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Tuesday, August 31, 2021

Monday, August 16, 2010

A GUERRA DO PETRÓLEO

Shrinking the Middle East

American foreign policy this fall will feature the Middle East: we will see a push for direct Israeli-Palestinian negotiations, pressure on Iran to give up its nuclear-weapons program and the hope that Iraq will remain stable as U.S. troops leave. Experience suggests that the chances of success for all three are poor. Over the years, the Middle East has proven inhospitable, if not downright hostile, to American initiatives. Recognizing this, the two previous administrations launched signature programs to transform the region into a friendlier place for American interests. Both failed. The Obama team should try a different approach, one that begins at home.

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Thursday, August 05, 2010

O QUE É QUE ACONTECE

se passarmos ao lado destas barbaridades?
Uma construção milenar,
a civilização ocidental,
desmoronar-se-á a pouco e pouco.
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The Taliban pounded on the door just before midnight, demanding that Aisha, 18, be punished for running away from her husband's house. Her in-laws treated her like a slave, Aisha pleaded. They beat her. If she hadn't run away, she would have died. Her judge, a local Taliban commander, was unmoved. Aisha's brother-in-law held her down while her husband pulled out a knife. First he sliced off her ears. Then he started on her nose.


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Thursday, June 24, 2010

AS GUERRAS DE OBAMA


Obama retira a McChrystal o comando das tropas norte-americanas no Afeganistão e chama Petraeus para o substituir.

McChrystal tinha-se permitido fazer considerações que denegriam os seus superiores civis. 
Obama chamou-o e despediu-o. É assim que funciona  democracia.

President Obama dismissed Gen. Stanley A. McChrystal on Wednesday after concluding that his military chief in Afghanistan had badly damaged the chain of command and could no longer work effectively with the civilian leadership at a crucial moment in the war.

By selecting Gen. David H. Petraeus to take charge of the war in Afghanistan, President Obama has minimized the turmoil of a leadership change and built at least a temporary buffer against growing concern that his strategy is not demonstrating enough progress against the Taliban.
But in turning to the nation's most prominent general, Obama has embraced a commander who may become a formidable advocate for slowing, or arresting outright, the pace of troop reductions next summer.
In the short term, choosing Petraeus to replace Gen. Stanley A. McChrystal avoids many of the problems associated with removing the commander of a war effort involving 120,000 U.S. and NATO troops, billions of dollars in reconstruction projects and sensitive diplomatic negotiations.
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U.S. identifies vast riches of minerals in Afghanistan
A bleak Ghazni Province seems to offer little, but a Pentagon study says it may have among the world’s largest deposits of lithium.

Monday, January 04, 2010

THE WORST IS YET TO COME

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ANTIAMERICANISMO

Não sou anti-americano, o que sou é contra Bush e a sua pandilha, ouvia-se ou lia-se frequentemente.
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Entretanto, Obama foi eleito, e, prematuramente, nobelizado. No discurso de agradecimento do prémio não fugiu à abordagem do visível conflito de consciência que a atribuição do Nobel da Paz impõe ao presidente da maior potência mundial envolvida em duas frentes de guerra. Completará um ano de mandato no próximo dia 20.
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Entretanto, tanto internamente como no exterior, a sua estrela empalideceu. Era esperável que isso acontecesse, tanto mais que as opções militares de que Obama é o primeiro responsável não são susceptíveis de modificações súbitas e extremas. Por outro lado, a gestão da crise financeira que nasceu nos EUA e alastrou a todo o mundo nunca teria solução eficaz sem efeitos colaterais. Tudo conjugado, ninguém, por mais pintado que fosse, poderia manter intocável a sua popularidade.
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Para alguns, contudo, o discurso mantem-se: Não sou anti-americano, o que sou é contra alguns norte-mericanos.
Também eu.
E a favor de todos quem?

