhadores (a que emprega um maior número de pessoas entre as 12 fundações analisadas) e com um activo total avaliado em 3,2 mil milhões de euros, o de maior dimensão entre os casos estudados.
619 Número de fundações divulgado pelo INE a 29 de Julho de 2019. Por serem de economia social, o estudo pressupõe que são privadas
CEGA, DOIDA OU CONIVENTE? CEGA, DOIDA E CONIVENTE.
Procuradores criticam “a ineptidão da pronúncia” do juiz e pedem a sua nulidade. Advogada de Carlos Santos Silva diz que não consegue ler 96 folhas por hora para cumprir prazo imposto pelo magistrado. - aqui .. "O que parecia ser um cenário impossível sucedeu: na Operação Marquês o juiz de instrução criminal Ivo Rosa conseguiu colocar do mesmo lado da barricada o arguido Carlos Santos Silva e o Ministério Público. Ambos qualificam como absurda a versão dos factos que remeteu para julgamento no despacho instrutório que proferiu a 9 de Abril passado, e que transforma o empresário amigo do ex-primeiro ministro José Sócrates em seu corruptor activo..."
Vieira terá comprado uma dívida sua de 54 milhões ao Novo Banco por um sexto do valor
Compra directa da dívida ao Novo Banco por empresário amigo de Vieira foi chumbada pelo Fundo de Resolução, mas tal fez com que o sucessor do BES recebesse menos três milhões pelo negócio.
Dívida acabou por ser comprada indirectamente por Vieira por menos 600 mil euros do que era a oferta inicial.
Foi o próprio Luís Filipe Vieira que esteve por trás da compra realizada no ano passado de uma dívida de 54,3 milhões de euros que uma das suas empresas, a Imosteps, tinha ao Novo Banco, tendo desembolsado por ela apenas um sexto do valor que o Banco Espírito Santo (BES) lhe tinha emprestado mais de seis anos antes. E o negócio ainda veio com dois bónus: por um lado, uma participação de 12,5% que o Novo Banco tinha numa outra sociedade, a Oata, que era o principal activo da Imosteps, que detinha 50% do seu capital; por outro lado, ficou com o direito a receber um reembolso de mais de 17 milhões de euros que o BES injectara nessa empresa, que tem um terreno com aval para construir 102 mil metros quadrados na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro.
Esta é a tese defendida pelo Ministério Público (MP) nos mandados de buscas no âmbito das buscas realizadas na Operação Cartão Vermelho, que esta quarta-feira levou à detenção de quatro pessoas, incluindo o presidente do Benfica, o seu filho e dois empresários amigos.
Os quatro suspeitos foram presentes esta quinta-feira à tarde ao juiz de instrução Carlos Alexandre, que os identificou. A pedido das defesas o magistrado providenciou aos detidos e aos respectivos advogados salas individuais para conversarem e tempo para consultarem o processo até às 22h. Os interrogatórios dos arguidos ficaram marcados para as 9h desta sexta-feira, uma diligência que poderá culminar com o pedido para que o presidente do Benfica fique em prisão preventiva, como se admite nos despachos que suportam os mandados de buscas.
Apesar de, formalmente, quem comprou e financiou a dívida da Imosteps ao Novo Banco ter sido um fundo controlado pelo empresário José António dos Santos, fundador do maior grupo nacional do sector agro-alimentar e amigo do presidente do Benfica, na realidade todo o esquema terá sido montado por Vieira e pelo filho Tiago, sustenta o MP.
Tudo começa em final de 2012 quando por indicação do banqueiro Ricardo Salgado, presidente do BES, a Imosteps compra 50% do capital da Oata à construtora Opway. O contrato é assinado pelo filho de Vieira, em nome da Imosteps. O próprio Novo Banco tinha 12,5% da Oata que tinha, através de outras sociedades, dois negócios: um relativo a terrenos e projectos para dois cemitérios localizados no Rio de Janeiro, dos quais detinha a maioria do capital, e a tal propriedade com aval para construir uma área total de 102 mil metros quadrados na Barra da Tijuca — imóveis sobre os quais, segundo o MP, “havia grandes expectativas de obtenção de grandes lucros”.