Thursday, August 25, 2016

MODA E BURQUÍNl

"Por momentos, façam de conta que os pretos são tratados por uma religião tal como as mulheres são tratadas pelas correntes radicais islâmicas.
Ou seja, não se aperta a mão aos pretos, não se os olha nos olhos, não podem ir sozinhos falar com os seus professores brancos, alguns não podem ir à rua sozinhos e, claro, devem andar de corpo coberto como sinal de modéstia e submissão.
Também iam a correr comprar burkinis pelo direito dos pretos a vestir o que lhes apetecesse?

"Gostaria de saber se a nossa sociedade aceitava que os negros fossem tratados como as mulheres são neste caso." - aqui


Não aceitava, claro.
E antes da não aceitação foi a Lei que proibiu esses e outros comportamentos distintivos, i.e., racistas.

Dito isto, temos que reconhecer que o burquíni só gerou tão grande sururu porque a sociedade francesa está traumatizada pelos ataques cobardes de fanáticos islâmicos e vê no burquíni uma forma de afirmação de presença que eles, naturalmente, percepcionam afrontosa.

Porque o burquíni, enquanto vestimenta, não se distingue flagrantemente do equipamento dos surfistas. O burquíni é, do ponto de vista de quem foi ferido e continua a ameaçado, uma forma ardilosa dos islâmicos pretenderem impor os seus valores civilizacionais (do ponto de vista deles) nos países que os acolhem, e onde muitos nasceram, e onde alguns deles se dedicam ao combate civilizacional.

Assim, sendo, a arma da Lei é a única, neste caso, que pode conter o avanço da barbárie.









Correl . -
Burquíni é moda
Manuel Valls apoia proibição do burquíni em França

2 comments:

Antonio Cristovao said...

eu tenho vergonha que haja lata para proibir roupa; não é aceitável sob nenhum ponto de vista de liberdade.

Rui Fonseca said...


António Cristóvão,

Obrigado pelo seu comentário.

Quando li a notícia pela primeira vez, reagi pensando que os franceses estavam a comprar uma guerra absurda. E considerei até que se tratava de um ardil achado para contornar a falta de liberdade imposta pelos islâmicos às suas mulheres. Neste sentido, o burquíni seria uma manifestação de emancipação, um sintoma de fuga à subjugação a que estão submetidas as mulheres no Islão.

Mas mudei de opinião porque percebi, por empatia, que a revolta dos franceses não é contra o burquíni mas contra o símbolo que eles vêem exibido no seu meio, estando aterrorizados pelos fanáticos que pretendem impor ao ocidente valores que nos repugnam.

São livres as mulheres islâmicas de vestir o que bem entendem?
Todos sabemos que não são, ainda que, provavelmente, a grande maioria delas afirmem o contrário. Temos nós, os ocidentais, o direito de lhes impor os nossos valores?
Temos, pelo menos, o direito de no nosso solo impedir que outros nos imponham os seus com actos de terror.

O burquíni é um débil exemplo de subordinação feminina? É. E, pode até, como disse no princípio, ser entendido como sintoma de emancipação.
Se não estivesse o mundo ocidental ameaçado pelos actos tresloucados de gente que bebe em arrevesadas interpretações corânicas o elixir de uma vida abençoada num céu de virgens.