Friday, September 04, 2015

TRUMP WORLD

Vd. aqui uma extensa entrevista / reportagem da Businessweek-Bloomberg - How Trump Invented Trump - Inside the empire - para compreender o personagem que, pelo menos por agora, ocupa  exuberantemente o palco da campanha eleitoral das eleições primárias para as presidenciais norte-americanas em 8 de Novembro de 2016. 

É esta exuberância de sucesso empresarial aliada a uma luquocidade destravada que estão a mobilizar as atenções e os favores dos media, entusiasmados com o caudal de declarações geralmente bombásticas do candidato, que podem vir a garantir-lhe a nomeação dos republicanos no confronto com Hillary Clinton, ou Joe Biden, se este, como parece cada vez mais provável, vier a apresentar-se na grelha de partida.

É a disponibilidade de tempo e de respostas de Trump relativamente a Hillary Clinton reservada e contida nas relações com os media que está a garantir, segundo alguns observadores, a preferência dos eleitores norte-americanos num candidato misógino, arrogante e, potencialmente perigoso.

Perigoso porque, segundo o Economist desta semana, - Why the Donal is dangerous - Trump afirma uma coisa e a contrária quase no mesmo instante consoante lhe comanda a incoerente veia populista.  "Alguns mais sofisticados troçavam que ninguem poderia querer os dedos deste magnata errático perto do botão nuclear. Mas há semanas tornou-se o candidato mais provável à nomeação republicana, apesar de fazer afirmações que teriam torpedeado qualquer campanha normal". 

Será assim tão democraticamente imatura mais de metade dos votantes norte-americanos para em Novembro de 2016 colocar à frente dos destinos dos EUA, e em grande medida do mundo, o dono do mundo Trump?

Também em grande medida, a resposta está nas mãos dos media.  Será a imensa fortuna de Trump suficiente para os comprar?

É o leilão da democracia em todo o seu repelente esplendor.

Thursday, September 03, 2015

SÓ QUEREMOS QUE PAREM A GUERRA

"Nós não queremos vir para a Europa. Só queremos que parem a guerra na Síria". 
Kinan Masalmeh, 13 anos, refugiado sírio

“We have taken a number of genuine asylum seekers from Syrian refugee camps and we keep that under review, but we think the most important thing is to try to bring peace and stability to that part of the world.
“I don’t think there is an answer that can be achieved simply by taking more and more refugees.”
David Cameron

“Despite all evidence towards our homeland’s vulnerability to foreign fighters, the administration still plans to resettle Syrian refugees into the United States,” “America has a proud tradition of welcoming refugees from around the world, but in this special situation the Obama administration’s Syrian refugee plan is very dangerous.”
McCaul,R-Texas

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Como se acaba uma guerra?
Kinan não sabe, Cameron, se sabe ainda não disse.
Enquanto não acaba, a guerra na Médio Oriente é agora a maior ameaça ao equilíbrio instável da União Europeia.


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c/p de Economist

NÃO HÁ PALAVRAS


Não há palavras que possam comentar este imenso horror.

Wednesday, September 02, 2015

PALPITE SEM VALOR ACRESCENTADO

*Portanto, isento de imposto.
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A um mês das eleições legislativas a generalidade das sondagens aponta, por um lado, para
i) - a não resultante de uma maioria absoluta; ii) - uma vantagem do PS sobre a coligação PSD/CDS que cai dentro da margem de erro.

A pouco mais de cento e vinte dias das eleições presidenciais perfilam-se com probabilidade de passar a uma segunda volta quatro candidatos: dois à esquerda e dois à direita. A vitória à primeira volta só será provável se um dos candidatos de qualquer dos lados desistir a favor do outro, situação não vislumbrável por agora. 

Os poderes do actual PR encontram-se ainda mais reduzidos no período em que terá de nomear o próximo primeiro-ministro. Ninguém ignora que lhe repugna nomear um governo sem apoio maioritário na AR, mas ele também sabe que não pode deixar de o fazer se as forças partidárias determinantes não se coligarem no sentido por ele pretendido. O mais provável, portanto, é que o novo PR seja a curto prazo confrontado com uma crise política que só pode ser desbloqueada com i) novas eleições, com custos enormes, nomeadamente da dívida pública; ii) por recuperação da hipótese de bloco central recusada três meses antes.

