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Thursday, May 31, 2012

SÁDICO E EUNUCO, E ENGANADO*

Oliveira Martins é comummente reconhecido como competente e eficiente. Desde que passou a presidir ao TC são frequentes os relatórios que dão conta de ilegalidades e irregularidades cometidas pelas administrações públicas centrais, regionais e locais. Irregularidades e ilegalidades que prejudicam gravosamente os interesses do estado, o que significa que  assaltam impiedosamente os bolsos dos contribuintes.

Mas são de um sadismo atroz. Primeiro: Porque, por natureza ou distracção legal, revelam os estragos mas não os previnem; Segundo, porque raramente os infractores são condenados e, quando eventualmente o são, as penas são de galinha. 


Quer isto dizer que, depois de tanta discussão acerca da enorme carga  para os contribuintes que resultou da criação de uma mirífica ideia chamada Scut (o melhor de dois mundos - nem financiamento do estado nem portagens para os utilizadores), depois das negociações para acabar com elas e reduzir a carga fiscal insuportável que as famigeradas Scuts impunham, o TC foi analisar os resultados das negociações, calculou-lhe as consequências, e, ao retardador, como é da praxe, vem declarar que, se estávamos a ser tramados, agora, que os contratos foram renegociados, passamos a ajoujar com mais impostos ainda.


É a vida!

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É demais.
Quem é que disse que somos muito diferentes dos gregos? Diferentes, talvez. Mas não muito.

Tuesday, August 17, 2010

O JOGO DAS ESCONDIDAS

Público e notório:

A sustentabilidade da Estradas de Portugal está muito dependente da concretização da introdução de portagens, reconhece o presidente da empresa.

Mas, alguma vez, Almerindo, estiveste convencido que não teria que ser necessariamente assim?
Ou pagamos todos, através do OE, ou pagam os que as utilizam através de portagens. Como o OE está cada vez mais roto, e as receitas não crescem do asfalto, as portagens são incontornáveis.  

Algém, alguma vez, teve dúvidas acerca disto? Não, certamente, o Almerindo.

Friday, May 09, 2008

DESNORTE

Ouço na rádio, esta manhã, que Ludgero Marques vai sair da presidência da Associação Industrial Portuense e concedeu uma entrevista à Antena 1. Além do mais, Ludgero Marques critica os políticos nortenhos que emigrarm para Lisboa, e em Lisboa trataram das suas vidinhas e esqueceram ao que vinham: defender os interesses nortenhos nas instâncias do poder residentes na capital do país. Também critica os políticos em geral que tomam decisões que prejudicam os interesses nacionais e não são punidos por isso. A título de exemplo, referiu a criação das Scut, uma iniciativa do governo Guterres, forjada pelo então ministro João Cravinho.
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Estes e outros políticos deveriam ser responsabilizados, pois não é, segundo Ludgero Marques, admissível que um empresário perca a sua empresa se comete erros e nada perde o político que os faz com dimensões muito maiores.
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Não diz Ludgero como é que a punição, que preconiza, dos políticos possa ser administrada em regime democrático, para além da apreciação que deles possa ser feita nos momentos eleitorais. Para além, evidentemente, dos casos em que as acções dos políticos, por razões de ilegalidade grave caiam na alçada da justiça e eles sejam condenados pelos tribunais. Porque, ainda que se concorde com ele no caso das Scut, por exemplo, fica-nos a impressão que a critica de Ludgero Marques é tão pouco estruturada quanto o desabafo do homem da rua que sente o que está mal mas nem sabe explicar porquê nem como sair da encrenca. O que, manifestamente, é pouco sobretudo para quem tem um curriculum como Ludgero.
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Ludgero, por outro lado, deveria também reconhecer que se os políticos são maus, e nomeadamente os do Norte, nem todos os empresários nortenhos que ele representou durante 23 anos são exemplares: alguns perderam as empresas mas colocaram os seus interesses próprios a salvo, outros perderam as empresas mas passeavam-se, e continuam alguns a passear-se, em carros de gama altíssima. Terá Ludgero alguma vez reparado nestes grandessíssimos empresários?
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