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Wednesday, January 29, 2025

HÁ SEMPRE ALGUÉM QUE RESISTE, HÁ SEMPRE ALGUÉM QUE DIZ NÃO

"Fed resiste a Trump e prepara-se para manter inalteradas as taxas de juros.
 
O Comité de Política Monetária da Fed deverá manter as Fed Funds no intervalo 4,25% - 4,50%, como é amplamente esperado pelo mercado, apesar das constantes pressões de Trump para cortes imediatos". ECO, aqui.
 
 
No dia 20 deste mês anotei neste caderno de apontamentos, aqui, a propósito da aposta de Trump na promoção das criptomoedas:
 
 "Trump dificilmente aceita que algumas das poucas insituições norte-americanas que ainda escapam aos seus instintos ditatoriais não sejam coartadas ou até extintas. A sua intenção de atribuir aos criptoactivos um papel prioritário na política dos EUA só pode ter uma leitura: reduzir progressivamente a capacidade de intervenção da Federal Reserve". 
 
E citei Ron Paul, destacado mentor do capitalismo libertário, três vezes candidato à presidência dos EUA, autor de "END THE FED" dedicado a  "toda a juventude que deu força à minha campanha presidencial e é o coração do movimento anti-Fed".
Ron Paul foi candidato em 1988 pelo Partido Libertário, em 2008 e 2012  pelo Partido Republicano.

Afirma Ron Paul no seu livro de referência: "A Fed tem hoje poderes ameaçadores que o Congresso mal compreende. Essencialmente, não há supervisão, nem auditoria, nem controle"   
- The Fed today has ominous powers that Congress barely understands. There is essentially no oversight, no audit, and no control".
 
Quem audita, quem controla as criptomoedas?
 
Em artigo publicado no dia 10 no Project Syndicate, é colocada a questão: Can Trump Dump the the Dollar? - Pode Trump desvalorizar o dolar?
Está aberta a guerra entre Trump e a Fed.
Mais uma guerra para Trump.

Friday, October 25, 2013

ACERCA DA INUTILIDADE DA MATEMÁTICA

O Financial Times publica hoje (aqui) uma entrevista com Alan Greenspan, o homem que esteve à frente da Reserva Federal Americana entre 1987 e 2006, e que chegou a ser venerado como um mágico e cognominado de "maestro". Até ao dia em que a crise da "subprime" irrompeu, e abalou o sistema financeiro norte-americano, propagando-se em ondas que atravessaram o Atlântico e abateram as economias mais vulnerabilizadas de uma Zona Euro totalmente desprevenida de instrumentos de defesa adequados.
 
Cinco anos depois do espoletar da crise nos EUA, seis depois de ter abandonado o cargo onde o viram brilhar intensamente, Greenspan, que há já bastante tempo atrás tinha  admitido o erro, volta a reconhecer que a sua confiança, e a dos que trabalhavam na Fed, nos modelos matemáticos de previsão que utilizavam, ficou irremediavelmente comprometida com a emergência de uma crise de intensidade que não tinha previsto.
 
Diz Greenspan que, assim como foi excessiva a admiração que lhe tributaram durante os quase 20 anos que presidiu à Fed, são desproporcionadas as culpas que, na ressaca da crise, lhe passaram a atribuir. A Fed é governada por um conjunto relativamente vasto de personalidades indigitadas por instituições governamentais e privadas, servido por um quadro técnico que compreende, além do mais, 250 economistas doutorados, especializados na monitorização e previsão económica.
 
Erraram todos?
Greenspan considera que foi dado demasiado crédito aos modelos matemáticos econométricos e subalternizados outros instrumentos de avaliação que recorrem aos avanços em outras áreas do conhecimento, nomeadamente a antropologia e a psicologia, citando, a propósito, os contributos de vários académicos , e de entre eles,  Daniel Kahneman, um psicólogo, Prémio Nobel da Economia em 2002.
 
Aos 87 anos, Greenspan publica mais um livro - "The Map and the Territory" - uma reflexão sobre o risco, a natureza humana e o futuro das previsões do futuro. A entrevista é, deste modo, uma promoção desta obra. Que, previsivelmente, será um best seller, porque o maestro pode enganar-se por conta alheia mas, certamente, não se enganará por conta própria.
 
Acabo de ler a entrevista, e fico, mais uma vez, espantado com a implícita absolvição, que decorre deste reconhecimento da falibilidade dos modelos económicos, daqueles que montaram esquemas com que enganaram meio mundo, dinamitaram o sistema, e encheram os seus bolsos, e que nenhum modelo económico ou avaliação antropológica, psicológica ou outra poderia contemplar porque exorbitam das áreas científicas por serem do foro criminal.
 
