Tuesday, June 21, 2011

NA HORA DO APERTO


A Caixa adiantou ao Estado 300 dos 450 milhões que a PT tinha de pagar em Dezembro pela transferência do fundo de pensões.

O Ministério das Finanças antecipou 300 milhões de euros das receitas da Portugal Telecom (PT) pela incorporação do Fundo de Pensões da empresa de telecomunicações na Caixa Geral de Aposentações (CGA) através da cedência do crédito à Caixa Geral de Depósitos (CGD).

Simbólico e sintomático.

RAFFLESIA

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Grüezi!

Que tal o fim-de-semana? Foste a Basel, ao Jardim Botânico? Não, da próxima vez tens de ir. Há pouco tempo floriu lá uma Arum Titan, a flor mais comprida do mundo. Vive pouco tempo e só floresce de vinte em vinte anos. Não, nunca a vi na Sumatra. É muito difícil dar com ela no seu ambiente natural. O que eu encontrei, e fografei, viste-a nas fotografias que te levei a semana passada?, a Rafflesia Arnoldii (Rafflesia Arnoldii (Wikipedia)), foi uma emoção danada ter tido a oportunidade de a encontrar. Não se pode mexer-lhe. Não... Se lhe mexes, morre. A natureza tem coisas ... é por isso do que eu gosto é disto Qual delas é a maior? Bom, a Arum Titan é mais alta, a rafflesia é mais larga, a que eu vi e fotografei tinha quase um metro de diâmetro. Imaginas o que seja uma flor com um metro de diâmetro? Lá em baixo é Leimbach, já pertence ao distrito de Zurique. Nós já não pertencemos. O distrito de Zurique é mais caro. Mas o distrito é uma divisão administrativa com âmbito quase só judicial: é lá que estão tribunal e a cadeia. A organização administrativa da Suíça sustenta-se nos cantões (26) que se organizam por municípios. Abaixo, não existem outros orgãos de poder local. Daqui temos uma vista linda ... O lago de Zurique, as montanhas lá ao fundo, amanhã vai nevar acima dos dois mil metros, e hoje começou o Verão!, hoje estão vinte e seis, amanhã baixa aqui para quinze, estas variações de tempo transtornam-me, provocam-me dores de cabeça, em 97 estive entre cá e lá porque um estúpido se espatifou contra mim na autoestrada. Salvei-me por pouco, mas fiquei com problemas para toda a vida. Gosto deste blom!blom! dos chocalhos das vacas a pastar, há quem deteste, quem não durma bem por causa deste blom!blom! A mim, ajuda-me a adormecer. Gosto dos cantos dos pássaros, estás a ouvir este grau! grau!? É o corvo grande. Parece uma águia. Gosto do tocar dos sinos nas igrejas. Aquele teleférico ali é particular, esse mesmo o que vimos lá de cima a semana passada. Todos estes terrenos, incluindo a floresta, de lá de cima até lá abaixo são de um tipo rico, dono do hotel Baur au Lac, de luxo. Um tipo simpático, rico mas simpático. Costumava caçar com o filho dele. Viste aquela fotografia do teleférico na Sumatra? Eh!Eh! Fui eu que projectei e dirigi a montagem. Não cobrei um cêntimo. Trabalho da fundação. Tenho trabalhado muito pela fundação. Oh! Oh! Oh! Oh!Oh!Oh!. Este é demente, alzheimer, já não conhece a mulher nem os filhos. Há tempos, morreu no hospital outro doente de alzheimer que também costumava passear por estes trilhos. Tinha oitenta e tais. Fui vê-lo uma três vezes ao hospital, mas não me reconheceu. Já não reconhecia ninguém. Um dia veio a casa passar o fim-de-semana, só reconheceu o cão. Mais ninguém. Como é que se explica isto?

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Ontem, 05/04/2014, ao almoço na T., o Humberto A. mostrou-nos uma fotografia de welvitchia mirabilis, uma espécie botânica também imponente do Namibe, Angola.




"welwitschia mirabilis no deserto entre as fornalhas:

!ah e que de escorpiões friamente bêbados de um

pouco de orvalho apenas!" - Herberto Helder
 
(enviado por Humberto A. - 16/06/2014)

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29/12/2015 - Floresce na Austrália “Amorphophallus titanum” de quase dois metros de altura



Monday, June 20, 2011

LISTA NEGRA

PASSOS PERDIDOS

O convite de Passos Coelho a Nobre para  este concorrer pelo PSD e vir a ser o presidente da AR mostrou-se, logo à partida, uma intenção falhada. Aquilo que a esmagadora maioria dos observadores previram, recusou-se Passos Coelho a reconhecer até hoje, insistindo em levar por diante a sua obsessão.
Mau prenúncio.
Portas recusou votar  Nobre, e tal facto, muito sigficativamente, consta do acordo político entre Passos e Portas. O que esperava Passos?

