Tuesday, June 16, 2020

NÓS E OS CHINESES

 

Em Portugal registaram-se ontem mais 300 casos de infecção em todo o país, um valor que prolonga o patamar para onde saltou o planalto nas últimas duas semanas. Dos novos casos observados   mais de 90% foram observados na Região de Lisboa e Vale do Tejo, com o concelho de Sintra no topo da lista sinistra.

O Presidente da Associação de Médicos de Saúde Pública observava ontem que foram prematuras algumas medidas de desconfinamento, relativamente às recomendações feitas.

Observe-se, o que, ao mesmo tempo, acontece em Pequim.

 

Pequim manda fechar todas as escolas para conter novo surto de covid-19

As autoridades chinesas pediram a todas as escolas, de todas as classes, para fecharem as portas e retomarem as aulas online.

16 de junho de 2020 às 16:14

As autoridades chinesas reforçaram as medidas para combater um segundo surto da pandemia da covid-19 na capital do país, tendo ordenado o fecho de todas as escolas em Pequim. A subida do nível de alerta surge depois da situação epidémica em Pequim ter sido classificada de "extremamente grave" por um porta-voz da capital chinesa, depois de terem sido detetados mais de cem casos de infeção, quando parecia que o país já tinha conseguido conter o vírus. Segundo a Bloomberg, as autoridades chinesas pediram a todas as escolas, de todas as classes, para fecharem as portas e retomarem as aulas online. Pequim está numa "corrida contra o tempo", disse o porta-voz, Xu Hejian, em conferência de imprensa esta manhã, antes de ser tomada esta decisão de fechar as escolas. A capital "terá de estar sempre um passo à frente da epidemia e tomar as medidas mais rigorosas, decisivas e determinadas", afirmou. Pequim diagnosticou mais de cem casos desde sexta-feira passada, após um surto ter sido detetado no principal mercado abastecedor da capital. A cidade, de 21 milhões de habitantes, aumentou, entretanto, a sua capacidade de triagem diária para mais de 90.000 pessoas. Este surto epidémico suscita temores de uma "segunda vaga" de infeções, admitiu a Organização Mundial da Saúde (OMS), na segunda-feira, acrescentando que acompanha "muito de perto" a situação em Pequim. A OMS, que foi acusada de alinhamento com as autoridades chinesas no início do surto, em dezembro passado, disse estar a considerar enviar especialistas para Pequim nos próximos dias. Muitos dos novos casos estão vinculados ao mercado abastecedor de Xinfadi, em Pequim, e as autoridades estão a testar trabalhadores e clientes que estiveram no mercado, nas últimas duas semanas, ou quem entrou em contacto com estes dois grupos. Carnes frescas e marisco na cidade e em outros lugares da China também estão a ser inspecionados numa tentativa de entender como é que o vírus se espalhou. Mais de 100.000 funcionários estão encarregados de supervisionar 7.120 comunidades próximas do mercado de Xifandi. Mais de vinte bairros foram colocados sob quarentena, para impedir a disseminação do patógeno entre os 20 milhões de habitantes de Pequim. As autoridades chinesas repuseram hoje algumas restrições nas viagens de e para Pequim, de forma a evitar que o novo surto de covid-19 se alastre pelo país. As autoridades também estão a impedir que moradores de áreas consideradas de alto risco saiam de Pequim e os que já saíram devem reportar às agências de saúde locais o mais rapidamente possível. Táxis e outros serviços de transporte foram proibidos de levar as pessoas para fora da cidade, o número de passageiros em autocarros, comboios e no metro será também limitado e todos os passageiros devem usar máscara.

c/p aqui

 

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