Quem podem ser os protagonistas dessa aliança antes recusada? O sr. Rui Rio e o sr. António Costa. 
É público que se dão bem.
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Correl. - (03/09)
"Mais do que sondagens - em que Marcelo Rebelo de Sousa é o favorito -, o DN apurou que o que irá pesar na decisão do ex-presidente da Câmara Municipal do Porto é o apoio do partido. Se a coligação vencer as eleições, Rui Rio acredita que terá o apoio do PSD e, portanto, avançará para a Presidência da República. Se António Costa vencer, Passos perde força e Rio já não avançará. Não está para assumir batalhas quixotescas. E aí, via aberta para Marcelo.". vd. aqui.

Se assim for, o sr. A Costa terá de se governar com o sr. M. Sousa.

Tuesday, September 01, 2015

AROUCA E TONDELA EM OFFSIDE

O Financial Times publica hoje, aqui, um artigo - League cries foul at US Soccer Federation’s new rules - muito ilustrativo da forma como nos EUA o futebol, enquanto negócio como qualquer outro, está subordinado às leis que regem as actividades económicas em geral.

A popularidade do futebol, que os norte-americanos chamam "soccer", (vd. uma explicação da origem da palavra, p.e., aqui) tem vindo a aumentar significativamente nos EUA, ocupando agora a quinta posição nas preferências do público. Segundo a Fifa, há nos EUA 24 milhões de praticantes (aprox. 8% da população),  um número apenas ultrapassado pela China*. 
Não sendo o "futebol americano" nem o "baseball" desportos razoavelmente adequados às condições físicas femininas, o "soccer" faz parte, com a natação e o lacrosse, do trio das preferências das jovens norte-americanas**. 
.

O objecto essencial do artigo do FT não é, contudo, a divulgação da crescente popularidade do futebol neste outro lado do Atlântico mas a reportagem de uma confrontação jurídica movida pela North American Soccer League contra a MLS - Major League Soccer - alegando que as recentes alterações violam as leis antitrust por impedirem a inclusão na primeira liga das associações de equipas integradas em campeonatos regionais,
- com menos de 16 equipas (12, anteriormente)
- com menos de 75%  de equipas com sedes em cidades com menos de dois milhões de habitantes (antes, 1 milhão). 
- com estádios com menos de15 mil lugares sentados. 

Uma lei de exlusão destas, em Portugal, incendiava o país.
Um dia, só não sabemos quando, impor-se-á naturalmente.
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*A título comparativo, refira-se que em Portugal, vd. aqui, houve 162705 jogadores inscritos na FPF na época passada, cerca de 1,6% da população portuguesa. Mesmo considerando que haverá muitos praticantes não federados, teremos de concluir que em Portugal predominam sobretudo os jogadores de bancada.
** Este fim-de-semana assistimos na Virgínia a parte de um torneio de "soccer" (o torneio decorreu durante um dia inteiro) entre equipas femininas de jovens com idades entre os 10 e os 12 anos. Num espaço suficientemente largo foram definidos 12 campos que, avalio eu, teriam metade da dimensão dos campos de futebol profissional, e que permitiam a ocorrência de 12 jogos em simultâneo.  
Não por acaso, os EUA venceram este ano o campeonato mundial de futebol feminino (soccer), detendo o maior número de títulos: 3. Cf. aqui.

Monday, August 31, 2015

O COMBATE DOS ALGARISMOS

Os "Destaques - Informação à Comunicação Social" do INE são, agora que a guerrilha partidária se excita com o aproximar das eleições legislativas, cada vez mais utilizados pelos blocos em confronto como armas de destruição lenta. Lenta, porque cada parte lê da forma que lhe convém, de modo que o cidadão comum acaba por ficar sempre confundido, salvo se for crente acredita piamente no que lhe dizem os seus pastores. 