Derrotado na véspera de tomar posse, espera-se que Passos Coelho não arrisque mais passos em falso. Se lhe tiver servido de lição o desaire parlamentar de hoje, não terão sido passos todos perdidos os que hoje insistiu dar.

E, Nobre? Por que se prestou ele a esta cena caricata?

O JOGO DA CABRA CEGA


Em causa está uma adjudicação directa por parte do Ministério da Educação (ME), no valor de 266 mil euros, para a execução de uma série de trabalhos a partir de um levantamento exaustivo da legislação sobre educação. A verba foi paga, mas o contrato acabou por ser cancelado depois de o PÚBLICO ter revelado que a maior parte do trabalho nunca chegou a ser efectuada.

Além da antiga ministra, estão também acusados a sua então chefe de gabinete, Maria José Matos Morgado, o secretário-geral do ME, João Batista, aos quais são imputados crimes e prevaricação. Também João Pedroso foi acusado pelo procurador do Departamento de Investigação e Acção Penal que dirigiu inquérito.

Os factos remontam a 2005 e 2007.
Assim se arrasta a justiça em Portugal.

TIQUES DE REJEIÇÃO CULTURAL

Grüezi!
Passam por nós, não nos conhecemos, mas saúdam sempre: Grüezi! 
Era também assim na minha aldeia, há cinquenta anos. Agora,quando atravesso a vila (foi promovida a vila, não sei bem porquê) sinto-me um estranho em casa. As pessoas passam, e são raras as que nos olham para dizer bom dia!
Como na cidade. Habitam o mesmo prédio de apartamentos durante décadas e, até no elevador, uns olham para o tecto, outros para o chão.

Aqui, passo, e é uma constante: Grüezi! Grüezi!
Ali em cima, cultiva-se em pequenos territórios, com bandeira hasteada, batata, tomate, alface, framboesa, groselha, cada um o que lhe dá na real gana ou lhe serve melhor a economia doméstica. São suíços, alemães, italianos, portugueses, cada qual com a sua bandeira, a sua casota, e a sua horta à volta. Durante os fins-de-semana vêm os mais jovens, trazem os filhotes que, deste modo, ficam a saber bem cedo como crescem as hortaliças. Durante a semana vêm os seniores apanhar sol e regalarem-se com os cultivos. 

Também houve tempo que, na minha aldeia, era assim. Quem não agricultava, chegava a casa, mudava de roupa, e ia tratar da horta. Agora nem há quem agriculte nem horticultive. Ou, se há, são casos raros para confirmar a regra. Os campos estão abandonados e nem os pardais encontram que se coma. Aqueles que ainda cuidam de umas árvores têm de sustentar a passarada toda. 

A caminho de Sintra, são os cabo verdeanos quem se encarapitam nas encostas o IC 19 para plantar batatas, semear favas, ervilhas, até milho, que dificilmente sobrevivem aos calores de Junho. Por que não  cedem as autarquias terrenos municipais devolutos onde possa cultivar uma horta quem gostar ou precisar de o fazer? Nunca ninguém pensou nisso?

Evidentemente, a autosuficiência alimentar do país não passa por estas micro-produções, mas o seu impacto na economia não deveria ser menosprezado tanto mais que, quando alguém cultiva uma horta, não tem tempo para o passeio dos tristes, poluindo o ambiente e consumindo crude que não produzimos. Tiques de rejeição cultural que fazem de Portugal um país de envergonhados do país onde nasceram.

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CORRUPTOS! DISSE ELE.

Parlamento tem sido "centro de corrupção" em Portugal, afirmou o ex-vice-presidente da Câmara do Porto Paulo Morais,  sexta-feira à noite, no Porto, que "o centro de corrupção em Portugal tem sido a Assembleia da República, pela presença de deputados que são, simultaneamente, administradores de empresas".

"Felizmente, este parlamento vai-se embora. Dos 230 deputados, 30 por cento, 70, são administradores ou gestores de empresas que têm diretamente negócios com o Estado", denunciou Paulo Morais, num debate sobre corrupção organizado pelo grupo cívico-político Porto Laranja, afeto ao PSD.

Para o professor universitário, o parlamento português "parece mais um verdadeiro escritório de representações, com membros da comissão de obras públicas que trabalham para construtores e da comissão de saúde que trabalham para laboratórios médicos.

Paulo Morais acusou os políticos de criarem "legislação perfeitamente impercetível", com "muitas regras para ninguém perceber nada, muitas exceções para beneficiar os amigos e um ilimitado poder discricionário a quem aplica a lei".

"A legislação vem dos grandes escritórios de advogados, principalmente de Lisboa, que também ganham dinheiro com os pareceres que lhes pedem para interpretar essas mesmas leis e ainda ganham a vender às empresas os alçapões que deixaram na lei", criticou.