Thursday, December 17, 2009

ORDEM E DESORDEM MUNDIAL

A global order swept away in the rapids of history
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Cast around for the figures who shaped the geopolitics of the opening decade of the 21st century and Osama bin Laden and George W. Bush spring to mind. Al Qaeda’s terrorist spectacular on September 11 2001 seemed to describe a new epochal challenge to a west grown complacent after the defeat of communism. The US president’s response defined first the reach, and then the limits, of American power.
Some might add Vladimir Putin to such a list. I am not so sure. Mr Putin has salved Russia’s wounded pride. He now plans to win back the presidency. Yet neither high oil prices nor bare-chested machismo have reversed the underlying trajectory of Russian decline.
Eight years after the destruction of New York’s twin towers, Afghanistan and Pakistan are still the cockpit of a conflict rooted in fractured states, violent extremism and a wider struggle against modernity. Mr Bin Laden has evaded capture; Barack Obama, Mr Bush’s successor, confronts in the war against the Taliban the most dangerous enemy of his presidency.
The risk of unconventional weapons falling into the hands of jihadists – think about Pakistan’s nuclear stockpile – amplifies western anxieties.
For all that, there have been bigger, more enduring, changes in the global landscape. Seen through the long lens of history, Mr Bin Laden and Mr Bush may turn out to be relatively minor players in an era of tumultuous upheaval. The big clashes of coming decades are more likely to be between states as ideologies. The prevailing tensions will be between co-operation and competition, rules and anarchy, order and disorder.
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Monday, November 16, 2009

A OUTRA CRISE

A crise económica e financeira distraiu as atenções do mundo das outras frentes de batalha que a administração Obama herdou. No Iraque e no Afeganistão persistem cada vez mais os desencontros da opinião pública norte-americana quanto à estratégia a seguir. Desencontros esses que decorrem, como geralmente sucede, da diferença de posições entre os líderes políticos e militares.
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As decisões que Obama tomar quanto à continuação ou à retirada das tropas norte-americanas terão implicações sobre o rumo do mundo que excederão de forma incalculável as sequelas da crise económica por mais intensas que elas sejam.
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No Iraque e no Afeganistão jogam-se as pedras decisivas de um xadrez infernal, onde um dos contendores manobra atrás da cortina para, a partir daí, manter uma situação de permanente acção terrorista. Obama só tem duas alternativas: Ou continua a guerra, reforçando os meios que os chefes militares reclamam, ou retira e aceita a mudança de jogo. No primeiro caso, a vitória implicaria um prolongamento da guerra que só seria suportável pela opinião pública norte-americana se no combate se envolvessem todos quantos serão perdedores se os EUA se retirarem; no segundo caso, à retirada norte-americana seguir-se-á o avanço imparável dos terroristas talibans e da al-Qaeda, e, uma a seguir a outra, cairão as pedras do dominó petrolífero.
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A guerra continuará, então, em fronteiras mais recuadas ou reacender-se-á nas posições anteriores por imposição da opinião pública norte-americana, que sem petróleo não vive. E muitos outros também não.
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"We have lost a lot of great guys; we have lost so much potential," Whitehurst said. "But this country now has that potential. And there are people in this country that are alive today because of the sacrifices made by those soldiers. I do think it was worth it. I can look back, and I think all of us can hold our heads very high."
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Obama's prolonged deliberation would be understandable if he were choosing between escalating or ending the war, as Bush was. Yet he narrowed his options many weeks ago -- and still has been unable to come to closure. Last Thursday the president was presented with various reinforcement options; rather than decide, he reportedly asked for another study about when and how fighting could be turned over to the Afghan army.
Another week or two of thinking won't hurt. But the impression that gets created is of a president who knows what course he must take -- one of expanding American involvement in a difficult and increasingly unpopular war -- but can't bring himself to embrace it. It's an image that risks undermining any commitment Obama eventually makes. In the end, it's not enough for a president to be seen as having thought through a decision to send more troops to war. Enemies, allies and the country also need to be convinced that he believes in it.

