Thursday, June 04, 2015

E VIVA O DESCANSO!


O Financial Times de hoje publica hoje, aqui, um artigo - In defence of Europe's long holidays - que aborda o tema recorrente da relação entre horas de trabalho e produção obtida. E, como sempre, as conclusões suportam-se em estudos académicos que pouco acrescentam ao que há muito se sabe: Não são os que mais horas trabalham os que alcançam níveis de produtividade mais elevados. Mas daí até concluir-se que é mais produtivo quem goza mais férias e feriados pagos é, obviamente, absurdo.

E é absurdo por múltiplas razões, a mais evidente das quais é a diversidade do trabalho. Aliás, um gráfico que acompanha o artigo do FT coloca a Áustria e Portugal nos lugares cimeiros de uma short list de países em número de férias e feriados pagos, e ninguém concluirá que a produtividade de austríacos e portugueses são semelhantes e ambas de níveis elevados.

Há, no entanto, um aspecto importante referido no artigo que merece reflexão: até que ponto a produtividade pode ser aumentada reduzindo o número de horas trabalhadas por cada indivíduo aumentando, em contrapartida menos que proporcionalmente o número de trabalhadores.

Para essa razão merece ser lido e reflectido este artigo.

1 comment:

Antonio Cristovao said...

Andando sem ser em turismo por essa UE fora se percebe porque por ex. alemaes tèm indices de produtividade em tarefas identicas aos de aqui: uma organização esmerada e chefias competentes. Talvez os salarios sendo o triplo de cá pressione a organização a ser mesmo eficiente ,senão morre.