Para o vice-presidente da organização não governamental Transparência Internacional em Portugal, "os deputados estão ao serviço de quem os financiou e não de quem os elegeu", sendo a lei do financiamento dos partidos "a lei que mais envergonha Portugal".

PELO PREÇO DO VESTIDO BRANCO DE MARYLIN


O célebre vestido branco que Marylin Monroe usou na cena do metro do filme "O pecado mora ao lado", de 1955, foi vendido, este domingo, por 3,2 milhões de euros, num megaleilão com peças de Hollywood, em Calabasas, na Califórnia.

Aproximadamente, pelo mesmo preço (2,75 milhões de libras) estava à venda na Art Basel mais uma das montras de Damien Hirst. Do mesmo artista, mais duas vitrinas do mesmo tipo, mais pequenas, por 1,3 milhões de dólares, e mais uma, mais pequena ainda, por 900 mil dólares. Tudo somado, do Hirst havia na Art Basel para venda quatro vitrinas com embalagens de medicamentos valendo a pechincha de cerca de 8 milhões de euros. Não sei se foram vendidas mas os negócios deste ano em Basileia superam as expectativas e voltaram ao boom de a.c., quer dizer 2007.

Um ás da produtividade, este Hirst.


correlacionado:

( June, 2007)
Damien Hirst was crowned the world’s most expensive living artist last night after a joust between two anonymous collectors sent prices soaring to balmy heights.
Lullaby Spring, a medicine chest, which can be mistaken for just that if placed anywhere other than an auction house or art gallery, sold for £9.65 million at Sotheby’s in London.
Just 24 hours after Lucian Freud became the most expensive living European artist at the rival auctioneer, Christie’s – with a portrait of Bruce Bernard that sold for £7.86 million – the enfant terrible of the art world snatched that moment of glory from him.
Hirst – who made his name by pickling a shark that is said to have sold privately for £6 million – also beat the world auction record held by Jasper Johns, whose Figure 4 of 1959 sold for £8.74 million in New York last month.
Collectors were determined to acquire a stainless-steel cabinet containing pills and capsules arranged neatly behind a glass sliding door, which Sotheby’s described as “a masterpiece . . . tackling the intrinsic frailty and vulnerability of life”.
Bidding opened at £2.3 million. Just when it seemed to stall at £5.4 million, one of the dozens of Sotheby’s staff members manning telephone lines to the biggest collectors shouted out that the bidder at the end of her phone wanted to play. And so it went on, until the gavel fell to loud applause.
The artist’s dealer, Jay Jopling, was on the phone throughout, perhaps to Hirst.
Dating from 2002, the cabinet is one of four versions that are said to explore the theme of the Four Seasons. Lullaby Winter broke Hirst’s auction record at Christie’s in New York last month, when it made £3.7 million.
While its pills are predominantly off-white to suggest the austere winter months, this one has “brightly-coloured tablets, capsules and lozenges in an allegorical celebration of renewed life”, according to the Sotheby’s catalogue.
It adds: “Standing before the pristine, clinical cabinet, the beholder is mesmerised in a kaleidoscopic display of complex colour harmonies.”
Collectors clearly were mesmerised, though the figure paid pales against the £50 million that Hirst wants for a new work, a diamond-encrusted skull. Hirst stole the show at a contemporary art sale that also saw an iconic Francis Bacon self-portrait of 1978, in which he depicted himself in a twisting profile, sell for £21.58 million – six decades after British galleries repeatedly turned down the gift of one of the 20th century master’s paintings.
Bidding opened at £6.5 million and within seconds, the price was rising in leaps of £250,000. Like a game of tennis, the bid was tossed between one telephone bidder and another. At £18.5 million, another telephone bidder suddenly decided to have a go. The final bidder also received loud applause.
Bacon would have been amused. He once said that he loathed his own face and painted it only because “I haven’t got any other people to do”.
The £21.58 million was the highest price of a record-breaking week of sales – the highest seen in Europe to date. In four days of auctions at Sotheby’s and Christie’s, collectors parted with a staggering £414 million.
A final top-up of about £20 million is expected today with some more contemporary art offered at Sotheby’s.
In the same sale, five works were sold in aid of the NSPCC for a total of £1.5 million. This included one of Hirst’s splatter paintings, Beautiful Exploration of Vanity Painting (With Butterflies), which was bought by Mr Jopling for £1.14 million, against an estimated £350,000.

http://entertainment.timesonline.co.uk/tol/arts_and_entertainment/visual_arts/article1969880.ece

... No es sorprendente, por eso, que en un mundo marcado por la pasión del espectáculo, Damien Hirst, un señor que encierra un tiburón en una urna de vidrio llena de formol sea considerado un gran artista y venda todo lo que su astuta inventiva fabrica a precios fabulosos, o que las revistas de mayor difusión en el mundo entero, y los programas más populares, sean los que desnudan ante el gran público las intimidades de la gente famosa, que no es, claro está, la que destaca por sus proezas científicas o sociales, sino la que por sus escándalos, excesos o extravagancias callejeras, consigue aquellos quince minutos de popularidad que Andy Warhol -otro de los iconos de la civilización del espectáculo- predijo para todos los habitantes de la sociedad de nuestro tiempo. (Mário Vargas Llosa - aqui

Para mais comentários sobre Damien Hirst clicar no label Arte e percorrer o Aliás.

