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Thursday, April 28, 2022

O TERRORISTA GLOBAL

Povos da Europa e dos Estados Unidos da América:

Afastem-se todos, braços no ar, ponham-se de cócoras!

Na quarta-feira, em São Petersburgo, o Presidente russo, Vladimir Putin, ameaçou responder com ataques “relâmpago” caso haja ingerência estrangeira na Ucrânia, falando do novo míssil hipersónico de que dispõe e que tem capacidade para atingir a Europa Ocidental e até os EUA. “Usá-lo-emos se for necessário. E quero que todos o saibam”, disse. - aqui


 

Act. às 21:44

Guterres foi brindado com explosões na sua jornada em Kiev

O secretário-geral da ONU estava com Zelenskii quando dois mísseis disparados da Crimeia superaram as defesas antiaéreas da capital e feriram pelo menos dez pessoas. Chocado, Guterres pediu que Kiev seja “poupada”. - aqui

Tuesday, August 31, 2021

Wednesday, June 28, 2017

BRINQUEDOS PERIGOSOS

Daqui a uns anos, ter um drone é como usar um telemóvel , afirma o dono de uma loja de modelismo, a propósito das notícias que nos dão conta que, só neste mês de Junho, já foram contadas sete aproximações de drones a aviões no espaço aéreo português.



É de lei: quem interferir propositadamente com a segurança de um transporte aéreo pode ser condenado a dez anos de cadeia. A pena desce para cinco se for caso de negligência. Problema: ninguém é apanhado. - aqui. 

Segundo ouvi ontem na rádio a um professor do Técnico, especialista na matéria, a intercepção de drones não é fácil. Podem os drones estar programados para não ultrapassarem determinados limites no espaço mas essa programação é alterável por quem sabe do assunto. Já há drones especializados em interceptar  e derrubar drones mas a eficácia é reduzida considerando a dimensão do espaço. Há, em alguns países, experiências de intercepções feitas com aves de rapina treinadas para o efeito. 

Estaremos irremediavelmente perante a ameaça, que pode determinar a queda de aeronaves que transportam dezenas ou centenas de pessoas, perpetrada  por indivíduos irresponsáveis que as sociedades não conseguem anular? Perante a ameaça de um brinquedo, que pode ser também uma arma altamente mortífera, ao fácil alcance do terrorismo, não há defesa possível? 

Não pode ser verdade.
Há três anos, Jeff Besos, o patrão da Amazon andava a experimentar a ideia de um sistema de distribuição via drone que substituísse a entrega via rodoviária mas a autoridade norte-americana que superintende na utilização do espaço aéreo não parecia disponível a dar-lhe luz verde para avançar. cf. aqui
Notícias recentes - vd. aqui - dão conta que o projecto está ser experimentado fora dos EUA. Mas estes drones voam baixo.
E cá, não é possível restringir o uso de drones mediante imposição legal do seu registo à semelhança do que acontece com as armas de caça? E aplicar aos vendedores e utilizadores surpreendidos em situações de transgressão penas pecuniárias e de prisão suficientemente desmotivadoras, porquê?

A ciência e a tecnologia não recuam.
Não é possível, nem desejável se fosse possível, matar os drones.
Mas é imperioso evitar que os drones coloquem em risco a aviação civil. Sem ter que esperar que um avião  seja derrubado por um deles e sejam realizados inquéritos e audições parlamentares que já não servem para nada. Se o uso e porte de arma, de uma caçadeira, p.e., (não sou caçador) obriga ao cumprimento de determinadas formalidades legais e está sujeito a penalização adequada porque razão não se aplica o mesmo critério aos drones enquanto não se descobrem outros meios tecnicamente mais eficazes?  

Sunday, June 04, 2017

OS TERRORISTAS E OS FARSANTES

"May say´s "enough is enough after London Bridge terror attack"

Transportavam-se numa "van" e atiraram o veículo contra os que passavam nas proximidades do acesso à London Bridge. O meio utilizado pelos fanáticos islâmicos, alucinados por promessas pregadas em locais públicos ou transmitidas nas (mal) designadas redes sociais voltou a repetir-se, Desta vez os criminosos, três, depois de atravessarem a ponte, saíram do veículo e esfaquearam quem encontraram pela frente. Sete mortos e quarenta e oito feridos é o resultado diabólico deste terceiro massacre perpetrado nos últimos três meses em Londres. 