Hoje sairam dois desses comunicados.
Um sobre o comportamento do desemprego, vd. aqui, que desceu para 12,1%, uma descida de 0,2 pontos percentuais. Quase nada, portanto, mas uma descida.
Outro, vd. aqui, sobre o crescimento de 1,5% do PIB no segundo trimestre deste ano, relativamente ao valor atingido no fim do período homólogo do ano anterior. Um crescimento que fica muito aquém daquilo que o país precisa para recuperar do tombo da crise, mas crescimento. 

Saiu, entretanto, vd. aqui, outro comunicado. Este, do PS. 
E sairão outros: 
do lado dos partidos do Governo para enfatizar as proezas em que poucos, há um ano atrás, acreditavam serem possíveis; 
dos lados das oposições para desvalorizarem os valores publicados quase em vésperas de eleições. 

O comunicado de Mário Centeno tem o mérito de esclarecer de forma sucinta aquilo que tem sido dito e repetido sobre a ilusão dos números estatísticos isolados. O desemprego desceu, mas também desceu emprego, e bastante. Houve crescimento económico, pois houve, mas decorreu sobretudo do aumento da procura interna, muito sustentada no aumento do crédito bancário ... para a  compra de automóveis. 
O que é verdade.

Mas também é verdade que a crise, que irrompeu em 2011, foi engordada durante anos pelo crescimento da procura interna - privada e pública - pela importação desmedida e irresponsabilizada de dívida externa. E que o Programa Eleitoral do PS, onde Mário Centeno tem contributo relevante, cf. Estudo Sobre o Impacto Financeiro do Programa Eleitoral do PS, recorre à dinamização da procura interna como mola mestra para animar o crescimento económico. 

Se houvesse mais honestidade intelectual e menos ânsia de poder pelo poder, poderiam concertar-se os rombos do barco com menos chinfrim.

Sunday, August 30, 2015

POIS DISSERAM

- Amanhã é o dia D para o Novo Banco. Mais um para os chineses.
- Hum! Não me parece. Aos chineses apareceram-lhes uns buracos lá em casa, e não se chegam a um valor que permita ao sr. Carlos Costa e ao Governo apresentar resultados aceitáveis neste momento. De modo que o mais certo é a coisa ficar adiada para depois das eleições.
- Mas eles afiançaram que até ao fim de Agosto o Banco Novo seria vendido...
- Pois disseram, mas se o fizessem agora, aceitando a  proposta dos chineses, teriam de reconhecer que as perdas seriam pesadas, e as oposições caiam-lhes em cima. Não por acaso, o sr. A. Costa, protestou há semanas atrás contra a recondução do sr. C. Costa. Se o valor dos prejuízos é tornado público nesta altura da festa, imagina o trunfo que cai nas mãos do PS.
- Mas as perdas, disseram eles, são suportadas pelos bancos, pelo Fundo de Resolução,...
- Pois disseram, mas os bancos não aguentam a bolada ...
- Se não aguentam agora, não aguentam depois. Aliás, eles já disseram isso.
- Pois disseram, e, neste caso, são eles que cumprem: não pagam!

Saturday, August 29, 2015

ALGUÉM ACREDITA?

"Alguém acredita que se os socialistas estivessem no poder haveria um primeiro-ministro sob investigação" ou que "o maior banqueiro estaria sob investigação?" - Paulo Rangel
Vd. aqui e aqui.

Numa primeira análise, a pergunta afigura-se duplamente insolente:

- para a Justiça, porque afirma (a pergunta induz a resposta) que os seus agentes subordinam os seus despachos, decisões e sentenças aos interesses do poder político, quando ele é exercido pelo PS, e só as forças partidárias do actual governo criaram condições para que a independência judiciária  fosse resturada e mantida no futuro;
- para o PS, porque é, implicitamente, acusado de suspeição de desrespeito pelo princípio da separação de poderes traduzido na  manipulação política das decisões judiciais.

E, no entanto, quem é que acredita que se os socialistas estivessem no poder haveria um primeiro-ministro sob investigação" ou que "o maior banqueiro estaria sob investigação?
O ex-primeiro ministro José Sócrates, pelo menos na parte que directamente lhe toca, não acredita, porque não cessa de, publicamente, se considerar preso por razões políticas.