Sunday, June 19, 2011

PESSOA, POR RICHARD SERRA

Já em Outubro de 2008 aqui foi referida a curiosidade: A uma das suas esculturas, intitulou-a Richard Serra (aqui, a ser entrevistadoFernando Pessoa.*


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Está em exposição na Fondation Beyeler até 21 de Agosto entre várias outras obras do mesmo escultor e de Brancusi. De Brancusi, além de outras peças muito conhecidas, encontra-se aquela que, provavelmente, o projectou para os patamares mais elevados da escultura, e a que fiz referência aqui

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* Aqui, as obras de Richard Serra.

MEIN NAME IST URS - 3

Milagro! Olá Milagro! Vamos lá, vamos? Hoje está um dia lindo, com sol, sim bem podia ter algumas nuvens, gosto mais com nuvens, daquelas assim, estás a ver? A vida seria bela se não houvesse quem a estragasse. A Grécia, os gregos, os gregos são preguiçosos, os gregos entendem que os outros os têm de sustentar. Não, assim o euro vai ao fundo e a União Europeia não dura vinte anos mais, em menos de vinte anos, acaba. E como é que pode não acabar se deixaram entrar uma caterva de preguiçosos, de gente que não quer trabalhar. E não só os gregos, mas também os romenos e os búlgaros. É gente que não trabalha, gente que quer viver à custa dos outros... Cherry, onde andas tu, Cherry? Ah! Estás aí. No dia em que fomos lá acima, chegou a casa estoirada. O Milagro, não? Ah, pois o Milagro aguenta mais que a Cherry. Coitada da Cherry ...Mas é como te digo, os gregos não trabalham e ainda por cima não se entendem. Como é que pode haver uma união com aquela gente? Aqui, gostamos de quem vem e trabalha. Gostamos dos portugueses, trabalham, é gente séria, os italianos são gente séria, agora, romenos, búlgaros, kosovares, é tudo gente preguiçosa que vêm para cá mas não lhes apetece trabalhar. A Grécia endividou-se até ao cocuruto, e agora? Agora querem que sejam os outros a pagarem-lhes as dívidas. Sim, bem sei que os bancos também foram culpados, e que "money is funny", mas eles é que deveriam saber governar a casa deles e, pelos vistos, não souberam, e, pior ainda, continuam a não querer saber. Assim, a União Europeia  vai  acabar em menos de vinte anos, vai, vai. Cherry? Cherry? Lá ficou ela par trás outra vez ... Oh! Cherry não podes ficar para trás, Cherry! Vá lá, toma lá este biscoito. Milagro, toma lá. Deram-lhes dinheiro, e o dinheiro comeu-o a corrupção. Que aqui também há corrupção. Oh, se há. Há, e não é pouca. O mal do mundo é a corrupção. Aqui temos sete ministros, sete. Um deles, quando saiu, era ele quem tinha a tutela das obras públicas, quando saiu foi trabalhar para uma das grandes imobiliárias ... Estás a ver aquela torre enorme, lá longe? É lá que ele está. Outro saiu, e agora é presidente do maior banco. Há muita corrupção na banca. Muita. Na Grécia, foi, e é, a corrupção que os levou à falência. A corrupção e a preguiça. São uns preguiçosos, os gregos. Aqui, trabalhamos quarenta e cinco horas semanais, quarenta e cinco, meu caro. Sabes quantas horas trabalham os gregos por semana? Trinta e duas. Aqui temos cinco dias de feriados por ano. E os gregos, sabes quantos? Não têm conta. Vá lá, Cherry, mais um biscoito. Milagro, toma lá! Milagro, nice dog!  Eu trabalhei durante quarenta anos, vê bem, quarenta. Levo uma vida despreocupada, vou até à Indonésia ajudar aquela gente, mas não posso distrair-me. A pensão que recebo não deixa que me distraia. E os gregos? Pensas que se preocupam? Eu poupo para que não me falte, os gregos gastam o que os outros poupam. Achas bem? Assim, adeus União Europeia, good idea, mas não funciona. Não funciona porque nunca pode funcionar um grupo onde uns trabalham e poupam e outros preguiçam, corrompem, são corrompidos, e querem continuar a viver à custa dos outros. Os bancos têm culpas? Têm, têm, têm muitas culpas, está bem, está bem, mas os gregos são preguiçosos. E corruptos. A corrupção é o pior dos males do mundo. Cherry, vamos lá, Cherry. Adeus Milagro! Encontramo-nos terça? OK. Terça. 