Porquê?
Porque, de outro modo, o sistema teria de ser inteiramente reformulado e os intervenientes no astronómico logro, julgados e sancionados. Mas eles são demasiadamente influentes para serem seriamente perturbados. Por isso tudo continuará sensivelmente mais ou menos na mesma até à próxima explosão do vulcão temporariamente acalmado.

Tuesday, August 27, 2013

TRISTEZAS PAGAM DÍVIDAS

"Devem as empresas públicas endividar-se?", pergunta-se aqui. Comentei, repetindo-me: 

Depende do objectivo pretendido.
Se a intenção é ludibriar as regras de equilíbrio orçamental, o endividamento das empresas públicas, das câmaras municipais, ou quaisquer outros institutos públicos com "autonomia financeira" suportada em última instância pelo dinheiro dos contribuintes, o "veículo" é excelente até ao momento em que se estampa ... e nos mandam a conta a casa. Excluo, evidentemente, as empresas públicas sob a forma de sociedades anónimas que não se encontrem encostadas ao OE e relativamente às quais deve ser admitida a eventual possibilidade de falência e restringidas as responsabilidades do Estado ao capital subscrito.

Se, pelo contrário, a intenção de controlo das contas públicas é séria, a dívida pública deve ser gerida exclusivamente pelos departamentos competentes (supõe-se que sejam) do governo central.

A propósito deste tema, ocorre-me que o FT publicou nestes últimos dias artigos sobre as perturbações observadas nos mercados financeiros na Ásia, e no Brasil, em consequência da anunciada decisão da Fed reduzir a política de expansão monetária. E, espantosamente, ou talvez não, descobriu-se que a China atingiu um nível de endividamento preocupante, para os chineses, e não só.

Como é que isto pode ter acontecido? Por várias razões mas também porque a nível das administrações locais (proibidas de contrair empréstimos) foram concebidos "veículos de endividamento" que contrataram empréstimos com os bancos e financiaram as obras, de cimento, claro, com que colocaram os municípios em situação de suspensão de pagamentos. Na edição de ontem, o FT ilustrava as manobras com um esquema.*

Não há nada de verdadeiramente novo ao de cima da terra, incluindo o império do meio.

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 * c/p de aqui


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Monday, June 24, 2013

E SE OS JUROS SOBEM?

A evolução das taxas de juro efectivas (yields) das dívidas soberanas dos países do sul da Europa tem sido um dos poucos resultados apresentados como sucesso das políticas fiscais e monetárias adoptadas pela União Europeia, e, muito em particular, na zona euro. Essa evolução, com flutuações que até agora têm provocado reacções de sinais contrários consoante o quadrante em que se posicionam (simplificadamente, pró ou contra a política de austeridade) os políticos e comentadores da praça, tem, inequivocamente, observado uma tendência decrescente.
A essa tendência se têm agarrado aqueles que acreditam, se confiarmos  nas suas declarações ou opiniões públicas, que o problema da dívida pública é solúvel apenas com a prossecução de uma política de equilíbrio orçamental e do tempo previsto, e entretanto alargado, para fazer inflectir o crescimento da dívida.
Subsistia interminável discussão, e eis senão quando, o senhor Ben Bernanke  o homem incumbido, na qualidade de Chairman da Reserva Federal dos EUA, de informar as decisões de política monetária tomadas pelo board de Governadores que integram o Sistema da Reserva Federal - Fed - espantou os mercados ao anunciar a redução dos estímulos à economia norte-americana, o que, em termos práticos, significa a redução das compras de dívida norte-americana e, consequentemente, a redução da liquidez e o aumento dos juros.
Consequentemente, além de outras convulsões que estas declarações provocaram à volta do mundo,
"Os juros da dívida portuguesa estão esta segunda-feira em forte alta, em linha com o comportamento das obrigações europeias e de outros países, com os investidores a continuarem a reduzir a exposição aos activos de dívida devido aos receios que a Reserva Federal diminua a compra de obrigações." - aqui.
Se para muitos, entre os quais me permito incluir-me, é inviável a inflexão da dívida externa considerando a insuficiência de potencial da economia portuguesa a médio prazo e o custo crescente da dívida, parcialmente bonificado pelas condições dos empréstimos da troica, duvido que reste alguém com um mínimo de conhecimentos de aritmética que continue a acreditar que a inflexão é possível mesmo que a tendência decrescente das taxas de juro se inverta.
Não. Alguma coisa tem de acontecer.
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Sunday, January 20, 2013

TRANSPARÊNCIA E CONTRASTE

As actas dos conselhos da Reserva Federal dos Estados Unidos são públicas cinco anos após a sua realização. Por elas foram conhecidos a partir de ontem os processos de decisão subsequentes às intervenções dos membros do "board" e, principalmente do Chairman Ben Bernanke, durante o ano de 2007, um antes de deflagrar a crise "subprime" . O relato é esclarecedor da distância a que se encontrava a percepção de cada um dos intervenientes da dimensão e evolução da crise em gestação. E, salvo um caso ou outro, percebe-se hoje que a grande maioria, incluindo Bern Bernanke, subvalorizou até muito tarde a ameaça latente. Janet Yellen,  nº 2 da Fed, e provável sucessor de Bernanke em Janeiro de 2014, foi quem, quase isoladamente, alertou para as consequências do sobre aquecimento que se observava no mercado da habitação. Geithner, que veio a ser nomeado por Obama Secretário do Tesouro em 2008, afirmava em Janeiro de 2007 que era relativamente pequena a percentagem de créditos hipotecários "subprime" e negligenciáveis os seus efeitos.