Friday, August 28, 2015

FOI VOCÊ QUE PEDIU 2% DE INFLAÇÃO?

Os banqueiros centrais de meio mundo não sabem por onde ela se meteu.
É o que se depreende da notícia publicada hoje, aqui, no WSJ : Central Bankers Rethink Views on Inflation.

"Os banqueiros centrais já não estão seguros da forma como evolui a inflação. Não caiu tanto quanto era esperado durante a crise financeira, quando a economia vacilou e o desemprego subiu; não subiu tanto quanto eles previram quando a economia  recuperou e o desemprego baixou.  
O enigma é um grande desafio ao modo como os banqueiros centrais pensam que conhecem o mundo e a sua capacidade para realizarem o seu trabalho. Como podem eles saber quando devem subir ou descer as taxas de juro se o seu objectivo é provocar o aumento ou a descida dos preços?

Janet Yellen, Presidente da FED, tinha, não sei se continua a ter, a intenção de propor a subida a taxa de juro. Uns aplaudem, outros, entre os quais Krugman,  consideram que seria um erro enorme.  
De Draghi, não reza a notícia o que pensa.



Todos os anos, no mês de Agosto, os banqueiros centrais voam para Jackson Hole, um nome apropriado para um vale estreito entre montanhas a varar os céus, à procura de inspiração.

Thursday, August 27, 2015

QUANTO MAIS ME BATES

Anda meia América abismada com a progressão do "The Trump" para a sua nomeação como candidato republicano às eleições presidenciais de 8 Novembro de 2016, uma terça-feira. Do lado republicano, estão acabrunhados, ninguém avança decididamente para o travar, do lado democrático porque receiam que Hillary Clinton não seja capaz de enfrentar a bisarma que, como a hidra, parece multiplicar-se à medida que lhe caem em cima  acusações de fanatismo e brutalidade, e Joe Biden, o actual vice-presidente, está ser incentivado a avançar.
.
Para além de várias outras repelências, "The Trump" é um misógino gabadamente assumido. Num país onde 53% do eleitorado são mulheres, como se compreende esta aparente condescendência, de que resulta inequívoco implícito aplauso, relativamente a um fulano que obstinadamente as insulta?
.
Está muito generalizada a ideia de que a grande vantagem de Donald Trump é dizer, alto e bom som, o que os outros pensam mas calam. Se isto é verdade, ou mesmo meia verdade apenas, "God save America" porque os norte-americanos perderam o tino.

Wednesday, August 26, 2015

O TEU VOTO POR UM CARAMELO

É geralmente admitido que o eleitorado do PCP tem demonstrado ao longo das últimas quatro décadas  um grau de fidelização partidária que não tem paralelo no espectro político português. Uma adesão tão firme e perdurável só é visível em ambientes religiosos ou futebolísticos. É mais provável mudar de cônjuge que mudar de clube, dizem orgulhosamente convictos os indefectíveis clubistas e o mesmo dirão, presumo eu, os irredutíveis eleitores comunistas portugueses. 

Não obstante contar o PCP com uma tão arreigada vinculação ideológica, cf. aqui, a CDU prevê gastar 1,5 milhões de euros nesta campanha eleitoral, mais meio milhão euros do que o valor orçamentado para a  campanha de 2011, dos quais

. 550 mil euros em "custos administrativos e operacionais"
. 400 mil euros em "propaganda, comunicação impressa e digital"
. 300 mil euros em  "comícios, espectáculos e caravanas"
. 160 mil em "outdoors"

Por que se esforça tanto o PCP por convencer os seus convencidos? Uma razão é porque dispõe de recursos próprios superiores a qualquer outro partido, resultantes em grande parte da "Festa do Avante".
Outra,  decorrerá do facto de o grau de fidelização não ser tão elevado quanto se supõe e o PCP pretender segurar os seus e aliciar outros.

"A CDU teve um resultado de 7,8% nas eleições de 2011 e a média das sondagens até ao momento atribui 9,6% dos votos aos comunistas, o que pode justificar o aumento da despesa (uma vez que, quanto mais votos tiverem, mais dinheiro do Estado os partidos recebem)."