À BEIRA DA ASNEIRA

Sticky patch or meltdown?
How politicians could carelessly turn a temporary softening of the global recovery into something worse.

SUMMER is at hand in the world’s big financial centres, but the mood is hardly bright. Stock prices have been sliding for weeks in response to gloomy economic news. Factory output has slowed across the globe. Consumers have become more cautious. In America virtually every statistic, from house prices to job growth, has weakened. There was some respite earlier this week, but only because a few figures—on American retail sales and Chinese factory production—were not as dire as feared.

Globally, growth is at its weakest since the recovery began almost two years ago. Is today’s softness just a sticky patch, or is the global recovery beginning to melt away?

The reasons for the lull suggest it should be temporary. First, the tsunami in Japan sent its GDP tumbling and disrupted supply chains, and thus industrial output, around the world, particularly in April. But just as that slump shows up in the economic statistics, more forward-looking evidence points to a rebound. The summer production schedules of American car firms, for instance, indicate that the pace of annualised GDP growth there will accelerate by at least a percentage point.

Second, demand was dented by a sudden surge in oil prices earlier this year. More income is being shifted from cash-strapped consumers in oil-importing countries to producers who tend to sit on their treasures. Costlier fuel has knocked consumer confidence, particularly in gas-guzzling America. And there is still an uncomfortable possibility that further instability in the Arab world will send prices soaring again. Nonetheless, at least for now, the pressure is waning. America’s average petrol price, though still 21% higher than at the beginning of the year, has started to fall. That should boost shoppers’ morale (and their spending).

Third, many emerging economies have tightened monetary policy in response to high inflation. China’s consumer-price inflation accelerated to 5.5% in the year to May. India’s wholesale prices leapt by 9.1%. Slower growth is, in part, a welcome sign that their central banks have taken action, and that those measures are beginning to work. There is no evidence that they have gone too far, even in China, where the worries about bringing the economy down with a bump are loudest. The bigger risk is that nervousness about a weakening world economy leads to a premature pause in the tightening. With monetary conditions still extraordinarily loose, such a loss of resolve would make higher inflation and an eventual crash far more likely.

A growth lull may be just what most emerging markets need, but it is the last thing that any advanced economy wants at the moment. The recovery in the rich world is weak and vulnerable, as recoveries tend to be after balance-sheet recessions. This lull is particularly dangerous because it coincides both with a move away from fiscal and monetary stimulus and with an outbreak of risky political brinkmanship on both sides of the Atlantic.

The shift from stimulus is well under way. Faced with a similar sluggishness last year, America’s Federal Reserve promised to jolt the economy with a second round of quantitative easing: printing money to buy government bonds. But the latest spell of quantitative easing comes to an end this month and the Fed has made clear it has no desire to add to it. The European Central Bank (ECB), meanwhile, is set to raise its policy rate again in July. The budget squeeze around Europe is intensifying, and even in America fiscal stimulus may give way to austerity (see article).

Some of these policy decisions are right. With America’s underlying inflation rate no longer uncomfortably low and declining, it makes sense for the Fed to refrain, for now, from another round of loosening; and, on the fiscal side, the country can probably get by without further stimulus. Some are not. In the euro area, where there is scant evidence of wage inflation and extreme weakness in the periphery economies, the ECB should not raise rates. In America, the big danger is that the row between the political parties over the country’s medium-term deficit leads to short-term spending cuts that are just what the country does not need right now.

Politicians playing poker

The current battle over raising the federal government’s debt ceiling is driven not by careful consideration of the economics but by ideology and brinkmanship. Democrats refuse to consider serious spending reform. Republicans reject higher taxes. Many tea-party types would rather see America’s government default than compromise on spending. The result is a perilous stand-off—and a growing danger that America will have to make drastic short-term spending cuts, or even find itself forced into a technical default.

A parallel dynamic is playing out in the euro zone, where the debate about how to deal with Greece’s debt crisis has descended into a high-stakes stand-off between Germany, which wants the maturities on Greek bonds to be extended, and the ECB, which resists any debt restructuring (see article). The hope is still that Europe’s leaders will come up with a face-saving compromise at their summit on June 23rd-24th. But the longer the confrontation continues, the greater the risk of an accident: a chaotic Greek default and exit from the euro.

This dangerous political brinkmanship could also have a damaging effect by creating uncertainty. Companies are currently sitting on piles of cash because they are wondering how strong economic growth will be. Politics gives them more reason to sit on their hands rather than investing and hiring immediately, providing a boost the world economy sorely needs.