A esta distância, contudo, o que parece mais estranho a um observador não iniciado nas intervenções com que os responsáveis dos bancos centrais governam o sistema financeiro mundial é a fina atenção com que vigiam e manobram as taxas de juro e descuram as consequências das inovações com que os banqueiros corroem o sistema em altíssimo proveito próprio e constroem as crises que derrubam as economias. Experimentadíssimos em tocar as oscilações das taxas de juro, ignoram, por razões de fé nos reguladores automáticos dos mercados, que provadamente não funcionam como um relógio suíço, as forcas caudinas que lhes baralham os cálculos.

"Em Dezembro (2007),a economia norte-americana já se encontrava em recessão, confirmada pelo National Bureau of Economic Research. Por essa altura, considerava a Fed reduzir em meio ponto percentual a sua taxa de juro de referência ... O senhor Bernanke, que disse preferir uma intervenção mais agressiva, acabou por escolher uma redução mais moderada de um quarto de ponto percentual" 
"Em Dezembro de 2008, a Fed colocou as taxas de juro de curto prazo próximas de zero, onde ainda se encontram, inundou o mercado com créditos de emergência e avançou com programas de compra de obrigações hipotecárias ..."

E nenhuma referência à arquitectura de um sistema que, ao consentir a coabitação da banca de depósitos com a especulação financeira, suscita incontornavelmente a tentação permanente do aproveitamento perverso das oportunidades que a situação legalmente lhes faculta. Cinco anos depois, tudo continua praticamente na mesma incubando a próxima crise.

Friday, September 14, 2012

QE 3 E ESPERAR PELO RESULTADO


"As preocupações aumentaram na última semana com o relatório, decepcionante, do emprego em Agosto e o aumento do número de desempregados. Qualquer destes indicadores confirma uma quebra de dinamismo no mercado do trabalho, e aparecem numa altura em que o desempego de longa duração e o desemprego jovem são muito elevados, os norte-americanos estão a desistir de conseguir trabalho, a pobreza está aumentar, a desigualdade de rendimentos está a alargar-se."  (aqui)

Onde se lê " os norte-americanos" poder-se-ia ler "os portugueses" porque o diagnóstico possível, salvo o tamanho do doente e a gravidade relativa da situação, não difere substancialmente. Mas os EUA são, pelo menos, em termos de PIB, sessenta vezes maiores que Portugal e a taxa de desemprego cerca de metade. 

Envolvido numa situação económica que parece ter perdido a resiliência que permitiu inverter vigorosamente das fases descendentes dos ciclos, que caracterizam as economias de mercado, em crises anteriores, Obama, a mês e meio de eleições presidenciais, só pode contar agora que a nova dose de "quantitive easing" - leia-se, libertação de mais liquidez pela FED - possa espevitar o indolente e quebrar a apatia dos empresários, que, segundo alguns, se sentaram nos lucros acumulados à espera que a crise passe, segundo outros, porque não há ambiente macroeconómico que faça germinar mais investimentos.

A crise espoletada pelo imobiliário decorreu em larga medida da dimensão que este sector tinha atingido na economia norte-americana (mas também em Espanha, no Reino Unido, em Portugal, entre outros). Os EUA desindustrializaram-se, e o sector industrial que no passado tinha sido a mola fundamental das retomas em crises anteriores, desta vez tem a mola pasmada. Alguma semelhança com a situação da economia portuguesa, o aumento de desemprego, a falta de políticas consequentes (de que muita gente fala sem dizer em que pensa, se é que pensa em alguma coisa, salvo injectar dinheiro sem proveito consistente) não é, portanto, mera coincidência.

Passos Coelho reafirmou ontem a sua determinação de ir por diante com as políticas anunciadas, e de outras a anunciar, com cariz idêntico. Por agora, a discussão e a contestação polarizam-se nas medidas de austeridade, porque ninguém sabe como é que se podem recuperar centenas de milhares de postos de trabalho perdidos em sectores económicos que irremediavelmente pasmaram. Na entrevista da RTP, o primeiro-ministro referiu que "muitas empresas do sector de construção civil e obras públicas encerraram as portas mais cedo do que o Governo esperava", e daí o aumento de desemprego acima das suas previsões. O que, não custa a crer, pode ser verdade. Mas é uma verdade que não aponta para uma solução. Logo a seguir, Passos Coelho afirmou que "não é possível voltar aos níveis de actividade nesses sectores - construção civil e obras públicas - que se observaram no passado recente". Estou a citar de cor, mas creio estar a reproduzir o sentido das afirmações produzidas pelo PM.  