"É uma farsa, o terrorismo é uma farsa", ouvi há dias clamar a quem ficou aliciado por certa extrema -esquerda enquanto jovem, e lá permanece, contrariamente a outros que saíram há muitos anos já pela direita baixa. 
- Uma farsa?!! Tu chamas "uma farsa" à chacina de que temos agora quase todos os dias notícias, e que parece imparável porque é perpetrada por mentes alucinadas em nome de Deus? Pode acontecer em qualquer local, pode um dia destes acontecer ali em baixo, no Chiado?
- Chamo, chamo, este terrorismo é uma farsa promovida pelo capitalismo monopolista, acredita. 

Desisti de argumentar.
Hoje, a ler esta reportagem do Financial Times, que refere o aproveitamento de Trump, a propósito deste atentado, para fechar as fronteiras dos EUA a vários países islâmicos, mas não à Arábia Saudita, que é sustentáculo financeiro dos terroristas sunitas, com quem há dias Trump selou a venda de cem mil milhões de dólares de armas, tropeço outra vez nesta dúvida silogística: Se Trump vende armas aos sauditas que, por sua vez, apoiam os terroristas, e Trump quer encerrar fronteiras a vários países islâmicos mas não aos sauditas, o que é Trump senão um farsante?
E todos quantos produzem ou traficam armas, e depois choram lágrimas de crocodilo, o que são, se não farsantes?
E os islâmicos que dizem pregar pela paz mas que, por medo ou outra razão qualquer, não condenam abertamente nos locais de culto estas barbaridades cometidas em nome do mesmo Deus que eles também veneram?

Argumentar-se-à que estes fanáticos alucinados não usam armas made in USA ou made in outro-país- qualquer, porque as fazem em casa ou usam carros ou camiões contra quem passa ou se concentra em ruas ou praças, mas o argumento esquece que a inspiração destes islâmicos fanáticos está nos sucessos que obtiveram em largos espaços do Médio Oriente onde o islamismo é quase o único credo consentido.

Não, definitivamente, o terrorismo não é uma farsa, mas que envolve grandessíssimos farsantes que orbitam à volta de interesses monopolistas é uma realidade comprovada. 

Thursday, June 01, 2017

PORTUGAL, UM PAÍS PACÍFICO

No Global Peace Index 2017, do Institute for Economics and Peace, um Think tank  com sede em Sydney, Austrália,  que acaba de ser divulgado, Portugal é o terceiro país mais pacífico num ranking que abrange 163 países, onde a Síria ocupa a última posição, a Rússia o 151º. , a China o 116º e os EUA o 114º.




Insha´Allah não se lembrem os terroristas de nos estragar o feito. 
Quase diariamente chegam notícias de ataques que dizimam inocentes. Há dias em Manchester, ontem em Cabul, hoje em Manila, os carniceiros aparecem nos mais diversos cantos do mundo.
E ninguém sabe como parar ou conter sequer a progressão das atrocidades. 
Aqueles que poderiam dissuadir os loucos persuadidos de um além de virgens, não o fazem, por medo ou mal dissimulada conivência. São estes que as sociedades ameaçadas devem denunciar e legalmente obrigar a evidenciar de forma inequívoca de que lado, afinal, se encontram.

Friday, August 26, 2016

E SE O BURQUÍNI FOR BEM JUSTO E DE COR DE PELE?

A. Cristóvão,


Quando li a notícia pela primeira vez, reagi pensando que os franceses estavam a comprar uma guerra absurda. E considerei até que se tratava de um ardil achado para contornar a falta de liberdade imposta pelos islâmicos às suas mulheres. Neste sentido, o burquíni seria uma manifestação de emancipação, um sintoma de fuga à subjugação a que estão submetidas as mulheres no Islão.

Mas mudei de opinião porque percebi, por empatia, que a revolta dos franceses, aterrorizados pelos fanáticos que pretendem impor ao ocidente valores que nos repugnam, não é contra o burquíni mas contra o símbolo que eles vêem exibido no seu meio.

