Showing posts with label livros. Show all posts
Showing posts with label livros. Show all posts

Thursday, November 20, 2008

BYBLOS - 2

No dia 11 de Fevereiro deste ano escrevi aqui,
.
BYBLOS
Fui levado pela publicidade gigante pendurada nos ombros do novo edifício da zona das Amoreiras que anuncia estar ali a maior livraria de Portugal. E deve estar. E digo, deve estar, apenas por uma questão de cepticismo meu congénito relativamente a tudo que se reclama maior que, porque eu nunca vi maior, nem em Portugal nem em outra parte do mundo. Mesmo as maiores livrarias da Barnes & Noble nos Estados Unidos serão, quanto muito, suponho, de dimensão equiparável. São mais de 3200 metros quadrados distribuídos por dois pisos, dedicados fundamentalmente à exposição de livros, alguns deles empilhados em blocos de milhares de exemplares de uma só obra. E talvez sejam estas pilhas de papel impresso que dão a impressão de termos entrado mesmo no maior espaço livreiro do mundo.
.
A clientela não abundava e as caixas estavam paradas quando por lá passei.
.
Saí com a sensação de que cada vez percebo menos de negócios.
.
Hoje, o meu Amigo FC., a propósito de Notícia do dia comentava que, para além do desaire da equipa das quinas e da insólita candidatura do Banco Português Privado a uma garantia do Estado para o financiamento das suas actividades especulativas haverá que juntar a notícia do encerramento da Byblos:
.
Sobre a livraria Byblos escrevi no meu blog em 19 de Fevereiro deste ano: “Livros : a tabuleta pode ser (não é) muito chamativa : «Byblos, livrarias», mas aquele interior...É um espaço anunciado de 3.300m2, bem estruturado para que os clientes vejam, manuseiem e, se quiserem, saboreiem os livros que superabundam nas ofertas temáticas mais variadas. O dístico apenso à parede convida ao relax: «sempre imaginei que o Paraiso fosse uma espécie de livraria»(Jorge Luís Borges).Clientes? Onde estão eles? Ali ao lado, no CC Amoreiras, acotovelam-se. Aqui escasseiam. Pensamos grande, agimos pequeno”. Logo vaticinei para comigo este triste fim.
.
Como é costume dizer-se, estava-lhe na cara.
A dúvida que me sobra é se quem investiu não sabia no que se metia ou se se meteu por outras razões que desconheço mas posso especular.

Monday, February 11, 2008

BYBLOS

Fui levado pela publicidade gigante pendurada nos ombros do novo edifício da zona das Amoreiras que anuncia estar ali a maior livraria de Portugal. E deve estar. E digo, deve estar, apenas por uma questão de cepticismo meu congénito relativamente a tudo que se reclama maior que, porque eu nunca vi maior, nem em Portugal nem em outra parte do mundo. Mesmo as maiores livrarias da Barnes & Noble nos Estados Unidos serão, quanto muito, suponho, de dimensão equiparável. São mais de 3200 metros quadrados distribuídos por dois pisos, dedicados fundamentalmente à exposição de livros, alguns deles empilhados em blocos de milhares de exemplares de uma só obra. E talvez sejam estas pilhas de papel impresso que dão a impressão de termos entrado mesmo no maior espaço livreiro do mundo.
.
A clientela não abundava e as caixas estavam paradas quando por lá passei.
.
Saí com a sensação de que cada vez percebo menos de negócios.

Saturday, March 04, 2006

A 4 À HORA

Há dias a rádio anunciava a abertura de mais uma editora, a Guerra & Paz. Estreava-se com um livro de histórias da história de Portugal de Agustina Bessa Luis, que, deste modo, pretere transitoriamente a sua editora de sempre, a Guimarães Editores.
Ontem, os jornais noticiavam que, não apenas uma, mas quatro editoras se tinham estreado no negócio nos últimos quinze dias. Na Guerra & Paz dizem "assumir uma filosofia de inventar os próprios livros", deprendendo-se facilmente que os autores da G&P passam a trabalhar por encomenda com ante-projecto definido pela editora.

Na semana anterior, outro editor, do Norte, concluía, também numa estação de rádio, que em Portugal se observa uma situação bizarra porque o número de leitores é muito baixo mas o número de edições muito elevado, quando comparados com os observados nos nossos parceiros da Europa. Segundo este editor do Norte, em Portugal publicaram-se no ano passado cerca de 4 livros, em média, por dia.

É também sobejamente sabido que temos, desde há muitos anos, o maior número de títulos de jornais nacionais diários por habitante mas o menor número de leitores por jornal. Os jornais, aliás, tornaram-se editores de livros e discos, empolando a oferta.

Quanto a jornais locais a situação pende no mesmo sentido: Há mais jornais locais em Portugal do que em Espanha onde a população é quatro vezes superior e o grau de literacia mais elevado.

Quem entra numa papelaria ou num quiosque em qualquer cidade do País enfrenta uma avalanche de jornais, livros e revistas atafulhando mais o espaço que nas lojas do mesmo ramo dos aeroportos internacionais. Lisboa tem quiosques de jornais, livros e revistas em quase em todas as esquinas.

Esta confiança cega na premissa, ou promessa, de que a oferta cria a procura, e que não é apanágio apenas de editores e livreiros, coloca uma questão recorrente: por quanto tempo mais?