Sunday, August 23, 2009

DEMOCRACIA E DESENVOLVIMENTO HUMANO

SÁBADO, 22 de AGOSTO DE 2009
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A viagem da Secretária de Estado Hillary Clinton a África não foi bem sucedida. O que só pode visto como um revés na ultrapassagem de um dos difíceis obstáculos que a administração Obama se propôs enfrentar para concretização de algumas das políticas de referência da sua campanha para a presidência.
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Em Angola, que representa hoje um papel político fundamental na África austral, J E dos Santos respondeu a Clinton não saber ainda quando teriam lugar as eleições presidenciais no país. Um amigo meu, que se desloca a Angola com muita frequência, diz compreender a posição de J E dos Santos, porque, segundo ele, a democracia formal é um regime que funciona mal em países subdesenvolvidos.
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A opinião pública norte-americana não pensa, maioritariamente, assim. Nem a maior parte das suas elites. Pelo contrário, os norte-americanos vêm, geralmente, as ajudas a países governados por regimes totalitários a canalizarem-se para contas em off shore das classes dirigentes desses países. O que, lamentavelmente, é frequentemente verdade.
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Não sendo uma condição suficiente, a democracia parece ser uma condição necessária ao progresso social e económico sustentado quando se analisa a correlação entre democracia e
desenvolovimento humano. Ainda que tanto no passado como hoje haja exemplos de desenvolvimento que contrariam aquela correlação (China e Índia, na actualidade, por exemplo, mas a evolução económica e social da China ainda se encontra num patamar relativamente baixo).
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Se o continente africano continua à deriva e se mostra, na generalidade dos países, incapaz de absorver os benefícios da evolução da ciência e da técnica, é porque os seus recursos próprios são delapidados em benefício de minorias (internas e externas) e o auxílio humanitário estrangeiro não chega aos destinatários.
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O mesmo raciocínio se aplica a todos os países dominados por regimes ditatoriais, na maior parte dos casos em destruição contínua infligida por guerras sem fim. Pode a tentaviva de plantação de raízes de prática democrática nestas sociedades fazer crescer nelas a democracia e potenciar o seu desenvolvimento humano? A experiência já tentada em outras sociedades tem demonstrado que a árvore democrática pode agarrar-se em ambientes difíceis e crescer com o tempo. Em ditadura, geralmente, ao crescimento económico inicial segue-se o seu definhamento.
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A crónica de Vasco Valente publica no Público de ontem não foge à regra que o autor utiliza para continuar a passar recibo. Ver na tentativa de democratização, ainda que mitigada, de um povo sujeito à opressão de tiranos fanáticos, que prometeram destruir o Ocidente, uma superstição perigosa, só pode decorrer de uma visão vesga da sociedade afegã. Que alternativa poderia melhor isolar os talibãs e acantonar o terrorismo? Ninguém sabe. E o Valente Vasco também não.
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"Eleições no Afeganistão? Eleições num país sem espécie de experiência democrática, tribal, analfabeto e pobre? Num país que está em guerra e, pelo menos, parcialmente ocupado? Num país com um Governo corrupto que obedece ao estrangeiro? Num país que os taliban, em aliança ou em competição com os "senhores da guerra", intimidam, matam, exploram e em certas regiões governam? Num país que vive do ópio? Nenhuma superstição do Ocidente é tão estúpida e, em última análise, tão perigosa."

Friday, January 09, 2009

Tuesday, December 09, 2008

PLUMAS AVENÇADAS

"Infelizmente Barak Obama parece não perceber o problema, quando ameaça ir atrás de Bin Laden nas cavernas do Afeganistão. (...) O Ocidente vigia e pune. Não muda de estratégia. Não aprende. Algures, os terroristas vão experimentando e medindo a nossa resposta. E conseguem sempre surpreender-nos. A guerra continua." (Pluma Caprichosa - Expresso 06/12)
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Somos um país de treinadores de bancada e de estrategas de café.
Ouço-os e pasmo perante tanto à vontade e discernimento, e pergunto-me por onde andam os deuses distraídos que não nos abençoam com a eleição destas criaturas para os postos de comando onde se resolvem os problemas dos (seus) clubes, em particular, e do mundo, em geral. .
Ainda Obama não tomou posse e já se lêm coisas destas: "Infelizmente Barak Obama não percebe o problema..." . Um tapado, este Obama, é o que ele é. Fosse ele mais arguto e teria percebido há muito tempo que não é com vinagre que se apanham moscas nem com bombardeamentos às cavernas que se acaba com o Bin Laden e o terrorismo que leva a sua marca registada. Como é, então?
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A estratega não explicita detalhes da boa estratégia mas deixa indícios: "O Ocidente vigia e pune. Não aprende. Não muda de estratégia." A contrario sensu, pode deduzir-se que o Ocidente não deve punir, vigiar talvez. E, sendo caso disso, dizer como o funileiro para o parceiro:
Oh alcaidas, tenham lá cuidado, reparem que já nos mataram mais trezentos e feriram mais quinhentos!
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São uns pontos estes estrategas. É uma pena que não passem do café da esquina.