São livres as mulheres islâmicas de vestir o que bem entendem?
Todos sabemos que não são, ainda que, provavelmente, a grande maioria delas afirmem o contrário. Temos nós, os ocidentais, o direito de lhes impor os nossos valores?
Temos, pelo menos, o direito de no nosso solo impedir que outros nos imponham os seus com actos de terror.

O burquíni é um débil exemplo de subordinação feminina? É. E, pode até, como disse no princípio, ser entendido como sintoma de emancipação.
Se não estivesse o mundo ocidental ameaçado pelos actos tresloucados de gente que bebe em interpretações corânicas  o elixir de uma vida abençoada num céu de virgens.

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Correl . -‘Burkini’ Inventor Says Sales Have Skyrocketed on Heels of Controversy -  aqui
- Justiça francesa suspende proibição do burquíni
- Sarkozy promete proibir burquíni em França se for novamente eleito presidente em 2017



Thursday, August 25, 2016

MODA E BURQUÍNl

"Por momentos, façam de conta que os pretos são tratados por uma religião tal como as mulheres são tratadas pelas correntes radicais islâmicas.
Ou seja, não se aperta a mão aos pretos, não se os olha nos olhos, não podem ir sozinhos falar com os seus professores brancos, alguns não podem ir à rua sozinhos e, claro, devem andar de corpo coberto como sinal de modéstia e submissão.
Também iam a correr comprar burkinis pelo direito dos pretos a vestir o que lhes apetecesse?

"Gostaria de saber se a nossa sociedade aceitava que os negros fossem tratados como as mulheres são neste caso." - aqui


Não aceitava, claro.
E antes da não aceitação foi a Lei que proibiu esses e outros comportamentos distintivos, i.e., racistas.

Dito isto, temos que reconhecer que o burquíni só gerou tão grande sururu porque a sociedade francesa está traumatizada pelos ataques cobardes de fanáticos islâmicos e vê no burquíni uma forma de afirmação de presença que eles, naturalmente, percepcionam afrontosa.

Porque o burquíni, enquanto vestimenta, não se distingue flagrantemente do equipamento dos surfistas. O burquíni é, do ponto de vista de quem foi ferido e continua a ameaçado, uma forma ardilosa dos islâmicos pretenderem impor os seus valores civilizacionais (do ponto de vista deles) nos países que os acolhem, e onde muitos nasceram, e onde alguns deles se dedicam ao combate civilizacional.

Assim, sendo, a arma da Lei é a única, neste caso, que pode conter o avanço da barbárie.









Correl . -
- Burquíni é moda
- Manuel Valls apoia proibição do burquíni em França

Thursday, March 24, 2016

HIPOCRISIA INTERNACIONAL

A União Europeia decide hoje resposta a ataques terroristas, lê-se aqui, mas é certamente um exagero editorial. Ninguém, minimamente conhecedor dos meandros políticos em que se enleiam os burocratas comunitários em Bruxelas, pode acreditar que hoje, já hoje, eles sejam capazes de mobilizar os meios conjuntos necessários ao ataque aos ataques terroristas que estoiram mesmo ao seu lado. A União Europeia subsiste demasiado desunida para responder a este e a todos os desafios que exigem dos europeus um sentido de cidadania europeia. Um sentido que não existe, nunca existiu, e parece que se esvai até a intenção de que venha a existir de cada vez que esse sentido é posto à prova. 

"I don´t love Brussels, I love Britain", afirmou há poucos dias David Cameron.
Como, muito pertinentemente, se registava aqui, a afirmação de Cameron, aliás proferida num contexto de mobilização para a permanência do Reino Unido na União Europeia, só é chocante quando ouvida a quente; friamente, a subsistência dos nacionalismos no seio da União tem constituído, e tudo leva a crer que continuará a constituir, o grande obstáculo a uma união política que lhe justifique o nome. 
Quem é que "ama Bruxelas?". Ninguém. 

O terrorismo, e muito particularmente o terrorismo suicida mobilizado por interpretações sectárias do Corão, sendo inevitável pode ser minimizado. Propostas de combate ao flagelo não faltam, mas, como na história dos ratos que decidiram colocar o guizo no pescoço do gato*, falta aos líderes da UE capacidade para mobilizar os europeus no sentido de transformar uma união nominal numa união efectiva. 