Não é possível, não senhor. Então que fazer? Que fazer, senhor primeiro-ministro? Que fazer, senhor líder do principal partido da oposição?

Voltando aos EUA, e a Obama, Ben Bernanke decidiu injectar QE3 sem limite de volume. Resulta, não resulta, alguma coisa resultará. Para já o dólar está a cair significativamente contra o euro (está neste momento a fazer 1,316) e até o franco suíço (que está a fazer 1, 218 contra o euro) parece agora mais agarrado à moeda norte-americana que à moeda única europeia. O Yuan Renmimbi chinês, apesar da valorização pontual, deve manter-se no intervalo de variação em que tem flutuado nos últimos doze meses. A competitividade monetária resultante desta injecção de QE3 vai, portanto, sobretudo impor-se às economias da zona euro, se nada fizer inverter a tendência. Mas resolverá o problema da mola pasmada?
Duvido.

Voltando a Portugal, à QE3 da FED só podemos, parece, corresponder com a fé do senhor ministro das finanças. O que é manifestamente pouco. Quando em Maio do ano passado aquecia a campanha eleitoral em Portugal, anotei algures neste caderno de apontamentos que uma coligação que não englobasse os três partidos subscritores do programa de ajuda externa estaria condenada a não governar mais que dois anos.
Insisto nisto: O PS nunca deveria, nas circunstâncias da crise em que o país se afogou, ter sido dispensado de participar directamente na solução dos problemas de cuja criação foi principal protagonista. Não o tendo feito, o primeiro-ministro confronta-se agora com a totalidade da oposição externa e parte significativa do seu próprio partido. Até quando? Receio que me tenha enganado por excesso.

Sunday, August 28, 2011

UMA QUESTÃO PERTINENTE

Deve a Fed, e os bancos centrais em geral, mudar de alvo e abandonar prioridade da contenção da inflação tomando como referência os valores nominais do PIB?

Há três dias atrás, Paul Krugman recordava a Bern Bernanke, que ia a caminho de Jackson Hole, o santuário onde se concentrou a fina flor dos bancos centrais deste mundo, o recado que tinha dado ao Banco do Japão, em 2000, quando a economia japonesa estagnava. Bern Bernanke no tradicional discurso anual  não parece ter tomado em conta o remoque, e Krugman, sempre irónico, no dia seguinte, comentava aqui: " One positive thing in Bernanke’s speech — I’m trying to look on the bright side — is that for what seems to me the first time he has more or less acknowledged that we are not, in any real sense, experiencing a recovery...".

O confronto entre os defensores de políticas contra-cíclicas que possam reactivar a economia e criar emprego e os que pretendem travar o crescimento do défice e da dívida e reduzir a intervenção do Estado à sua expressão mais simples, está mais acirrado que nunca. Uma das marcas mais salientes deste confronto é o alinhamento quase total dos candidatos já conhecidos às primárias dos republicanos pela radicalização à volta dos malefícios do Estado. 

A crítica de Krugman, sempre ele, aqui, a um artigo de Roberto Barro, um académico prestigiado, mas do outro lado da estrada, dá uma ideia da distância cada vez mais longa entre académicos e políticos de um de outro acerca das medidas que a situação persistente de crise exige. 

Neste contexto caracterizado por divergências irredutíveis, o artigo publicado no Economist desta semana, que transcrevo aqui, é prudente como equaciona um problema que não é só dos EUA mas das economias ocidentais em geral, afectadas, directa ou indirectamente, por uma crise que ameça recair.

Vindo de onde vem, percebe-se que ninguém gosta de austeridade nem de inflação mas, no momento actual, parece que não se pode passar sem uma delas.

Friday, August 26, 2011

Tuesday, July 19, 2011

AUSTERIDADE E CRESCIMENTO NÃO COLAM?

History suggests that austerity and growth just do not mix

TO LISTEN to Barack Obama, there is no trade-off between supporting a weak economy and tackling America’s strained public finances. “We have to cut the spending we can’t afford so we can put the economy on sounder footing,” the president said on July 2nd. Big spending cuts are necessary, he added, to “give our businesses the confidence they need to grow and create jobs”. Perhaps. A successful outcome to talks between Congress and the White House over a multi-trillion-dollar package of budget cuts is clearly preferable to a chaotic debt default. Then again, public-sector job losses helped drive the unemployment rate up to 9.2% in June, which didn’t obviously do a lot for confidence.

