Tuesday, October 20, 2015

PRÉMIO AO DEMÉRITO

As sondagens à opinião pública são geralmente coincidentes na reprovação da qualidade do serviço prestado pelos agentes da justiça, nomeadamente pelos juízes e agentes do ministério público, e ainda pelos políticos exercendo funções governativas ou como deputados na Assembleia da República. 
É ainda opinião comum que "a justiça não funciona em Portugal" e que, apesar das dificuldades financeiras que o país atravessa, "o Serviço Nacional de Saúde" continua a manter níveis de qualidade de serviço geralmente apreciados muito positivamente pelos seus utentes.

No entanto, segundo o que pode ler-se aqui (não consigo estabelecer link directo com o Jornal i onde a notícia foi inicialmente publicada) "desde outubro de 2011, mês em que a Direcção Geral da Administração e do Emprego passou a publicar os dados relativos às remunerações, houve 15 grupos profissionais que viram o seu rendimento aumentar" e, segundo a mesma notícia, "os salários de magistrados e políticos foram os que mais subiram enquanto os médicos, enfermeiros e conservadores foram os que mais perderam".

Se isto é verdade (a notícia é transcrita em vários outros jornais) a política de incentivos à competência na função pública funciona às avessas do julgamento dos cidadãos utentes e contribuintes: quanto pior a avaliação maior a retribuição.


Por alguma razão chegámos onde nos encontramos.


Por que é que isto acontece? 

"Ninguém ganha o que merece mas o que negoceia". No caso dos políticos, eles são partes contratantes de ambos os lados do negócio. No caso dos magistrados, deve ser considerável a força que os políticos lhe adivinham ...

1 comment:

Antonio Cristovao said...

Penso que dos piores sintomas do sistema é a exagerada presença das corporações no resultado final.A diata esquerda/direita deixou , quanto a mim(e parece que ao premio nobel deste ano), de fazer sentido no Portugal de hoje; mas as coroporações vão distrocendo e prejudicando a vida diária dos tugas(por vezes com o seu apoio)