E falta ainda aos líderes do mundo ocidental, aquele em que prevalecem valores culturais, para nós inalienáveis, combater os que, material e ideologicamente, suportam o terror espalhado pelos bombistas suicidas com o objectivo declarado de destruir esses valores. 
Se os fanáticos islâmicos detêm um poder militar tão flagrante, quem é que lhes fornece as armas e lhes municia as mentes e os estômagos? 
A Arábia Saudita, por exemplo, nem sequer é suspeita porque é um patrocinador confesso das interpretações corânicas que recompensam os suicidas bombistas no além realidade. Quem e quando vai alguém ser capaz de lhe colocar o guizo?  Quando é que a hipocrisia internacional deixa de derramar lágrimas de crocodilo em Bruxelas, Paris, Istambul, Madrid, Londres, Nova Iorque, além de outros locais onde morreram, e irão morrer, inocentes por nenhuma causa?

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Correl. -

Por que foi a Bélgica atacada por terroristas
A União Europeia decide hoje resposta a ataques terroristas.
Os atentados questionam a capacidade dos serviços de segurança belgas
Juncker culpa a passividade dos governos perante o terrorismo
Os ataques bombistas mostram como a Bélgica se transformou numa incubadora de terror - As forças de segurança não aproveitaram oportunidades de abortar atentados do ISIS
Os terroristas atravessam as fronteiras na Europa mas as informações dos serviços de segurança não
O Presidente Obama repreende a Arábia Saudita
Fanatismo do Daesh é apoiado pela Arábia Saudita

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* Os ratos reunidos em conselho

Tuesday, February 02, 2016

HIPÓCRITAS 2

Noticia o Financial Times de hoje que, cf. aqui,  em sequência dos ataques terroristas em Paris,  a Comissão Europeia vai investigar em que medida o elevado número de notas de 500 euros em circulação estará a facilitar o financiamento de actividades terroristas.

Sobre este assunto anotei aqui em Junho de 2007:

" ...
Sabe-se que apenas uma pequena parte do tráfico de droga, a nível mundial, é interceptado pela polícia; sabe-se que o negócio da droga tem uma dimensão, valorizada em termos monetários, equivalente ao da energia, segundo o relatório do PNUD de 1999; sabe-se que essa dimensão sustenta uma parte importante de actividades económicas regulares, a construção civil, por exemplo; sabe-se que para facilitação da conexão entre o dinheiro da droga e as actividades legalmente admitidas, as entidades emissoras de moeda não esqueceram a competitividade dos meios de pagamento (notas de 100 dólares às quais o BCE respondeu com notas de 500 euros); sabe-se que esse dinheiro anda por aí em toda a parte; sabe-se que parte (que parte, ninguém sabe) desse dinheiro justifica a possibilidade de muita gente viver bem acima das suas possibilidades aparentes, exemplificando o adágio popular: "quem cabritos vende e cabras não tem de algum lado lhe vem ..."

E em Julho de 2008, aqui,

"...

Um dos aspectos que caracteriza a contradição entre o discurso oficial e a prática das nações no combate ao comércio criminoso é o da emissão de papel moeda de elevado valor facial: notas de cem dólares e de quinhentos euros, para citar apenas as mais usadas. Há muito tempo já, abordei este aspecto hipócrita que consiste em emitir moeda cuja finalidade só pode ser a de facilitar o comércio subterrâneo, aquele em que os contratantes não querem deixar rasto.

Se houvesse, mas realmente não há, uma intenção clara de dificultar este comércio, tanta a Fed como o BCE teriam há muito tempo mandado recolher estas notas e permitido apenas a circulação das de pequeno valor. Numa época em que o próprio cheque entrou em desuso, só por razões inconfessáveis as autoridades monetárias mantêm a forma suspeita daquele meio de pagamento..."

É muito surpreendente que só agora a Comissão Europeia repare no que é muito visível para quem não ande propositadamente a desviar o olhar das evidências. 
São cegos?
São hipócritas. 

500 euro

São assim as notas de 500. 
Para conhecimento de quem, como eu, nunca viu uma. 

Friday, January 01, 2016

A DEMOCRACIA NORTE-AMERICANA ALVO DE UM ATAQUE DE INSULTOS

O Financial Times publicava anteontem as previsões - vd. aqui -  de alguns dos seus mais destacados colunistas para a evolução de alguns dos temas que irão marcar 2016.