There is a real risk that the politicians’ pig-headedness could lead to disaster. The odds of a catastrophe—harsh fiscal tightening in America, or a crash in the euro zone—may not be high, but neither are they negligible. Though economic logic suggests that the world economy is just going through a sticky patch, squabbling politicians could all too easily turn it into a meltdown.

ART BASEL


"If there was one booth that caught my eye and seemed an apt metaphor for the fair’s crush of art, it was Petrit Halilaj’s exceptional Statement for Chert, Berlin. Titled Kostërrc (CH) (2011), the work—which filled Chert’s entire booth, leaving its gallerists to hover in the lane just outside—comprised a perfect wave of dirt about to break. At its crest was a hint of grass, like tufts of green-blue hair.

The earthy smell of the soil (60 tons of it) and the sod was oddly gratifying, and the work simultaneously conjured weight and levity, stillness and speed. The soil was excavated from the hill in Kosovo where the artist was born, then brought to Switzerland on a truck. Like the artist’s larger body of work (he has an evocative earthwork in the current “based in Berlin” exhibition wonderfully titled Astronauts saw my work and started laughing), Kostërrc (CH) limns absence and longing, migration and transnational politics, the natural world and an erotic, corporeal intimacy."Art Statements"

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Saturday, June 18, 2011

PARA MAIS TARDE RECORDAR

ZENTRUM PAUL KLEE

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A leveza exterior não se prolonga lá dentro. O sítio, plano, também não parece o mais adequado para aquela onda que, nas trazeiras, vê passar a autoestrada. Dentro, Paul Klee (40% da sua obra pictórica)  consagrado entre os seus seguidores no movimento Cobra que, em meados do século passado queriam afirmar-se, para além de surrealistas, surrealistas revolucionários.  Aqui  e aqui.

Merece bem a visita de quem andar por perto.

Friday, June 17, 2011

É A PRODUTIVIDADE, ÁLVARO!

Álvaro Santos Pereira, o próximo ministro da Economia, colocou aqui anteontem um apontamento sobre A produtividade nos países da OCDE.

Quase desde o início deste caderno, venho reflectindo acerca de um conceito tantas vezes invocado mas raramente explicado. Aliás, estou convencido que a grande maioria dos que falam de produtividade ou não sabe do que falam ou falam de uma realidade diferente daquela que é definida nos manuais e citada nas estatísticas. Não será, evidentemente, o caso do novo ministro da economia. Contudo, o apontamento de Santos Pereira, que acompanhava o gráfico retirado dos valores da produtividade observados nos países da OCDE, pareceu-me pouco elucidativo das realidades subjacentes aos valores apresentados e da leitura superficial a que esses valores se prestam. Comentei,

O conceito de produtividade tem os seus truques. Sem por em causa os números da OCDE (quem sou eu para tanto?!!) um gráfico destes continua a suscitar-me muitas questões.

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Começando pelo lado direito,
o Luxemburgo apresenta o mais elevado nível de produtividade porquê? Porque, segundo os valores conhecidos do PIB per capita referentes a 2010 (PNUD 2010) é também o mais elevado do mundo.

Por que são os luxemburgueses tão produtivos? Já agora, ouvimos muitas vezes apregoar que, fora de Portugal, os portugueses são muito produtivos e os que trabalham no Luxemburgo são os mais produtivos de todos. A verdade é que a economia do luxemburgo é uma economia sustentada quase exclusivamente pelas actividades financeiras lá sedidadas. Não faz nenhum sentido comparar o Luxemburgo com Portugal em termos deste conceito de produtividade. Compare-se em termos de PIB per capita e já se compara alguma coisa. Chamar produtividade ao racio PIB/horas trabalhadas é desadequado, neste caso.
Os luxemburgueses não são mais produtivos, simplesmente têm muitos bancos à volta.

Por outro lado, a produtividade das actividades financeiras levou rombos um pouco por todo o lado.
Na Irlanda, na Islândia...Já contempla o gráfico esses rombos?
Uma economia, realmente produtiva, não é tão sensível a crises como aquela que abalou o mundo financeiro mas é ao mundo não financeiro que está sendo apresentada a factura das consequências dramáticas da crise.

Que o digam os gregos e os portugueses, e os irlandeses, e os islandeses. Os bancos excederam-se em produtividade e os resultados estão à vista. A Grécia tornou-se muito produtiva depois de se embebedar em crédito barato. Como estará agora a sua produtividade nesta fase de ressaca aguda?

E por aqui me fico, para não abusar do espaço. Mas acerca da produtividade tenho muitas dúvidas acerca de muitas leituras que andam por aí.

CÁBULAS & Cª.