Mr Obama is not alone in arguing that austerity can boost growth: Britain’s deficit-slashing coalition government and the European Central Bank (ECB) also make the case. A decline in interest rates due to a lower probability of default should support investment and asset prices. Expectations of lower future taxes and higher lifetime earnings may encourage investment and spending. A new ECB working paper argues that “a fiscal contraction may turn out to be expansionary if the expectation channel becomes sufficiently strong.” In practice, however, it rarely works out that way. In a recent study of 173 fiscal-policy changes in rich countries from 1978 to 2009, economists from the IMF found that cutting a country’s budget deficit by 1% of GDP typically reduces real output by about two-thirds of a percentage point and raises the unemployment rate by one-third of a percentage point.

Occasionally, an economy will buck the trend. In a new paper, Roberto Perotti of Bocconi University presents a series of case studies of “expansionary austerity”, in which cuts in spending coincide with GDP growth. Support for the confidence theory is scarce. In only one of the cases considered—a period of Danish fiscal consolidation from 1983 to 1986—did rising domestic demand lead an expansion. And Denmark in 1983 could scarcely be more different from America today. Its economy was stronger, growing at 4% per year when austerity began (compared with 1.9% in the first quarter for America). More important, Denmark had stratospheric interest rates. Consolidation succeeded in bringing long-term rates down from a peak of 23%. Durable-goods consumption and investment boomed. House prices rose by 60% from 1982 to 1986, raising household wealth and buoying confidence. In America the long-term interest rate is already on the floor, at under 4%, yet consumption remains anaemic. Housing markets are stuck in a post-crash funk. With interest rates low, an austerity-induced fall in inflation would increase real rates and weaken an already listless economy.

Rising domestic confidence is not the only route to growth amid austerity. Foreign demand is typically more important. From 1987 to 1989 Ireland’s fiscal balances improved and debt declined even as growth accelerated. Once again, falling interest rates mattered: long-term rates stood at around 13% when cuts kicked in. But exchange rates mattered more. In the year immediately before Ireland tightened its belt, its currency appreciated by 20% against that of Britain, its largest trading partner. The trend reversed in early 1987 and sterling subsequently rose by 17% against the punt. Irish exports surged by 10% a year from 1987 to 1990, accounting for most of the economy’s impressive growth.

Italy’s 1990s austerity programme, often cited by European policymakers as proof that a country like Greece can wrestle down its huge debt burden, tells a similar story. From 1991 to 1998 Italy moved its budget to surplus and stabilised its debt, only briefly dipping into recession in 1993. Here, too, a plunging currency proved essential. In September 1992 Italy was forced out of the European Exchange Rate Mechanism, a pre-euro system of semi-pegged currencies. Over the next few years the lira fell by roughly 40% against the D-mark. Italy’s current-account balance swung to surplus and growth leapt. There is a lesson in this for Greece, but not the one euro-zone leaders wish to impart.

America will struggle to duplicate these successes. The scope for increasing exports is limited by the process of debt reduction in other rich economies. Exports account for a relatively small share of activity in America’s economy in any case, leaving less room for a trade-led boom. Its second-largest trading partner, China, manages its currency against the dollar and would resist a dollar depreciation. Whenever investors seek shelter, even from an American slowdown, they choose Treasuries, and thus the dollar. In an economy constrained by low interest rates, a stubborn trade deficit and natural demand for the world’s reserve currency, there is little to cushion the blow of austerity.

Spending down, Fed up

A last lifeline for the president is the hope of support from the Federal Reserve. Central banks can partially offset the negative effect of budget cuts with looser monetary policy. The IMF economists find that spending cuts are more expansionary than tax increases precisely because central banks are more willing to compensate for the former. A Fed that is less concerned about public debt may more be prepared to act. But with interest rates near zero, the Fed’s choices are limited to unconventional policy options, where the threshold for action seems to be higher. External factors, like high commodity prices, may also tie the Fed’s hands. The ECB is already tightening policy because of the effect of high commodity prices on euro-zone inflation.

America cannot wait for ever to rein in its debt. It needs to lay out credible plans for medium-term deficit reduction. But it has more leeway to delay cuts than most other countries, thanks to continued demand for its debt. Another year of recovery would help confidence more than a premature swing of the fiscal axe.

Wednesday, August 11, 2010

UM FANTASMA CHAMADO DABLIÚ


The US Federal Reserve on Tuesday took a first step toward extending its crisis-era monetary policy regime, as it downgraded its view of the economic outlook amid rising fears of a “double-dip” recession.

Meeting in Washington, Fed monetary policymakers agreed to begin reinvesting more than $150bn (£95bn) in annual proceeds from maturing mortgage-backed and agency securities into Treasury debt, halting plans to allow a natural shrinkage of the $2,300bn balance sheet the US central bank built up during the recession.