À pergunta, será Hillary Clinton a vencedora das eleições presidenciais?, responde Edward Luce que sim, o próximo presidente dos EUA será Hillary Clinton. 
Mas a previsão de Edward Luce sustenta-se noutra: a de que será Ted Cruz e não Donald Trump o candidato republicano nomeado para defrontar Hillary Clinton. Será?

Trump, um misógino assumido, conta com muito ululante aplauso feminino, xenófobo impante, alicia multidões que se sentem ameaçadas, e, prepotentemente, utiliza o direito democrático de opinião para insultar os outros candidatos, e com particular virulência, Hillary Clinton. Se a demagogia grosseira crescentemente municiada de insultos continuar a mobilizar aplausos e estes se converterem em votos, Ted Cruz pode obter a nomeação do partido mas essa nomeação não travará a candidatura de Truman como independente, e os resultados em Novembro serão imprevisíveis.

O terrorismo islâmico, que ele promete erradicar do solo norte-americano, favorece-o.



Sunday, November 15, 2015

EM NOME DE QUÊ?



Em nome de Alá.

"Les assaillants de la salle de spectacle Le Bataclan à Paris "ont tiré en plein dans la foule en criant "Allah Akbar" ("Dieu est le plus grand"), a rapporté un témoin de la scène interrogé sur France Info".- aqui

Deus é o maior!, a resposta dos que mataram antes de se matarem.


Thursday, September 03, 2015

SÓ QUEREMOS QUE PAREM A GUERRA

"Nós não queremos vir para a Europa. Só queremos que parem a guerra na Síria". 
Kinan Masalmeh, 13 anos, refugiado sírio

“We have taken a number of genuine asylum seekers from Syrian refugee camps and we keep that under review, but we think the most important thing is to try to bring peace and stability to that part of the world.
“I don’t think there is an answer that can be achieved simply by taking more and more refugees.”
David Cameron

“Despite all evidence towards our homeland’s vulnerability to foreign fighters, the administration still plans to resettle Syrian refugees into the United States,” “America has a proud tradition of welcoming refugees from around the world, but in this special situation the Obama administration’s Syrian refugee plan is very dangerous.”
McCaul,R-Texas

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Como se acaba uma guerra?
Kinan não sabe, Cameron, se sabe ainda não disse.
Enquanto não acaba, a guerra na Médio Oriente é agora a maior ameaça ao equilíbrio instável da União Europeia.


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c/p de Economist

Sunday, August 23, 2015

RÉSISTANCE FRANÇAISE



Na sexta-feira, Ayoub El Kahzzani entrou num comboio que fazia o trajeto Amesterdão (Holanda) - Paris armado com uma espingarda automática Kalashnikov com nove carregadores de munições, uma pistola e uma faca ( ) pouco depois das 18:00 o homem entrou numa casa de banho e começou a carregar a arma, mas dois militares norte-americanos que seguiam como passageiros no comboio - Spencer Stone e Alex Skarlatos, respetivamente da Força Aérea e da Guarda Nacional - reconheceram o som da arma a ser carregada e esperaram o homem à saída do cubículo. Os dois militares conseguiram neutralizar o jovem, mas este ainda conseguiu disparar a arma. Um dos militares norte-americanos ficou ferido, tal como um outro passageiro.

...


O ator francês Jean-Hugues Anglade, um dos passageiros, acusou os funcionários da companhia férrea de, durante o ataque, fecharem-se na carruagem principal (que opera o comboio) e recusarem-se de abrir a porta, apesar dos pedidos de ajuda dos passageiros."

 - vd. aqui.

Sunday, January 18, 2015

NÃO HÁ MAS NEM MEIO MAS

Os media continuam a esgrimir razões à volta dos atentados de Paris há onze dias atrás. Uns, condenando em absoluto aqueles ataques terroristas, outros, condenando as ousadias excessivas dos caricaturistas do "Charlie" e a liberdade de imprensa que tolera a blasfémia, e outros ainda, provavelmente a maioria, mas uma maioria muito heterogénea, que condena o morticínio, mas logo acrescenta um mas a dar entrada às mais diversas atenuantes: Entre outras,  o respeito devido às convicções religiosas, o apogeu da cultura islâmica entre os séc. IX e XII, as atrocidades cometidas pelos cristãos durante séculos, com particular destaque para as cruzadas e, mais tarde, as abomináveis práticas da Inquisição, as infindáveis ignomínias praticadas em qualquer momento em toda a parte do mundo. 