Era filho de um polícia da PVT, Polícia de Viação e Trânsito, uma corporação que viria uns anos mais tarde a ser extinta por acumulação de processos de corrupção observados entre os seus membros. Era conhecido pelo Pêvêtê, numa época em que era quase indigno não ter alcunha. Mais velho que eu um ano, teria na altura quinze, era o melhor em desenho e trabalhos manuais mas pouco interessado no resto. Já era repetente naquele ano e no fim do ano lectivo estava novamente ameaçado a quase tudo, salvo, obviamente, a desenho e oficinas. Deve ter farejado todas as artes possíveis para atingir o dez que precisava a português e inglês até o acaso vir ter em socorro dele. Encontrou-o no caixote de papéis usados que a secretaria mandava regularmente para o lixo. Ia a caminho de casa, desasado com a ameaça do ponto de português daí a dois dias, quando olhou para o caixote, e, no caixote, uma matriz daquelas a partir das quais na secretaria policopiavam os questionários redigidos pelos professores. Olhou, desconfiado se não estaria a sonhar, confirmou que não havia testemunhas e embolsou a cera.

Mal chegou a casa, descodificou a matriz amachucada e tratou de procurar as soluções para os quesitos pelos seus próprios meios. Que, já se disse, eram escassos. Não chegavam. No dia seguinte, veio ter comigo e contou-me a descoberta porque precisava de ajuda. Ajudei-o, claro. Fomos até casa dele, a mãe serviu-nos um almoço de estalo, em menos de uma hora tínhamos as respostas alinhavadas e a composição feita. À saída recomendei-lhe que não tentasse decorar aquela redacção mas descrevesse a ideia por palavras dele. Deve ter ficado tão esperançado com a obra que não se conteve e falou na descoberta ao Psioca, outro atrapalhado com a escrita. E, deste modo, se foi espraiando a marosca. De tal modo que à hora de entrada para o ponto não havia ninguém que não conhecesse o questionário, as respostas certas e uma redacção modelo.

Nunca uma prova de português se fez a tanta velocidade. Até o Coelho, que para acabar era preciso arrancar-lhe o papel das unhas, só não entregou o ponto mais cedo para não levantar suspeitas acerca das razões de tanta ligeireza.

Daí a três dias, estavam os pontos vistos, e a batota à mostra. Tínhamos todos errado uma pergunta, "curiosamente" a mesma, até as composições "também por grande casualidade", segundo a professora, eram "quase iguais",  salvo a minha, mas mesmo na minha a música era a mesma talvez tocada por um instrumento diferente. Talvez "um pífaro", e divertia-se com o nosso comprometimento estampado na cara.

De modo que, rematou ela quando era evidente que não havia quem pudesse contestar, como o período acaba dentro de três dias, terão todos oito na pauta salvo haja voluntários que queiram fazer oral para aumentar a nota. Quem quer começar? Levantou-se a turma inteira.

Assim vai ser complicado, mas faz-se, disse ela. Cada oral, dez minutos, pela ordem alfabética da pauta. Começamos já, quem não for interrogado hoje apresenta-se todos os dias aqui às oito da manhã enquanto não chegar a sua vez. O Pêvêtê, era Fernando, ainda foi interrogado naquele dia. Conseguiu dez. Deu para passar.

Ele, a caminho de casa, eu a caminho da estação de caminho de ferro, que ficava para o mesmo lado, dizia-me: A culpa foi do Psioca. Mas fiquei mais contente assim. Assim, como? Mostrei que sabia alguma coisa, não?

VIENNA INITIATIVE

As declarações de Merkel  aliviam tensões no mercado europeu, ... A Chanceler reiterou ainda que a Iniciativa de Viena (quando, em 2009, os bancos expostos à dívida pública de países de Leste que sofriam intervenção externa decidiram novas datas para as maturidades das obrigações que detinham em troco de condições mais favoráveis) era um bom princípio para a participação do sector privado.

Não pode ser de outro modo: os credores têm de transigir e conceder aos devedores tempo e condições para estes poderem cumprir.

As declarações de Jerónimo são patéticas, mas podem ser desastrosas para os interesses do país se a ameaça sair da AR e for levada para as ruas. Os comunistas apresentaram as linhas orientadoras da proposta que irão apresentar na Assembleia da República para uma auditoria e reestruturação da dívida pública, a par de uma "ofensiva diplomática e negocial" e da diversificação das fontes de financiamento do Estado português. 

Evidentemente que os actuais credores ficariam imensamente satisfeitos se Portugal fosse obter financiamentos junto de outros para lhes pagar a eles. É isso que significa a exorbitante subida dos juros nos mercados secundários da dívida soberana. Mesmo admitindo que Jerónimo percebe pouco de mercados financeiros, não pode pensar-se  que no PCP não haja quem perceba. Claro que há. O que o PCP pretende é preparar o terreno para as manifestações que a CGTP irá orquestrar por sua conta.  

