Wednesday, July 01, 2015

E JESUS, QUANTO PAGA DE IMPOSTOS?

O tema dos noticiários desta tarde já não foi dominado pelo sai-não-sai da Grécia mas pela apresentação de Jesus no Estádio do Sporting aos seus novos adoradores. O homem, ao que parece, faz milagres e os próximos quatro campeonatos, além das diversas taças, já estão no papo do Leão. Para tanta louça dezasseis (ou dezoito milhões?) de euros são peanuts. De onde vem a massa para o investimento é questão só parece preocupar a irrequieta Ana Gomes.

Há dias, num almoço semanal onde é costume discutirem-se e resolverem-se os problemas do sítio e arredores, veio para a mesa a fuga aos impostos através da utilização de empresas estabelecidas no estrangeiro. O tema é velho e conhecido: as operações de importação e exportação permitem a sobrefacturação num caso e a subfacturação no outro, gerando margens que serão arrecadadas para quem por ordem de quem manda no negócio. E esta habilidade antiga, que indignava quase todos os comensais, arriscava-se a ficar por ali, numa quase unanimidade frustante, quando alguém provocou o parceiro do lado, um benfiquista impenitente:

- E Jesus, o salvador do Benfica, agora pronto para salvar o Sporting por uma bagatela de dezasseis milhões, quanto pagará de impostos?
- Se calhar paga pouco ou não paga mesmo nada. Os dezasseis milhões devem ser líquidos de impostos.
- E isso é legalmente possível?
- Será se o treinador for uma empresa estabelecida no estrangeiro.
- O treinador é uma empresa?
- Pode ser. Até porque com ele trabalham outros.
- Todos da mesma empresa... não pagam IRS, ... pagam IRC que sai mais em conta, ... Não sei
- Talvez ...
- Já era assim no Benfica?
- No glorioso somos de boas contas.
- O Vale e Azevedo era do Sporting!
- Era do Benfica. Portou-se mal, está preso, para amostra.

Voltou a discussão à mesa e a questão acabou irresolvida por prescrição do prazo do almoço e após longo prolongamento sem que ninguém soubesse onde e quanto paga o Jesus de impostos pela pipa
de massa que factura. O mais certo é não pagar nada.
Ele e tantos outros, ídolos de mais uma religião quase isenta de impostos.

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