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Sunday, July 24, 2022

E DEPOIS DO ACORDO

Rússia admite que atingiu barco militar no porto de Odessa

A porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros da Rússia, Maria Zakharova, admitiu este domingo que as forças russas atingiram um barco militar ucraniano que estava no porto de Odessa com mísseis de alta precisão. - aqui

Quem vai conseguir parar o Terrorista Global?

 

Wednesday, May 15, 2013

NÃO COMAM OS GRILOS!

Quando a primavera chegava, e com ela o calor que inebriava a natureza, eram os grilos que prolongavam durante a noite a sinfonia diurna. À beira da toca, de violino às costas, o concerto de  incontáveis artistas de uma nota só produzia nas noites tépidas e  estreladas uma magia inesquecível.
Há muito tempo que não os ouço. Dizimados pelos fertilizantes químicos e pelos insecticidas, já não se ouvem nas sinfonias nocturnas as incomparáveis tonalidades dos naipes dos grilos a sobreporem-se aos sons dos outros artistas menos dotados.

Vem isto a propósito de um relatório da FAO, apresentado esta semana, e que vi comentado no Economist e no El País: Insectos comestíveis. Perspectivas futuras para a alimentação da humanidade. No original: Edible insects Future prospects for food and feed security. Concluem os investigadores da FAO, autores do relatório, que as dietas ocidentais, consumidoras de carne de vaca, de porco, de aves, requerem bastante mais recursos naturais para serem produzidas do que as dietas orientais sustentadas na utilização de insectos. De entre os quais, os grilos.

Por outro lado, não só requerem mais recursos como é bem menor a parte comestível da massa produzida. Diz quem sabe, um kilo de bife custa cerca de 18 vezes mais alimentos que um kilo de grilo comestível. Isto porque a produção de um kilo de bovino requere cerca de 8,5 kilos de alimentos, e só 40% do animal é comestível enquanto um kilo de grilo se produz com cerca de um kilo de alimentos e são comestíveis 80% do total produzido. Mas há mais: os efeitos negativos da produção de bovinos sobre o ambiente, medido em termos de CO2 libertado, é cerca de 8 vezes superior ao dos grilos. Quanto a proteínas, o grilo (adulto) não supera o bovino mas, dependendo da espécie, pode andar por lá perto.

Como o homem tende a produzir em larga escala aquilo que necessita para sobreviver, é bem possível que venhamos a assistir à produção massiva de grilos e à tendência para a extinção da produção de bovinos. O que não significa que venhamos a ouvir de novo a sinfonia dos grilos. Os grilos só tocam a sua sinfonia à solta.


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Monday, October 03, 2011

PORTUGAL AO NATURAL

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O presidente da União das Misericórdias Portuguesas, Manuel Lemos, disse ontem no programa de Marcelo Rebelo de Sousa que a situação das Misericórdias Portuguesas é dramática porque sendo alarmante o crescimento das pessoas que são obrigadas a recorrer à sua ajuda, escasseiam os apoios e o Governo não paga as contribuições acordadas desde Maio.

Com tanta gente escandalizada com a decisão de Nuno Crato de terminar com a atribuição de 500 euros a cada melhor aluno da sua classe no ensino secundário, que dizer da apatia com que estes escandalizados reagem aquele escândalo?

Monday, January 26, 2009

MALTHUS REVISITADO

Afirma João Miguel Vaz, em comentário a propósito do artigo Japan Works Hard to Help Immigrants Find Jobs, publicado no Washington Post, que citei aqui :
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Discordo em absoluto da noção: a falta de crescimento demográfico é um problema.
O planeta tem gente a mais, especialmente o Norte Ocidental e o Sudoeste Asiático. A pressão sobre os recursos torna-se sim um problema dramático. A procura do crescimento pelo crescimento, mais e mais bens materiais, até ficarmos inanimados por uma obesidade mórbida, e aborrecidos de morte tal é a abundância de tudo e mais alguma coisa. Já no Sul a escassez de recursos conduz à existência de má nutrição de grande parte da população.O problema das nossas sociedades (e do Japão) também é que deixamos de saber viver sem "crescimento económico" i.e. sem estarmos obcecados com "o ter".
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As the world population continues to grow geometrically, great pressure is being placed on arable land, water, energy, and biological resources to provide an adequate supply of food while maintaining the integrity of our ecosystem. According to the World Bank and the United Nations, from 1 to 2 billion humans are now malnourished, indicating a combination of insufficient food, low incomes, and inadequate distribution of food. This is the largest number of hungry humans ever recorded in history. In China about 80 million are now malnourished and hungry. Based on current rates of increase, the world population is projected to double from roughly 6 billion to more than 12 billion in less than 50 years (Pimentel et al., 1994). As the world population expands, the food problem will become increasingly severe, conceivably with the numbers of malnourished reaching 3 billion.

Monday, December 15, 2008

PAÍSES À VENDA

Buying foreign land for food security
By Ashfak Bokhari/China Newes Agency


Until the mid-20th century, many European countries grew rich on the resources of their colonies. Now, the emerging economies rich in cash but facing food insecurity are acquiring vast tracts of agricultural land in developing and poorer nations, to produce food for their populations.
The countries include China, South Korea, Japan, Saudi Arabia, UAE and some western investment entities. Pakistan is among the countries where land is being acquired for the purpose.
But Africa is a major target of cheap land deals which has prompted The Guardian, London, to describe the new trend as ‘a modern-day version of the 19th-century scramble for Africa.’...
Most of the land acquisitions took place during the last nine months. Chinese firms have been engaged in acquiring lease or purchasing land in Africa, Central Asia, South America, South-East Asia and Burma for farming purposes, especially to assure China’s long-term food supplies. Even in Russia, China has bought and developed 80,400 hectares of farmland at a cost of $21.4m. A part of the produce is exported back to China....
This new trend has come under severe criticism from several quarters. The head of the UN Food and Agriculture Organisation, Jacques Diouf, has warned that the controversial rise in land deals could create a form of “neo-colonialism”, with poor states producing food for the rich at the expense of their own hungry people....
Sudan is an interesting case. Given the continuing Darfur crisis, where the World Food Programme is finding it too difficult to provide food to 5.6 million refugees, it is incredible to see foreign countries buying large tracts of farmland amidst civil war. Sudan is trying to attract investors for almost 900,000 hectares of its land. A similar case is that of Cambodia where half a million people are facing starvation. Instead of arranging food for them, its government is in talks with several Asian and Middle Eastern governments to raise at least three billion dollars by offering millions of hectares of land concessions....
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