Esquecem aqueles salomónicos, que cortam a sua verticalidade com uns mas bastante rombos, que a projecção global e a exaltação que o atentado ao "Charlie" motivou se deve ao facto de os tiros terem sido disparados contra a liberdade de espressão, um valor moral que no mundo ocidental ou ocidentalizado é nuclear da sua  cultura e que o mundo islâmico não despreza porque pretende destrui-lo. 

Alguém, de boa fé e minimamente informado, pode acreditar que os ataques terroristas cessariam com a abdicação da liberdade de imprensa às convicções religiosas islâmicas, ou de alguns grupos islâmicos que atacam o mundo ocidental por obediência à Sharia ou às suas interpretações e reinterpretações? 

É muito óbvio que não. As caricaturas do "Charlie" foram apenas um de um infindável número de pretextos invocados pelos fanáticos para matar.
E a cedência às exigências de silêncio no debate sobre o Islão seria o princípio da renúncia do valor primordial das democracias ocidentais.

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Correl. - "Meet the honor brigade, an organized campaign to silence debate on Islam" - Washington Post/Outlook - 18/1
 

Tuesday, August 26, 2014

OS GOULÕES

O meu amigo H. remete-me com alguma frequência artigos de jornalistas, cronistas ou artífices de obras afins, exclusivamente apologistas do combate aos israelitas, venham os combatentes de onde vierem. Suponho que o H. esteja convencido que eu seja tão dedicado aos judeus como ele ao Benfica, desconfiando sempre que, apesar da ausência de evidências, eu escondo uma secreta paixão pelo Sporting. Normalmente, são psicólogos sociais que o dizem, a condição humana opta desde muito cedo por posições políticas, desportivas ou religiosas, geralmente estáveis ao longo da vida, sendo anormais, no sentido que exorbitam da regra geral, e suspeitos, os que vieram ao mundo desprogramados dessas paixões serôdias. Não apenas por laracha, se vangloriam aqueles adeptos, seja do que for, de admitirem mudar de mulher (ou de homem) mas de clube, nunca! E as estatísticas dão-lhes largamente razão onde o divórcio não for condenado pelos credos religiosos.

Hoje o H. enviou-me por e-mail este testemunho de acusação do expansionismo israelita perpretada através de sucessivas limpezas étnicas, agora continuadas nos ataques terroristas a Gaza. Este e outros textos com conclusões idênticas nunca admitem a mínima razão do lado de Israel. Mais: por detrás de Israel pairam sempre os interesses abomináveis dos norte-americanos e, frequentemente, a  traição egípcia. Admitamos que são pertinentes todos os argumentos e consistentes todas as conclusões destes acusadores de Israel. 

Mas como explicam estes pretensos defensores da causa árabe (qual delas?) as atrocidades cometidas pelos islâmicos entre si, pela guerra sem tréguas entre sunistas e xiitas, que apenas concordam (os que concordam, mas é desses que trata o artigo de J. Goulão) na eliminação de Israel? Como explicam o vandalismo cada vez mais feroz dos talibãs, da Al Qaeda e do Exército Islâmico que destrói barbaramente memórias da cultura histórica dos seus povos?

Os palestinianos têm, sem dúvida, direito a uma pátria. Mas tem esse direito, necessariamente, que concretizar-se sobre a dizimação ou expulsão de mais de oito milhões de pessoas de um território onde a esmagadora maioria nasceu? Perguntem isso a qualquer fundamentalista islâmico, nascido árabe, persa, inglês, francês, ou português até, e ele aprontará imediatamente a arma para provar que sim. E os goulões, aqueles que, sentados nas bancadas, se excitam até ao auge mais com as derrotas dos  adversários que elegeram do que com as vitórias das hostes que adoptaram,  infinitamente menos perigosos mas igualmente embalados pelas opções marcadas à nascença, que resposta têm?

Presumo que não têm resposta.