Monday, December 08, 2008

HETERODOXIA

Depois de ter praticamente concluido o team da nova administração norte-americana, onde é saliente a chamada de rivais, Barak Obama já definiu algumas prioridades e níveis de intervenção na recuperação económica dos EUA.
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E avisou: Aqueles Estados, republicanos ou democratas, que decidirem não adoptar as políticas propostas e, consequentemente os fundos disponíveis, libertarão esses meios para aqueles que aceitarem o programa de intervenção global.
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Ainda falta mais de um mês para a "inauguration" mas para quem herda uma situação excepcionalmente complicada continua a ser, pelo menos, esperançosa a determinação e a heterodoxia de Obama.
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Na ordem externa, as alterações serão mais lentas e menos radicais. Os EUA vão desafiar o mundo, e em particular a Europa, a participar na segurança global.
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A propósito das políticas propostas por Obama para fazer sair a economia norte-americana da crise, Paul Krugman publicou no seu blog, há duas semanas, dois artigos - The Keynesian moment e Was the Great Depression a monetary phenomenon? - que suportam a política expansionista de Obama e contrariam a ideia que a política monetarista possa, só po si, inverter a tendência depressiva que caracteriza o actual momento.

Monday, March 31, 2008

A BELA AFEGÃ


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Em 1984, Steve McCurry fotografou para a National Geographic num campo de refugiados afegãos no Paquistão o rosto de uma jovem de olhos verde-mar que foi capa da revista e se tornou um dos seus registos mais emblemáticos. Dezassete anos depois, o mesmo fotógrafo descobriu a rapariga afegã mas, deste vez, o seu rosto denunciava as tormentas do tempo por onde passara:
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"O tempo e as dificuldades esfumaram a sua juventude. A sua pele parece cabedal. As curvas do queixo desapareceram. Mas os seus olhos ainda ardem..." (National Geographic - Grandes Marcos do Último Século)
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Ao reparar na surpreendente fotografia de inocência e beleza desta outra jovem afegã, publicada no site do New York Times, é inevitável a recordação da rapariga dos olhos verde-mar.
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Flores espantosas que brotam espantadas de solos ruins, cada vez mais minados por guerras intermináveis.

