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Thursday, July 06, 2017

ORGIA (TEMPORARIAMENTE) INTERROMPIDA

"Polícia do Vaticano interrompe orgia gay em apartamento de conselheiro do Papa



Habitação é propriedade da Congregação da Doutrina da Fé
A polícia do Vaticano interrompeu uma orgia homossexual no apartamento onde vive o cardeal Francesco Coccopalmerio, um dos principais conselheiros do Papa Francisco.
A rusga aconteceu no mês passado mas só esta semana foi noticiado pela imprensa italiana e pelo britânico The Times.
A presença de Francesco Coccopalmerio na festa está a ser noticiada, mas tal não foi confirmado oficialmente.
O apartamento alvo da polícia está afeto à Congregação para a Doutrina da Fé, organismo que, entre outras atribuições, tem a responsabilidade de lidar com os escândalos de abuso sexual de menores por membros da igreja.
Já Coccopalmerio, além de ser próximo do Papa - segundo o The Times terá mesmo recomendado o secretário de Francisco - faz parte do Conselho Pontifício de Textos Legislativos.
A igreja católica volta assim a ser abalada por um escândalo sexual, pouco depois de o seu chefe das finanças, o cardeal George Pell, ter sido formalmente acusado de crimes sexuais."

Nota - Francesco Coccopalmerio tem 79 anos de idade

Wednesday, September 03, 2014

ASSIM VAI O PAÍS DO CARNAVAL

Sempre considerei uma rotunda tolice afirmar-se que mais feriado menos feriado não aquece nem arrefece a economia, salvo no Jardim das Delícias. 
  
                                                      Hieronymus Bosch (1504) - Prado

Há dois dias atrás, o ministro da Economia do Brasil, Guido Mantega, afirmou que - vd. aqui -, "foi por culpa da Copa do Mundo que o país entrou em recessão técnica, ... (Tinham razão os que saíram às ruas para impedir sua realização)... a Copa do Mundo ... deveria ter servido, segundo o Governo, para "fazer a economia crescer", costuma ser assim em todos os lugares onde acontece, porque movimenta uma série de engrenagens industriais, comerciais e de infraestrutura que estimula a economia do país ...mas o Brasil não só não cresceu com a Copa do Mundo, que trouxe ao país 600.000 estrangeiros, como encolheu sua economia "porque houve feriados demais".

Se às perdas económicas se juntar o peço do vexame da goleada alemã, a Copa redundou num desastre de dimensões incalculáveis. Aliás, nada que não nos tivesse também acontecido com o Euro 2004, uma competição de menores dimensões que deixou uma herança de dívidas com que irresponsavelmente se construiram e renovaram estádios, alguns dos quais desde então se encontram às moscas. A mania das grandezas navegou de cá para lá.

Daqui a dois anos, o Rio acolhe os Jogos Olímpicos mas as probabilidades de um novo fracasso desportivo são incomparavelmente menores. Primeiro, porque as infraestruturas não completadas a tempo para a Copa estarão prontas para os jogos de 2016; depois, porque os brasileiros devem ter aprendido alguma coisa com o desastre da Copa; e depois ainda, porque sendo o Brasil o país do futebol, os brasileiros passam bem com menos feriados durante os Olímpicos.

Entretanto, porque o vexame da Copa deixou mossas profundas no governo da sra. Dilma Rousseff, que, como era esperável, pode perder o lugar daqui a dois meses. Curiosamente, (talvez o advérbio mais adequado seja naturalmente) os resultados da eleição presidencial em Outubro estarão agora, vd. aqui, nas mãos dos pastores Evangélicos, sobretudo de Silas Malafaia, que comanda o Ministério Vitória em Cristo da igreja Assembleia de Deus e é um dos principais líderes evangélicos do país. Depois do Carnaval e da Copa os brasileiros contam agora com a iluminação divina. 


Tuesday, December 04, 2007

LIBERAIS "PART-TIME"

Uma das questões que mais divide os liberais é a homosexualidade. Tal como o aborto, a homosexualidade fractura o bloco liberal libertário por onde as convicções são mais frágeis: os comportamentos sociais. O tema tem sido debatido vezes sem conta nos blogs da direita liberal e nada liberal, quando o tema exorbita do liberalismo económico.
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Em Vento Sueste, Miguel Madeira foi pescar a Portugal Contemporâneo a visão histórica (as visões de Pedro Arroja são sempre históricas) sobre a racionalidade do preconceito que discrimina a homosexualidade.
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A mim (Miguel Madeira) parece-me que a "atitude racional em relação à homossexualidade" seria:
- Por parte dos homens, aceitarem (ou até estimularem) a homossexualidade masculina e terem repulsa pela feminina
- Por parte das mulheres, serem indiferentes à homossexualidade (antes que me perguntem se não seria de esperar que as mulheres tivessem uma atitude simétrica à dos homens, relembro que o recurso escasso no processo de acasalmento e procriação são as femêas, não os machos)
A mim até me parece que os preconceitos sociais tradicionais até são um bocado inversos do que seria racional.
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Comentei:
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As conclusões do Arroja são sempre marcadas pela sua conhecida presumida capacidade de justificar tudo à sua maneira.
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De qualquer modo penso que, se a rejeição da homosexualidade não se justifica por razões de sobrevivência (um macho pode sempre acasalar com várias fêmeas e a homosexualidade nunca foi uma predisposição preponderante) também não pode concluir-se que seja o preconceito uma aberração à lei da oferta e da procura.O preconceito radica, sobretudo, na atitude que é comum a todos os machos: A de mostrar às fêmeas a estatura da sua masculinidade. Ora uma companhia ou proximidade homosexual pode sempre induzir a ideia de um comportamento semelhante. Daí a rejeição. Já a inversa não é verdadeira: a homosexualidade feminina não induz, aos olhos dos machos, menor feminilidade por parte da vizinhança.
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O factor fundamental de discriminação é um preconceito que decorre, portanto, de uma necessidade de afirmação de masculinidade. Quando a necessidade dessa afirmação não se coloca porque a vizinhança tem outras referências mais valorizáveis (poder, por exemplo) o preconceito não funciona:
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"The mightiest kings have had their minions:
Great Alexander loved Hephaestion,
The conquering Hercules for Hylas wept,
And for Patroculus stern Achiles drooped.
And not kings only, but the wiset men:
The Roman Tully loved Octavius,
Grave Socrates, wild Alcibiades..."
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"Edward II"
Cristopher Malow (1564-1593)