NOTÁVEL E INCOMPREENSÍVEL

Como é que bancos que têm visto as suas cotações a afundarem-se dramaticamente porque os investimentos em que colocaram os fundos que os depositantes lhes confiaram são considerados desastrados pelos gestores de fundos (não há outras razões plausíveis) e pelos mesmos gestores de fundos classificados entre a nata dos financeiros que melhor se relacionam com os investidores?

Salgado e Ulrich no top ten da banca europeia.
BES, BPI e BCP estão entre os bancos europeus mais bem cotados na relação com os investidores. Ricardo Salgado, Fernando Ulrich e Carlos Santos Ferreira surgem no topo de uma lista de 83 CEO avaliados num inquérito da Thomson Reuters, junto de cerca de quatro mil gestores de fundos e analistas.

Que tipo de relação é essa que agrada mas só dá prejuízos?

Só há um modo de contornar este paradoxo.Os banqueiros estão para os pequenos depositantes como os magistrados para os cidadãos comuns: Devem supor-se suspeitos até prova em contrário.

Thursday, June 16, 2011

O JOGO DA CABRA CEGA*

Ainda a propósito do copianço dos candidatos a juízes  e procuradores.
Leio no "Público" de ontem que as provas poderão vir a ser repetidas.

Se assim for, será perpetada mais uma burla dentro da casa onde deveria ser germinada a justiça.
Porque a repetição da prova dará uma oportunidade que não deveria ser concedida aos burlões.

Burlões, para os quais a mais elementar indignação de uma sociedade minimamente consciente deveria exigir uma pena adequada.

E os outros, os que não copiaram?, perguntar-se-á.

É fácil a resposta: Não estão aqueles 137 a candidatarem-se a juízes e procuradores? Pois bem: Resolvam o caso. Abram um inquérito e passem à prática. Investiguem, concluam e julguem.

Mas falta ainda julgar outros, aqueles que complancentemente não abriram a boca: os magistrados.
Como é que uma classe inteira, a quem a sociedade deposita a confiança para julgar, se cala?

São todos desonestos ou são todos cobardes?
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ELMIRA

Bom dia! Ah, que bom começar o dia a ouvir, bom dia! Até fiquei com a pele assim. Estiveram então com a minha irmã ... pois eu sou muito mais extrovertida que ela. Saio à mãe. Esteve cá há duas semanas. Passámos todo o tempo a falar, e a minha irmã a ouvir. O meu sobrinho é, nisto de falar, mais parecido comigo. Vim para cá dois anos depois da minha irmã ter vindo. Até ganhava bem em Portugal naquele tempo. Para o que era normal, até ganhava bem. Mas vim, vim por um ano, trabalhar num hotel, voltei a Portugal,  depois disse para comigo, tenho de voltar, e voltei. Casei com um suíço, não deu certo, divorciámo-nos, mas fiquei por cá. Agora não volto a casar. Na!... Não tenho filhos, pois não, mas tenho sobrinhos. Este aqui e vários em Portugal. Hoje atrasei-me um pouco na abertura da loja, fiquei por ali a tomar um café, a fumar o meu cigarrinho, a dar uns dedos de conversa, sabem como é, precisamos de ter isto tudo controlado. Mas estava de olho aqui na porta. Abri esta loja há nove, vai fazer dez anos. Ao princípio não foi fácil, agora também não, mas cá vou resistindo. Comecei só com roupas de criança, mas depois tive de começar a trabalhar com roupas de mulher. Os suíços têm muitos filhos? Têm, têm, mas os suíços também têm hábitos muito diferentes dos nossos. Enquanto lá toda a gente quer novo e de marca, aqui eles vestem os irmãos mais novos com o que usaram os que apareceram primeiro. E também é muito frequente os vizinhos darem peças de vestuário já usadas. Quanto a marcas, olhem, tive de reduzir e oferecer vestuário mais em conta. Aqui o custo de vida está muito elevado, e as pessoas cortam na despesa com vestuário. E depois, eles não querem que isto se saiba, há muita pobreza escondida neste país. Há, há. Não querem que se saiba, mas há. Então prima, vai essa? Fica-te mesmo bem. Não fica? Eu acho que te fica mesmo muito bem. Tratamo-nos por primas porque ela é angolana, de Nova Lisboa. Pois, já sei, já me disseram que abriu ali atrás uma pequena loja de artigos portugueses. Ainda não estive lá, mas vou lá. Tem pastéis de nata? Não me diga. Adoro pastéis de nata. Ainda hoje por lá passo. Meus ricos pastéis de nata. Estiveram em Einsiedeln? Então não viram  a procissão de Pentecostes, no domingo passado. O Convento é enorme. Pois foi pena que já estivesse fechado quando lá chegaram.  Aquilo é lindo, não é? Para lá do lago, que fica do outro lado, junto a Gross, a paisagem é uma maravilha. Vale a pena voltar lá. Gostei muito que me tenham visitado. Apareçam sempre.