Monday, August 13, 2007

E SE, DE REPENTE, ACABASSE A DROGA? - 3

Afeganistão: a guerra do ópio


As notícias que nos vão chegando do Afeganistão não dão para perceber bem o que lá se passa.Sabemos que se encontra instalada nesse País uma força multinacional, cumprindo um mandato das Nações Unidas e também da NATO para manter a paz e a ordem como forma de prevenção contra ataques terroristas, da qual faz parte um contingente militar português de cerca de duas centenas de membros.Também sabemos que a defesa da paz e da ordem neste caso significam a luta contra um inimigo estranho, os Taliban, com ligações conhecidas à Al Qaeda.Os Taliban dominaram aquele País desde o fim da ocupação soviética (1996) até 2001/2, tendo praticado uma política que não poucas vezes chocou o Ocidente por decisões que atentavam contra elementares valores civilizacionais - tais como a destruição de monumentos históricos e a execução pública de mulheres como forma de punição pela prática de adultério.Por isso (embora não apenas) a campanha militar no Afeganistão é vista no Ocidente como necessária, em contraste, por exemplo, com a que decorre no Iraque.No entanto, sabemos pouco do que se passa no Afeganistão, para além das notícias que de quando em vez – mais nos últimos meses, infelizmente – dão conta da morte de soldados da força internacional e de cidadãos afegãos apanhados em acções militares.Para melhor perceber o que se passa no Afeganistão, bem como a missão da força multinacional, recomendo aos “clientes” do 4R a leitura de uma magnífica reportagem publicada na revista New Yorker, da semana 9-16 de Julho, intitulada “The Taliban’s opium war”.Dessa reportagem se retira a noção da extrema dificuldade da missão da força multinacional para conseguir uma solução estável e duradoura para o País.A economia do Afeganistão depende muito da produção do ópio (base da produção da heroína), que representa mais de 50% do PIB do País.O regime dos Taliban tinha proibido a produção de ópio, impondo penas severas aos prevaricadores, não raro a pena de morte. Talvez essa tenha sido uma das razões da facilidade com que foram derrotados pela força anglo-americana em 2001/2002.Desde então a produção de ópio aumentou significativamente, existindo actualmente perto de 200.000 hectares dedicados ao cultivo da planta.O problema é que a força multinacional pretende também acabar com esta produção, para o que foi criada uma Afghan Eradication Force (AEF) que, juntamente com elementos americanos especializados tem vindo a destruir plantações como forma de dissuasão.Os Taliban, esquecendo as suas convicções religiosas, oferecem agora protecção aos produtores e negociantes da droga, em troca do pagamento de um imposto do ópio – o negócio é bom para ambas as partes.Acresce que muitos protegidos do regime de Cabul beneficiam da complacência do Governo/ força multinacional para manterem a produção de ópio, criando dificuldades à acção da AEF.Um puzzle estranho, que torna muito incerto o futuro do País e também o cumprimento dos objectivos da força multinacional. in Quarta República
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Caro Tavares Moreira, boa tarde!
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Antes de mais, agradeço-lhe a indicação do artigo do New Yorker, que já li, e é tão interessante quanto intrigante, como, aliás, o meu Amigo refere.
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O problema da droga, que felizmente nunca me bateu à porta, mas ninguém está livre de surpresas, é daqueles que, de vez em quando me ocorrem quando tento perceber algumas contradições da economia.
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Os relatórios da ONU vêm dando conta da dimensão e da evolução do negócio a nível mundial. Fiquei verdadeiramente surpreendido quando li, no relatório do PNUD 2000, que "O comércio ilegal de droga, em 1995, foi estimado em 400 mil milhões de dólares, cerca de 8% do comércio mundial, mais do que a parcela de ferro e aço ou de veículos motorizados e aproximadamente o mesmo que a dos têxteis (7,5%) e do gás e petróleo (8,6%).
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Desde então o negócio não deve ter perdido a sua importância relativa, ainda segundo os relatórios especializados da ONU.Um dia ocorreu-me começar a colocar aos meus amigos, se a ocasião se propiciava, a seguinte questão: Se te fosse dada uma varinha mágica que, de um momento para o outro, terminasse com o consumo de droga, o que farias?A pergunta, à primeira vista, é bizarra e nem sequer sei se é original. A mim nunca me tinha sido colocada.
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Os meus amigos, geralmente, acabam por concordar que talvez deixassem a vara mágica de lado até estudarem melhor o assunto.
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Este seu "post" só contribui, perdoe-me a imodéstia, para reforçar a pertinência daquilo que nas minhas palavras cruzadas tenho escrito sob a interrogação:E SE, DE REPENTE, ACABASSE A DROGA?
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Quanto à presença de tropas portuguesas no Afeganistão é matéria que suscita (deveria suscitar) algum debate político que, ao que parece, os principais partidos evitam.É matéria que se inclui num desafio que coloquei ao Pinho Cardão aí no "post" em baixo.


While destroying a field of opium poppies in Uruzgan Province, members of the Afghan Eradication Force came under fire in an ambush apparently orchestrated by the Taliban. Photograph by Aaron Huey.

