Sunday, May 08, 2016

A CULPA DOS OUTROS

" ...há um seriíssimo problema de gestão relacionado com as acções executivas, ou seja, a cobrança das dívidas. E este não é um problema da justiça, mas da economia. Salvo situações patológicas ningém é devedor porque quer - mas porque não pode pagar" 
Como se resolve isso? 
"Melhorando a economia, é o contrário: é a economia e a sua situação desfavorável que causa tensões brutais sobre a justiça" 
No Programa Nacional de Reformas do Governo a questão é colocada ao contrário: a justiça surge ao "serviço da competitividade" 
"(...) Estou à espera que as pessoas que fizeram essa afirmação me a expliquem."
Como é que uma empresa investe em Portugal se sabe que vai demorar anos a derimir um conflito em tribunal?
"Quem disse que demora anos? Nalguns casos, se não houver expedientes dilatórios, talvez até se resolva mais depressa num tribunal que através de meios arbitrais (extra-judiciais) ...."
A verdade é que, tanto à esquerda como à direita, todos falam na "crise da justiça", e na sua falta de celeridade.
" (...) Uma justiça célere não é justiça ..."
Numa escala de 1 a 10, como classifica  a justiça portuguesa, sendo 10 o ideal? 
"Numa escala de 1 a 10, e aplicando os critérios do relatório da União Europeia Justice Scoreboard, eu daria 6 ou 6,5"  

Algumas respostas do Presidente do  Supremo Tribunal de Justiça, e, por inerência, do Conselho Superior de Magistratura, quarto lugar da hierarquia do Estado. 


2 comments:

Antonio Cristovao said...

Os cidadãos talvez um dia se convençam que devem votar com critérios lógicos. Ate la vamos tendo estes supremos deprimentes.

Rui Fonseca said...


Os cidadãos não votam nos juízes ...