Sunday, August 24, 2014

O IMPÉRIO DO MEDO

- Essas afirmações não devem ser feitas em público, aconselham-me num país que nasceu pela liberdade e se fez grande em liberdade. E fico atónito. Como pode o terror instalado por fanáticos condicionar aqui a liberdade de expressão que, no caso, mais não é que questionar-se acerca das razões que podem sustentar uma evidência estatística?
- Rui, o teu apontamento é perigoso, para não dizer incendiário! avisa-me, (com mais que evidente exagero, quem sou eu para ser capaz de incendiar?), do outro lado Atlântico, (vd. comentário à minha nota anterior), o Francisco, filósofo, meu amigo de longuíssima data.

Como poderia eu, amigos meus, que prezo a liberdade como o valor moral essencial à aquisição de todos os outros, colocar-me alguma vez ao lado dos que defendem o império do medo?


Friday, June 14, 2013

1984, EDIÇÃO REVISTA

Estavam indignados com o conhecimento da NSA norte-americana dos dados relativos às chamadas telefónicas considerando essa intromissão na vida privada um atentado aos mais elementares direitos de privacidade dos cidadãos. Disse-lhes, mas não os convenci, que o que estava em causa era uma hierarquia de direitos conflituantes: o direito à privacidade e o direito à segurança. E que só os norte-americanos podem decidir que parte da sua privacidade estão dispostos a sacrificar para garantir a sua segurança contra o terrorismo. E que o assunto é demasiado complexo para poder ser ajuizado de ânimo leve e ao sabor das sensibilidades políticas de cada um. Em última instância o que não está em causa é a capacidade de os cidadãos de um país livre decidirem, democraticamente, os caminhos por onde querem livremente ir.
 
E serão poucos os que rejeitarão algum trade-off entre dois direitos tão importantes e sensíveis quando conflituantes. 
 
A propósito, o Washington Post, reconhecidamente liberal no sentido norte-americano, dedica hoje a sua habitual coluna "Five myths about" à privacidade, da autoria de Daniel J. Solove professor de Direito na Universidade George Washington, especialista no assunto 
 
 
Resumidamente:
 
1 - A recolha de números de telefone e a duração das chamadas e outros dados globais não é assim tanto uma ameaça à privacidade.
Não é verdade. A recolha de milhões deste tipo de dados pessoais permite elaborar um perfil completo das conexões sociais e profissionais em todo o país. 
 
2 - A vigilância deve ser secreta para nos proteger.
O público deve conhecer as linhas gerais das actividades de vigilância de modo a poder avaliar se o governo está a utilizar o equilíbrio apropriado entre os direitos à privacidade e à segurança. 
 
3 - Só aqueles que têm, alguma coisa a esconder poderão estar preocupados acerca da sua privacidade.
Ainda que uma pessoa não tenha nada de ilegal a esconder, numa sociedade livre, esta pessoa não tem que justificar cada acção sua que possa ser considerada suspeita pelas autoridades incumbidas da vigilância.
 
4 - A segurança nacional exige maiores sacrifícios do direito à privacidade.
Muita gente preocupada com as implicações da vigilância na sua privacidade está disposta a ceder algum direito de privacidade desde que a vigilância esteja sujeita a controlos apropriados, limitações, e que haja supervisão e reporte institucionalizada.   
 
5 - Os americanos não estão muito preocupados com a intrusão do governo na sua privacidade.
Não temos que escolher entre preservação da privacidade e a prevenção do terrorismo. Temos de decidir que graus de vigilância e responsabilidade deverão haver quando o governo vigia os cidadãos.
 
 

Sunday, September 11, 2011

SE 9/11 NÃO TIVESSE ACONTECIDO

O mundo mudou em 11 de Setembro de 2001?
A mesma pergunta pode ser feita de outra forma: Se os ataques terroristas de 11 de Setembro de 2001 não tivessem ocorrido como seria o mundo, hoje?


Um parecer discutível? Sem dúvida. Num aspecto, pelo menos, concordo com o jornalista do WP: Os ataques de 11 de Setembro não provocaram nem alteraram significativamente as taras do sistema financeiro global.

Nem sequer a ocorrência da crise as alterou.
O beneficío ao infractor (no jargão eufemista - moral hazard) mantem-se intacto. O casino continua aberto, e com as mesmas regras, como se nada tivesse ainda acontecido. Nem o 11 de Setembro nem a crise, sem fim à vista.