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In the main square in Tirin Kot, the capital of Uruzgan Province, in central Afghanistan, a large billboard shows a human skeleton being hanged. The rope is not a normal gallows rope but the stem of an opium poppy. Aside from this jarring image, Tirin Kot is a bucolic-seeming place, a market town of flat-topped adobe houses and little shops on a low bluff on the eastern shore of the Tirinrud River, in a long valley bounded by open desert and jagged, treeless mountains.
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About ten thousand people live in the town. The men are bearded and wear traditional robes and tunics and cover their heads with turbans or sequinned skullcaps. There are virtually no women in sight, and when they do appear they wear all-concealing burkas. A few paved streets join at a traffic circle in the center of town, but within a few blocks they peter out to dirt tracks.
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Almost everything around Tirin Kot is some shade of brown. The river is a khaki-colored wash of silt and snowmelt that flows out of the mountain range to the north, past mud-walled family compounds. On either side of the river, however, running down the valley, there is a narrow strip of wheat fields and poppy fields, and for several weeks in the spring the poppies bloom: lovely, open-petalled white, pink, red, and magenta blossoms, the darker colors indicating the ones with the most opium.

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One afternoon this spring, at the height of the harvest, I drove through the area with Douglas Wankel, a former Drug Enforcement Administration official who was hired by the United States government in 2003 to organize its counter-narcotics effort here. Wankel, who is sixty-one and has piercing blue eyes, was stationed in Kabul as a young D.E.A. official in 1978 and 1979, during the bloody unrest that led up to the Soviet invasion. “I left on a flight to New Delhi a couple of hours before the Soviets rolled in,” he said. “People thought it was because I knew it was coming. I didn’t; I just happened to be leaving on a trip. But the Soviets branded me a C.I.A. agent, and so I couldn’t come back—until now, that is.”

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Working first with the D.E.A. and then with the State Department, Wankel helped create the Afghan Eradication Force, with troops of the Afghan National Police drawn from the Ministry of the Interior. Last year, an estimated four hundred thousand acres of opium poppies were planted in Afghanistan, a fifty-nine-per-cent increase over the previous year. Afghanistan now supplies more than ninety-two per cent of the world’s opium, the raw ingredient of heroin. More than half the country’s annual G.D.P., some $3.1 billion, is believed to come from the drug trade, and narcotics officials believe that part of the money is funding the Taliban insurgency.

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Wankel was in Uruzgan to oversee a poppy-eradication campaign—the first major effort to disrupt the harvest in the province. He had brought with him a two-hundred-and-fifty-man A.E.F. contingent, including forty-odd contractors supplied by DynCorp, a Virginia-based private military company, which has a number of large U.S. government contracts in Iraq, Afghanistan, and other parts of the world. In Colombia, DynCorp helps implement the multibillion-dollar Plan Colombia, to eradicate coca. The A.E.F.’s armed convoy had taken three days to drive from Kabul, and had set up a base on a plateau above a deep wadi. With open land all around, it was a good spot to ward off attacks.
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Much of Uruzgan is classified by the United Nations as “Extreme Risk / Hostile Environment.” The Taliban effectively controls four-fifths of the province, which, like the movement, is primarily Pashtun. Mullah Omar, the fugitive Taliban leader, was born and raised here, as were three other founders of the movement. The Taliban’s seizure of Tirin Kot, in the mid-nineties, was a key stepping stone in their march to Kabul, and their loss of the town in 2001 was a decisive moment in their fall. The Taliban have made a concerted comeback in the past two years; they are the de-facto authority in much of the Pashtun south and east, and have recently spread their violence to parts of the north as well. The debilitating and corrupting effects of the opium trade on the government of President Hamid Karzai is a significant factor in the Taliban’s revival.
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The Taliban instituted a strict Islamist policy against the opium trade during the final years of their regime, and by the time of their overthrow they had virtually eliminated it. But now, Lieutenant General Mohammad Daud-Daud, Afghanistan’s deputy minister of the interior for counter-narcotics, told me, “there has been a coalition between the Taliban and the opium smugglers. This year, they have set up a commission to tax the harvest.” In return, he said, the Taliban had offered opium farmers protection from the government’s eradication efforts. The switch in strategy has an obvious logic: it provides opium money for the Taliban to sustain itself and helps it to win over the farming communities.