The move signals a significant shift in thinking at the Fed, which only a few months ago was tilting towards tightening monetary policy to fend off inflation as the economic recovery gathered strength. Fed officials significantly downgraded their economic outlook, saying the “pace of recovery in output and employment has slowed in recent months” and was likely to be “more modest” than anticipated in the near term.

When the Federal Open Market Committee last met in June, it said the economic recovery was “proceeding” and was likely to advance at a “moderate” pace. The reinvestment of proceeds from the expiring securities does not in itself represent an easing of monetary policy, since it simply allows the size of the Fed’s balance sheet to remain steady.

The decision could be reversed relatively easily by the Fed if the economy improves over the next few months. But it does signal that the bias of monetary policy has decisively shifted away from tightening towards easing – a potential precursor to large-scale asset purchases like those carried out during the financial crisis if conditions deteriorate further.

Indeed, the Fed left room to be more aggressive, saying, as it did in June, it would “continue to monitor the economic outlook and financial developments and will employ its policy tools as necessary to promote economic recovery and price stability”.

Interest rates were kept at their target range of 0-0.25 per cent, and the Fed maintained its pledge to hold them there for an “extended period”.

Stocks pared some of their losses, Treasury yields fell further while the dollar trimmed gains after investors digested the FOMC’s statement.

The S&P 500 was down 0.6 per cent, after falling as much as 1.4 per cent in early trade. Equity markets had closed lower in Asia, Europe and London ahead of the Fed meeting. The yield on 10-year Treasury notes dropped to 2.77 per cent from 2.82 per cent. The dollar index was up 0.3 per cent on a trade weighted basis to its main rivals at the close of New York trading. Earlier on Tuesday, the US Treasury sold $34bn three-year notes at a record low yield of 0.844 per cent amid strong demand.

Monday, September 21, 2009

END THE FED

Ron Paul, o candidato libertário à nomeação republicana para as últimas eleições presidenciais norte-americanas não o faz por menos: É preciso acabar com a Federal Reserve System, abreviadamente, a Fed.

A leitura deste livro de Ron Paul não acrescenta nada de muito significativo às suas posições há muito conhecidas mas tem sobretudo o mérito de lhes dar uma forma mais estruturada. O título da crítica ao livro feita no site da Bloomberg - End the Fed? Ron Paul Is Wrong for All the Right Reasons - resume bem a apreciação justa que a sua leitura suscita: Ron Paul fundamenta as suas conclusões, obviamente erradas, num diagnóstico formalmente correcto.

Ron Paul é implacável na apreciação negativa que faz dos comportamentos dos banqueiros norte-americanos (que é inquestinavelmente extensível aos banqueiros de todo o mundo capitalista), e sobretudo dos maiores, desde os primórdios da fundação da Fed, e que subsistirá enquanto a Fed existir, segundo ele. Nomeadamente, a prática do benefício ao infractor (moral hazard) decorrente do facto assumido de que os bancos não podem falir, o que lhes permite desfrutar de uma rede sustentada pelos contribuintes para a exibição de exercícios arriscados e proveitos escandalosos. Ron Paul fala em apropriação de lucros e socialização dos prejuízos fomentada pela existência da Fed.

Acabe-se com a Fed, acabe-se com os bancos centrais, os bancos não devem continuar a contar com o apoio do Estado, se em determinado momento não puderem honrar os seus compromissos, se não resistirem a uma corrida ao banco, devem falir.

São relativamente poucos os seguidores de Ron Paul. Mas a reunião dos 20, esta semana, em Pittsburgh, não pode deixar de considerar os factos mais importantes compilados por Ron Paul nesta sua obra. Ou nada mudará no estropiado sistema financeiro internacional.

Sunday, August 23, 2009

SINAIS POSITIVOS

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Federal Reserve Chairman Ben S. Bernanke rendered his most positive assessment of the economy yet in a speech Friday and gave credit in part to his own institution's handling of the worst economic crisis in decades.
The U.S. and global economy "appear to be leveling out," Bernanke told an audience of some of the world's leading economists and central bankers, and "prospects for a return to growth in the near term appear good." He warned, however, that the recovery is "likely to be relatively slow at first," with unemployment declining only gradually.
The idea that the economy is starting to improve was bolstered Friday by a report that sales of existing homes soared 7.2 percent in July to the highest level in two years. Bernanke's comments and the housing news sent Standard & Poor's 500-stock index up 1.9 percent to a new high this year.
But the meat of Bernanke's speech was not about the stabilizing economy, but rather an extensive defense of the Fed's handling of the financial crisis and recession. It is part of a broader effort to shore up confidence in the central bank, which has come under fire in Congress and in public opinion polls for its role in various bailouts.