Friday, September 09, 2011

A PROPÓSITO DOS 10 ANOS DO 11 DE SETEMBRO

Publicidade gratuita ao terrorismo, não, obrigado.

Discordo que o não silêncio seja, neste caso, comparável com o mediatismo dado a crimes de outra natureza, geralmente perpretados por loucos à solta. Porque não se trata de promover mediticamente um crime mas de relembrar que os terroristas continuam, difarçadamentem, na sombra, a montar as acções com que pretendem dominar o mundo e impor as suas leis obscurantistas.

Nada justifica, no entanto, por exemplo, a deslocação de uma equipa da RTP a Nova Iorque para realizar a transmissão em directo do "Antena Aberta" da  manhã de hoje a partir de lá. É simplesmente ridículo, e oneroso para os contribuintes portugueses,  que uns pândegos embarquem de armas e bagagens para os EUA para ouvirem e retransmitirem pelo telefone aqueles que, em Portugal, ligam para o programa de uma estação de rádio portuguesa pública.  

Mas concordo que o espectáculo mediático montado à volta de actos criminosos é geralmente nauseabundo, coloca os criminosos no centro do palco e põe muitos tarados a salivar. Nestes casos, condeno todo o aproveitamento mediático e considero os media promotores de crimes futuros.

No caso do terrorismo levado a cabo por fundamentalistas que se dizem inspirados pela ortodoxia corânica, a situação é muito diferente.

Se é certo que este terrorismo pretende provocar destruição e pavor, pelo que o efeito mediático serve um dos seus principais propósitos, também não é menos certo que, após as acções terroristas, os seus mentores se escondem e se remetem ao maior silêncio.

Trata-se de uma estratégia de adormecimento da presa para preparar novos ataques e atacar quando e onde menos se espera.

Daí que seja fundamental manter viva a recordação que eles existem e se mantêm activos, e capazes de mas mais ignóbeis surpresas.

Thursday, September 01, 2011

EM NOME DE ALÁ

No próximo dia 11  passam 10 anos sobre o triplo ataque da Al Qaeda  aos EUA,  dos quais o mais mediático e  mortífero foi a destruição das Twin Towers. Desde então, a luta contra o terrorismo, e muito principalmente ao terrorismo islâmico, passou a ser prioritária na estratégia de defesa dos EUA. Quantos atentados foram abortados, ninguém sabe para além do núcleo restrito que comanda as operações. A morte de Bin Laden, e,  muito recentemente, do seu número dois, são apenas alguns indicadores visíveis desse confronto que não permite tréguas.   

Internamente, a política norte americana de relacionamento com a comunidade islâmica, muito numerosa, sobretudo a partir da chegada de Obama à presidência, pretende integrar todos os residentes islâmicos, sejam cidadãos norte-americanos ou imigrantes, nessa luta. E, pelo que aqui  é descrito, essa estratégia tem sido vantajosa para todos.

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Acontece, contudo, que essa mútua confiança não impede que continuem a haver suspeitos de envolvimento na preparação de ataques ao país. E quando os suspeitos são chamados a averiguações ou pronunciados há excitação na comunidade que acusa os procuradores de intolerância religiosa e clama justiça.

É típico: O terrorista ou o criminoso de qualquer outra espécie, seja islâmico, católico ou de outra confissão qualquer, ou de nenhuma sequer, é frequentemente como um tipo pacato na sociedade em que se integra. Muitas vezes ninguém suspeita das actividades subterrâneas a que se entrega. Nem pai, nem mãe, nem os amigos mais íntimos. Se a polícia tem uma opinião diferente, os mais próximos estranham. Mas se os ânimos desses mais próximos estão caldeados de uma fé que não admite dúvidas, a reacção pode ser explosiva.

A fé nestes casos é geralmente má conselheira. Tem sido, aliás, ao longo do séculos, qualquer que seja o credo.   

Hoje foi dia de os mais pequenos se apresentarem na escola. A entrar vi uma mulher (ou seria um homem?, islâmica ou disfarce, não pode saber-se)   vestida de preto da cabeça aos pés, a cara coberta , só os olhos a mirar-nos como o sentinela através da frestas da guarita.
A mim, uma cara tapada incomoda-me.

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