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Wankel had flown in from Kabul five days earlier to meet with the governor of Uruzgan, Abdul Hakim Munib, about the eradication operation, only to discover that Munib had left for Kabul the day before. Wankel was told that a sister of the governor had died or fallen ill—there were several versions—but nobody believed this was the real reason for his absence. Munib, a former Taliban deputy minister, was suspected of retaining ties to the movement. And, Wankel noted, there were poppy fields within sight of Munib’s palace.
“We’re not able to destroy all the poppy—that’s not the point. What we’re trying to do is lend an element of threat and risk to the farmers’ calculations, so they won’t plant next year,” Wankel said later. “It’s like robbing a bank. If people see there’s more to be had by robbing a bank than by working in one, they’re going to rob it, until they learn there’s a price to pay.”

Friday, June 29, 2007

A GRANDE BATOTA








A Call for Competition

As No-Bid Deals Soar, House Panel Wants More Oversight

By Dana HedgpethWashington Post Staff WriterThursday, June 28, 2007; Page D01

Roughly half of the money spent on all federal contracts in 2006 was awarded with little or no competition, according to a congressional report released yesterday.
The report, prepared by the House Committee on Oversight and Government Reform for its chairman, Henry A. Waxman (D-Calif.), found that the federal government spent $412.1 billion on procurement last year. Of that, $206.9 billion, or 50.2 percent, was awarded through contracts that required either no bidding process, had limited competition or otherwise fell short of "full and open competition."

No-bid contracts alone amounted to $103 billion in 2006, a 43 percent jump from the previous year, the report said.

The report also said that audits and investigations had found that 187 contracts, valued at $1.1 trillion, "have been plagued by waste, fraud, abuse, or mismanagement."

Titled "More Dollars, Less Sense: Worsening Contracting Trends Under the Bush Administration," the report is the second since last year that Waxman has released examining government spending. He and other lawmakers have been highly critical of the contracting process and have proposed legislation they say will bring more government oversight to spending.

Waxman's report is based on information from Eagle Eye, a database of government contracts, audits and investigations by the Government Accountability Office and other inspectors general.
Industry representatives were critical of the report. Alan Chvotkin, senior vice president and counsel for the Professional Services Council, an industry trade group, said some emergency responses such as those after Hurricane Katrina make no-bid contracts necessary.

"You need to get food and supplies in there," he said. "Those are no-bid. They don't put out a solicitation and then ask for bids in seven days. No one would stand for that. There are some legitimate reasons for no-bids."

Chvotkin and other critics said Waxman's report may have mischaracterized some transactions as no-bid contracts. For example, after some contracts are awarded through competition, individual task orders connected with those contracts do not have to be put out for bid. But critics say Waxman may have counted those as no-bid, which would have inflated his numbers. "Everything is lumped together," Chvotkin said.

Larry Allen, executive vice president of the Coalition for Government Procurement, a trade group for government contractors, said Waxman "has his mind made up that the procurement system is broken, and he's looking at facts only in a way that supports that conclusion."

"This is one of those areas where you can cut it any way you want to make it look the way you want," Allen said.
The report noted that the $412.1 billion spent on procurement last year was more than double the $203.1 billion spent in 2000. Much of the increase has been driven by the wars in Iraq and Afghanistan and by homeland security, analysts say.

Over that six-year period, spending by the State Department rose most steeply: 280 percent, from $1.2 billion in 2000 to $4.7 billion last year. The Department of Homeland Security raised its spending from $3.5 billion in 2003, the year it was created, to $15.1 billion last year -- a 337 percent increase.

Among companies receiving procurement money, Lockheed Martin ranked highest in 2006, with $31.5 billion from 14,016 contracts. "Federal spending on this one company in 2006 exceeded the gross domestic product of 109 countries, including Iceland, Jordan and Guatemala," the report said.

Halliburton, the oil-services firm once headed by Vice President Cheney, was identified as one of the fastest-growing major contractors during the Bush administration. In 2000, Halliburton ranked 28th, receiving $763 million; in 2006, it was ranked sixth, receiving more than $6 billion.
Waxman has said that the large amount of spending requires strong oversight but points out in his report that the number of government acquisition workers has stayed relatively constant for the past six years.

"It's become a problem because we've lost a lot of control and oversight on government spending that's made it difficult to make sure federal dollars are being spent wisely," said Scott Amey, general counsel at Project on Government Oversight, a watchdog group.

"We're seeing that competition has become the exception rather than the rule," he said. "You're not being assured you're getting the best prices at that point."