Monday, August 03, 2009

O QUE DIZ ROUBINI

LAST week Ben Bernanke appeared before Congress, setting off a discussion over whether the president should reappoint him as chairman of the Federal Reserve when his term ends next January. Mr. Bernanke deserves to be reappointed. Both the conventional and unconventional decisions made by this scholar of the Great Depression prevented the Great Recession of 2008-2009 from turning into the Great Depression 2.0.
Mr. Bernanke understands that in the Great Depression, the collapse of the money supply and the lack of monetary stimulus during contractions worsened the country’s economic free fall. This lesson has paid off. Mr. Bernanke’s decision to keep interest rates low and encourage lending has, for now, averted the L-shaped near depression that seemed highly likely after the financial collapse last fall.
To be sure, an endorsement of Mr. Bernanke’s reappointment comes with many caveats. Mr. Bernanke, a Fed governor in the early part of this decade, supported flawed policies when Alan Greenspan pushed the federal funds rate (the policy rate set by the Fed as its main tool of monetary policy) too low for too long and failed to monitor mortgage lending properly, thus creating the housing and credit and mortgage bubbles.
He and the Fed made three major mistakes when the subprime mortgage crisis began. First, he kept arguing that the housing recession would bottom out soon (it has not bottomed out even three years later). Second, he argued that the subprime problem was a contained problem when in reality it was a symptom of the biggest leverage and credit bubble in American history. Third, he argued that the collapse in the housing market would not lead to a recession, even though about one-third of jobs created in the latest economic recovery were directly or indirectly related to housing. Mr. Bernanke’s analysis was mistaken in several other important ways. He argued that monetary policy should not be used to control asset bubbles. He attributed the large United States current account deficits to a savings glut in China and emerging markets, understating the role that excessive fiscal deficits and debt accumulation by American households and the financial system played.
Still, when a liquidity and credit crunch emerged in the summer of 2007, Mr. Bernanke engineered a U-turn in Fed policy that prevented the crisis from turning into a near depression. He did this largely with actions and programs that were not in the traditional toolbox of monetary policy. The federal funds rate was effectively pushed down to zero to reduce borrowing costs and prevent the collapse of consumer demand and capital spending by business. New programs encouraged skittish institutions to resume lending. For the first time since the Great Depression, the Fed’s role as lender of last resort was extended to investment banks.
Mr. Bernanke also introduced a wide range of other programs, like those to maintain the functioning of the commercial paper market (which makes short-term loans to companies so they can cover operating expenses like payrolls). The Fed was involved directly in the rescue of financial institutions like Bear Stearns and American International Group. It lent money to foreign central banks to ease a global shortage of dollars. The Fed even committed to purchasing up to $1.7 trillion of Treasury bonds, mortgage-backed securities and agency debt to reduce market rates. These are all radical actions that had almost never been undertaken before.
Some of these moves have raised important questions: Did the Fed help bail out institutions that should have been allowed to fail? Did it cause moral hazard as reckless lenders and investors were effectively bailed out? How and when will the Fed mop up the excess liquidity that its actions have created? Will these actions eventually cause inflation and a sharp fall of the value of the dollar? Has the Fed lost its independence as it has accommodated the fiscal needs of the government by bailing out banks and printing money to cover large fiscal deficits?
Still, the basic point remains: The Fed’s creative and aggressive actions have significantly reduced the risks of a near depression. For this reason alone Mr. Bernanke deserves to be reappointed so that he can manage the Fed’s exit from its most radical economic intervention since its creation in 1913.
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Nouriel Roubini is a professor of economics at the New York University Stern School of Business and the chairman of an economics consulting firm.

Monday, March 02, 2009

O ERRO DE MILTON FRIEDMAN


It’s one of Ben Bernanke’s most memorable quotes: at a conference honoring Milton Friedman on his 90th birthday, he
said:

"Let me end my talk by abusing slightly my status as an official representative of the Federal Reserve. I would like to say to Milton and Anna: Regarding the Great Depression. You’re right, we did it. We’re very sorry. But thanks to you, we won’t do it again."

He was referring to the Friedman-Schwartz argument that the Fed could have prevented the Great Depression if only it has been more aggressive in countering the fall in the money supply. This argument later mutated into the claim that the Fed caused the Depression, but its original version still packed a strong punch. Basically, it implied that no fundamental reforms of the economy were necessary; all it takes to avoid depressions is for central banks to do their job.
But can we say that recent events appear to disprove that claim? (So did Japan’s experience in the 1990s, but that lesson failed to sink in.) What we have now is a Fed that is determined not to “do it again.” It has been very aggressive about monetary expansion. Here’s one measure of that aggressiveness, banks’ excess reserves:
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And yet the world economy is still falling off a cliff.
Preventing depressions, it turns out, is a lot harder than we were taught.