Resumidamente, trata-se de um negócio, por mais que o termo repugne aos comunistas para todas as estações.

Tuesday, August 25, 2015

QUEM NÃO TEM IDEIAS CAÇA COM CARAMELOS

 
A notícia é publicada aqui hoje, suportada, segundo se depreende da mesma, além do mais, pelos documentos entregues no Tribunal Constitucional.

. O PS prevê gastar 2,6 milhões de euros com a campanha eleitoral, dos quais
 
 456 mil euros em cartazes, estruturas e telas, cerca de 18% do orçamento.
 966 mil euros em "comícios, espectáculos e caravanas"
 535 mil euros em "propaganda, comunicação impressa e digital"
150 mil euros em canetas
cerca de 500 mil euros em outros não especificados na notícia

. A coligação PSD/CDS prevê 2,8 milhões de euros, dos quais

100 mil euros em cartazes
644 mil euros em"comícios, espectáculos e caravanas",
780 mil euros em "propaganda, comunicação impressa e digital"
370 mil euros em  "concepção da campanha, agências de comunicação e estudos de mercado"
220 mil em canetas, bandeiras e cachecóis.
cerca de 800 mil euros em outros não especificados na notícia 


 "Com doces e bolos se enganam os tolos", e chamam-lhe "custos da democracia".


VOLTA AO VERDE

As bolsas europeias voltam hoje ao verde, e o porta moedas português vai na onda.
Passou a ameaça? As ameaças são, como as modas, aquilo que passa. 
Na China, as bolsas continuam em queda.
Geralmente, as bolsa são solidárias. Quando cai uma caem (quase) todas. Agora, ou as da China invertem ou as do ocidente recaem.
---
Act. Depois de ter estado a recuperar durante o dia, o Dow Jones acaba por encerrar a perder 200 pontos. Cf. aqui.
Tudo no vermelho amanhã?

Correl. -Why worries about China make sense

NomeCotaçãoMínMáx
VarVar %VolumeData
Teixeira Duarte 0,4840 0,4680 0,4850 0,0060 1,26 66.637 12:55
Sonae SGPS 1,1190 1,0600 1,1260 0,0590 5,57 2.288.808 12:55
Semapa 12,9200 12,6500 13,0100 0,2650 2,09 57.408 12:50
REN 2,6800 2,6370 2,7120 0,0550 2,10 476.410 12:45
Portucel 3,1900 3,0860 3,2350 0,1300 4,25 395.406 12:54
PHAROL 0,2440 0,2410 0,2500 0,0040 1,67 6.117.953 12:55
NOS 7,3900 7,0170 7,4230 0,3100 4,38 221.017 12:54
Mota-Engil 2,1040 1,9350 2,1160 0,1370 6,96 589.777 12:57
Jerónimo Martins 12,1200 11,8450 12,1850 0,3950 3,37 1.004.872 12:56
Impresa 0,7180 0,6550 0,7390 0,0180 2,57 95.326 12:21
Galp Energia 9,0140 8,6610 9,0950 0,4030 4,68 696.020 12:55
EDP Renováveis 6,0600 5,8290 6,1000 0,2350 4,03 176.455 12:55
EDP 3,0720 3,0090 3,0800 0,0970 3,26 5.737.743 12:54
CTT 9,4450 8,9470 9,5800 0,5640 6,35 384.477 12:53
BCP 0,0599 0,0564 0,0602 0,0036 6,39 177.146.885 12:56
Banif 0,0054 0,0051 0,0054 0,0002 3,85 73.587.603 12:54
Banco BPI 0,9440 0,8950 0,9500 0,0490 5,47 1.651.696 12:53
Altri 3,3200 3,2000 3,3390 0,1210 3,78 508.145 12:56

Monday, August 24, 2015

POR CÁ TUDO NORMAL

- Como é que vão as coisas por aí?
- Tudo normal ... salvo a Bolsa.
- Amanhã recupera.
-  Achas ...?
- Acho que é mais uma manifestação do caos que governa o mundo.