Thursday, March 01, 2007

E SE, DE REPENTE, ACABASSE A DROGA?

Há pouco mais de um ano reflectíamos aqui
acerca da dimensão da economia perversa e nos prováveis efeitos sobre a economia global que a sua extinção ou redução significativa poderia induzir.
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Ontem o Público publicava um artigo (Produção de ópio no Afeganistão atinge recorde) de onde se retiraram as seguintes conclusões de um relatório do Gabinete das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC) divulgado esta semana em Viena:
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- A produção de ópio no Afeganistão aumentou o ano passado 64% e está a atingir níveis-recorde;
- O país voltou a ser, desde o início da guerra conduzida nos últimos anos pelos Estados Unidos, a principal fonte mundial do ópio e da heroína dele derivada, voltando aos níveis que tinha na década de 1990, quando representava 70% do fornecimento global destes produtos;
- A CIA considera que 1/3 do PNB afegão vem da exportação do ópio;
- A papoila dormideira é agora uma constante nas 32 províncias do Afeganistão, sendo cultivada em 165 mil hectares e dando origem a 6100 toneladas de ópio, que rendem anualmente o equivalente a 18.800 milhões de euros;
- Meio milhão de pessoas participa no tráfico do produto afegão, que segue especialmente para o Paquistão, o Irão e a Europa Ocidental e leva a ONU a temer que se esteja ali a gerar um Estado de traficantes;
- António Maria Costa, italiano, subsecretário-geral das Nações Unidas propôs, esta semana, um plano de acção para melhorar a segurança fronteiriça, que inclui patrulhas paralelas e conjuntas e exercícios conjuntos de treino por parte das forças do Afeganistão, do Paquistão e do Irão.
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Entretanto, o Economist desta semana publica um relatório, com conclusões contraditórias, acerca dos malefícios e benefícios dos "offshore" financeiros.
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Por cá exaltam-se os ânimos a propósito de extinções de maternidades, serviços hospitalares de urgências e esquadras da polícia.
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O que é que há de comum em tudo isto?
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Se, de repente, acabasse a droga abalava-se a economia mundial. Até que ponto? Ninguém sabe e parece que ninguém quer saber. A extinção da produção de ópio afegão seria mais eficaz se fossem destruídos os campos de cultivo. Como isso implicaria destruir cerca de 1/3 da economia daquele país, as Nações Unidas ( e as desunidas também) preferem jogar ao faz-de-conta; Entretanto, o jogo do gato e do rato no tráfico entre as fronteiras do Afeganistão e a venda a retalho nos centros consumidores, garante emprego directo e indirecto. Indirecto, por exemplo, na construção civil. A construção civil é um dos maiores sectores receptores e branqueadores de dinheiro sujo. Mas a construção civil, em Portugal, concorre com cerca de 50% de todo o investimento realizado;
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A perseguição dos traficantes pelos caminhos do dinheiro encontraria, por outro lado, gente nos mesmos caminhos que não quer ser incomodada;
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A racionalização (entenda-se, o aumento da eficiência e da produtividade ) dos serviços públicos implica a redução de milhares de funcionários, polícias incluídos: Portugal tem um dos mais elevados rácios de polícias por cada 100 mil habitantes; tem dos mais elevados rácios de tribunais, juízes, funcionários judiciais, por 100 mil habitantes... Se toda essa gente fosse dispensada em nome da racionalidade o que é que aconteceria à economia?
Acerca da discussão de ontem na AR, escreve o Público de hoje:
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"Se o anúncio da reforma da administração interna pelo primeiro-ministro foi relativamente pacífico, o mesmo não se poderá dizer do debate paralelo ocorrido sobre o desemprego.
O líder do principal partido da oposição, (... ) , cedo fez resvalar a discussão para o "ponto mais negro" da governação(... ). "Isto é um desastre social" (...) , a taxa de desemprego subiu par 8,2%, em Dezembro de 2006, "a mais alta dos últimos 20 anos"
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A teoria que pressupõe comportarem-se os agentes económicos de forma racional nas suas decisões tem os seus truques. A racionalidade das decisões políticas é ainda mais intrincada.
Ou a razão já não é o que era.