Friday, December 19, 2008

ERROS DE GREENSPAN

Greenspan and Democracy
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Alan Greenspan, writing in the current issue of the Economist, argues that in the future banks will need more of a capital cushion than they needed before the crisis because holders of bank liabilities will require them to hold more capital. "Today, fearful investors clearly require a far larger capital cushion to lend" to financial intermediaries. In other words, there's no need for additional regulations requiring banks to have more capital. The financial market will take care of itself. Greenspan has learned nothing at all.In 2004 and 2005, when many economists warned that a speculative bubble in home prices and home construction posed a risk to the financial system, Greenspan brushed aside such worries, saying housing prices never declined. Before that he had resisted calls for tighter regulation of subprime mortgages and other instruments which allowed people to borrow far more than they could afford. He had also opposed tougher regulation of derivatives. Almost a decade earlier, Greenspan had urged Congress to knock down the regulatory walls that separated investment and commercial banks, thereby inviting investment banks to place huge bets with other peoples’ money.Barely two months ago, when Greenspan appeared before Congress to explain what had happened to the economy, Representative Henry Waxman asked him pointedly: "Were you wrong?""Partially," Greenspan responded. "This crisis has turned out to be much broader than anything I could have imagined."
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Wednesday, December 17, 2008

SÓ COM MOEDA, NÃO CHEGA

Bem prega Frei Luís Campos e Cunha mas Bernanke não faz o que ele diz e baixou mais uma vez as taxas de juro. O dólar está a perder parte do terreno que tinha reconquistado ao euro e situa-se agora em 1,40, o que pode ajudar a minorar a crise nos EUA.

Mas também penso que não é com reduções de taxas que as economias podem ser relançadas de forma sustentada. No sector automóvel, por exemplo, a retoma não será atingida com menos umas décimas nas taxas de juro, aliás já a chegarem a zero, e, portanto negativas em termos reais.

Acredito que Obama, se perseguir os objectivos por ele anunciados no campo da autosuficiência energética, poderá matar vários coelhos com uma cajadada: Promovendo a reconversão de toda a indústria automóvel norte-americana para a produção de veículos de consumos mais reduzidos (idênticos aos europeus), aumentando a substituição de carros, promovendo o emprego, subsidiando a reestruração através de taxas sobre os combustíveis (idênticas às europeias), e, deste modo reduzindo a sua dependência do atoleiro no Médio Oriente e as despesas militares. Reduzindo as emissões de gases.

Irá por aí?

Fed Cuts Key Rate to Record Low
Bank Pledges New Tactics With 'All Available Tools' to Boost Economy

The Federal Reserve yesterday exhausted its most fundamental tool for managing the economy, slashing short-term interest rates to nearly nothing and promising aggressive new tactics to arrest a deepening recession.

The central bank cut its target for the federal funds rate, at which banks lend to each other, from 1 percent to a target range of 0 percent to 0.25 percent, the lowest rate on record. Although the Fed has no more room to reduce the interest rate -- it has been cut 10 times in 15 months -- the bank's leaders said in a statement that they would use "all available tools" to bolster the economy.

more: Fed Cuts Key Short-Term Rate to Record Low

Sunday, October 26, 2008

Sunday, September 21, 2008

ASSIM, NÃO

Paul Krugman

I hate to say this, but looking at the plan as leaked, I have to say no deal. Not unless Treasury explains, very clearly, why this is supposed to work, other than through having taxpayers pay premium prices for lousy assets.
As I posted earlier today, it seems all too likely that a “fair price” for mortgage-related assets will still
leave much of the financial sector in trouble. And there’s nothing at all in the draft that says what happens next; although I do notice that there’s nothing in the plan requiring Treasury to pay a fair market price. So is the plan to pay premium prices to the most troubled institutions? Or is the hope that restoring liquidity will magically make the problem go away?
Here’s the thing: historically, financial system rescues have involved seizing the troubled institutions and guaranteeing their debts; only after that did the government try to repackage and sell their assets. The feds took over S&Ls first, protecting their depositors, then transferred their bad assets to the RTC. The Swedes took over troubled banks, again protecting their depositors, before transferring their assets to their equivalent institutions.
The Treasury plan, by contrast, looks like an attempt to restore confidence in the financial system — that is, convince creditors of troubled institutions that everything’s OK — simply by buying assets off these institutions. This will only work if the prices Treasury pays are much higher than current market prices;
that, in turn, can only be true either if this is mainly a liquidity problem — which seems doubtful — or if Treasury is going to be paying a huge premium, in effect throwing taxpayers’ money at the financial world.
And there’s no quid pro quo here — nothing that gives taxpayers a stake in the upside, nothing that ensures that the money is used to stabilize the system rather than reward the undeserving.
I hope I’m wrong about this. But let me say it again: Treasury needs to explain why this is supposed to work — not try to panic Congress into giving it a blank check. Otherwise, no deal.