(Why the Stock Market Is So Turbulent)

NomeCotaçãoMínMáx
VarVar %VolumeData
Altri 3,1990 3,1100 3,3800 -0,2610 -7,54 869.612 16:35
Banco BPI 0,8950 0,8730 0,9300 -0,0650 -6,77 3.507.060 16:35
Banif 0,0052 0,0051 0,0056 -0,0006 -10,34 138.297.106 16:35
BCP 0,0563 0,0541 0,0585 -0,0038 -6,32 522.577.629 16:39
CTT 8,8810 8,1200 9,0080 -0,3580 -3,87 750.799 16:35
EDP 2,9750 2,9510 3,1290 -0,1920 -6,06 8.059.031 16:35
EDP Renováveis 5,8250 5,7560 6,0510 -0,2930 -4,79 887.187 16:35
Galp Energia 8,6110 8,4840 9,1490 -0,7450 -7,96 1.858.367 16:36
Impresa 0,7000 0,6700 0,7100 -0,0370 -5,02 165.598 16:35
Jerónimo Martins 11,7250 11,3350 12,0000 -0,6850 -5,52 1.956.923 16:35
Mota-Engil 1,9670 1,9200 2,0200 -0,0910 -4,42 1.185.250 16:35
NOS 7,0800 6,8500 7,2830 -0,3500 -4,71 1.077.316 16:35
PHAROL 0,2400 0,2330 0,2560 -0,0230 -8,75 12.477.737 16:35
Portucel 3,0600 3,0070 3,1730 -0,2310 -7,02 856.018 16:35
REN 2,6250 2,6100 2,6800 -0,0960 -3,53 1.262.068 16:35
Semapa 12,6550 12,3850 12,9000 -0,4000 -3,06 131.131 16:35
Sonae SGPS 1,0600 1,0140 1,1130 -0,0820 -7,18 7.945.948 16:35
Teixeira Duarte 0,4780 0,4310 0,5080 -0,0200 -4,02 350.325 16:35




CONVERSA DE BANQUEIRO

O sr. Carlos Rodrigues, presidente e um dos principais accionistas do Banco BIG, afirma numa estrevista publicada aqui hoje no Público que

"as directivas produzidas nos últimos anos afastam os investidores e deixam pouco espaço para a inovação nos bancos, prejudicando o crescimento económico."

É plausível a crítica de partida do sr. C Rodrigues - a produção de leis está transformar bancos em agências bancárias - mas é inadmissível que ele omita as razões subjacentes ao caudal legislativo que condena sem adiantar outras soluções possíveis para a recuperação da confiança de investidores e depositantes.

É incontestável que da multiplicação das leis não resulta um estado de direito melhor e, em particular, não se evita que caiam as consequências altamente negativas das inovações dos banqueiros sobre os ombros dos contribuintes. Por cada lei parida há sempre uma muitidão de advogados a espreitar a forma de lhe torcer o pescoço. 

Mas o sr. Carlos Rodrigues não ignora a avalanche de escândalos financeiros desde a erupção da crise das sub prime nos EUA,  a dramática evidência das debilidades dos maiores bancos portugueses - se esta designação de pertença tem algum sentido -, os milhares de milhões de euros facturados aos portugueses em nome da recuperação da sustentabilidade  de um sistema abalado pela ganância, pela incompetência ou pelas actividades criminosas de alguns senhores banqueiros. 

O sr. Carlos Rodrigues podia, por exemplo, ter reconhecido que a desconfiança no sistema financeiro não decorre da super abundância de leis, que a esmagadora maioria desconhece, mas nos actos que provocaram os escândalos agora entregues à sonolência dos tribunais. Poderia ainda reconhecer que o sistema financeiro nunca será sustentadamente fiável, apesar da curta memória dos homens, enquanto subsistir a coexistência nas mesmas instituições do exercício de actividades, que melhor seriam reguladas pelas leis dos casinos, com as actividades de gestão de depósitos em aplicações de financiamento ao investimento directo. E que só estas últimas deveriam poder merecer, em derradeira e insubstituível instância, o apoio dos contribuintes.